Notas iniciais
Estarei postando os capitulos todas segundas e sextas, sem horário definido. Esse primeiro "livro" tem o total de 18 capitulos e terá uma continuação, que também será postada aqui :3

Capitulo 4.
Não sei quanto tempo se passou desde o momento que chegamos aqui. Olho para Gus e ele me olha de volta, seus olhos negros ficão ainda mais lindos com iluminação. Ele me pressiona mais perto de si e me beija com tanta intensidade que perco o fôlego, uma chama arde dentro do meu corpo, tudo oque eu quero é ficar aqui em seus braços, beijando-o e nunca mais ir embora para a realidade horrível e cheia de mentiras que vivo a anos. Quando estou com ele é como se não há segredo algum, só verdades, eu confio nele mesmo que seja muito difícil confiar em alguém agora. Gus é meu centro de equilíbrio e eu sou o dele.
— Está melhor agora, amor? — ele pergunta.
Seco as lágrimas restantes em meus olhos.
— Sim — respondo.
—Quer comer algo?
— Achava que anjos caídos não sentiam fome — síbilo.
— E não sentem, só estou tentando ser normal — ele sorri.
— Você é normal — digo — é a pessoa mais normal que eu conheço.
— Achei que eu era arrogante.
— E você é mas, com o tempo eu me acostumo.
— Obrigado pela sinceridade — ele diz.
— Disponha.
Gus vai até a geladeira e volta com um pouco de suco de uva. Pego um pouco dos nachos e quase tenho um orgasmo, de tão bom que é.
— E ai, gostou? — ele pergunta serrando o senho.
— Nada mal.
Ele sorri.
— Que bom que gostou, porque da próxima vez é você quem vai cozinhar e sou eu que vou provar — ele diz.
— Não me responsabilizo se não ficar tão bom como este — rio.
— Ai está, um lindo sorriso, já disse o quanto amo o som da sua risada?
— Na verdade não.
— Estou dizendo agora então — ele responde.
Deito minha cabeça em seu ombro, enquanto ele acaricia meus cabelos, deixo minha respiração leve e então meu telefone toca. Dou um suspiro e atendo-o:
— Alô? — digo.
— Oi love — é a voz da Claire.
— Claire? — pergunto.
— Não, o Chapolim colorado — ela diz sarcasticamente.
— Onde você está? — pergunto.
– No parque, com o Carter — ela responde.
—Com o Carter?
— Sim, porque?
— Não, nada, vocês estão bem?
— Sim, só liguei para te contar uma novidade — ela diz toda alegre.
— Que novidade?
— A gente se beijou.
— Sério? Oh meu deus, que notícia maravilhosa — tento parecer entusiasmada.
— Você está bem, love? — ela pergunta.
— Claro que sim, e estou muito feliz.
— Eu sei, ainda não estou acreditando.
— Te entendo.
— Vou desligar love, depois te conto os detalhes.
— Claire?
— Sim love?
— Se cuida.
— Pode deixar love, te vejo amanhã na escola!
Ela desliga.
Pego o celular e ligo para minha mãe.
— Alô?
— Oi mãe, onde você está?
— Na casa do ... Sr. Miller — ela responde.
— Oque você está fazendo na casa da Kriss Miller? — pergunto calmamente, mesmo que não esteja.
— Eu sei que você não gosta muito dela, mas você tem que entender meu amor.
— Entender? eu não suporto essa garota e você muito bem disso, porque não foi para casa da Sra. Prior ou da Lana? — pergunto.
— Porque aqui é mais seguro.
— Mais seguro? Faça o favor, você sabe como odeio a Kriss e ainda assim vai para casa dela.
— Anna me respeita, eu sou sua mãe — ela grita.
— Minha mãe? Agora você lembra que é minha mãe, por quê não se lembrou disso antes de mentir todo esse tempo para mim? Quer saber, que se dane onde você está e passe bem — digo nervosa.
— Ann ...
Antes que ela possa terminar de falar desligo e jogo o celular na parede com tanta força que ele se espatifa.
— Não precisa ficar assim também — Gus diz.
— Cala a boca e me leva para casa — digo irritada.
— Nem pensar — ele diz — deve está cheio de anjos lá, principalmente agora que sabem que você não é tão forte como eles imaginavam.
—Eu só quero minha vida de volta, que se dane a guerra, o exército e tudo oque tenha haver com isso, só quero oque eu tinha antes de volta.
Oque era uma mentira penso.
— Você é tão imatura as vezes — ele diz.
— Imatura? Se você vivesse sua vida toda acreditando em uma coisa e então do nada descobre que tudo oque leu nos livros e viu em filmes era verdade. Que sua mãe nunca te contou a verdade, porque segundo ela "é muito cedo", e você descobrisse tudo por causa de um anjo caído que você achava que nem existia, como você ficaria? — Grito o mais alto que posso.
— Pode está sendo difícil agora, mas você precisa entender que essas pessoas precisam de você, amor.
— Mas eu não quero que ela precisem de min, será que você não entende? Eu não quero isso, eu não quero essa vida Gus.
Eu desabo.
— Ei — Gus sussurra — não fica assim.
Ele me abraça e me aperta o mais forte possível e pela primeira vez em horas me sinto protegida.
— Eu não quero isso, eu não posso.
Lágrimas rolam sobre a minha bochecha.
Ele me afasta e olha bem nos meus olhos.
— Claro que você pode amor, você é a garota mais forte que eu conheço, mesmo que as vezes um pouco impulsiva, teimosa e imatura. Você é inquebrável.
— Mas eu sou fraca, não sei lutar e nunca aprendi nada sobre essas coisas do submundo, há não ser o que li em livros.
— Já é um começo — ele diz, — e eu posso te treinar se você quiser.
— Sério?
— Claro que sim, você vai ficar ainda mais forte do que é.
— Obrigado, por acreditar em min — digo.
— Eu sempre irei acreditar em você, amor.
O abraço novamente e coloco a cabeça em seu ombro e suspiro.
— Eu realmente preciso ir para casa — digo.
— Tudo bem — ele cede — Eu vou na frente e vejo se tem algum problema e se estiver tudo certo eu te levo de volta, mas não pense que você vai ficar sozinha, eu vou ficar lá a noite toda para, que nada te aconteça.— Eu assinto com a cabeça. — E mais uma coisa — ele continua. — Você terá que fazer tudo oque eu mandar, entendido?
— Sim — respondo.
— Vamos!

