Notas iniciais
Oi, tudo bem? Sejam bem-vindos nessa história que possui apenas uma capítulo e que ainda assim traz emoção. Essa fanfic estava guardada nos meus arquivos e revendo eles veio a vontade de postar. Então espero que vocês gostem e curtam esse pequeno romance.

A moça da biblioteca? Ah, ela já tinha esbravejando comigo centenas de vezes por causa das minhas “rasuras” nos livros. Mas como eu poderia evitar? Era uma força maior que eu, uma comoção tão visceral por cada página que me impelia a grifar, a escrever, a deixar minha marca. Eu precisava daquelas frases, daquelas passagens, ali destacadas, para saciar minha compulsão por reler. O início que me arrebatavam, o meio que me gelava a espinha, e até o final que me deixava com um gosto insosso. Porque, para mim, a maioria dos livros de suspense eram uma chatice. Havia, claro, uma única e irritante exceção.

Aquela exceção, claro, veio por pura insistência das minhas melhores amigas. Mas eu me recusava a chegar ao fim. Parecia a coisa mais sensata a fazer, blindar-me contra uma desilusão. Como odiar algo tão perfeito por causa de um desfecho insípido e tolo? Ainda assim, cedi. Comprei o tal livro na semana passada e, ali estava eu, afundada em uma das cadeiras da imensa biblioteca, encarando sua beleza, que para mim, era apenas entediante.

No entanto, toda essa pseudo-calma seria infinitamente mais fácil se ele não estivesse por perto.

Levei o livro para a sala da faculdade, meus olhos ainda estavam fixos nele, até o professor entrar. O Sr. Walter tinha o costume irritante de se atrasar. Sempre achei isso peculiar, e um dia, a curiosidade me venceu. Descobri o que ele fazia escondido antes de cada aula e, desde então, nunca mais tirei menos que um A na matéria dele. As pessoas... ah, as pessoas são caixas de segredos, não são?

Aquela aula teria sido suportável, talvez até empolgante, se eu não tivesse a sina de procurar e, pior, de realmente participar de um clube de literatura logo depois.

O primeiro que encontrei? Inacreditável. Era sobre o livro que minhas amigas tanto haviam empurrado. Uma coincidência risível, quase debochada. Ajeitei a mochila no ombro e me instalei o mais longe possível do coordenador.

Pessoas que transbordam entusiasmo, que participam ativamente, me dão nos nervos. Sinceridade brutal e zero hospitalidade: esse é o meu currículo. E eu sei exatamente o que eles pensam, com suas cabecinhas ingênuas. São uns malucos, supondo que a alegria é um sentimento. Que bobagem! Para mim, isso é um carma, uma maldição na minha vida.

Fiquei tão absorta no meu debate interno – a possibilidade de fugir, a rapidez com que eu conseguiria me esgueirar dali – que nem o vi entrar. Sua presença, no entanto, foi um choque que atingiu meu sexto sentido. É incrível como meu corpo reage, virando-se instintivamente para qualquer um que me encare. É automático. Eu só viro a cabeça e BUM! Lá estava ele, com aqueles olhos fixos em mim.

Mas por que aquele desgraçado tinha que ser tão… Lindo?!

Aquele cabelo cor de bronze, os olhos castanhos esverdeados, diabolicamente sedutores. O rosto, marcado por uma mandíbula quadrada, faz qualquer um prender a respiração. Mas os lábios… ah, os lábios eram de enlouquecer qualquer santo. Se eu o beijasse, juro, eu me prenderia a ele para sempre. E os detalhes! O pescoço, o contorno do rosto, as mãos… cada traço era uma provocação.

Aquele homem estava virando meu mundo do avesso. Mas, espera! Não. Isso é só minha imaginação, meu subconsciente pregando peças.

O amor não existe. O que existe é a crueza do desejo. As pessoas fantasia, criam cenários inexistentes, moldam seu pretendente em algo que ele não é. E, então, na cabeça delas, essa ilusão vira "amor" ou "paixão".

