Número 5 - Anarlian foi apenas o começo...
1 Capítulo 1 - O início da Jornada
Notas iniciais
Há quatro anos houve o começo da devastação do vírus do Anarlian, a decisão do governo foi de isolar a cidade, funcionou por poucas semanas, depois de um mês toda região sudeste do Brasil havia sido tomada. Um semestre depois o pais estava em ruínas, a OMS tentou conter o vírus, mas já era tarde demais. Dois anos foi o tempo que levou para contaminar todos os países. Segundo alguns estudos que fiz, a humanidade sobrevivera por mais dois anos.
A cidade mais parece um grande deserto de aço e concreto, há pouquíssimas plantas, animais e muito menos humanos. Os infectados reinam nas ruas e na falta de alimento começam o canibalismo.
Nesse tempo construiu um acampamento improvisado, dentro de um avião que havia caído, coloquei algumas barracas para dormir, uso um gerador a base de energia solar e coloquei barricadas nas janelas e armadilhas nas entradas.
Meu único objetivo é encontrar as outras pessoas que eram utilizadas nas experiências e encontrar a filha de Fox, Hingridy.
Antes disso preciso apenas me abastecer com um pouco mais de recursos, tenho poucas munições e remédios. Durante esses quatro anos fui marcando em um mapa os edifícios que já fui ou podem ter algo valioso, restam poucas farmácias e as lojas de armas são dominadas por gangues.
Por falar neles olha o que me aparece, um grupo com seis homens, todos armados, parecem ser da gangue “Cavaleiros do Apocalipse”, não é a maior gangue da cidade, mas os conheço por seus métodos. Seis homens para quatro balas, terei que tentar outra coisa... Deixo meu equipamento no meu acampamento e vou apenas com uma machete e meu rifle. Atiro um sinalizador ao Norte. Dou a volta neles, enquanto alguns vão verificar o que aconteceu, três ficam em uma casa de ferragens, entro pela janela do segundo andar e aguardo eles se separarem. Passos vindo da escada, me escondo atrás da porta, enquanto ele entrava na sala, vou atrás dele e tampo sua boca enquanto corto sua garganta com minha machete, um já foi. No andar de baixo há um procurando algo nas caixas de ferramentas, pego algumas correntes e pulo atrás dele enforcando-o com elas, faltam quatro. O terceiro se vira para falar com o homem que acabei de matar, pego as correntes e jogo nele, quando se recupera do susto já e tarde demais, minha machete já está atravessada em seu peito. Após revistar seus corpos encontro um pouco mais de munição, me visto como um deles, agora só faltam os outros.
O resto do grupo já estava voltando para encontrar seus amigos, quando me veem:
—Socorro! Há alguém na loja, eu consegui fugir, mas ele me fez um corte na perna.
Dois entram correndo na loja enquanto um fica para ver meus ferimentos, enquanto ele se abaixa para ver minha perna, me apoio em seu ombro e quebro seu pescoço. Levanto rapidamente e revisto seu corpo, pego sua pistola e entro na casa. Um me vê entrando, mas fui mais rápido, antes que ele pudesse destravar a arma já tinha ganhado um tiro na testa. O segundo ouve os tiros e corre em minha direção, pego um galão de gasolina e jogo nele, ele saca a arma e consegue acertar um tiro em meu braço, me escondo atrás de uma bancada, corto um pedaço da minha camisa e coloco fogo com meu isqueiro, jogo nele e começa a pegar fogo, queimando até a morte. Revisto o corpo do homem que matei anteriormente e consigo achar um mapa detalhado da localização de cada base de sua gangue, hora de visitar os cavaleiros...
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