Notas iniciais
Deixem a opinião de vocês :)

Acordo com o barulho da porta, ascendo a luz e desço até a sala para ver quem é que está provocando o barulho, meus olhos ainda estão embaçados mas consigo ver um pouco na escuridão que cobre a sala, coço os olhos tentando melhorar a visão e vejo que o "invasor" na verdade é apenas minha mãe, ela me da um leve sorriso e corre ao meu encontro.
— Senti saudades meu amor — ela diz com um sorriso.
— Eu também — a abraço.
— Você comeu alguma coisa? — ela pergunta com um olhar preocupado.
— Sim — respondo. — Como foi a viagem?
— Muito bem, Lana te mandou um beijo e disse que está com saudades — ela responde.
Lana é a chefe e melhor amiga da minha mãe e sempre que ela está com um problema minha mãe corre para ajuda-la. Nunca entendi direito qual seriam esses problemas graves que minha mãe diz que ela tem mas tento não fazer muitas perguntas

— Como foi o final de semana? — ela pergunta.
— Foi bom — respondo.
— Saiu com a Claire?
— Na verdade não, nós duas não nos vimos muito esta semana.
— Sinto muito, meu amor.
— Não tem motivos para isso, amizade é assim mesmo — respondo. — Mas então, oque aconteceu na viagem?
— Nada de mais, só fiquei com a Lana quase a semana toda ouvindo sobre o ex-namorado dela e secando suas lágrimas.
— Se eu contar todas as vezes que isso já aconteceu posso comparar um carro novo.
Minha mãe ri.
— Já está na hora de dormir mocinha.
Ela me da um beijo e me leva até o quarto.
— Boa noite, meu amor — um leve sorriso se forma em seus lábios.
— Boa noite, mãe.

Fico há olhando ir embora e percebo que mesmo depois de tudo oque aconteceu com meu pai, ela consegue ser tão forte como nunca foi antes. Me lembro que quando ele morreu eu ainda tinha 13 anos e foi uma perda muito grande para min, no começo sentia falta dele me contando histórias antes de dormir e me dando beijos de boa noite antes de ir para o trablho no qual nunca descobri oque era. Pensei que depois do que aconteceu minha mãe não iria conseguir superar mas foi quando eu percebi o quão forte ela era e ainda é. Me senti uma boba por ter subestimado sua força quando estava na cara o quão grande ela é. Fecho os olhos e deixo os pensamentos me levarem para os dias de verão que passávamos juntos, da minha mãe com aquele brilho no olhar sempre que o via e dos beijos apaixonados que eles davam, dos abraços de urso que eles me davam e todas as piadas sem graça que meu pai vivia contando. Como sinto falta daquilo, minha vida era tão mais fácil naquela época e eu não sábia.

— Anna, acorda a Claire quer falar com você.
Abro os olhos e vejo os olhos azuis de minha mãe me fitando. Algumas rugas pairam em volta de seus olhos mas ao invés disso torna-la mais velha ou algo parecido a torna mais forte, bonita e jovem.
— Fala que depois eu ligo para ela — digo sonolenta.
— Eu vou tentar.
Ela me da um beijo e se vai.

