O Amigo Do Meu Pai

22 Essa lingerie não me pertence


Notas iniciais
Olá povo, meu brilho voltou! hahahaha, nem sou convencida! Desculpe-me pela demora, mas é que essa semana foi meio tumultuada para mim, então eu tive um tempo limitado para meus afazeres que não tivessem conexão com a escola. Sabe, eu ainda acho que vocês vão me enfartar... Eu, entrando aqui no site para conferir como está o andamento das minhas fics, e vejo mais uma recomendação!? A autora aqui tem coração fraco, eu ainda posso ter um treco e aí vocês ficarão sem um fim! hahahahaa. Estou brincando, eu ainda quero muitas outras recomendações, como a linda da Liaah, que fez a mais recente da fic. Muito obrigada querida, eu amei muito, e por isso esse capítulo é todo seu! Espero que vocês gostem, e já vou dar um spoiler nanico desse capítulo: Sam safado está de volta! Então mulherada, preparem os corações! hahahaha. Enjoy

Acordei me sentindo um pouco melhor. A dor em todo meu corpo havia desaparecido, mas a fome não. Aliás, parecia que tinha até um monstro dentro de mim. Sam ainda dormia, e como ele estava com os braços em volta de mim, não me mexi muito para não acorda-lo. Eu fiquei olhando para o teto, pensando no que faria á seguir. Tentaria de novo, ou seguiria em frente? Os dois eram apostas grandes de se fazer. Se seguisse em frente, sem insistir em que meu pai me reconhecesse, eu nunca teria um pai. Ficaria para sempre só com algumas lembranças de poucas semanas como filha e uma ferida enorme de ser rejeitada. Mas se insistisse, tentasse de novo, poderia não obter sucesso. Sem contar que poderia me doer ainda mais, me machucar mais ainda. Eu realmente não sabia o que tentar agora. Duas vezes rejeitada... Era de se pensar que eu iria desistir ou insistir? Eu refleti muito sobre minhas opções, até que Sam despertou. Ele olhou-me já acordado e se desgrudou de mim, meio constrangido.

–Bom dia – ele disse.

–Bom dia – respondi meio muxoxo.

–Já acordada? — Ele comentou bocejando.

Fiz que sim com a cabeça. Ele olhou-me melhor e sentou-se na cama, para puxar um papo no mínimo:

–Poderia saber o que te tirou o sono ás... Oito e vinte e quatro da manhã?- Ele perguntou olhando para um relógio de parede e depois de volta para mim.

–O que irei fazer agora de minha vida, Sam? — Perguntei olhando-o.

Sam suspirou triste e esfregou os olhos. Deus, já comente como ele consegue ser gato até acordando, todo amassado e com cara de sono?

–Eu não sei Anne... Ninguém sabe além de você mesma! — Ele respondeu-me voltando a olhar-me.

Concordei de novo com a cabeça e olhei para frente. Ele estava certíssimo. Sam levantou-se da cama e foi para o banheiro. Eu fiquei na cama, ainda desperta em pensamentos. Quando Sam voltou, ele me tirou novamente de transe.

–Esta com fome? – Ele indagou.

Ia responder quando minha barriga roncou. Não foi muito alto, mas alto o suficiente para Sam ouvir. Ele riu, enquanto eu corei de leve.

–Parece que sim... — Ele comentou ainda rindo.

Eu sorri constrangida e me levantei da cama. Passei por Sam, que secou minha bunda abertamente, e entrei no banheiro. Fiz minha higiene matinal e saí, encontrando Sam completamente trocado e arrumado.

–Nossa! Rápido você! — Comentei.

Sam apenas sorriu e voltou-se para arrumar umas coisas. Eu olhei em volta e vi minhas roupas na mesa. Elas já deviam estar secas, mas não queria bota-las. Lembranças do dia anterior eu já tinha de sobra.

–Sam... Você poderia ir até meu quarto? — Perguntei tendo uma ideia.

Sam se virou para mim meio surpreso.

–Por quê?

–Para buscar uma roupa para mim. Não quero vestir aquilo – disse apontando para minhas roupas.

Sam levantou uma sobrancelha.

–Para escolher uma roupa? Para você? — Ele repetiu.

