O Acordo

2 Parte II – Acordo é Acordo


Notas iniciais
Olá, olá, meu povo lindooo! Aqui quem vos fala é a Nalla e nooooossa... Eu e a Sof estamos super feliz com esse tanto de acompanhamentos e cada comentário L I N D O que recebemos ♥ Estamos tão contentes que vocês estejam curtindo, ceis não tem ideia! Well, hoje vim com a segunda parte dessa fic divosa - confesso que adorei ela e estou aqui torcendo meus dedinhos para que gostem também :3

Peter estava parado do lado de fora de um prédio que, aparentemente, era onde o mercenário residia. Ele ficou ali por meia hora, pensando na possibilidade de voltar à sua casa e continuar com seus afazeres. Porém, sua curiosidade parecia ser maior do que seu receio e, antes que percebesse, ele havia adentrado o lugar e subia as escadas, procurando o número do apartamento de Wade, que estava junto ao endereço anotado no papel.

Subiu alguns lances de escada antes de encontrar, então andou lentamente em direção à porta da moradia e, hesitante, bateu duas vezes com os nós dos dedos, logo esperando ser atendido enquanto tinha a leve impressão que seu coração sairia pela boca caso ficasse ainda mais inquieto.

Para o bem da sanidade mental do super-herói, não demorou muito para que Deadpool abrisse a porta.

Pela primeira vez, Peter o via usando roupas normais em vez de seu uniforme, o que o surpreendeu. Pela primeira vez podia ver seus braços, suas mãos, seus ombros. Porém, a maldita máscara ainda estava lá.

— Hey, baby boy. — O saudou, um tom de malícia bastante notável, enquanto dava espaço para o garoto entrar.

Quase que correu na direção contrária em vez de colocar o pé pra dentro daquele lugar, era o que o sentido lógico de seu cérebro gritava para Peter fazer. Porém, enquanto suas pernas faziam exatamente o oposto disso, ele decidiu que a melhor maneira de enfrentar aquilo era desligar a lógica e seguir seus instintos.

Parker, por conta da nervosia, tentou focar sua atenção no apartamento de Wade. Não havia muito para se ver, na realidade. Era tudo um tanto quanto comum, apesar de bagunçado. Mas não é como se ele imaginasse o mercenário gastando seu tempo varrendo o chão ou coisa do tipo.

— Eu estava pensando... — Peter quase deu um pulo com o susto que levou com Deadpool sussurrando perto de sua orelha, causando arrepios em todo o seu corpo. — Em várias coisas que poderíamos fazer hoje, baby boy. Não sei nem por onde começar.

Quando deu por si, Peter já estava sendo prensado na parede mais próxima por Wade, os corpos perigosamente perto, roçando um no outro. O contato com ele já trazia sensações deveras estranhas para o seu corpo, agora então que ele sentia suas mãos depravadamente passeando aqui e ali sem nenhuma luva cobrindo-as, vez ou outra causando choques quando suas peles se tocavam, Peter já não conseguia fazer nada senão ficar parado, fazendo força para se lembrar que devia cobrar sua parte do acordo.

— Te-Temos um acordo. — Gaguejou o garoto assim que sentiu uma das mãos de Wade subir por seu abdômen, espalhando leves correntes elétricas com o contato. — Você a-aceitou e eu quero a minha parte. — Seu tom de voz não estava dos melhores para exigir coisas do outro, mas ele não havia feito um trato logo com Deadpool para que só um dos lados se beneficiasse com aquilo.

Ele teria o que desejava, mesmo que o mais velho se recusasse para tal coisa. Eles tinham um acordo, e isso incluía a satisfação de ambas as partes. Então, com certo esforço, empurrou Wilson para longe de si e estreitou os olhos.

— Não fiz isso para que apenas você ganhe, e sabe disso muito bem! Quero. Ver. Seu. Rosto. — Nunca fora um cara insistente, mas a ocasião exigia. E Wade também.