As horas passam e não demora muito para o meu celular tocar, dou uma olhada e vejo que é a Claire, sei que se eu não atender ela vai ficar ligando até conseguir. Então resolvo atender para poupa-la desse trabalho.
— Claire, sabe que horas são? — pergunto.
– Eu sei que horas são love, mas preciso dizer uma coisa urgente — ela responde esbaforida.
— Não vai me dizer que a ideia do número do caderno deu certo! — exclamo.
— Não seja boba love, eu tenho outra coisa para te dizer, mas sobre essa ideia do número do caderno deu quase certo.
— Oque é então? — pergunto.
— A Kriss Miller [...]
— Fala logo Claire.
— A Kriss Miller rasgou aquela blusa que você me emprestou semana passada — Ela responde rápido.
— Oque? Porque e como ela fez isso? —pergunto irritada.
— Bom, a agente se esbarrou quando eu estava indo na casa do Carter fazer o trabalho que a Sra. Sophia passou e ela me chamou de GORDA e eu não pude aceitar isso então rasguei aquela coisa que ela chama de roupa e ela rasgou a sua blusa. Me desculpa love? — sua voz é meiga.
– Te perdoo mas porque estou com muito sono e da próxima vez vê se não deixa ela rasgar a minha blusa favorita está bem?
—Não vai mais acontecer prometo — ela responde.
— Agora pode começar a falar oque aconteceu entre você o Carter, enquanto faziam o "trabalho".
Ela demora um pouco e então responde:
— Nada de mais, ele só respondeu as minhas perguntas e eu as ele, então fui embora.
— Só isso? — pergunto.
— Sim — ela responde.
— Pensei que tivesse rolado algo mais intenso — digo.
— Infelizmente não love. Já vou deligar minha mãe está enchendo o saco, até segunda-feira love — ela manda um beijo.
— Até segunda.
O telefone fica mudo.

As horas se passam e mais uma vez meu celular toca mas desta vez não é a Claire que está me ligando é o Gus.
— Oque você quer? — pergunto secamente.
— Só queria saber como você está — ele diz calmamente, — mas já percebi que não é uma boa hora.
— Não, desculpe, só estou um pouco irritada.
— Vamos começar de novo.
Ele desliga e liga novamente.
— Olá Anna — ele diz alegremente.
— Isso é mesmo necessário? — pergunto.
— Claro que sim, agora seja uma pessoa legal — ele responde.
— Oi Gus, tudo sim — digo forçando a voz.
— Agora sim, era só isso mesmo até mais tarde — ele diz.
— Você só pode está me zoando né? — digo.
– Claro que não, eu disse que só queria saber como você estava e agora que eu sei já posso desligar.
— Você é um idiota sábia? — digo.
— E você é linda, um pouco esquentadinha e teimosa, mas linda — ele diz.
— Cala a boca — digo.
— Porque você é tao chata as vezes? — ele pergunta.
— Pelo mesmo motivo que você é arrogante e convencido.
— Eu não sou arrogante, sou realista — ele responde.
— Ah claro! — digo sarcasticamente.
— Confessa amor, você está louca por min.
Completamente louca, penso.
— Claro que não — digo.
— Vou fingir que acredito.
— Faça oque achar melhor.
— Você quem mandou — ele desliga.

Minha vontade neste momento é só uma: "socar a mão na cara dele". Quem ele pensa que é para desligar na minha cara? È apenas um idiota que pensa que usando essas roupas hardcore e góticas tem uma estilo legal.