–Sim. Por favor – pedi fazendo até biquinho.

–Tudo bem, tudo bem... — Disse Sam rindo.

Eu fui até ele e dei um beijo na bochecha dele, ficando na ponta do pé. Sam ficou um pouco constrangido, bem pouco, mas ficou. Eu fui até minha bolsa e vasculhei-a atrás da chave do quarto. Encontrei-a e entreguei-a á Sam.

–O que exatamente devo trazer? Ele perguntou sem saber.

–Sei lá... Qualquer coisa desde que não seja muito extravagante – respondi dando de ombro.

–Ok.

Ele ia saindo do quarto e rumando á sala do apart quando eu fui atrás dele, me lembrando de algo.

–Ah Sam! Disse na porta do quarto, fazendo-o me olhar – Traz também uma lingerie para mim? Questionei com cara de inocente.

Sam olhou-me com uma mistura de incredulidade com riso.

–Isso é sério? Ele perguntou com um sorriso de incrédulo.

–Ahã...

–Anne, você quer que eu te traga um par de lingerie?

–Quero! — Disse rindo da reação dele – Quero tomar um banho decente e poder trocar de roupa decentemente também!

Sam riu de mim e foi se encaminhando para a porta, sem dizer mais nada.

–Traz uma bem bonita! — Provoquei quando ele ia saindo do quarto.

–Sem dúvidas... — Ele respondeu malicioso, sorrindo do mesmo jeito, antes de fechar a porta.

Eu fiquei com um leve receio do que ele pudesse aprontar, mas relaxei e voltei para o quarto. Eu, que necessitava de um banho direito, decidi ir para o chuveiro. Entrei no banheiro e fechei a porta, despindo-me. Liguei o chuveiro numa temperatura agradável e me botei debaixo dele. Era maravilhoso sentir a sensação da água caindo sobre meu corpo desnudo, sem nenhum tipo de tecido impedindo o contato direto. Fiquei no chuveiro uns dez minutos, tomando um banho decente sem incômodos, até que a porta do banheiro se abriu violentamente. Era Sam. Eu, na hora que o vi, me cobri do jeito que pude: botei minhas mãos nos seios e cruzei forte minhas pernas.

–SAM! Grite espantada e com raiva dele.

Sam olhou-me e deu um sorriso safado.

–Me desculpe! — Ele disse secando-me sem pudor nenhum.

Eu, se não estivesse nua, teria pulado nele esbofeteando-o.

–Saí! Pedi entre dentes, morrendo de raiva.

Sam levantou as mãos em redenção e virou-se, saindo do banheiro e fechando a porta aos risos. Terminei meu banho espumando de raiva de Sam. Ah, mas que eu lhe daria um belo tapão quando saísse do banheiro, eu lhe daria! Peguei a toalha, secando-me e me enrolando nela e saí do banheiro com meus cabelos pingando um pouco. Sam estava de costas para mim, de frente á janela. Ele virou assim que ouviu meus passos. Ele, de imediato, sorriu malicioso enquanto eu o fuzilava com o olhar.

–Seu idiota! Disse apertando meu cabelo e deixando a água pingar no tapete.

–Não tenho culpa se não trancou a porta... Mas admito que gostei do seu descuido — Ele disse todo malicioso enquanto eu só olhava com mais raiva.

–Onde esta minha roupa? — Perguntei mudando de assunto e cruzando os braços.

Ele sorriu maliciosos para mim e se virou, pegando então uma muda de roupa. Ele botou a muda na cama e cruzou também os braços.

–Então? Vai ficar aí me olhando me trocar? — Perguntei dura.

–Se você deixar... — ele disse dando de ombros.

Bufei alto e ele riu saindo do quarto e fechando a porta. Troquei de lado da cama, indo ver as peças que ele me escolhera: um suéter branco com a glosa enfeitada, uma saia preta que ficava razoavelmente curta em mim e um salto alto bege básico. Até que boas escolhas. Mas quando via lingerie, quis mata-lo. Para começar, não era uma lingerie minha; ele devia ter comprado. Era de renda azul minúscula. A calcinha era praticamente fio dental. Eu espumei vendo aquilo.

