“Sem nome, sem nenhum familiar, sem nada… oque é você?” dizia um soldado se aproximando do garoto de cabeça baixa que encarando o chão “Você acha que isso é brincadeira? O império não é uma coisa boa, ainda não sei como você acabou dentro do depósito de armas, mas…” ele suspirava passando a mão pelos cabelos brancos com seu braço metálico “Vou tentar descobrir oque aconteceu com você…” ele dizia saindo da cela a fechando em breve deixando um guarda para a proteger.

O garoto levantava a cabeça com um pequeno sorriso de canto e começava a murmurar para si mesmo “Será que é o mesmo modelo de chave?” ele dizia movendo os dedos detrás das costas algumas vezes enquanto murmurava “Metálico… bronze…” então com um pequeno brilho azul entre os dedos criava uma chave feita de bronze para abrir suas correntes, logo se ficava em pé dando um breve suspiro olhando para a escotilha que havia logo acima dele, a escotilha levava até uma série de tubulações.

Se apoiava na cadeira e logo abria a escotilha que aparentemente já estava aberta, ele colocava o dedo indicador na orelha felina “Consegui, tenho cerca de sete minutos para poder pegar os dados e abrir a porta!” Ele dizia enquanto começava a rastejar pelas tubulações enquanto ouvia a conversa de soldados.

“Não acredito que conseguimos capturar essa base quase sem nada de perdas, isso foi incrível!” Ele dizia animado ao qual o outro soldado sorria com extrema felicidade “É, toma essa, império maldito!” O garoto nas tubulações apenas revirava os olhos comentando para si mesmo “Selvagens…”

Não demorava muito para que o garoto chegasse no refeitório onde ele podia ouvir o mesmo homem de antes de cabelos brancos e braço metálico conversando com uma mulher “Não acredito que o império mandaria uma criança para fazer o trabalho sujo deles! Esses malditos!” ele dizia fechando os punhos bufando de raiva.

A mulher cruzava os braços olhando para baixo “Oque vamos fazer com o garoto? Não podemos deixar ele preso para sempre…”

O homem suspirava “Existe um orfanato em Ul’dah, é o máximo que podemos fazer por ele…” a mulher suspirava, o garoto nas ventilações ouvia um pequeno barulho em sua orelha — uma mensagem chegando.

“Vire a direita e siga reto até chegar a próxima grade!” O garoto então voltava a se rastejar pelos dutos de ventilação até chegar na grade, ele a empurrava, porém, estava presa, ele suspirava apontando a mão para os pequenos parafusos “Uma chave de fenda… tamanho pequeno?” ele dizia um tanto confuso criando das mãos uma pequena chave de fenda, que para a sorte dele, era o tamanho certo.

Após abrir a grade, o garoto voltava novamente a sala de estocagem, nela havia várias caixas que variavam de tamanho grande para pequenas, “Porta sudoeste!” Uma voz dizia em sua orelha novamente, ele concordava e começava a correr até que outra voz, quase como um grito, dizia “Espera!” fazendo o garoto quase cair no chão, porém se equilibrava e se escondia atrás de uma caixa, nem mesmo três segundos depois passavam outros dois soldados com roupas fardadas em verde e vermelho.

Eles passavam conversando sobre assuntos mundanos do dia a dia, assim que estavam longe de vista e suas conversas iam se tornando distorcidas pela distância, o garoto suspirava falando baixinho “Obrigado Dois!”

Se esgueirando pelas caixas até que chegava na porta indicada a abrindo, logo adentravam outras três pessoas, um homem alto com cabelos vermelhos, escamas em sua pele como um dragão, outro homem, este tendo orelhas pontudas como um elfo e uma mulher baixa com um óculos verde e como se fossem pequenas garras ao lugar de unhas, todos possuíam olhos azuis, parecia ser algo em comum entre eles.

