O Adormecer
8 Capitulo 8.
Notas iniciais
Capitulo 8.
As horas se passam rapidamente, e logo Daniel estará aqui para o nosso "encontro", que depois de minha briga com Gus se tornou o pior castigo do mundo. Escuto um barulho vindo da janela e vejo a silhueta de Daniel sobre a cortina, me escondo dentro do armário e tento parar de fungar e soluçar, seguro a respiração e espero que ele entre. Faço o monimo possível de barulho para que ele não perceba que estou aqui.
— Anna, eu sei que você está ai — ele murmura.
Continuo em silêncio.
Percebo que seus passos estão cada vez mais perto do armário onde estou, mas então eles se afastam e ouço o brulho da janela se abrindo, provavelmente ele já deve ter ido embora mas espero alguns minutos antes de sair do armário. Quando saio olho para os lados e não há sinal de vida, mas então sinto alguém pegar em meu braço, quando me viro encontro os olhos azuis de Daniel fixos nos meus.
— Se não queria sair comigo era só falar — ele diz com uma carinha de cachorro sem dono.
— Não é isso — respondo.
— Eu estou cheirando mal? — ele brinca.
— Só estou com dor de cabeça.
— Você está mentindo de novo.
— Não estou. — Cruzo os braços.
— Anna, você estava chorando, seus olhos estão vermelhos da para perceber, o que aconteceu? — ele parece preocupado.
Meu peito dói e minha vontade é derramar todas as lágrimas possíveis, para que essa dor se vá por completo, mas eu seguro cada uma delas. È como levar um tapa na cara e mesmo assim continuar como se nada houvesse acontecido, dizem que isso é ser forte e é isso que preciso ser agora. Eu sei que preciso. Olha para cima e engulo as lágrimas que ameaçam cair, respiro fundo e trato de colocar um belo sorriso no rosto.
— Já disse que não é nada, será que você pode ir agora?
— Não até você me contar a verdade.
— Tudo bem. E se eu disser que você é só o começo desse problema.
— Eu? Porque? — ele para e pensa um pouco. — Ah claro, Gus.
— Sim — respondo.
—Achei que vocês não tivessem nada.
Meu estômago se contrai.
— E não temos — respondo firmemente.
— Então qual é o problema?
Paro um instante. Daniel está certo se não temos nada haver, qual o problema de sair com o Daniel? Nenhum, não somos namorados e se já que Gus prefere assim é assim que vai ser. Dou uma pigarreada e digo:
— Quer saber? Nós vamos sair, me espere lá embaixo que vou me trocar.
Assim que Daniel desce, me volto para o armário. Pego um vestido preto que vai até um pouco acima do joelho, de renda e alguns corações vermelhos. O decote é perfeitamente colocado, me deixando sexy sem ser Kriss Miller, melhor definição de puta que já conheci. Colo minha sandália de salto plataforma e desço as escadas para ir ao encontro de Daniel. Ele está sentado no sofá e quando ouve o barulho de meus sapatos se vira para mim e é então que reparo pela primeira vez o quão incrivelmente sexy ele é.
— Você está linda — ele diz.
Dou um sorriso.
— Obrigado, você também está muito bem.
+++
Não demora muito para chegarmos até onde Daniel estacionou sua moto. Monto na garupa e coloco o capacete. Passo meus braços sobre sua cintura e sinto seu corpo estremecer assim que sente meu toque.
— Segure firme — ele diz sobre o barulho da moto.
— Tudo bem — grito de volta. — E a onde nós vamos?
— No Pandemônio — ele diz.
— Numa boate? Sério?
— O que foi Anna, está com medo?
— Claro que não.
Seguimos o resto do caminho em silêncio.