–SAM! Gritei com raiva.

Sam entrou calmo no quarto.

–Que droga é isso? — Perguntei levantando a lingerie.

–Uma lingerie – ele respondeu calmo.

–Não minha! Eu nunca vi isso na minha vida! Essa lingerie não me pertence!- Disse jogando as peças na cama.

Sam abaixou a cabeça rindo baixo.

–Vai ver é porque eu devo ter comprado na loja do hotel — Ele disse dando e ombros.

Fuzilei-o com o olhar pela enésima vez e joguei uma agenda que estava em cima do criado-mudo na direção de Sam. Ele somente riu e saí do quarto. Amaldiçoando Sam até a morte, eu vestia a lingerie. A parte de baixo era um pouco incomoda, mas o sutiã não. Vesti o resto da roupa e aprovei. Ficara bom. Agora a missão era cuidar do cabelo. Fui até o banheiro e deu uma vasculhada nos armários, e por sorte, encontrei um secador. Sequei meu cabelo em dez minutos. Depois parti para a maquiagem. Fui até minha bolsa e catei meu rímel e um batom rosinha que sempre carregava. Passei um gloss por cima do batom e finalizei minha arrumação. Saí do quarto com minha bolsa em mão. Sam, que estava no sofá, arregalou os olhos levemente e assobio.

–Parece que escolhi bem! — Ele comentou convencido.

Fechei a cara para ele e ele se levantou, postando-se ao meu lado.

–Vamos? — Ele perguntou.

Acenei que sim com a cabeça, mas assim que cheguei à porta paralisei.

–O que houve Anne? — Sam perguntou preocupado, do lado de fora já.

–Não posso... — Respondi-o confundindo-o.

–Não pode o que? — Ele repetiu sem entender.

–Sair desse quarto contigo!

–Mas por que...? — Ele começou perguntando, mas parou assim que me viu recuando quarto á dentro.

Ele entrou também, fechando a porta. Eu havia me sentando no sofá, e ele sentou-se ao meu lado.

–Por que você não pode sair desse quarto comigo Anne?

Respirei fundo e olhei-o.

–Sam, por tudo que aconteceu. Como os outros reagiram quando souberem? Porque se um deles não nos vir, com certeza um paparazzo vai!

–Anne, eu sei o que irão pensar, mas isso não irá me impedir de sair contigo. Você é minha amiga, apesar de não ser mais dos outros. E mais ainda, agora você esta precisando de um ombro amigo, e sei que os outros entenderam bem. Se não compreenderem, bom... — Sam deixou a última frase em aberto

Sorri fraco para ele e ele botou a mão em minha perna, perto do joelho, apertando de leve em sinal de compreensão.

–E como será agora Sam? Chris contou pra todos que sou filha dele, e agora... — Comecei falando, mas me interrompi no meio, sem coragem para pronunciar o resto.

–Anne, não fica pensando nisso. Não vai acontecer isso, se pudermos impedir – Sam disse.

Eu sorri novamente fraco para Sam, e nossos olhares se cruzaram. Por um momento, uma química rolo, mas uma batida na porta interrompeu o momento. Sam levantou-se, enquanto eu me ajeitava no sofá, e foi atender a porta. Ele abriu aporta e uma voz invadiu meus ouvidos, me paralisando.

–Precisamos conversar Sam – disse Chris á porta.

–Concordo – disse Sam dando passagem para Chris entrar.

Assim que ele entrou o suficiente para me ver, sua cara ganhou uma expressão não muito acolhedora. Eu gelei na base, temendo o que poderia acontecer naquele quarto a seguir.

Notas finais
Anne - http://www.polyvore.com/truck/set?id=95308085 Vish... o tempo fechou lá no apart! O que será que vem a seguir? Reconciliação, mais briga? Eu não sei, só lendo o próximo capítulo! Mas voltando um tanto pro presente, o que acharam do Sam? está abusado, não? Ousado, melhor dizendo. Bem, eu tenho uma proposta pra vocês queridos: que tal chegarmos aos 100 reviews com esse capítulo? Eu amaria,e quando eu estou feliz, vocês sabem; coisas boas acontecem... hahahahahahaha.