Desço até a cozinha pisando firme, pego uma garrafa de água na deladeira e sinto minhas mãos tremendo quando derramo a água no copo.
— Oque aconteceu meu amor?
Me viro e encontro os olhos preocupados de minha mãe me olhando.
— Nada — respondo com mais raiva do que realmente pretendia.
Ela arqueia as sobrancelhas.
— Eu te conheço Anna e tenho certeza que isso tem nome e sobrenome, estou errada?
— Você ganhou — balanço os braços, — é o novato da minha sala, ele é um idiota — digo quase cuspindo as palavras.
— Tem certeza que ele é só um idiota? —ela pergunta sorrindo.
— Claro, o que mais poderia ser?
Ela revira os olhos.
—Você igual ao seu pai quando era mais novo.
Meu estômago revira quando ela cita o meu pai.
— Oque você quer dizer? — pergunto.
— Que você é tão teimosa e orgulhosa, quanto ele era — ela responde.
— Eu não sou orgulhosa — rebato.
— Não vou discutir sobre isso — ela fala. — Oque o tal novato te fez para vocÊ ficar assim tão brava? — ela pergunta.
— Ele desligou o telefone na minha cara — bufo.
Minha mãe da uma gargalhada e quase caí para trás.
— Só isso? — ela pergunta.
– Só isso? Você acha pouco?
— Meu amor, ele não fez nada de mais — ela responde num tom compreensivo.
— De que lado você está mãe?
— Do seu meu amor, mas vamos ser sinceras se ele desligou é porque você falou alguma coisa ou não?
— Talvez eu tenha exagerado um pouquinho — assumo.
— Um pouquinho?
— Talvez muito mas ele não precisava desligar na minha cara.
Ela chega mais perto e me envolve em seus braços, toda a raiva que eu senti alguns segundos atrás se vai como se nunca tivesse existido.
— Ele é bonito? — ela pergunta.
– Mãe! — digo ruborizando.
— Oque foi?, só quero saber se garoto que está fazendo minha filha ficar assim é bonito.
— Na verdade, nem é tão bonito assim — minto.
— Tem certeza?
— Sim — cruzo os braços.
—Eu não tenho tanta certeza.
— Porque? — pergunto.
— Porque toda vez que você fala dele seus olhos brilham.
— È só impressão sua — digo.
— È, pode ser — ela diz.
— Eu vou assistir TVD, quer assistir comigo? — pergunto.
— Eu vou estourar pipoca e já vou.
— Ta bom.
Dou um beijo no rosto dela e vou para sala.
Pego o controle em cima do raque e coloco na Netflix — The Vampire Diaries. Não demora muito para minha mãe chegar com o balde cheio de pipoca e deixar aquele cheiro bom de manteiga no ar, ela se senta ao meu lado e então começamos a assistir. O telefone toca e minha mãe atende e um semblante de preocupação aparece em se rosto.
— Meu amor, eu sinto muito mas preciso ir para o trabalho aconteceu uma coisa e eu preciso resolver urgente — ela diz.
— È muito grave? — pergunto preocupada com oque possa ter acontecido.
— Não muito meu amor, não se reocupe, eu te amo.
Ela me da um beijo e então se vai.
Alguma coisa dentro de min diz que alguma coisa está errada e que não é só um probleminha que ela precisa resolver. Empurro esses pensamentos para fora e continuo assistindo TVD, quando finalmente termino o último episódio da quarta temporada já são quase 19:00 e é quando me lembro que o Gus vai vim me buscar ás 20:00 já que perdi a aposta. Me levanto rapidamente e levo o balde pipoca até a pia. Subo até meu quarto e pego a primeira roupa que vejo na minha frente, vou até o banheiro e tomo um banho rápido, solto meu cabelo e passo um pouco de gel para modelar os cachos, visto a minha blusa branca, saia preta e minha bota, olho no relógio para ver que horas são e já é 19:45, corro para sala e espero sentada no sofá assistindo TV, a chegada do Gus. Não demora muito para que a campainha toque vou até a porta e me deparo com um Gus menos hardcore do que eu estou acostumada. Ele está usando uma blusa branca mais larga, uma calça jeans clara e um boné azul da adidas a única coisa que ainda é igual são seu olhos negros que parecem dois globos enormes e seu sorriso nada amistoso.
— Está pronta? — ele pergunta.
— Sim, para onde a gente vai?
— Se eu contar perde a graça — ele sorri.
— Se você me levar para algum lugar cheio de stripers ou alguma coisa parecida, eu te mato.
Ele da uma gargalhada.
— Quem você acha que eu sou? Um assassino extremamente sexy, que sequestra garotinhas? — ele pergunta fingindo indignação.
— Nunca se sabe.
– Melhor a gente ir, não acha?
— Sim — concordo, — onde está o seu carro?
— Estacionei do outro lado da rua não confio muito nesse lugar — ele diz.
– Eu é que não deveria confiar em você — digo.