Deadpool, depois de uma pausa encarando o garoto, levou as mãos até a base da máscara, o que fiz Peter prender a respiração e encher-se de expectativa. Ele estava prestes a beliscar-se para ver se não estava sonhando quando pôde ver os lábios de Wade, a máscara levantada até o nariz.

No entanto, antes de poder demonstrar qualquer reação, Wade prensou Peter contra a parede novamente, desta vez o beijando.

O garoto não conseguiu processar nenhuma informação naquele momento, senão o fato de que os lábios de Deadpool estavam tocando os seus. E, puta merda, o beijo dele era incrível, Peter não tinha nem como tentar negar.

Praticamente hipnotizado, Peter puxou Wade para mais perto, as mãos no pescoço do anti-herói, enquanto o outro levantou-o pelas coxas, fazendo-o enlaçar as pernas em sua cintura. Peter já não tinha a mínima noção de nada, completamente dominado pela sensação eletrizante que espalhava por todo o seu corpo, sentindo o calor dominá-lo, ainda mais nas áreas que Deadpool o tocava.

Sabendo que havia atingido seu objetivo e o distraído, Wade retirou o casaco do garoto sem parar em nenhum momento aquele beijo delicioso, logo jogando-o em algum lugar do apartamento. A boca de Peter era melhor do que havia pensado, sua língua pedia cada vez mais passagem pela mesma e não parecia ser o suficiente. Separando seus lábios dos dele apenas por alguns segundos, o mercenário retirou a camisa de Peter, em seguida voltando a beijá-lo com volúpia antes de começar a saborear sua pele e os gemidos suaves dele próximo ao seu ouvido apenas o incentivava a continuar.

O mais novo passava as unhas pelo pescoço do outro, completamente entregue aos arrepios e a firmeza dos toques de Wade em seu corpo. Uma de suas mãos subiu até a nuca de Deadpool, sentindo a textura da máscara e, lentamente, começou a puxá-la, mas não antes de Wade perceber, afastando-se apenas o suficiente para impedi-lo de fazer o que de fato desejava.

— Tire-a. Por favor. — Murmurou um tanto ofegante ao manter ambas as mãos nos ombros do mais velho. — Não vou sair correndo como queria há cinco minutos, se isso o fizer se sentir melhor. — Tentou argumentar, porém, Wade continuava hesitante em retirá-la.

Somente pelo fato de Peter admitir que queria fazer o que estavam prestes a realizar, agora não mais por conta do acordo, Deadpool já se sentia mais do que satisfeito. As palavras por ele ditas ecoavam em sua cabeça, as vozes discutindo fervorosamente se ele devia ou não tirar a máscara. Sim, eles haviam feito um acordo, mas Peter poderia mudar rapidamente de ideia ao ver seu rosto. Wade poderia nunca dizer aquilo em voz alta, mas ele tinha muito medo de que o garoto o abandonasse de vez se o visse.

No entanto, ele já não conseguia resistir ser alvo daquele olhar suplicante, ainda mais que Peter estava praticamente seminu.

— Wade. — Ele insistiu, tocando-lhe o pescoço de tal maneira que o mercenário nunca imaginou que ele tocaria.

Merda, merda, merda, aquilo já era chantagem emocional.

Sem pronunciar uma única palavra, Deadpool puxou Peter para si novamente, erguendo-o e levando-o até seu quarto. Ele deitou o garoto na cama, beijando-lhe novamente, desta vez com mais calma, fazendo menção de deitar sobre ele também. No entanto, subitamente, Wade simplesmente levantou, sumindo pelo apartamento.

Peter arfou, desnorteado por tantas emoções intensas que havia passado em tão pouco tempo. Não sabia exatamente em que ponto daquilo tudo havia admitido para si mesmo o desejo que, de alguma forma, estava ali. Simplesmente se deixou levar pelos beijos de Wade e... Ele tinha quase certeza que estava prestes a ter uma ereção.