Quando chegamos ao Pandemônio, vejo várias pessoas com roupas pretas, com a cara cheia de furos e tatuagens, todos tem a mesma cara, o que indica perigo, mas isso me atrai ainda mais á esse lugar. Daniel conversa com um segurança que deve ter um 1,64 m, gordinho e com os cabelos verdes. Entramos na boate e vários feixes de luz brilham ao redor da pista e quase me cegam. Daniel pega na minha mão me leva para o meio da pista. Uma música lenta e com uma batida um pouco pesada começa a tocar. Coloco a mão sobre sua cabeça e ele passa os braços sobre a minha cintura e deixo meu corpo me levar, mas então depois de uns 8 minutos, eu desabo. Cada átomo do meu corpo clama por Gus, mesmo que nunca fiquemos juntos, mesmo que nada de mais aconteça entre nós, eu preciso dele, ele é minha âncora, minha pedra de amolar, meu chão e sem ele tudo desaba. Nunca pensei que pudesse sentir algo assim por uma pessoa depois do que aconteceu, mas só de pensar em ficar sem ele sinto meu ar ir embora.
— Eu preciso ir — digo a Daniel, enquanto seco as lágrimas.
— Tudo bem — ele diz.
Vamos até a rua em que Daniel estacionou sua moto, mas antes que eu poça colocar o capacete e me sentar na garupa, ele me puxa diminuindo o espaço entre nós dois.
— O quê você está fazendo Daniel?
— Oque queria fazer a muito tempo.
Ele me aperta mais contra seu corpo e me beija. Seus lábios são macios e quentes, mas quando o beijo não sinto aquela fome insáciavel que sinto quando beijo o Gus. Me solto de seu aperto e é quando uma sombra se aproxima de nós.
— Solta ela — é voz de Gus.
Seus olhos negros etão chamuscando de raiva. Os dois se olham por um momento e então Daniel da um riso que chega a me assustar.
— O que você vai fazer? Salvar a donzela em perigo? Me poupe Gus.
— Eu já disse para largar ela — Gus diz.
— E se eu não o fizer? — Daniel desdenha.
— Então teremos um sério problema.
Daniel me solta e vai ao encontro de Gus. Quando eles estão prontos para começar a briga, corro em direção a Gus e me coloco na frente tentando impedir que algo aconteça.
— Vocês formam um lindo casal — Daniel debocha.
— Por quê você está fazendo isso? — pergunto.
— Por quê? Porque estou cansado de te ver chorando por um idiota que está pouco se importando com você, que não da a minima para o que você sente. Mas já que você quer ficar chorando pelos cantos o problema é todo seu, mas não diga que não te avisei.
Daniel monta na moto e se vai.
Gus me aperta forte e pressiona seus lábios sobre minha testa.
— Está tudo bem com você? — ele pergunta.
— Vai ficar — respondo.
— Me desculpe pelo que aconteceu mais cedo, é que quando você disse que ia sair com o Daniel eu não me controlei, só de pensar nele te abraçando, beijando, te tocando, me deu uma raiva tremenda, me desculpe amor.
Tudo o que faço é abraça-lo o mais forte que posso.
+++
Gus me leva até em casa e fica sentado no sofá comigo.
— Me desculpa por ter falado aquilo — sussurro em seu ouvido.
— Você não tem porque se desculpar amor.
— Sim, eu tenho o que eu falei foi muito infantil, eu não precisa falar aqui mesmo que não tenhamos nada.
Ele me afasta e olha bem no fundo dos meus olhos. Seus olhos brilham e estão mais sinceros do que em qualquer outro momento.
– Amor, eu preciso de você. Não me importo de perder minha alma, minha vida, minha graça, meu humor, minha beleza — eu rio. — Nada mais importa a não ser você, eu te quero, te quero para sempre, amor.
Eu o beijo. Quando seus lábios tocam um fogo queima dentro de mim, o puxo para mais perto de mim e beijo-o cada vez com mais intensidade.
— Eu também te quero Gus — murmuro.
Apoio minha cabeça em seu ombro e fecho os olhos, desejando que esse momento nunca se acabe.
Tudo acontece muito rápido, a porta se abre num baque e logo a sala está cheia de anjos e nephilins de diferentes tamanhos e cores, todos ficam com os olhos fixos em nós, como se fossem nos comer.
— Onde está a Josselyn? — um anjo de olhos verdes e cabelo louro cumprido pergunta.
— Por quê você quer saber onde minha mãe está? — pergunto.
