Notas iniciais
Está aqui o 2º capitulo, tentei que ficasse maior e mais interessante. Espero que gostem, qualquer sugestão é bem vinda ^^.

O Aizawa permanecia parado, de braços cruzados, ainda a tentar processar tudo o que Ryuzaki e Light lhe haviam contado. Era difícil de acreditar naquela história. Mas para quem já tinha visto vários Shinigamis naquele mundo, tudo já parecia possível.

Depois de algum tempo, Aizawa voltou a fitar Light. O ódio era vizível nos seus olhos. O ódio que tinha sido acumulado durante 5 anos e que agora que o rapaz havia sido ressuscitado, tudo o que ficara por explicar podia ser finalmente desvendado.

Aizawa: Porquê? Porque fizeste tudo isto Light? O Soichiro...o teu pai não queria que te tornasses no Kira! Ele não queria que fosses um assassino!

Light deu uma forte gargalhada. Uma gargalhada que fez arrepiar todos naquela sala.

Light: Um assassino? Não! Eu sou...eu era um Deus, o Deus do Novo Mundo! E vocês todos arruinaram os meus planos!

Aizawa: O teu pai...

Light: O meu pai não sabia o que era a justiça, ou não viste como ele acabou, Aizawa-san?

Sem perder mais tempo, Matsuda retirou a sua arma e apontou-a a Light.

Matsuda: Não quero saber se Deus te ressuscitou, se começas a dizer mal do chefe Yagami volto a matar-te aqui mesmo!

Near: Não temos tempo para isto!

Todas as atenções se concentraram no ecrã gigante, onde a letra L estava projetada. Ryuzaki aproximou-se do ecrã e sorriu.

Ryuzaki: Estou a ver que dignificas-te bem o meu nome. Os meus parabéns, Near.

Near: Obrigado, L-san. Precisamos de unir forças se queremos vencer este novo Kira.Yagami Light, não fico feliz por trabalhar contigo neste caso, mas parece que desta vez não tenho escolha. Mas aviso-te de que quando este caso estiver encerrado...vou-te por atrás das grades!

Light: Não tenho medo de ti, Near.

Logo a seguir, a figura de Yamamoto chamou a atenção de Light.

Light: Hei, tu aí! És novo no departamento, como te chamas?

Yamamoto: Ya...Yamamoto senhor!

Light: Se bêm-vindo Yamamoto. Tenta não estragar tudo.

Yamamoto pareceu constrangido com o que Light lhe dissera, mas limitou-se a acenar afirmativamente com a cabeça. Depois, Light voltou a observar o grupo.

Light: Onde está a Misa?

A expressão no rosto de todos os presentes mudou por completo. Light focou-se em Aizawa, que aparentava estar bastante perturbado com a pergunta do rapaz.

Light: Mas é mesmo preciso perguntar de novo? Onde está a Misa?

Aizawa, num tom de voz perturbado: Depois da tua morte percebemos que a Amane tinha perdido todas as memórias do caderno e não a prendemos. Vigiámo-la durante um ano e tudo parecia normal, mas, quando parámos de a vigiar ela...suicidou-se.

Light arregalou os olhos. Ela sempre o amara. Mais, ela sempre fora obcecada por ele. Mas matar-se por ele? Estaria Misa assim tão apaixonada? Ele nunca lhe ligara, sempre fora frio com ela, mas nunca pensara que ela fosse mesmo capaz daquilo.

Pensamento de Light: Raios, Misa! Agora poderias-me ser muito útil, mas continuas a ser uma incompetente.

Aizawa: Ryuzaki...

Ryuzaki: Por favor tratem-me por Lawlliet, o meu nome verdadeiro.

Toda a equipa de investigação ficou perplexa. Dar o nome verdadeiro enquanto andava por aí Kira à solta? L só podia ter elouquecido de vez.

Lawlliet: Não vou morrer. Pelo menos durante o próximo ano, nem eu nem o Light podemos morrer. Somos seres imortais durante o próximo ano.

Pensamento de Light: Faz sentido. Se Deus nos ressuscitou, não ia querer que morressemos outra vez. Mas porque é que Ele resolveu contar isso ao L apenas? Não confia em mim por eu ter sido o Kira no passado? Não interessa, depois de apanhar este novo Kira, vou ficar com o caderno dele e matar o L. Ninguém me vai parar, vou ser o Deus do Novo Mundo.

Lawlliet: Light-Kun, estás bem? Vejo-te muito pensativo.