— Hm, Wade? — Peter chamou, tentando recompor-se. O que diabos ele estava fazendo?

O herói recebeu a resposta quando viu que o apartamento estava ficando mais escuro. Cortinas sendo fechadas, luzes sendo apagadas. Quando Wade voltou ao quarto, fechando a cortina da janela próxima, Peter enxergava apenas sua silhueta.

O cômodo ficou silencioso, Parker conseguia escutar apenas a própria respiração e os passos de Deadpool, enquanto ele deixava aceso um único abajur ao lado da cama.

— Estou aqui, baby boy. — A voz rouca de Wade foi ouvida, ao mesmo tempo que Peter sentiu o peso do mercenário sobre si.

O garoto conseguia ver a cabeça do homem sobre si, os tons vermelho e preto da máscara quase passavam despercebidos.

Então, Deadpool tirou a máscara.

O garoto parou por um momento, não desviando em nenhum instante o olhar de Wade. Embora houvesse com pouca luz ali, podia ver com clareza cada detalhe do rosto do mercenário e, com certa hesitação, levou a mão direita ao mesmo, acariciando-o com uma gentileza fora do comum – pelo menos para si. A única coisa que se passava por sua mente era o quanto Deadpool era lindo, mesmo com aquelas marcas que não deixavam sua pele tão sedosa quando deveria ser antes de tudo.

Peter não sentiu pena do homem sobre si. Sentiu raiva do indivíduo que havia feito aquilo com ele, assim como compreensão por ter hesitado todo aquele tempo em tirá-la em frente ao mais novo. E foi exatamente por isso que acabou puxando o rosto de Wade em direção ao seu, beijando-o suavemente no mesmo instante em que começou a puxar a camisa de Wilson, sentindo aquele desejo que estivera reprimido até então vir aos poucos.

Deixou de lado tudo que estivera pensando anteriormente, concentrando-se ali, naquele quarto, em Pool tocando-lhe de uma forma que apenas ele sabia. Nada mais importava.

Wade havia fechado os olhos com o toque de Peter em seu rosto, esquecendo-se qual fora a última vez que alguém não fugira ao vê-lo. Ele só abriu os olhos novamente por dois segundos, ao afastar-se de Peter novamente, somente para acabar de tirar sua blusa e ver o rosto do garoto abaixo de si. Ele não o olhava com repulsa ou pena, muito pelo contrário.

Peter o olhava cheio de desejo.

Wade colou os lábios nos do garoto novamente, ao mesmo tempo em que passeava as mãos pelo corpo dele, deliciando-se com seus gemidos reprimidos em meio ao beijo. Peter era tão sensível.

Ele adorava isso.

Deadpool desceu os lábios para o pescoço de Peter, beijando, chupando, lambendo a área com fervor, enquanto o garoto conseguia apenas arranhar suas costas e ofegar, levando Wade à loucura ao roçar aquela área na dele.

O herói perdia-se em cada carícia. Em cada vez que sentia os lábios de Wade sobre sua pele. Em cada arrepio que subia-lhe a espinha e pela ânsia de querer mais do que lhe era dado. Peter já estava mais do que excitado, não conseguindo conter a maneira como puxava Deadpool contra si, ou como queria mais do que o outro já estava lhe dando.

Wade traçou uma trilha de beijos e chupões pelo torso de Peter, permitindo-se demorar mais nos mamilos e ouvir os gemidos do garoto em resposta. Ele tocou-o por cima da calça, excitando-se ainda mais – se é que era possível – ao sentir o quanto Peter também estava duro. Sem cerimônias, tirou o que restava das roupas do garoto, voltando a beijá-lo enquanto o massageava, cada vez mais sem conseguir se conter.

Parker movia seu quadril para que pudesse ter mais contato, mais fervor, com a mente absolutamente concentrada no prazer que se espalhava por todo seu corpo, algo que nunca sentira com ninguém... Até Deadpool surgir. O mais novo segurava-se ao outro como se fosse sua âncora e que, a qualquer instante, fosse cair por um redemoinho, sem ter ideia se retornaria.