"Amor, fique em silêncio ou será pior" — Gus diz em minha cabeça.
Eu o olho e juro que não sei como ele consegue se manter tão calmo.
O anjo se aproxima um pouco e da um leve sorriso.
— Você é a famosa filha de Josselyn e Nathaniel Grey, achei que você seria mais forte, mais bonita. Mas não passa de uma garotinha mimada — ele ri e todos fazem o mesmo. Exceto um anjo/nephilim não sei ao certo, de olhos castanhos e cabelos negros. Ele continua com os olhos fixos em mim como todos, mas não ri, não faz nada, apenas me observa.
"Quem é aquele garoto de cabelos negros?" — pergunto a Gus em seus pensamentos.
"Que garoto?" — ele pergunta.
Quando vou apontar para o garoto, ele desaparece, é como se ele nunca estivesse estado ali de verdade. Todos os outros continuam nos olhando e rindo cada vez mais alto.
— O quê vocês querem? — Gus pergunta.
— O famoso August Leger, vejo que a sua fama não é tão verdadeira como dizem — o anjo de olhos verdes diz.
— Não me tente a mostrar que é — Gus diz.
— Você vai fazer o quê? Me beijar?
Todos riem.
— Não, obrigado — Gus retruca.
— Você é realmente patético, não sei como conseguiu uma fama tão surpreendente.
Enquanto eles discutem, fico tentando imaginar o que pode ser essa tão "famosa fama" de Gus, mas não consigo pensar em nada a não ser em: talvez bad boy de mais, o anjo mais hardcore, o melhor quando se trata de bilhar. Não nenhuma delas parece ter muito haver com o Gus. Mas como posso saber o que é, se só o conhecia por Gus?
— E você — o anjo aponta para min, — filha dos Grey os maiores caçadores de sombras e não tem nenhuma utilidade.
— Cala a boca — digo nervosa. — Você não passa de um anjo que foi chutado do céu. Agora a pergunta é, por quê motivo? Roubou as armas secretas? Cuspiu nas nuvens? Não. Acho que eles só estavam cansados de você, porque você não passa de um covarde que se acha o valentão, que nunca será.
Quando termino, todos os olhares se voltam para min, nenhum deles riem, exceto o garoto de cabelos negros, ele da um risinho enquanto me fita com seus olhos castanhos e firmes.
— Você não sabe com quem está se metendo — o anjo diz.
— Tem certeza? Acho que não é você quem manda ou entao já teria se livrado de min. Você não pode me matar, não é mesmo? — o desafio.
— Você não — ele diz — mas seu namoradinho e sua mãe, eu posso — ele termina.
Um calafrio percorre minha espinha.
— Esse é o problema de se conviver com humanos, você fica frágil, vulnerável e fraco.
— Você diz isso, porque nunca realmente amou alguém. O amor te mantém e ensina a ser forte, te faz enfrentar seus medos, seus piores pesadelos, te faz lutar por aquilo que acredita e te faz crescer da maneira mais difícil, porém da melhor possível.
— Blá, blá, blá — ele diz. — Você acha realmente que o amor não é uma fraqueza? Então por quê quando você perde alguém fica destruído?, quer morrer e nunca mais é o mesmo? — ele pergunta.
— O amor te deixa um buraco no coração, onde aquela pessoa costumava está, mas é por esse mesmo motivo que te faz mais forte. O amor machuca, te distrói, te muda mas te mostra que o mundo não é um conto de fadas, te faz ver a realidade.
— E se eu não gostar da realidade? — ele pergunta.
— O melhor que você tem a fazer é ir embora — respondo.
Ele fica em silêncio.
— Você pode acreditar nisso, mas o amor não vai te salvar agora — ele diz.
— Eu não me importo — digo.
— Nem que essa seja sua morte? — ele pergunta.
— Eu não tenho medo dela, como já dizia J.K Rolling: "Trate a morte como uma velha amiga ...", e é o que eu farei quando ela chegar — respondo.
— E quais são suas palavras finais?