Seguimos em direção a rua onde Gus estacionou seu carro e entramo no seu Jeep preto.
— Pronta para o melhor passeio da sua vida? — ele pergunta.
— Ah, claro que sim desde que não seja uma passagem direta para a minha morte — respondo sarcasticamente.
— Oque aconteceu com a animação, amor?
— Já disse para não me chamar de amor — faço bico.
— E eu já disse que continua sendo amor.
— Não vou discutir com você.
— E vou dizer mais uma vez, você está louca pelo idiota aqui — um sorriso desdenhoso nasce em seus lábios.
— Só nos seus sonhos — respondo.
– Na verdade, nos meus sonhos você não estaria usando roupa e é bem mais legal.
— Você é nojento! — digo.
— Sou realista.
Caímos em um silêncio profundo que só é quebrado quando finalmente chegamos no lugar onde ele disse que seria "surpresa", para o meu alívio não é nenhum tipo de bar esquisito ou algum cemitério sinistro, é a penas o parque de diversões da cidade.
— Esse é o melhor passeio do mundo? — pergunto.
— Oque? Não vai me dizer que você nunca sonhou em ir a um encontro com um garoto lindo e sexy como eu num parque de diversões? — ele sorri.
— Sério Gus? Até para você isso é ridículo de mais.
— Você tem razão eu só trouxe você aqui porque sou um grande fã de livros e como esquecer o épico encontro de Pach e Nora em Sussurro? — ele da uma piscadinha.
— Agora só falta você me dizer que é um anjo caído e para se transformar em um humano precisa que eu aceite fazer um sacrifício — digo.
— A vida é uma caixinha de surpresas amor e você tem que se arriscar para descobrir oque acontece no final — ele diz.
— Que tal a gente ir no "Arcanjo" se é que tem um aqui né.
— Claro que tem, você acha que iria te trazer á um parque que não tem o épico "Arcanjo"? — ele pisca novamente.
— Então vamos Sr. Patch Cipriano — brinco.
— Espere só até ver as minhas asas Sra. Nora Grey — ele replica.

Entramos na fila do Arcanjo que por um milagre não está tão cheia e não demora muito para chegar a nossa vez. Nos sentamos no carrinho e colocamos a trava de segurança. Nunca me senti bem quando o assunto é altura mas não quero dar esse gostinho a Gus então encaro meu medo mesmo que seja mais complicado na prática.
— Com medo, amor?
— Nunca estive tão bem em toda minha vida — minto.
Ele segura minha mão e por algum motivo me sinto segura.

Os carrinhos começam a andar de vagar e então do nada vai cada vez mais rápido e mais rápido e como se em uma alucinação juro que vejo os trilhos se moverem mas só pode ser alguma coisa da minha cabeça, isso é impossível digo a mim mesma tentando me acalmar. Fixo meus olhos no de Gus e aperto sua mão cada vez mais forte e então escuto um barulho e olho para baixo vejo que todos os carrinhos e os trilhos sumiram. Sinto meu corpo caindo e então fecho os olhos, sentindo um frio imenso na barriga. Quando abro meus olhos novamente vejo os olhos de Gus me observando e sinto meu corpo todo tremer, o carrinho finalmente parou e todos os casais tanto de amigos e namorados que estavam na fila com nós estão saindo, um alívio percorre meu corpo e quase me esqueço da cena que vi enquanto estava no carrinho. È imposível, não tem como ele ter feito isso, eu deveria está muito nervosa e ainda falamos de um livro e eu pensei que era real mas não era, nada do que eu vi foi real, digo min mesma e me forço a acreditar que oque eu digo é verdade.

