O Altarneiro Sombrio.

1 CAPÍTULO UM - TÁRTARO SENTE DOR


Notas iniciais
"Às vezes até mesmo os imortais suportam a dor." - Quíron.

LONG ISLAND, ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE.

Era noite, a colina escura do acampamento jazia. O jantar já tinha acontecido já fazia horas, os semi-deus tinham se acomodado nos seus chalés. Tyson já estava caido de sono, o som de água da praia batia nos ouvidos de Percy e as harpias da limpeza já poderiam estar caçando seu jantar à qualquer direção externa do pavilhão de refeitórios. O silêncio de vida no acampamento era assustador, as noites ali era mais fria que o normal por incrivel que pareça, pois a proteção da árvore de thalia recentemente renovada não deixava entrar qualquer coisa que fosse "sinistra", muito menos o frio. E como todo mundo ele também estaria dormindo tranquilamente agora ao caso de não estar tendo pesadelos novamente.

A vida de um semi-deus não é nada facil. Verão passado, Percy e os outros seis meios-sangues da profecia dos sete derrotam gaia e seus gigantes, um pouco mais atráz derrotam o vingativo cronos, trouxeram Thalia de volta do elísio e recuperaram o raio mestre de Zeus. Quando se trata de sonhos, essa situação nunca muda.

Ele tentava pensar nestas cenas de conquistas, em annabeth, em tudo oque ele tinha conquistado de bom. Em como sua mãe e paul ficaram orgulhosos na vitória do Empire State Building, nas cantorias à beria da fogueira no acampamento, das piadas engraçadas de Connor e Travis Stoll.

Mas nada disso adiantava.

Neste pesadelo, Percy estava em um lugar escuro e úmido, fazia frio como no Alasca (E acredite que Percy já teve aventuras alucinantes lá!) e o fato de enxergar para o nada já devia o ter acordado, isso não o deixaria nada estranho caso linhas estivessem se movendo ao horizonte, formando um arco, uma forma sombria da aurora boreal, pensou Percy.

Silhuetas negras balançavam no horizonte, dançando livremente uma do lado da outra, até que após ganharem cores, viu que estava de volta ao tártaro, só que desta vez em algum santuário perdido de seu pai, literalmente em algum lugar perto de seu coração, ao julgar pelas estranhas veias espalhadas por toda à parte.

O santuário era azul, tinha cheiro de mar-de-praia e com recorte verdes da cor dos olhos de Percy. Bancos tomavam todo o lugar, uma depressão a direita fez o corpo em que Percy estava mudar o peso de um pé para o outro. Projetando-se como todo o fundo do mar, algas marinhas cercavam as colunas e balançavam devagar, deixando um som de mar à deriva.

Percy estava inquieto, tremia o tempo todo, seu corpo mal parava em pé. Ele usava jeans esfarrapados, uma regata preta de couro em que estava escrito "Rock 'n' Roll" e um colar de cotas, que não tinha nada além de uma única peça em seu centro, formando um simbolo com um traço em cima e um embaixo, simultaneamente no meio, dando a ideia de um T. No tal desenho havia um vácuo, como se olhar para aquilo fosse olhar para o nada, e sua cabeça latejava a cada vez que isso acontecia. Palavras gregas começaram a tomar o lugar, e a dislexia de percy começava a funcionar e impedir que ele decifrasse as mensagens. Depois de algum tempo se esforçando, conseguiu ler na coluna central do santuário uma única palavra : Atenção.

Ele começou a fraquejar, mas ao olhar para si mesmo viu que seu corpo não demonstrava doença ou cansaço, e Percy começou a entender que estava vendo através da mente de alguém, ele não estava realmente ali. Ele conseguia ver ao seu redor, mas a cabeça do corpo não se mechia. Seus pensamentos começaram a bagunçar infinitamente suas idéias que, por sua vez claramente demonstrava que tudo aquilo era estranho, como se não pertencesse ao lugar, muito menos à seu próprio corpo que dormia Acampamento Meio-Sangue. Veio à tona um clima de Dúvida no ar. Afinal, por que ele estava ali ?

Contra sua própria vontade, caminhou lentamente até a marca que jazia no chão, trazendo à superfice do santuário a imagem de seu próprio colar. Conforme andava, murmurios falavam em sua mente que aquilo não deveria estar acontecendo, tentando convencer do quanto era perigoso, e ele sabia que estavam dizendo a verdade. Então aproximou-se um pouco mais e a tocou.

