O Amigo Do Meu Pai
4 Sequestrada
Notas iniciais
Ele parou no meio da rua. Eu acabei parando também. Ele olhava-me perplexo, como se não pode-se ser verdade. Sam, de repente, pegou-me no braço (com gentileza) e “arrastou-me” até o hotel mais próximo. Era grande e luxuoso. Ele entrou lá sem o menor problema, pelo contrario: Até abriram a porta do hotel para ele, cumprimentando-o. Aquele só podia ser o hotel onde ele estava hospedado. Resumindo: ele estivera o tempo todo me levando para o hotel dele (pelo menos eu achava isso). Nós entramos no elevador, ele apertou um botão e o elevador fechou-se, subindo. Olhando o visor que mostrava o andar em que você se encontrava, disse a primeira palavra desde que ele pegara pelo braço.
-Esta me sequestrando?
Sam não respondeu. Paramos no 16° e ele, puxando-me pelo braço novamente, tirou-nos do elevador e nós guiou. Ele parou a frente da porta de número 163 e pegou em seu bolso o cartão do quarto. Abriu-o e “empurrou-me” para dentro, com ele entrando em seguida. Era um quarto espaçoso. Para falar a verdade, acho que era um apart-hotel. Tinha uma sala, quarto e banheiro (exceto cozinha), todos separados um do outro. Ele conduziu-me até o sofá, onde ambos sentamos. Ele abaixou a cabeça e passou as mãos no cabelo.
-Você é filha do Chris? Ele disse olhando-me seriamente.
-Sim, sou.
-Serio que isso não é uma pegadinha? Você tem certeza, mesmo? Questionou-me ele de um jeito como se tentasse acreditar que era mesmo uma pegadinha.
-Tenho. Minha mãe me assegurou antes de morrer.
-Sua mãe morreu? Ele indagou-me surpreso.
-Sim, respondi um pouco emocionada.
-Lamento, ele disse num tom que dizia que ele realmente lamentava.
-Tudo bem, faz um tempo já. Por isso vim procurar Christopher. De certa forma, agora, ele é minha única família.
-Entendo, ele disse levantando-se. Ele voltou a passar a mão em seus cabelos e exclamou — Cara, não acredito! Você é filha do Chris! Quantos anos você tem?
-Vinte e três, respondi.
-Nossa! Então foi por isso que você foi ao show? Questionou Sam, voltando á sentar-se ao meu lado.
-É. Só que no final, eu me dei mais bem com você do que com meu pai! Disse olhando-o.
-É...Mas não foi porque Chris não gostou de você. É porque você lembra muito sua mãe — ele disse.
Fiquei um pouco espantada, pois como ele saberia disso? Vendo minha cara de espanto, Sam justificou-se:
- Depois que você saiu, falamos com Chris e ele contou toda a história. Que namorara sua mãe á anos, e que não falava com ela desde que terminaram, e que você lembrava-a muito.
-Ah...Disse compreendendo.
-Como pretende dizer isso ao Chris? Ele perguntou-me.
-Não sei. Esperava que te contando você pudesse ajudar-me! Respondi-o sinceramente.
-Até posso... Mas o que ganharia com isso? Ele disse, como se não visse vantagem no que eu proporá.
-Eu não acredito nisso! Você praticamente arrastou-me para esse hotel porque te disse que era filha do cara, além de também querer saber todos os detalhes da historia. E agora você quer algo em troca? Você é muito cara-de-pau! Disse furiosa, levantando-me. Minha vontade era socar aquele cara, sério! Ele era muito interesseiro e pilantra!
Ele levantou-se também e rindo, aproximou-se (muito!) de mim:
-Você é bem filha do Chris! Nem precisa de DNA! Ele faria exatamente igual! Exclamou ele com um sorriso risonho nos lábios — Eu estava brincando com você! Ajudarei com prazer, sem cobrar nada!
Sam estava bem próximo de mim. E o pior era que ele estava usando um perfume realmente cheiroso, e para piorar, eu amava perfumes e desodorantes masculinos. Eu simplesmente perdia o controle a senti-los, porque fala sério, eram muito bons! Afastei-me antes que algo muito ruim acontecesse., porque como eu disse, eu perdia o controle.
-Então, qual era sua ideia mesmo? Perguntei arrumando o cabelo e olhando para o chão.
Sam começou a contar-me algumas ideias que tivera para meu encontro com meu pai e nos passamos o resto da tarde juntos, decidindo que ideia seguir e conhecendo um pouco mais um ao outro.
Notas finais
Comentem.
Fale com o autor