O escamoso se virava para o garoto “Até que enfim, achei que iria ter que te puxar pela cauda novamente!” ele dizia com um sorriso de canto de rosto, o garoto dava de ombros cruzando os braços “Achei alguém que você vai gostar de bater… se chegar a esse ponto…” dizia se referindo ao homem com o braço metálico.

A garota se inclinava “Bem, os dados estão no computador central, mas posso acessar ele usando aquele computador lá!” ela dizia apontando o dedo para a pequena sala que havia no depósito.

Corríamos até lá quando ouvíamos os guardas — os mesmos de antes, retornando, o elfo olhava para uma das caixas grandes “Seis, você pode pular sobre elas e-” O escamoso sorria e então dizia batendo os punhos juntos “Ou Cinco pode fazer isso!” ele dizia disparando em alta velocidade do lugar onde estava dando um forte soco na cara de um dos guardas o derrubando no chão, o outro quando ia pegar em sua espada na bainha, logo começava a tossir e cair no chão. Cinco olhava para trás e via Quatro — a mulher baixa com a mão esticada sobre ele “Vamos logo Cinco, não temos muito tempo…” ele dava de ombros e logo andávamos até a sala, que estava trancada, mas não por muito tempo, pois Cinco dava um chute na porta a derrubando como se não fosse nada.

Seis o garoto com orelhas e cauda de gato dava de ombros “E se foi o nosso elemento surpresa!” Quatro logo apertava o passo chegando ao computador enfiando os dedos no teclado, criando como se fosse um segundo painel de controle.

O elfo — Dois, dizia olhando envolta “Temos apenas dois minutos, vamos criar uma distração!” Ele se virava para Seis “Vamos, senão Cinco vai quebrar os controles das máquinas novamente!” Cinco cerrava as sobrancelhas ao comentário.

O elfo e o garoto com orelhas e cauda felinas — Dois e Seis respectivamente se aproximavam de uma das grandes caixas “Essa mesmo?” Seis perguntava cruzando os braços, o elfo concordava com a cabeça.

“Hum… uma espada, metálica e bem afiada!” ele dizia fechando as mãos bem perto uma da outra, lentamente ia grunhindo enquanto afastava as mãos criando uma espada, que mais parecia uma esgrima bem afiada, ela assim como os outros itens criados era toda azul e emanava energia, com um único golpe cortava um lado da caixa abrindo a mesma, o elfo concordava com a cabeça dando um toquinho no ombro do garoto.

Ele se aproximava da máquina que estava dentro da caixa, parecia ser um escorpião vermelho gigante com uma longa cauda metálica e metralhadoras como braços, Seis se virava para Quatro que ainda estava nos computadores “Conseguiu?”

Cinco se aproximava da porta “Quase lá, só mais um pouco!” assim que ele terminava a frase, era possível ouvir a porta se abrir, fazendo os quatro números se virarem para a porta, a mesma ficava em um lugar alto, então era possível ver quem estava no galpão e quem estava nas escadas, era outros dois soldados que imediatamente encaravam os intrusos “Hey, parados!”

“Escorpião Ativado!” Dizia a máquina ligando usando suas esteiras para começar, Dois gritava apontando o dedo para os soldados “Mate os Selvagens!” A máquina piscava e se virava para as escadas, suas metralhadoras começavam a rodar e os soldados rapidamente se escondiam.

“Consegui!” Dizia Quatro mostrando um pequeno chip vermelho para Cinco que concordava com a cabeça, duas vezes pegando a garota no colo se jogando do local onde estava junto de Seis e Dois.

O Escorpião fazia chover balas e mais balas nos rebeldes que se escondiam atrás de outras caixas e outros metais pesados “Morra Escória Rebelde!” Dizia o robô enquanto se aproximava mais dos soldados.

Os números aproveitavam essa chance para fugir pela porta, passando por ela adentravam em uma mata fechada com grandes árvores, mas ainda, sim, eram facilmente vistos pelas forças rebeldes que estavam pelo lado de fora da base Imperial.