— Você está bem? — ele pergunta.
— Sim — respondo — só um pouquinho tonta.
— Tem certeza que é só isso? — ele pergunta novamente.
— Sim.
— Se você quiser te levo para casa — ele sugere.
— Se eu soubesse que para ir embora eu precisava passar mal teria feito isso antes.
— Acho melhor você aproveitar minha oferta.
— Obrigado, mas não.
— Onde você que ir agora? — ele arqueia as sobrancelhas.
— Que tal a gente comer alguma coisa?
— Oque você que?
— Algodão doce — respondo.
— Ok.
Vamos até a barraca de algodão doce mais próxima e pedimos dois, eu me ofereço a pagar mas ele acaba pagando por min e então damos uma volta pelo parque em silêncio até que por fim ele o quebra:
— Olhando assim de perto, sabe quem você me lembra? — ele pergunta com um sorriso no rosto que faria qualquer garota querer beija-lo.
— Quem?
– Uma menina que eu namorei.
Sinto meu corpo esquentar.
— Idiota !
— Eu só estou falando a verdade — ele diz.
— Aposto que você fala isso para todas as garotas que você leva a um parque de diversão — digo.
— Deve ser por isso que não tenho namorada — ele diz.
Eu engasgo.
— Você não tem namorada? — pergunto boquiaberta.
— Não, acho que assusto um pouco as garotas — ele responde.
— È você é muito assustador mesmo — digo rindo.
— Eu adoro quando você ri.
— Eu sou incrivelmente sexy quando rio, não? — digo tentando imita-lo.
— Eu não falo assim — ele diz.
— Tem certeza?
— Certeza absoluta — ele sorri.
Ele fica me encarando com os olhos negros e então meu celular toca.
— Desculpa, eu preciso atender — digo.
— Sem problemas.


+++

— Alô?
— Oi meu amor — é a voz de minha mãe.
— Aconteceu alguma coisa? — pergunto preocupada.
— Não meu amor, eu só liguei para avisar que vou ficar essa noite aqui com a Lana — ela responde.
— Ok.
— Não durma tarde e coma alguma coisa.
— Sim senhora — digo.
— Eu te amo meu amor.
— Eu também te amo mãe.
Ela desliga.
— Quem era? — Gus pergunta.
— Minha mãe — respondo.
— Quer que eu te leve para casa?
— Quero sim, por favor.
— Vou pegar alguns Nachos ali e já vou, me espere no jeep.
Ele me da as chaves e então se vai.

Sigo em direção ao estacionamento do parque onde Gus colocou o jeep e quando estou quase chegando paro. Escuto a voz de Kriss Miller:
— Quem aquele idiota pensa que é para me dar um fora? — ela diz.
— Kriss, talvez seja melhor você aceitar — é a voz da Ashiley.
— Aceitar? Você está ficando louca? Ele vai me pagar se ele acha que vai ficar assim, ele está muito enganado — ela continua.
— E oque você vai fazer? — Ashiley pergunta.
— Eu ainda não sei mas isso não vai ficar assim — Kriss diz por fim.
Sinto as mãos de alguém nas minhas costas e me viro assustada mas é só o Gus.
— Aconteceu alguma coisa? — ele pergunta preocupado.
— Não, mas acho que você vai gostar de saber que a Kriss Miller não está nem um pouco feliz com o fora que você deu nela — respondo.
—E você acha que eu tenho medo de uma menina egoísta e mimada igual ela?
— Não, mas é bom ter cuidado porque ela não é conhecida só por sair com todos os garotos da escola.
— O pior que ela pode me fazer é me bater com as lixas voadoras dela, mas vou me cuidar — ele diz.
— Tudo bem — eu rio.
— Vamos?
— Claro.
Entramos no carro e seguimos o resto do caminho em silêncio.
— Chegamos — ele diz.
— Obrigado — digo.
Desço do carro e vou até a porta.
— Eeeeeeei! — ele grita. ?
Eu me viro e pergunto:
— Oque foi?
Ele corre em minha direção e então me abraça.
— Boa noite.
— Boa noite.
Ele pressiona seus lábios em minha testa, entra no carro e vai embora.

Notas finais
Se tiver algum erro de ortografia, pontuação, etc, me avisem, obrigado :3 Sem Spoliers