O mercenário deliciava-se com cada som que saía da boca do menor, cada tremor, cada toque, cada manifestação de desejo e prazer, já nem um pouco tentando ser contidas.

As bochechas de Peter adquiriram um tom avermelhado com o grito que soltara ao gozar nas mãos de Wade, enquanto este fizera questão de absorver cada detalhe no rosto e no corpo do garoto ao fazê-lo, encantado por tê-lo completamente entregue a si. Peter ofegava ao agarrar o mais velho pelos ombros, sentindo-se, de certa forma, revigorado.

Apesar de ter satisfeito apenas Peter até o momento, Deadpool também sentia-se saciado até certo ponto, só por Peter tê-lo olhado nos olhos – olhado de verdade— e deixado ele o tocar, mesmo após aquilo. E, se o garoto quisesse parar por ali naquele momento, ele não ligaria tanto, na realidade. Quantas vezes já não havia se tocado sozinho pensando no garoto sem que este estivesse presente? Se o mesmo se repetisse naquele dia, ele tinha uma imagem em mente um milhão de vezes melhor que as outras, simplesmente por ser real. Ainda poderiam continuar depois, e Deadpool poderia fazer tudo o que desejasse com ele.

Mas Peter ainda não desejava parar.

Como se tivesse soltado as rédeas que segurava até o momento, o garoto puxou Wade para um beijo faminto, necessitado, fazendo até mesmo o mercenário murmurar um wow sobre seus lábios. Entendendo o pedido não dito em voz alta, ele deixou que Peter passasse as mãos por toda a extensão de seu corpo, um gemido rouco afogando-se em sua garganta e sumindo contra os lábios de Peter quando suas mãos tomaram um rumo mais ousado.

Pegando Wade completamente desprevenido, o garoto fez com que trocassem de posição, ficando sobre o mercenário antes de voltar a beijá-lo com fervor sem deixar de descer suas mãos pelo corpo do outro sem qualquer pudor. Não conseguia entender de onde surgiu aquele desejo desenfreado que parecia tomar conta de cada pedacinho que ainda raciocinava no momento, mas era muito bom.

Peter sentia seu rosto queimar no mais intenso tom de escarlate enquanto escapou dos lábios de Wade e beijou-lhe as bochechas, rumando para o pescoço do mercenário e descendo pelo seu torso. O homem ofegou, soltando um gemido rouco quando Parker puxou a calça que usava, deixando-o completamente despido. Ele agarrou os fios castanhos do garoto quando sentiu sua respiração sobre o membro já duro – ficando ainda mais excitado, se é que aquilo era possível, Peter tinha um efeito insano sobre si.

— Baby boy... — Murmurou rouco, completamente entregue.

Se é que o herói fosse hesitar naquele momento, ao sentir a reação imediata de Wade pelo que ele insinuava fazer, só sentiu uma crescente certeza e vontade ainda maior de realiza-lo. Peter tocou o mercenário e não demorou a depositar os lábios ali também, iniciando movimentos que levavam o outro ao delírio, gemendo sem pudor algum.

Como era a primeira vez que fazia algo como aquilo, Peter tomou cuidado para não roçar seus dentes no membro do outro, sempre acariciando o mesmo com sua mão e língua. Enquanto o fazia, observava cada reação de Wade, agradando-se ao ver a expressão prazerosa no rosto do anti-herói. Uma estranha satisfação começou a tomar conta do garoto ao ver o quanto aquilo estava levando Pool cada vez mais a borda, porém, ele não apressou nem um pouco seus movimentos. Estava gostando mais que o devido daquela situação e, se não estivesse com sua boca ocupada, com certeza estaria sorrindo de forma provocante.

