O Acervo do Alquimista
11 Cosmo
Muitos estudiosos se perderam na imensidão do espaço…
Baço, um território opaco e tão pouco explorado,
Com poucas ou nenhuma resposta.
Céticos questionam se os astros merecem nossa atenção,
Ou se apenas representam o inegável destino que é a solidão.
Na vastidão do infinito, o que existe?
A vida é rara como a luz que caminha distâncias,
E os anos dilatando o que entendemos por tempo.
Há muitos poetas que lhe escrevem odes românticas,
Com nome de planetas homenageando deuses romanos.
O Cosmo é a estrutura que converge tempo, espaço e plano…
As dimensões que existem e são intocáveis.
Se somos seres celestes tão insignificantes,
Deveríamos almejar conhecer essa verdade?
Poucos deixam para lá a vaidade…
A vontade de explicar com coerência o inexplicável.
É fácil e palpável entregar a um Ser superior essa grandiosidade;
Pois os padrões que se repetem não são mera casualidade.
No berço do Universo, a vida viceja…
Seja ela o que quer que seja.
O nascimento vem de uma tese de doutorado ou de uma Igreja?
Há quem prefira o doce silêncio intermitente…
Constância nesse espaço vazio, solitário e frequente.
Onde o frio assombra constantemente.
Não almejo ser um estudioso insensato,
Ou um tolo temente.
Há muito espalhado pelo espaço,
Mas pouco que se possa provar realmente.
Não é tema dos meus estudos acadêmicos…
Se nem a nossa origem conhecemos,
Quiçá os mistérios envoltos na gênese do Universo,
Onde somos pontos microscópicos e diversos.
Soo meio niilista, embora pouco o seja…
Prefiro atribuir às minhas divagações poucas certezas.
O Cosmos nos rege como um flautista exasperado,
Guiando-nos até a destruição, como ratos,
Por não encontrarmos a saída do labirinto.
Os blocos que escrevi minhas teorias estão velhos e gastos;
Quase desejo queimá-los.
Acredito que no núcleo de tudo, no Centro do abismo…
Um Arquiteto sagaz nos observa,
E, quem sabe, nos guie em sua misericórdia etérea.
~Gabriel.
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