Para mim, o amor é só uma droga disfarçada. Você usa, sente-se espetacular, invencível, mas quando o efeito passa, percebe a estupidez colossal daquilo. Afinal, se o amor existisse de verdade, os "apaixonados" não viveriam juntos eternamente?

A questão, então, é simples: ele é bonito. Ponto final.

A Sra. Weber, nossa professora de literatura, começou com seu discurso de praxe, aquela ladainha que já conhecíamos de cor. Depois, pediu que cada um se apresentasse, falasse um pouco de si. Quando chegou minha vez, um sorriso genuíno – e quase chocante – brotou em meus lábios.

— Bem, meu nome é Bella Swan. Tenho 20 anos e estou no quinto semestre de Filosofia. Trabalho numa empresa, auxiliando em pesquisas online. E, bom, com o restante do meu tempo… venho até aqui observar os livros.

Vi alguns rostos se contorcerem em confusão com minha última frase, mas quem realmente importava – e eu sabia exatamente quem era – sorriu de lado, e eu senti cada célula do meu corpo derreter.

Quando a vez dele chegou, eu congelei. Meus ouvidos se tornaram um ímã para cada palavra que ele proferia.

— Meu nome é Edward Cullen, tenho 22 anos e estou no último semestre de Psicologia. Estou fazendo estágio num hospital, auxiliando pacientes, médicos e funcionários. É muito gratificante. E, fora daqui, passo o restante do meu tempo livre… lendo.

Pelo jeito, a plateia de garotas estava babando no "doutor gostosão" que "está no último ano da faculdade".

Argh! Que patético.

Quando a professora pediu nossa opinião sobre o tal livro, juro que lutei contra a urgência de explodir. Mas ouvir a insuportável da Tanya vomitar que a "parte romântica" era a melhor? Foi a gota d'água. Nunca, em toda a minha vida, entendi essa necessidade estúpida de enfiar romance em absolutamente todas as histórias.

— Não querendo me intrometer, já que nem me dei ao trabalho de ler essa porcaria toda… — comecei, com a voz carregada de ironia. — De qualquer forma… Onde diabos você tirou romance disso? Esse livro relata apenas uma história familiar. E, sim, há uma relação entre pai e filho. Só isso.

— Eu concordo com a gatinha da filosofia. O livro não debate isso. O foco dele é o mistério para saber quem matou a criança — Edward disparou, e eu senti um arrepio. "Gatinha da filosofia"… Que esculacho elegante contra a Tanya. Ela, por sua vez, fez uma cara de paisagem enquanto ajeitava o cabelo loiro nitidamente falso.

A Sra. Weber, sábia, preferiu encerrar a sessão por aquele dia. Para mim, já estava bom; ver a cena já tinha alegrado minha alma rabugenta. Juntei minhas coisas, mas não fui embora de imediato. Enrolei mais um pouco na biblioteca, meus olhos agora percorrendo as prateleiras, buscando algum volume que, quem sabe, valesse a pena levar para casa.

— Você me pareceu muito brava hoje. Aconteceu algo? — A voz dele soou perigosamente perto. Edward parou no início do corredor, escorado com um despojamento quase irritante em uma das prateleiras.

Ah, sim. Esqueci de mencionar um detalhe crucial: ele já foi meu namorado.

— Não é nada que te interesse — o encarei, fazendo um bico que poderia competir com o de uma criança teimosa. Hoje, ele estava com uma roupa absurdamente simples: calça jeans e uma camiseta regata preta.

— Sabia que estou com saudades? — A frase deslizou suavemente enquanto ele avançava, um passo de cada vez, em minha direção.

— Espero que aprecie esse sentimento. Porque, daqui pra frente, será só isso que você vai ter — respondi, com a voz dura, afastando sua mão antes que ele sequer tocasse meu rosto.