Deadpool, por sua vez, perguntava-se como alguém com a inexperiência de Peter era capaz de ter uma língua tão fodidamente habilidosa e o deixar daquele jeito. Qual fora a última vez que o mercenário ficara completamente dominado daquela maneira?

Ele não conseguia se lembrar e, mesmo se o fizesse, duvidava que qualquer foda poderia se comparar àquela. Principalmente porque não é todo dia que se tem o Homem-Aranha, com aquela bunda perfeitamente apertável, no ponto de vista de Wade, lhe fazendo um boquete.

Wilson chegou ao ápice e teve um orgasmo muito antes do que gostaria, puxando os cabelos de Peter com uma força que o garoto julgou ser excitante e não dolorosa. Ele não se sentiu estranho em engolir antes de aproximar-se do rosto de Wade novamente, tomando-lhe os lábios em um beijo mais calmo que os anteriores, porém tão intenso quanto.

O mercenário desceu as mãos até as tão amadas nádegas de Peter, apertando-as com vontade e fazendo o garoto gemer em meio ao beijo. Não foi uma surpresa quando ambos sentiram que o herói estava excitado novamente.

— Eu ainda não acabei com você, baby boy. — Wade murmurou ao pé de sua orelha, mordiscando-a, fazendo Parker delirar pela milésima vez somente naquele dia.

Deadpool esticou o braço para o criado mudo ao seu lado, em busca do lubrificante e de uma camisinha na primeira gaveta, mas sem descolar os lábios do rapaz.

O garoto voltou a ficar de costas sobre a cama, mas quando viu o que Pool havia pegado, sentiu a apreensão lhe tomar. Ele estava à vontade, isso era óbvio tanto para si quanto para o homem que lhe beijava e acariciava de maneira incessante. O único pequeno problema era que não conseguia impedir seu corpo de tencionar com aquela possibilidade que apenas se dera conta no momento.

— W-Wade, eu... — Peter murmurou ao afastar seus lábios dos dele e engoliu em seco, deixando nítido seu nervosismo. — Vo-Você sabe que nunca fiz isso, então... — Ele simplesmente não sabia como explicar quão inseguro estava, embora uma parte sua estivesse curiosa em como deveria ser.

Em vez de confortá-lo com palavras, Deadpool virou o garoto de maneira que ele ficasse de costas para si, o torso pressionado contra a cama. Antes mesmo que Peter pudesse protestar pela falta de consideração, Wade afastou alguns fios intrusos de sua nuca e beijou-o ali, passando os dedos depravadamente pelo corpo do rapaz enquanto descia os beijos calmos – fazendo grande uso da língua – pelas costas. Parker mordeu o travesseiro, sem conseguir conter os sons que escapavam de sua boca, enquanto Deadpool descia cada vez mais.

Se aquilo fosse para acalmar ou distraí-lo, tinha funcionado perfeitamente.

Wade encheu os dedos do produto contido no recipiente, voltando a beijar a nuca de Peter e mordiscar-lhe a orelha.

— Confia em mim, Petey? — Questionou, a voz rouca pelo prazer fazendo o garoto se arrepiar ainda mais. Ele assentiu com vigor. — Relaxe.

Parker grunhiu com desconforto quando sentiu a intrusão em si, enquanto Wade ainda o beijava e o posicionava de quatro, tocando-o novamente para distraí-lo da dor.

O herói cravou os dedos no lençol, quase o rasgando enquanto trincava os dentes, não sabendo muito bem se pelo prazer extremo que estava sentindo pelos estímulos de Wade ou pela dor que também estava presente. Ele estava tentando relaxar, mas ainda era um tanto complicado, então tentou focar nos chupões e mordidas que o mercenário espalhava tanto pelos ombros, quanto pelo pescoço de Peter.

Peter mordeu os lábios com força quando Wade introduziu o terceiro dedo, a dor que estava começando a sumir voltando novamente. O mercenário estava empenhado em encher o garoto de carícias para fazer aquela experiências ser o menos dolorosa possível para ele, e às vezes confundia-se se os gemidos que escapavam eram de dor ou de prazer.

