Notas iniciais
EU VOLTEI, E AGORA É PRA FICAAR! PORQUE AQUIII, AQUI É O MEU LUGAAAR! Tá, chega de cantar. Seguinte, a tia teve três probleminhas que me impediram de escrever por esse tempo todo, e eu vou listá-los e explicá-los: 1- Meu computador quebrou, e não tinha outro em casa; 2- Eu terminei com a minha namorada, então estava sem ânimo pra escrever sobre amor; 3- Eu viajei, e o meu computador recém-arrumado ficou em casa. Então é isso:) Aproveitem os novos caps, escreverei mais em seguida.

Santana acordou cedo no dia seguinte. Um sorriso largo e relaxado estava estampado em seu rosto, e aumentava na medida em que ela se recordava dos eventos da noite anterior. Podia sentir Brittany dormindo pesadamente ao seu lado, com uma das mãos abraçando sua cintura. Lentamente, afastou o braço da namorada. Ela merecia mais algumas horas de descanso.

Mal se vestiu e foi recebida por um latido alegre. A latina procurou a cabeça de Scooby e fez um rápido carinho, segurando em sua coleira e deixando que ele a guiasse para baixo.

– Bom dia, querida! – Susan Pierce cumprimentou com um sorriso enorme. – Estou preparando o café, importa-se de esperar mais um pouquinho?

– Claro que não. – Santana respondeu. – Posso ajudar?

– Hm, claro. Imagino que saiba preparar omeletes, certo?

– Mhm. – Santana levantou-se e foi até a direção da voz da mulher. – Só me mostre onde está a frigideira.

Em pouco tempo, Santana e Susan haviam preparado o café da manhã da família inteira. Susan sentou com a morena à mesa da cozinha, servindo-as.

– Sabe Santana, você deve ser muito especial para a minha Brittany. – Susan comentou. – Você foi a única namorada que ela já trouxe aqui em casa.

Antes que Santana tivesse a chance de responder, o cômodo foi ocupado pelas vozes das irmãs Pierce.

– Nojenta! – Carol resmungou.

– Só diz isso porque tá encalhada há anos. – Brittany devolveu.

Você passou um ano da sua vida babando pela mesma pessoa, sendo que vocês sequer sabiam o nome uma da outra. – Carol respondeu. – E quem disse que eu estou encalhada?

– Hã, a sua cara cada vez que eu te chamo de menina-baleia encalhada?

– Meninas, modos! – A Sra. Pierce interrompeu. – Sentem e comam como pessoas civilizadas, que foi da maneira que eu as criei!

– Bom dia, baby. – Brittany cumprimentou alegremente, roubando um beijo da namorada. – Vocês fizeram café?

– Sim, minha ratinha! – Susan confirmou. – Sua omelete está separada, sem salsa.

– Mãe, ratinha não! – Brittany repreendeu.

– Hm, tudo bem. Minha bebezona!

– Mãe! – Brittany corou, ouvindo a risada da irmã e de Santana. – Tudo bem. Onde está o papai?

– Aeroporto. – As irmãs trocaram olhares confusos. – Sua irmã resolveu viajar um pouco antes da hora. Vocês sabem alguma coisa sobre isso?

– Não. – As três responderam em uníssono.

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– Aonde a gente vai? – Santana perguntou, agarrada na mão de Brittany.

– Na casa de uma pessoa que eu quero muito que você conheça. – Brittany respondeu, ajudando a namorada a sair do carro. – Eu tenho certeza que você vai gostar dela, baby. Não precisa se preocupar.

– Não estou preocupada, Britt. – Santana riu. – Só curiosa. Quem é essa pessoa?

– Já vai ver. Ou ouvir. Ah, você me entendeu. – Santana riu e beijou a bochecha da loira. – San, diz de novo?

– O que, Britt?

– Você sabe. – A loira sorriu, parando na calçada e envolvendo a namorada pela cintura.