Tínhamos terminado há poucas semanas, e eu sabia, com uma certeza quase dolorosa, que precisava evitar qualquer conversa mais longa com ele. Não que o nosso fim tivesse sido dramático, cheio de brigas ou rancor. Apenas… eu não queria uma aproximação mais intensa, algo que eu sabia que ele desejava com todas as forças, mas que eu, incapaz, não poderia mais lhe dar.

— Bella… — A voz dele era um sussurro, uma súplica.

— Eu já estou indo embora, Edward! — Minha voz subiu um tom, cortando a dele. — Foi bom revê-lo — tentei, em vão, desviar dele, mas o maldito me encurralou contra a parede no fim do corredor.

A biblioteca da universidade, com seus corredores estreitos e tortuosos, era o cenário perfeito para aquela emboscada. De onde estávamos, ninguém, absolutamente ninguém, conseguiria nos ver. Ótimo.

— Você fica uma gata quando está irritada, sabia? — A voz rouca dele reverberou. Seu corpo, quente e pesado, estava inteiramente colado ao meu. Ele tentava me beijar, e eu me esquivava desesperadamente, prendendo suas mãos atrevidas que já buscavam meu quadril.

— Para com isso AGORA! — rosnei, direta. Eu sabia que, se ele insistisse por mais um segundo, seria impossível recuar.

— Não paro — ele riu, um som grave que me arrepiou. — Eu sei o quanto você gosta. E sempre vou mais rápido quando você quer. — Tentei calar seus lábios com minha mão, mas o espaço livre, uma fresta minúscula, foi o bastante para ele se aproveitar.

— Eu não gosto disso! — insisti, a voz já embargada. Puxando minha mão, ele se aproximou ainda mais, a respiração dele roçando na minha pele, e tentou me beijar novamente.

— Eu sei que você gosta de mim — ele sussurrou, a voz carregada de uma convicção assustadora. — Só precisava de um tempo. — O rosto dele estava perigosamente perto, o perfume suave invadindo minhas narinas, provocando um formigamento estranho, quase elétrico. O olhar dele, intenso e penetrante, amplificava tudo; eu sempre soube que Edward era incapaz de mentir. Ouvir aquilo, aquela certeza na voz dele, me lançou de volta à primeira vez que o vi. Ele estava tão… magnífico.

Retrospectiva

— COMO ASSIM VOCÊ NUNCA BEIJOU ELE, AMIGA?

A mensagem pulou na tela do meu celular, e eu, automática, já estava debruçada sobre a mesa, digitando furiosamente para Rosalie.

— Bem, ainda estamos nos conhecendo, Isabella. Eu não tive coragem, e suponho que ele está apenas sendo gentil — ela respondeu.

— Um maluco, isso sim! Como assim não te beija?! — questionei, a indignação borbulhando.

Eu estava fervendo de raiva. Minha melhor amiga havia conhecido — segundo ela — o cara mais "incrível do mundo" em um café. E, no entanto, até aquele dia, eles nunca tinham se beijado. NUNCA. Nem UMA VEZ!

— E o que vocês fazem quando estão juntos? — perguntei, incrédula.

— "Normalmente conversamos. Emmett é muito romântico."

— Não, não, não e não! Tem algo muito errado nessa história. Que história louca é es… — Antes que eu pudesse terminar, um livro, do nada, despencou sobre a minha mesa. O barulho ecoou pela sala, silenciando o restante da minha frase e o meu plano de enviar a mensagem.

— Está prestando atenção, senhorita Swan? — A voz arrastada do Sr. William, o professor de Antropologia, cortou o ar, e ele estava parado bem na minha frente.

Desliguei a tela do celular, o encarei e forcei um sorriso doce que, tenho certeza, parecia mais uma careta. Ele era, sem sombra de dúvidas, o professor mais tedioso que eu já havia conhecido. Um silêncio sepulcral tomou a sala, e só então percebi que todos os olhos estavam cravados em mim.

— Claro que estou. O senhor fez alguma pergunta? — Alguns risinhos abafados pipocaram na sala, e um ódio gélido começou a se espalhar pelo meu corpo.

Suspirei, ignorando-os com todas as minhas forças.