Quando Wilson retirou os dedos, Peter já estava mais confortável, mas ofegou de alívio mesmo assim, preparando-se para o que estava por vir. O outro, por outro lado, hesitou um pouco, a embalagem da camisinha pendia fechada entre seus dedos.

— Wade? — Parker o chamou, ofegando, buscando-lhe a mão livre e depositando um suave beijo nela. — Tá tudo bem. Eu quero isso. — Falou, como se já não fosse óbvio o suficiente. O mercenário grunhiu.

— Droga, Petey — Resmungou, fazendo com que Peter deitasse nos lençóis, de barriga para cima, olhando-o no fundo dos olhos. — Eu quero ver seu rosto, em cada minutinho que eu te der prazer.

O garoto sentiu o impacto daquelas palavras até os ossos e olhou-o no fundo dos olhos, amando cada pedacinho daquele rosto, mesmo que este fosse retalhado. Wade era maravilhoso, e suas íris o hipnotizavam. Ele tocou as feições do mercenário com ternura – empurrando para as profundezas alguma voz que, no fundo da sua mente, perguntava de onde diabos vinha tudo aquilo dele – antes de dizer:

— E eu o seu.

Ambos buscaram os lábios um do outro ao mesmo tempo, outro beijo intenso e cheio de desejo iniciando-se, mãos aqui e ali. Wade separou-se do garoto por um momento e colocou a camisinha, em seguida erguendo as pernas de Peter e as apoiou em seu ombro, beijando-o com intensidade novamente enquanto começava a penetrá-lo.

A respiração de Parker falhou assim que sentiu a ponta do membro do homem invadindo-o de forma lenta, esperando que ele se acostumasse com tal invasão enquanto sussurrava coisas próximo ao seu ouvido.

— Você é muito apertado, sabia? — Murmurou antes de mordiscar o maxilar do moreno e subindo seus lábios pelo rosto de Peter. — Tão bom... — Wade soltou entre um gemido e outro, tendo seus bíceps apertados pelas mãos do garoto, que encontrava-se com o rosto avermelhado, como também os lábios entreabertos.

— E você é muito avantajado, sabia? — Peter resmungou, entre uma arfada e outra, apoiando a testa no ombro do mercenário e tentando, repetidas vezes, recuperar o fôlego.

Assim que Wade encontrava-se por inteiro dentro de Parker, este respirou fundo, fincando as unhas nos braços do outro. Wade, por mais que não quisesse parar naquele momento que as coisas estavam tão boas, ficou estático, sem ousar mexer um músculo sequer, preocupado com o que Peter sentia. Até as vozes tinham que admitir que ele estava muito mais perdido do que imaginava em relação ao herói.

Assim que notou que a respiração do garoto estava mais calma, Wilson tornou a beijá-lo, secando uma única lágrima que escorrera pelo rosto por conta da dor.

— Quem diria que meu querido Spidey seria capaz de aguentar todo tipo de coisa ao lutar pela cidade e sofrer tanto para dar a bunda? — Wade provocou, ao interromper o beijo, em parte porque seu senso de humor não escolhia hora e nem lugar, em parte porque ele ainda queria que Peter não se concentrasse na dor. Ele revirou os olhos, ruborizado e constrangido.

— Cala a boca, Wade. Prefiro muito mais você com os lábios ocupados. — Rebateu. De imediato, recebeu uma chupada no pescoço.

— Assim? — Indagou o mercenário, com um enorme sorriso sacana quando viu Peter morder os lábios, sem resposta.

Quando já estava ficando impaciente, Wilson deu uma leve mexida no quadril e, ao ver que o garoto reagiu bem ao estímulo, começou, lentamente, a ousar mais nos movimentos.