– Eu amo você, Brittany Susan Pierce. – Santana declarou, sentindo os lábios de Brittany abafarem suas últimas palavras.

– Eu te amo mais. – Ela sussurrou no ouvido da namorada. – Vem, baby.

Brittany tocou a campainha de uma casa amarela, que se destacava das outras casas da rua pelas suas cores berrantes e o gramado enfeitado. Para a maioria das pessoas era só uma casa de um dono de extremo mau gosto e sem-noção, mas para Brittany, era parte de sua infância. O balanço gasto pelo tempo pendurado no braço de uma das árvores, as janelas que pulara tantas vezes, o jardim em que ensaiara os seus primeiros passos de balé, mas, principalmente, a mulher loura que havia aberto a porta e abraçava Brittany com força pelo pescoço.

– Brittany! – A mulher grasnou. – Sua praga! Tem alguma noção de quanto tempo você não liga? Não tem telefone no seu apartamento em Nova Iorque? – ela agora batia no braço da loira. – Nem pensou em me mandar um e-mail? Uma mensagem, um sinal de fumaça? Pode começar a se explicar agora!

– Desculpe, tia. Eu fiquei um pouco ocupada nesses últimos… ai! Isso dói! – A loira reclamou, esfregando o braço. – Não deu tempo.

– E eu assumo que parte da sua ocupação seja esta? – Ela perguntou com um sorriso, indicando Santana com o queixo.

– Exatamente. – Brittany confirmou. – San, baby, esta é Holly, a minha tia. Tia, essa é a Santana, minha namorada.

– E mais essa! Não liga nem pra contar que está namorando. – A loura mais velha voltou a bater no braço de Brittany, fazendo Santana rir. – E não pense que vai amenizar a minha raiva só porque trouxe a sua namorada para me conhecer. Eu cuido de você depois, Brittany Susan Pierce. – Holly brincou. – Muito prazer, Santana. Podem entrar, eu estou terminando de fazer o almoço.

– E o que a gente vai comer? – Brittany perguntou alegremente.

– Depois de quase um ano sem notícias, eu deveria te deixar comer só os nabos! – A mulher ralhou. – Mas eu estou fazendo lasanha, sintam-se à vontade para se juntar a mim.

– Muito gentil da sua parte. – Brittany brincou.

– Se faça útil e pegue o queijo na geladeira, Susan. – Holly devolveu, fazendo Brittany revirar os olhos. – Então, Santana, o que você faz?

– Dou aulas de música. – A latina respondeu.

– É, ela toca tri bem tia. – Brittany emendou, entregando o queijo para a mulher. – E ela também cozinha.

– Por isso você ainda não morreu de fome? – A mulher perguntou, fazendo Santana rir. – Brittany, não fique com essa cara. É verdade e você sabe.

– Tudo bem, talvez eu não saiba cozinhar. – A loira disse relutante.

Talvez? Há! Santana, uma vez ela quase colocou fogo na casa tentando fazer miojo.

– Como? Britt, a Beth sabe fazer miojo! – Santana exclamou.

– Eu tinha seis anos! Eu não sabia que não se põe panelas no micro-ondas.

– Você tinha onze. – Holly corrigiu. – Ela quase incendiou a minha casa. A sorte é que Jenna viu antes que o micro-ondas explodisse.

Santana e Brittany ficaram com os corpos rígidos ao ouvir o nome da mulher. Holly notou o desconforto no rosto das duas, mas não ficou surpresa. Sabia das brigas de Jenna e Brittany, e imaginou que algo pudesse ter acontecido.

– Jenna veio para cá? – Perguntou, ignorando a expressão de Brittany.

– Sim, mas já voltou. – A loura respondeu friamente.

– Tudo bem então. – Holly disse, limpando as mãos na toalha. – Brittany, arrume a mesa. O almoço já está quase pronto.

Notas finais
E ai? Ficou meio besta, mas era só pra apresentar a minha personagem preferida do seriado inteiro, então...