Gus se move rapidamente para perto de min mas é impedido por um anjo ou nephilim que está no local. O anjo de olhos verdes tira uma arma de dentro da calça e aponta diretamente para o meu rosto.
— Pensei que você não precisaria disso — digo.
— Acho melhor assim, já que você nasceu e oi criada como humana, merece uma morte ao seu nível.
— Seu chefe ou seja lá o que, não vai brigar por você ter me matado? — pergunto, tentando ganhar tempo.
— Eu não me importo.
Quando ele está prestes a apertar o gatilho a porta se abre, minha mãe entra como um raio e se coloca em minha frente.
— Você não vai fazer nada com a minha filha — ela diz.
— Vocês Grey realmente tem uma atração pelo perigo — ele diz.
— Pode ser — ela responde.
— Saia da frente Josselyn! — ele grita.
— Nem pensar.
Gus consegue se soltar dos braços de quem está o segurando e corre em direção ao anjo que está segurando a arma. Gus tira a arma de sua mão e o da um soco no queixo, que sangra muito. O anjo revida, dando vários chutes em Gus, mas não consegue feri — lo muito.
"Amor, quando eu contar até três, você corre"
Gus diz em meus pensamentos.
"Eu não vou sair daqui sem você e minha mãe"
Respondo em seus pensamentos.
"Sim, você vai, encontre sua mãe e saiam daqui, quando eu contar até três você corre, entendeu?"
Ele pergunta.
"Tudo bem, mas me prometa que vai ficar vivo"
Ele assena com a cabeça.
Corro pela multidão em busca de minha mãe e vejo que ela está lutando com uma mulher de cabelos castanhos, ela consegue nocautear a mulher e faze-la ficar desacordada. E é nesse momento que chego o mais perto e rápido que consigo.
— Mãe — sussurro.
Ela se vira e me olha.
Pela primeira vez em toda minha vida vejo minha mãe de outra forma, uma forma que nunca tenha visto ou percebido antes. Ela está forte, determinada e corajosa. Seus cabelos longos caiem perfeitamente sobre os ombros, seus olhos são firmes e instantes, não vacilam um só segundo, mesmo com as linhas de expressões e rugas em sua face, ela continua linda. O azul de seus olhos cor de mar a fazem mais jovem e por alguns instantes parece que estou olhando outra pessoa e não minha mãe.
Ela corre ao meu encontro e me envolve em seus braços, meu corpo inteiro relaxa com o seu toque, me sinto protegida quando ela faz isso.
— A gente precisa sair daqui.
— Tudo bem, vamos — ela diz.
Seguimos pela porta da cozinha que da até o quintal dos fundos, por sorte não há ninguém no local, corremos para fora e entramos no Ford estacionado alguns quarteirões abaixo da casa da Claire. Colocamos o cinto de seguranças e ela dirige o mais rápido que pode. As luzes dos faróis realçam sua exalstão, o suor faz sua pele brilhar sempre que a luz bate, mas nada disso modifica sua beleza.
— Onde nós vamos? — pergunto.
— Para casa da Lana — ela responde.
— Mas ela mora no fim do mundo e além disso precisamos esperar o Gus — digo.
— Por isso mesmo, ela pode nos ajudar com esse problema.
— Não vai me dizer que ela também é caçadora de sombras.
— Na verdade, ela é uma vampira.
— Vampira? Você só pode estar brincando.
— Achei que você gostasse de vampiros.
— E eu gosto desde que eles vivam na televisão e tenham os olhos do Ian Somerhalder— digo.
— Não se preocupe, ela não vai chupar seu sangue, até você morrer.
— Muito obrigado, por avisar — respondo.
Ela ri.
— Senti falta disso — digo.
Ela me da um olhar que toda mãe da quando está emocionada.
— Eu te amo, meu amor — ela diz.
— Eu te amo mãe.
Continuamos andando por algumas horas e finalmente chegamos a casa da Lana. A casa até que é bem bonita. Tem dois andares, é azul e branca, tem um jardim enorme e alguns cachorrinhos no quintal. Quando o portão se abre, uma mulher que aparenta ser bem velha se apressa em nossa direção. Ela tem os cabelos acima do ombro e brancos como a neve, seus olhos são de um castanho tão escuro, que chegam a ser negros.