Aos poucos, Peter foi se acostumando com tal invasão, tornando-se consciente de sua ereção pulsando sobre seu estômago. A pequena parte funcional de sua consciência no momento lhe questionou como conseguia ficar excitado sendo que Pool entrava e saía de si com cada vez mais frequência, porém, ele acabou ignorando aquele fato, pois a única coisa em que conseguia pensar era em quanto aquilo estava ficando bom. E no quanto queria que Wade não parasse.

Parker acompanhava o mercenário, tanto no ritmo quanto nos gemidos e frases desconexas que ambos murmuravam. Wade estava levando o garoto à loucura, ele constatou, e suspeitava que o contrário também ocorria. Peter agarrava-se aos lençóis, ao corpo de Wade, arranhando aqui e ali – e recebendo mordidas em resposta. Os gemidos altos ecoavam por todo o apartamento, os corpos moviam e se esfregavam freneticamente, o suor escorrendo pelos dois.

Deadpool estava absorto em cada sensação que passava por seu corpo, assim como em cada reação de Peter que ele não deixava escapar em um só momento e que o levavam cada vez mais perto de sua liberação. Sentia o herói agarrar-se a ele como uma pessoa se agarrava a um salva-vidas enquanto mordia o lábio inferior com força.

Peter sabia que sua próstata já havia sido alcançada, praticamente vendo estrelas toda vez que o ato era repetido.

Sentindo que o ápice estava perto, Wade beijou Peter com intensidade, chupando-lhe o lábio e recebendo uma mordida no seu em resposta, talvez forte demais. Não demorou muito e Peter atingiu o orgasmo, gritando alto e arqueando as costas quando o líquido jorrara. O mercenário estocou mais algumas vezes antes de gozar também, encostando a cabeça no ombro do garoto enquanto tentava recuperar o fôlego, saindo de dentro de Peter com certa relutância.

Peter fechou os olhos por alguns instantes, esperando sua respiração acalmar ao menos um pouco antes de, por simples reflexo, começar a acariciar a nuca do anti-herói com a ponta dos dedos. Era estranho aquela tranquilidade depois do que acabaram de fazer, contudo, sentia-se bem com tal fato, mesmo que muito provavelmente fosse sentir dores assim que adormecesse em sua cama naquela noite. Se as coisas não fugissem do planejado, o que era muito possível de acontecer.

Foi divagando sobre aquilo que notou o quanto Wade estava quieto, detalhe que até poderia ter ignorado, se não fosse algo bastante incomum.

— Wade? Que quietude é essa? — Indagou, pensando que, depois de tudo aquilo, Deadpool estaria mais tagarela do que nunca. O mercenário ergueu o rosto e olhou em seus olhos, um sorriso de malícia surgindo ali.

— Estava apenas pensando no quão bom foi ouvir os seus gemidos. Se eu começar a lembrar deles, vou acabar duro de novo. — Respondeu, fazendo Peter revirar os olhos e sentir o rosto esquentar.

O herói estava prestes a verbalizar um "vai se foder, Wade", constrangido, mas percebeu que ele provavelmente responderia algo duplamente mais constrangedor e desnecessário. Sendo assim, desvencilhou-se dos braços do outro, prestes a levantar, mas Wilson foi mais rápido e espalmou ambas as mãos em seus ombros, fazendo-o deitar-se novamente.

— Que eu me lembre, — Começou, os olhos brilhando, mesmo que o local estivesse escurecido. — nosso acordo constava que eu teria você para mim um dia inteirinho. — completou, sorrindo abertamente.

Peter constou, com uma rápida olhada a um relógio que estava no criado mudo, que não passava das 15h da tarde.

Mas ele não ligou nem um pouco.

Notas finais
E então, meu povo? Nós queremos saber tudinhooooo! Sejam críticas construtivas ou comentários surtantes ♥ haha' Nós agradecemos a todos que chegaram até aqui, afinal, sem vocês, essa fanfic não seria nadica de nada, então obrigada a todos(as) do fundo do nosso coração *----* Sem mais, um grande beijo pra todo mundo e até a próxima, gente!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!