— O senhor poderia repetir? — insisti, com a voz escorrendo sarcasmo.

— Bem, referia-me à matéria, claro. Mas, já que a senhorita está ocupada, alguém aqui se lembra o que a palavra antropologia significa? — O professor, com sua pose de superioridade, me ignorou completamente, voltando-se para a frente da sala. Aquilo foi a gota d'água.

— Primeiro: Antropologia é o estudo do ser humano! — Minha voz cortou a dele, repetindo sua frase antes que ele pudesse terminá-la.

— Exatamente, senhorita Swan — O olhar dele não era de aprovação, mas de puro desdém.

— E, para ser mais detalhada, 'Antropos' é de origem grega, significando homem. E 'logos', conhecimento — completei, sentindo um gosto de vitória.

— Você é muito inteligente para quem só fica com a cara no celular — Uma voz grave e rouca surgiu do fundo da sala.

Virei meu corpo completamente, chocada, encarando um cara sentado na última fileira. Ele não podia ser do meu curso. Havia apenas duas salas de Filosofia na faculdade, e eu conhecia praticamente todo mundo. Se eu o tivesse visto antes, com certeza me lembraria.

— Você não faz ideia do que eu faço ou deixo de fazer no meu celular. E se você se acha tão inteligente, por que não respondeu ao professor em vez de ficar aí, de boca fechada?!

— Porque não faço questão de impressionar ninguém. Apesar de ter certas exceções — a postura dele na cadeira era relaxada demais, arrogante demais.

— Ah, eu ouvi sobre esse boato… As poucas garotas que dormiram com você devem ter ficado bem decepcionadas, não é?

— Uuuuuuuh! — A sala explodiu em risadas, todas voltadas para ele.

O professor fez uma careta de desgosto, mas o garoto do cabelo cor de bronze… ele simplesmente continuou me encarando com aqueles malditos olhos castanhos esverdeados. Eu voltei meu corpo para frente, literalmente repelida pela vontade quase incontrolável de beijá-lo. Não seria uma má ideia, mas nem morta eu daria a ele o prazer de saber disso. Idiota, com aquele olhar sedutor e lábios carnudos. Céus, preciso parar de pensar nisso!

No final da aula, rumei para o refeitório, determinada a me afundar no meu livro. Eu lia cada frase uma centena de vezes, meus olhos relendo cada palavra, cada vírgula. A esse ritmo, eu acabaria lendo o livro umas quinhentas vezes, no mínimo. Ou, então, ficaria presa em um loop eterno, como um senhor com amnésia, eternamente estancado na mesma página, lendo e relendo, sem nunca avançar.

Acredito piamente que estupidez é tentar entender o mundo. Tantas questões surgem que parece não haver uma base sólida, saudável ou teórica para os assuntos. Apenas a futilidade. Só percebi a presença dele quando o cheiro inconfundível de café fresco inundou minhas narinas, um aroma que me puxou bruscamente da minha bolha.

Suspirei, um suspiro pesado.

— O que você faz aqui? — indaguei, erguendo a cabeça e o encarando.

— Eu? — Uma das sobrancelhas dele se arqueou, um gesto quase divertido. Ele massageou a têmpora com o indicador, enquanto equilibrava um copo médio de café na outra mão, com uma destreza irritante.

— Estou apenas sentado aqui. E você? — As palavras dele eram irrelevantes, meros ruídos ao vento. Então, mergulhei novamente no livro em minhas mãos.

— Sinto muito pelo comentário na aula. Não quis ofender você — Ouvi a voz dele, mas mantive a cabeça baixa, os olhos cravados nas páginas, fingindo ignorá-lo.

— Você não ficou chateada? Ficou? — Ele insistiu, com um tom que beirava a provocação.

— "Plenamente"? Edward, o que você anda lendo? Romance de banca?

— Alguns melhores do que os seus — ele retrucou, tocando a borda do meu livro com o copo, empurrando-o ligeiramente. — Seu curso é apenas uma matéria básica do meu. Eu estudo Psicologia.

