O Ódio do guerreiro Sioux
1 O ódio do filho do sol
Ele lentamente chorava gotas de fogo que lentamente caiam como brasa na areia vermelha do deserto... Sua dor podia ser escutada de longe, pois seu canto, era sagaz, e cada bater de pernas de sua dança de dor... Fazia daquele momento, um espetáculo grotesco e sombrio... Sua mulher morta, e seu filho... Deitados na areia descansavam eternamente na quente e delicada coberta vermelha que o deserto gentilmente cede para que eles ali ficassem... Até o fim.
Foi difícil... Ele chorou até que toda sua tristeza, desce lugar a flores, que nasciam onde suas pequenas lagrimas caiam... Ele chorava... Tinha dor em seu peito, o sol lhe castigava, mas ele não queria deixar sua amada esposa e filhos ali... Ele olhou pro sol e entoava em sua voz as palavras...
“- Porque... porque me tirou o que eu mais amava,porque essa dor não vai embora... porque...
No alto... no alto do céu azul,dominado pelo sol... Apagava se os raios de sol que lhe queimavam os olhos, agora já cegos pela dor... Uma sombra no alto do céu aparecia... Um fantasma... Um presságio... Uma águia dava um rasante no céu, passava por cima da cabeça do sioux... Ele não entendia... Até a águia com suas garras... Pegar uma grande cascavel... Mesmo sendo venenosa, a cobra não pode com a águia... O guerreiro se levantou, e disse:
“- Como esta águia... meu inimigo,tem veneno... e minha esposa e filho,não resistiram ao veneno...mas eu,eu resisti... ele agora vai sentir a dor da perda... como esta águia caça sua vitima,eu vou caçar a minha.
O sol agora, do lugar a lua, e o calor, ao frio do antes caloroso deserto vermelho... Ele olha para o vermelho das brasas da fogueira, quieto... O seu silencio é cicatriz... Dor da perda, ele não precisa mais das palavras em sua vida... Ele apenas vê nas labaredas do fogo... Os dias passados...
“Bela manhã... vê-la levando a lenha para o estoque da tribo, seu jeito de andar, sorrir e ser feliz com as coisas pequenas da natureza me faz pensar o quanto feliz eu sou a seu lado... meu filho brinca com um meu apaloosa...”.
Sua memória ficava voltando às belas e tristes imagens, sua mente não lhe deixava lembrar dos brancos que mataram sua família e amigos, mas em sua mente, havia um santuário... Uma lápide, para seus inimigos... Ele agora era um caçador... E sabia que sua caça estaria logo perto.
A noite banhada de estrelas lhe concedeu um sono bom, calmo, e quente graças ao fogo... Ele estava com uma pequena paz, Mas a melhor possível... Seus olhos fechavam e em sonhos longínquos ele encontrava sua família... Até que, pela manhã, ele acordasse com o sol.
Não se sabe ao certo, nem como... Mas este fantasma rastreou seu inimigo, ele sabia seu rosto... Um homem branco comum... Nojento, covarde... Empunhando um rifle, este tipo, raramente não é visto, mas certamente vai se arrepender do dia que nasceu.
A campina das colinas eram como o cabelo de uma índia jovem, liso, banhado pelo vento, todo o dia... Uma fogueira estava alta em meio a essa campina... e lá será o final.
È inicio do fim da tarde, a fogueira alta anuncia que há alguém ali, um alto homem branco bebendo e rindo alto e só, fala com o vento... Ele em suas mãos empunha um rifle colt... Nada alem disto.
O Sioux está parado no alto verdejante da colina esverdeada, em sua mão, leva um tomahawk,um machado feito de mandíbula de cavalo,em sua cintura,pendurado carrega uma faca cega,apenas... Em seus olhos, carrega um vermelho mais quente e corrosivo que o do sol... Ele está armado de ódio, de dor, e de sede de vingança...
De longe, ouve se um grave badalar ao chão, pisadas fortes... Poeira levantando, seus olhos embaçados não enxergariam um grande cavalo vindo a toda, montado nele esta o sioux,voraz... Gritando agudo como a águia... Ele está pendurado na lateral de seu apaloosa... Nada importa um salto ele da, assustando o bêbado homem branco... O homem tenta em inicio correr, mas da distancia que o índio ainda se posicionava após o salto que derrubara o branco... Ele arremessa seu tomahawk... Voraz, um golpe certeiro... Ele grita... Agudo como a águia... Não para, o homem... Grita de dor... O índio, de vingança... O ódio e a dor que o homem branco havia lhe causado, agora retornava para o criador, o homem gritava com o tomahawk fincado em suas costas, o índio, chorando... Pegou um punhado de seu cabelo, e com a faca cega, lhe tirou o escalpo... Homem não gritava mais... O sioux... Não chorava mais... E a águia, estava no alto, a voar... O índio era livre do ódio.
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