Ide: Não podemos confiar nele, Ryu...quer dizer, Lawlliet! Estamos perante o Kira original, responsável pela morte de milhares de pessoas!

Mogi: O Ide tem razão! Aizawa, deviamos de prender este tipo.

Near: Já disse para pararem com isto! Não temos tempo para discussões, e ninguém vai ser preso. Pelo menos por agora.

Aizawa: O Near tem razão, por mais que nos custe temos de trabalhar com o Light até apanharmos o Kira. Não temos escolha.

Lawlliet: Precisamente, Aizawa-san. A nossa prioridade agora é apanhar o Kira, não temos mais tempo a perder.

Light: Temos alguma pista até agora?

Near: Nada que nos leve a ele.

Numa fração de segundo, o ecrã com o nome de L desapareceu, dando lugar a um gráfico com várias barras verdes, uma cada vez maior do que a anterior.

Near: Nas últimas horas os assassinatos de criminosos têm vindo a aumentar. No entanto, os criminosos que foram noticiados mais recentemente ainda estão vivos, o que nos leva a pensar que o Kira não conegue escrever neste preciso momento.

Pensamento de Lawlliet: Nas últimas 10 horas morreram cerca de 120 criminosos. Todos estavam espalhados pelo mundo. O Kira pensou em tudo antes de agir, o que me leva a pensar que talvez já tivesse alguns conhecimentos do caderno. Não, não é isso! Deve de ter sido alguém que esteve atento ao caso quando o Light era o Kira. Quando o Light matou o Lind L. Taylor pensando que era eu, descobri que Kira estava no Japão. Este Kira não quer cometer o mesmo erro.

Lawlliet: Near, consegues arranjar as nacionalidades das vítimas?

Near: É para já! Vou enviar um gráfico para aí.

Pouco depois, um gráfico, de novo com várias barras apareceu no ecrã.

Pensamento de Lawlliet: Como eu pensava. 50% das vítimas são Americanas. Se fosse o antigo Kira era o mesmo que me estar a desafiar, dizendo que era Americano e para eu o tentar apanhar. No entanto, este novo Kira não gosta de desafios nem de correr riscos. 60 criminosos foram mortos nos Estados Unidos, 10 na Rússia, 20 em Portugal, 15 na China, 5 no Brasil e 10 no Japão. O Brasil é o lugar com menos mortes...quererá isso dizer que Kira é Brasileiro? Não, era demasiado óbvio. O Kira sabia que eu ia chegar a esta conclusão. Então só pode ser...

Lawlliet: Vamo-nos concentrar na Rússia e no Japão. Vamos supor que o Kira está num desses países.

Light: Precisamente, cheguei a essa mesma conclusão.

Aizawa: Podem-me explicar o porquê?

Light: Este Kira é inteligente e ao contrário de mim não gosta de correr riscos. Ao matar 60 pessoas nos Estados Unidos queria tentar afirmar...

Lawlliet: Venham atrás de mim, sou um cidadão Americano. Mas o facto de as primeiras vítimas dele terem sido gravadas para todo o mundo é a prova de que Kira não nos quer desafiar. Não gosta de arriscar muito e é bastante cauteloso.

Matsuda: Isso não nos levaria para o Brasil, onde houve apenas 5 mortes?

Lawlliet: Não sejas ingénuo Matsuda. O Kira é esperto e sabe que isso é demasiado óbvio. Matou o mesmo número de pessoas na Rússia e no Japão para nos confundir. Não podemos escolher apenas um, vamos investigar os dois ao mesmo tempo. É claro que há a hipótese de Kira não ter morto criminosos do país onde reside, mas até agora isto é tudo o que temos. A única coisa que podemos fazer é investigar os dois países em questão.

Nesse mesmo momento, a conversa foi interrompida por uma estranha música. Aizawa meteu a mão no bolso e retirou de lá um pequeno telemóvel.

Aizawa: Desculpem-me.

O homem carregou na tecla verde e encostou o aparelho ao ouvido.

Aizawa: Sim? O quê???

Lawlliet: Passa-se alguma coisa, Aizawa-san?

Aizawa: CNN, imediatamente!

Yamamoto apressou-se a ligar a televisão e mudou-a para a CNN. A sala ficou preplexa. A palavra “Kira” surgia por cima de um fundo branco. Depois, ouviram uma estranha voz ecoar pela sala. Falava num inglês fluído, fazendo Lawlliet e o resto dos presentes tomarem redobrada atenção.

Kira: Olá a todo o mundo. Eu sou o Kira!


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.