Não demora muito para chegarmos em casa. As luzes do lado de fora estão todas apagadas, mas as da sala ainda estão acesas, Gus manda eu ficar em silêncio e vai até a porta e a abre, fico do lado de fora esperando enquanto ele vê se está tudo bem e quando ele diz que não há nada de errado o acompanho para dentro de casa.
A sala está toda bagunçada, os móveis estão jogados no chão e tem um pouco de sangue sobre o tecido do sofá e o carpete preto da sala. Gus me ajuda a arrumar rapidamente a sala e vamos para o meu quarto. Ao abrir a porta quase levo um susto, a cama está completamente rasgada, os lençóis estão cheios de sangue e meu armário está todo bagunçado. Pego os livros que estão jogados no chão e os coloco no lugar, arrumo a cama e coloco os lençóis sujos para lavar. Algumas horas depois, quando está tudo no lugar me deito na cama e descanso meus músculos.
— Como você está se sentindo? — Gus me pergunta.
— Estou bem — respondo.
Ele se deita ao meu lado e me abraça.
— Você tem certeza?
— Sim.
Encosto minha cabeça em seu peito e fecho os olhos, deixando o sono vim.

+++

— Bom dia! — acordo com a voz do Gus, sussurrando em meu ouvido.
— Bom dia — respondo.
Os olhos negros dele, se encontram com os meus e eu sorrio.
— Dormiu bem? — ele pergunta.
— Sim.
— Sempre quis saber como é — ele diz meio triste.
— È realmente bom — digo — mas as vezes tem seus problemas.
— Tipo o quê?
— Pesadelos ou você acaba se atrasando, essas coisas.
— Você quer dizer que é bom e ruim? — ele arqueia as sobrancelhas.
— Sim, assim como você — digo rindo.
— Então você me acha ruim? — ele pergunta.
— Sim, mas eu gosto do ruim, principalmente quando se trata de você.
— Gostei disso, amor.
— Oh! Pensei que você tinha parado de me chamar assim.
— Nunca vou parar, amor.
— Sinto muito te desapontar mas ... — fixo meus olhos no relógio e vejo que já está quase na hora do colégio — a gente tem que ir ou vai se atrasar.

Saio correndo em direção ao meu armário e pego minha blusa laranja da Taylor Momsem e um Short's jeans. Entro no banheiro e me troco, prendo o cabelo em um coque e escovo os dentes. Quando volto para o quarto, para minha total surpresa Gus está com uma blusa azul escura e uma calça preta.
— Meu deus! Como você se vestiu tão rápido? — pergunto.
— Ajo de maneiras misteriosas, amor.
— Deus age de maneiras misteriosas, você age como um raio.
Ele da uma gargalhada,