— Josselyn — ela da um sorriso. — E deixa eu adivinhar, você deve ser a Anna?
— Sim — respondo.
— Você cresceu — ela diz.
Eu sorrio.
— A Lana está? — minha mãe pergunta.
—Está sim, podem entrar.
O lado de dentro da casa é totalmente o oposto do lado de fora. A casa toda é do tom preto e vermelho, o sofá e os móveis são dos mesmos tons que as paredes, existem várias luminárias que formam um dente em cada parte do teto. As únicas coisas com cores diferentes na casa, somos eu, mamãe e a senhora que nos mandou entrar. Entramos num corredor escuro que chega a me dar arrepios, a casa definitivamente parece com as dos filmes de terror. A senhora que está com a gente nos guia até uma porta grande e preta e então bate na porta e chama pelo nome de Lana:
— Lana, a Josselyn e a menina estão aqui.
— Eu já vou — uma voz feminina saí do quarto.
A única vez que me lembro de ter visto a Lana, foi quando tinha 3 anos de idade, não me lembro muito dela, exceto pelos olhos prateados. A porta se abre e pela primeira vez em anos a vejo novamente. Seus cabelos são vermelhos como sangue, seus olhos continuam com o mesmo tom prata que me lembro, seu corpo é perfeitamente magro e escultural.
— Oh meu deus! Anna, quanto tempo eu dormi?
Ela corre ao meu encontro e me aperta contra seus braços.
Ela tem cheiro de chocolate e mel.
— Faz muito tempo mesmo — digo.
Ela continua me apertando.
— Meu deus, quantos anos fazem? — Ela me afasta e me olha de cima abaixo. — Você está muito sexy, aposto que tem vários gatos atrás de você.
— Nem tanto.
— Deixa de ser modesta — ela sorri.
— Lana, aconteceu uma coisa — minha mãe diz.
O sorriso que estava a poucos segundos no rosto de Lana se desfaz.
— O quê aconteceu?
— Alguns rebeldes invadiram a minha casa e tentaram matar a Anna.
— O quê esses pervertidos querem agora? Por quê não podem viver em paz por um instantes? Caramba — ela diz nervosa.
— È o que eu acho — digo a ninguém especial.
— A gente precisa resolver esse problema — Lana diz.
Ele anda para frente e para trás sem parar.
— Lana? — minha mãe se manifesta.
— Sim?
— Será que você pode parar de andar de um lado para outro, não está ajudando em nada.
— Me desculpe
Ela para e se senta em uma cadeira no meio do corredor, com as mãos na cabeça.
— Precisamos de uma solução e rápido — minha mãe diz.
— Eu preciso de sangue — Lana diz.
Ela vai até o quarto e volta com uma bolsa de sangue A+.
— Você realmente precisa disso? — minha mãe pergunta.
— Isso me ajuda a pensar — Lana responde.
— Estamos cheias de problemas e você vai beber sangue? Pelo amor de deus.
— Não tenho culpa nenhuma.
Antes que minha mãe possa falar mais alguma coisa, eu digo:
— Será que da para você duas pararem? Até parecem duas adolescentes. Pelo amor de deus. Temos coisas mais sérias para resolver.
Elas me dão um olhar intimidador.
Saio do corredor e volto para a sala, pego meu celular do bolso e disco o número do Gus. Após três toques ele atende e um alivio percorre meu corpo.
— Gus? — pergunto.
— Oi amor — ele responde.
— Você está bem?
— Você acha mesmo que alguns rebeldes podem me deter?
— Claro que não, incrível Hulck
Ele ri.
— E você, está bem? — ele pergunta.
— Sim — respondo. — Estou na casa de uma amiga da minha mãe.
— Ok, eu vou desligar, te vejo amanhã.
— Ok, até amanhã.
Antes que eu possa desligar, ele me interrompe:
— Amor?
— Sim?
— Se cuida e não se meta em encrenca.
— Tudo bem — digo.
O telefone fica mudo.
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