Ele nunca parecia medir as palavras, as soltava com uma naturalidade brutal, sem prever qualquer tipo de confronto.

— Pela sua alegria em dizer isso, deve ser muito fácil, não é mesmo? Então, me diga, Sr. Psicólogo, é possível justificar e explicar todos os conceitos filosóficos com essa sua teoria barata?

— Confrontar a si mesmo é fácil quando os outros o apontam como errado. No fim, o que importa é a sua capacidade de convencer os outros de que você está certo.

— Eu sempre estou certa — afirmei, puxando meu braço que estava perigosamente perto do dele. Edward tomou um gole de sua bebida quente, os olhos ainda fixos em mim. Era impressionante, quase irritante, a perfeição dos traços de seu rosto.

— Você está livre essa noite? — A pergunta dele me arrancou bruscamente da minha névoa de irritação e atração, me jogando de volta à realidade.

— Estarei muito ocupada — declarei, levantando-me em um rompante, puxando meus fones. E saí, sem olhar para trás, direto para fora da universidade.

Mesmo que a ousadia dele me deixasse embriagada, eu não podia me permitir relaxar, não podia deixar que fosse tão fácil. Por mais que a atração me consumisse, eu simplesmente não podia.

Fim da Retrospectiva

— Eu não quero conversar sobre isso agora, tudo bem?! — pedi, afastando-me dele, minha voz carregada de uma seriedade irrefutável dessa vez.

— Ok… — Edward deu um passo para trás. Mas antes de se virar e ir embora, ele fez algo inesperado. Voltou-se para mim, retirando da mochila um livro. As páginas eram amareladas, as bordas, dobradas pelo tempo. Um livro visivelmente desgastado. — Fui a um sebo no começo dessa semana e, quando o vi, pensei: "Esse livro é a sua cara."

Ele me estendeu o volume gasto. As bordas, roídas pelo tempo, e o papel, um tom profundo de amarelo, denunciavam a idade do livro.

— Rá, engraçadinho — Balancei o livro no ar. Era "Orgulho e Preconceito". — Mas eu já li esse livro — declarei, com um tom de desinteresse forçado.

Edward sabia, claro, que aquele era um dos pouquíssimos romances que eu havia conseguido tolerar, e até, em segredo, apreciar. E ele, em sua insolência, não resistia em me provocar, comparando minha teimosia e autonomia às da personagem principal, citando trechos para mim com uma frequência quase irritante.

— Talvez você devesse ler de novo — ele sugeriu, dando mais alguns passos para trás. — A gente se vê por aí. — E com essas palavras, ele me deu aquela piscada infame, cheia de malícia e sedução, antes de desaparecer entre as milhares de fileiras de livros.

Eu fiquei ali, paralisada, abalada até a alma. No entanto, um único pensamento se mantinha invicto em minha mente: manter o foco. Desviar-me seria um erro fatal.

Seria uma crueldade inominável me aproximar ainda mais dele. Especialmente agora, quando a sombra da morte pairava sobre mim. Quando uma dor de cabeça inexplicável explode e, do nada, BUM! Os médicos te entregam uma sentença: seis meses de vida. Aos meus olhos, isso seria a maior crueldade com Edward. Eu não podia deixá-lo se apaixonar para, depois, apenas vê-lo sofrer e me perder para sempre.

Agachei-me para pegar minha mochila, que jazia jogada no chão, quando algo escorregou de dentro do livro que Edward me dera, deslizando suavemente até meus pés. Alcancei uma pequena folha de papel colorida. E, ao lê-la, pela primeira vez em muito tempo, me permiti sentir. Não havia disfarce, não havia cinismo. Apenas a verdade, fria e avassaladora, diante dos meus olhos.

Talvez eu nunca tenha lhe dito isso antes, mas… Eu amo você.

Atenciosamente, Edward Cullen.

Notas finais
Os comentários de vocês é o único contato que temos. Eu adoraria saber o que vocês acharam dessa fanfic! ❤️
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!