Pego meu tênis e amarro mais rápido que posso. Eu e Gus seguimos até onde ele estacionou o Jeep e vamos para aula. Chegamos 5 minutos atrasados e quando entramos na sala, todos os olhos se fixam em nós, mas um em especial chama minha atenção. Kriss Miller. Ela nos olha como se tivéssemos feito algo muito errado e nos fuzila com o olhar. Nos sentamos em nosso lugar e a Sra. Sophia continua a aula.
— Agora que os pombinhos atrasados, já chegaram, podemos continuar!
— Pombinhos atrasados? — Carter pergunta e depois ri.
— Algum problema Sr. Carter? — Sra Sophia pergunta.
— Não, nenhum — ele responde, com a mão na boca para abafar o som da risada.
Assim que o sinal toca, Claire e Carter correm e direção a min e Gus.
— Oque você está fazendo com ele? — os dois perguntam ao mesmo tempo.
— Nada de mais — eu eu Gus respondemos juntos.
— Nada de mais? — eles perguntam juntos novamente.
— Nada de mais — respondo confiante.
— Tudo bem, se não querem contar o que realmente aconteceu para os seus melhores amigos — Claire começa — eu aceito, mas não esperem saber o que aconteceu entre nós dois — ela diz por fim.
Um rubor cresce em seu rosto quando ela percebe o que acabou de dizer.
— Quer saber? eu já vou indo.
Ela da um beijo no rosto do Carter e em mim e saí de fininho.
— Oque você fez com ela ? — pergunto á ele.
— Nada de mais — ele responde.
Dou á ele um olhar mortifero e então vou atrás da Claire.
Depois de alguns minutos procurando, finalmente á encontro perto da arquibancada da quadra de volei. Me sento ao lado dela e dgo:
— Oque aconteceu Claire?
— Bom, é que eu e o Carter nos beijamos! — ela abre um sorriso.
— È, você disse isso ontem.
— Eu sei, mas você ainda quer os detalhes certo?
— Certo — respondo.
— A gente tava chupando sorvete e então ele disse que minha boca estava suja e me beijou. Mas o que aconteceu entre você e o hardcore Gus? — ela pergunta.
— Hardcore Gus? — pergunto rindo.
— Sim, é uma mistura de hardcore com Gus, mas então o quê aconteceu?
— Nada de mais — dou de ombros.
— Ah! Love a gente é a minha desde os 7 anos e você acha que eu não quando está mentindo? — ela pergunta indignada.
— Tudo bem, tudo bem, a gente se beijou e passou a noite juntos, mas não rolou nada mais do que o beijo.
— Você o beijou e passou a noite com ele? Eu sábia que isso ia acontecer, mesmo depois de todos esses anos, você continua atraída pelo perigo — ela diz.
— Eu não sou atraída pelo perigo — minto.

Uma vez quando era criança um amigo meu, chamado Chuck, me desafiou a tomar um milk-shake de morango com pimenta e caco de vidro. Eu sábia que não deveria topar a aposta mas mesmo assim o fiz e tenho certeza que você sabe o que aconteceu depois.
— Uhum — ela diz sarcasticamente. — Ele beija bem?
Um sorriso malicioso nasce em seus lábios.
— Claire!
— Oque foi? Eu só quero saber se ele beija bem, porque gato, sexy e totalmente gostoso ele é mas falta o principal.
Eu rio.
— Sim, ele beija bem.
Muito bem, penso.
— Agora que você já me contou tudo, vamos procurar aqueles dois idiotas e dar o fora daqui.
Me levanto e sigo Claire até o corredor, quando chegamos a saída vemos Carter e Gus conversando do outro lado da rua. Vamos até eles mas somos interrompidas, por Kriss Miller e suas amigas, Ashiley e Yuli.
— Então você está pegando o novato — Kriss começa.
— Para que você quer saber? Seu saco de ossos — Claire responde.
— Ninguém está falando com você — Ashiley diz.
— E muito menos com você, barbie ruiva paraguaia — Claire retruca.
— Olha aqui sua gorda ... — Ashiley começa.
— Você acabou de me chamar de gorda? Anorêxica sem classe.
— Calem a boca vocês duas — Kriss grita.
Ashiley e Claire ficam quietas.
— È com você que eu quero falar — ela aponta para min.
— E oque você quer saber? — pergunto.
— Se você está pegando o novato ou não.
Gus e Carter ficam observando do outro lado da rua.
— E se eu tiver? Algum problema? Que eu saíba ele não gosta de garotas fáceis ou já esqueceu oque ele disse para você na frente de todo mundo?
Um brilho de raiva aparece em seus olhos.
— E você acha que ele gosta de você? Uma mosquinha morta, que nem o pai tem e a mãe é uma vadia que nunca fica em casa.
Eu não me aguento e vou para cima dela. Puxo seus cabelos loiros e rasgo sua mini blusa, mas claro que não tem problema ela adora mostrar os peitos mesmo. Alguém me tira de cima dela. Gus. Os cabelos dela estão todo arrepiados e sua roupa toda rasgada, ela me olha com o mesmo olhar mortifero de algum tempo atrás e se solta do aperto de Ashiley e Yuli.
— Você me paga garota.
— Oque, não gostou do novo visual? Achei que você gostava de parecer uma vadia.
Ela se vira e vai embora.
Claire, me abraça e sussurra:
— Você está bem, Love?
— Sim — respondo.
— Você realmente acabou com ela — Carter diz.
— Só fiz o que a maioria das garotas querem mas não tem coragem.
— Eu disse que você era forte, amor — Gus diz em um sussurro
Me viro para ele e olho em seus olhos negros.
— Obrigado por acreditar em min — sussurro de volta.
— Sempre vou acreditar em você, porque sei que você consegue.
Ele envolve os braços em minha cintura e me beija. Eu o beijo com mais força e mais vontade, não dando importância que á alguns metros atrás, Claire e Carter observam a cena.

Notas finais
Se tiver algum erro de pontuação / ortográfico, por favor me avisem.