Muitos estudiosos se perderam na imensidão do espaço…

Baço, um território opaco e tão pouco explorado,

Com poucas ou nenhuma resposta.

Céticos questionam se os astros merecem nossa atenção,

Ou se apenas representam o inegável destino que é a solidão.

Na vastidão do infinito, o que existe?

A vida é rara como a luz que caminha distâncias,

E os anos dilatando o que entendemos por tempo.

Há muitos poetas que lhe escrevem odes românticas,

Com nome de planetas homenageando deuses romanos.

O Cosmo é a estrutura que converge tempo, espaço e plano…

As dimensões que existem e são intocáveis.

Se somos seres celestes tão insignificantes,

Deveríamos almejar conhecer essa verdade?

Poucos deixam para lá a vaidade…

A vontade de explicar com coerência o inexplicável.

É fácil e palpável entregar a um Ser superior essa grandiosidade;

Pois os padrões que se repetem não são mera casualidade.

No berço do Universo, a vida viceja…

Seja ela o que quer que seja.

O nascimento vem de uma tese de doutorado ou de uma Igreja?

Há quem prefira o doce silêncio intermitente…

Constância nesse espaço vazio, solitário e frequente.

Onde o frio assombra constantemente.

Não almejo ser um estudioso insensato,

Ou um tolo temente.

Há muito espalhado pelo espaço,

Mas pouco que se possa provar realmente.

Não é tema dos meus estudos acadêmicos…

Se nem a nossa origem conhecemos,

Quiçá os mistérios envoltos na gênese do Universo,

Onde somos pontos microscópicos e diversos.

Soo meio niilista, embora pouco o seja…

Prefiro atribuir às minhas divagações poucas certezas.

O Cosmos nos rege como um flautista exasperado,

Guiando-nos até a destruição, como ratos,

Por não encontrarmos a saída do labirinto.

Os blocos que escrevi minhas teorias estão velhos e gastos;

Quase desejo queimá-los.

Acredito que no núcleo de tudo, no Centro do abismo…

Um Arquiteto sagaz nos observa,

E, quem sabe, nos guie em sua misericórdia etérea.

~Gabriel.