“Parados, parados aí!” Um deles gritava enquanto perseguiram o grupo pelas árvores, Seis e Dois correndo na frente e Cinco carregando Quatro nas costas enquanto corria “Cinco, bata na árvore ao nosso lado, perto da raiz, está podre!” Dizia o elfo pulando por um tronco de árvore caído, o escamoso concordava com a cabeça parando um pouco para olhar a árvore e com um grito e bastante força dava um soco na árvore que logo se podia ouvir as madeiras quebrando e galhos caindo quando começava a cair no caminho impedindo a seguida dos Rebeldes, por um tempo pelo menos.

Todos então ouviam em seus ouvidos “Números, local de extração ao sul, vocês tem trinta segundos!” Sem nenhuma palavra, todos seguiam as ordens, nem questionavam para onde ir exatamente, só sabiam que deveriam ir.

Correndo até o sul dali, chegavam em um local sem saída, afinal era um pequeno penhasco que havia logo abaixo, Cinco olhava para o penhasco “Mas que droga, será que ele errou?!” Quatro em suas costas dava um tapinha de leve em seu pescoço “Mas é claro que não, ele jamais erra!”

Seis balançava suas orelhas para os lados “Espero que seja logo, por que eles estão vindo…” ele dizia apontando sua espada para frente, da mata fechada logo aparecia no mínimo quatro soldados da resistência e o homem com o braço metálico e cabelos brancos “Desistam e serão presos, lutem e forçaram nossa mão…” ele dizia encarando o grupo seriamente. Cinco fechava os punhos “Hora seu selvagem idiota-” Dois esticava o braço para o lado “Chega!”

O rebelde no comando dizia olhando envolta “Vocês estão sem escolha, não tem para onde fugir… é isso mesmo que querem? Voltar para o Império? A hora do Império chegou ao fim!”

Seis balançava as orelhas novamente, ouvindo algo que se aproximava rapidamente e sorria “Tem razão… a hora do império chegou!” E logo detrás do grupo, fortes ventos começavam a assoprar o chão, uma aeronave logo começava a subir assustando os rebeldes, eles logo recuavam quando outra saraivada de tiros era disparada contra eles até mesmo acertando alguns, o homem com o braço mecânico ficava parado, pois quando as balas iam acertar ele, um escudo azul era criado o defendendo das balas.

Assim que os demais rebeldes estavam no chão feridos pelos disparos ou escondidos entre as árvores, os números pulavam para dentro da aeronave. Seis esboçava um sorriso de canto para o homem que o encarava com um olhar fatal.

Logo a nave criava distância e o grupo se acomodava com longos suspiros “Não achei que fosse enganar eles, você faz um papel de coitadinho muito bem Seis!” Dizia Cinco dando uma risada maldosa.

O garoto balançava a cauda para os lados “Sim, por que ninguém iria conseguir replicar o quão idiota você é!” Ambos ficavam se encarando com olhares cerrados e braços cruzados, “Vocês foram ótimos na missão, nosso lorde ficará mais do que feliz!” Dizia um homem alto com cabelos loiros saindo da cabine da aeronave, seu nome era Aravos.

Os números se levantavam de prontidão levantando o braço direito na diagonal do peito com o punho fechado “Senhor!” Eles diziam em uníssono, o homem sorria fazendo um sinal com a mão para descansar, os jovens se sentavam novamente “Voltaremos para a base em Gyr Abania, precisamos fazer a rotina dos colares!”

Seis passava a ponta dos dedos no colar no pescoço, era um colar que era basicamente perfurado na pele, metálico, porém leve, um terrível símbolo de escravidão, porém ajudava a controlar os poderes e saber sua localização.

O homem então pegava o chipe de Quatro e voltava para a cabine, enquanto os números olhavam entre si, esperando a chegada até a base.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.