Percy já deveria ter feito coisas erradas em sua vida de semi-deus, e aquela tinha passado dos limites, mas ele não poderia culpa-lo à si próprio, aquele corpo não era seu.

O Santuário inteiro explodiu em mil pedaços, que voaram até um raio de quilômetros, deixando à sua volta uma poeira densa que foi se esvoaçando pouco à pouco, revelando o verdadeiro lado escuro do tártaro e deixando novamente a Aurora Boreal negra no seu horizonte, e um vazio acizentado no chão que o lembrava dos olhos tempestuosos de Annabeth.

O clima estava começando a brincar com os sentimentos do semideus que então pensava na filha de atena, com medo de estar preso naquela realidade para nunca mais voltar. Ele tentou se esforçar, ela ainda estava no acampamento, Isso não era real, ele estava participando de uma total fantasia, ou não

Então desviou-se da poeira e trançou os dois primeiros dedos da mão ao longo de seu coração. Logo de cara Percy reconhecia aquele sinal, Leo o tinha esinado, era uma marca para espantar o mal, que usavam quando queriam que nada desse errado, para que a sorte estivesse ao seu lado, para se sentir confiante. definitivamente esse corpo pertencia à semideus, pois obviamente pessoas que estão do lado oposto que o olimpo não espantam o mal, pois eles são tal coisa. Mas percy não tinha menor ideia de quem seria, não tinha a menor idéia de o por que do pesadelo, ele na verdade não tinha idéia de nada, nunca teve.

O corpo ficou ereto, e como sempre Percy não estava controlando. Retirou de sua bainha, uma adaga, uma Anaklusmos em miniatura, a não ser por seu tom negro. A espada cresceu sem que alguém precisasse tocá-la. Ao atingir seu tamanho máximo, o clima ficou tão denso quanto o próprio Caos que a mente do semi-deus praticamente se desfez, tártaro praticamente se desfez.

Mesmo no pesadelo, podia-se sentir o poder infinito da lâmina, como se estivesse cortando sua alma. Ela tinha quase dois metros, o dobro da espada "Contracorrente" de Percy. Era feita de algo mais puro do que ferro estígio, com uma magia mais forte que a essência vital de gaia e cronos juntos. Linhas dançavam em volta da espada, onde davam a impressão de querer-se fixar à ela, como se tal poder as tivesse atraindo. No punho, que pra qualquer um seria normal, até mesmo para Clarisse, Percy supôs algo que dava mais força à sua afirmação de que esse tal corpo pertencia à um semideus: uma ferradura de ouro, o alfa, a primeira letra do alfabeto grego, simbolo dos Deuses do Olimpo.

Ele encostou com todo cuidado a ponta da lâmina no chão, oque quase matou o tártaro, oque teria acontecido caso ele não fosse própriamente imortal. Suas veias e sua pele enrrugaram, tornaram-se negras, envelheceram e começou a contrair-se por conta própria, como se quizesse tirar aquilo de onde estava.

A espada começou trazer à superfice um brilho ofuscado, mas pelo mesmo mais forte do que qualquer outra espada que percy já tenha visto. Então, ele sem esforço algum cortou a pele de tártaro como se fosse gelatina, e fez no chão esbossado das ruinas do santuário o mesmo simbolo que ele possuia em seu colar, um simbolo que era um vácuo próprio, que tinha vida própria.

Eu pensei que a espada iria matar tártaro da mesma forma que destruiu o santuário de meu pai, Mas aquilo brilhou e afundou no chão. A expressão que o corpo de Percy possuia não demonstrava surpresa, mas sim satisfação, de dever concluido.

Começei junto com o corpo a olhar em volta, a procura de algo que não sabia ou entendia exatamente.

Alguns segundos depois, uma forma escura apareceu absorvendo toda à cor no norte, uma longa capa balançava em um lugar que não possuia vento, apenas um ôxigenio acido. Montada em uma biga com cavalos negros, à criatura ao longe irradiava poder negro, como se por algum acaso originasse da própria escuridão, seu corpo era um vácuo puro em que se enxergava literalmente só o vazio, dando a impressão de que estivesse sendo sulgado.

Mais uma vez, contra minha própria vontade, estava caminhando direto para à deusa Nyx, a própria noite.

Percy agora sabia o que siguinficava a palavra "Atenção".