Suas mãos me prendem contra o chão, consigo sentir sua respiração próxima a minha nuca...

Atrás de mim, sinto seu sussurro, lento e denso como a nevasca repentina que acontece fora da janela.

No mundo afora o frio é intenso, mas aqui dentro, a temperatura parece chegar a graus inimagináveis.

Nossa diversão,

Nossa folia,

Nossa farra,

Nossa tristeza,

Nosso pecado.

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Essas musas me tocam como se eu fosse um troféu, sua conquista.

A noite começa lenta, mas ao decorrer de sua jornada ela se torna intensa. E é apenas uma questão de tempo, até nós três estarmos proporcionados ao jogo.

Vejo esses rostos angelicais, perfeitos, me olhar sobre mim mesmo, e me pergunto se estou no paraíso. Porque se eu estiver, eu não quero sair daqui.

Toco seus corpos esculturais, e não deixo por ser uma de cada vez.

Aqui a troca de prazer é mútua, e ninguém pode ficar esperando.

Elas me beijam, me abraçam, me tratam como um Rei.

Sou seu Rei.

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A vida não passará disso, viver no pecado para aprender com ele, mas nessa situação. O pecado deixou de ser culpado, e passou a ser inocente.

Não conheço essas duas figuras ao meu lado, mas sei que aqui que quero estar, pelo menos agora. Sentir-vos me tocar, me fissurar, me amar, me entreter.

Sei que ambos querem o que eu quero, nada vai mudar no nosso dia-a-dia, e isso deixará somente a simples lembrança de um momento que pode ser inesquecível.

Deixo suas mãos a me tocar.

Sou seu instrumento, e com o seu poderoso dom, fazem de mim sua música. E assim, vão a levando para o ritmo da qual eles bem entenderem...

Somos apenas três,

Somos todos três.

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São cabelos são longos e leves como as penas de um pássaro raro.

Concentro cada segundo desse momento, me livrando de pensamentos externos. Pois o interno é o que me agrada.

O calor que sinto é indescritível, me pergunto se alguém mais no mundo já sentiu-se assim alguma vez. Porque essa é a melhor sensação que já provei.

Duas ninfas me cortejam da maneira da qual eu sempre quis.

Tentando me levantar até o êxtase.

Por um instante me sinto aliviado,

Por um instante me sinto realizado.

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Se divertindo nesse espaço pequeno, escuro, e apertado...

Mas não tem problema, isso torna a brincadeira mais divertida, pois nunca se sabe aonde iremos chegar com isso...

O toque dos seus lábios me levam ao paraíso, um deles me diz que sou um “anjo” enquanto o outro se refere a mim como sua “culpa”.

Culpa, esse sentimento que passa pelas nossas entranhas, mas nem sequer deixa vestígios... a busca pelo prazer pleno fala mais alto. Fala tão alto que me faz gritar, um grito de alegria, que nem ao menos sei se realmente foi audível, mas não me importo, continuo a curtir o momento.

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A realização de tudo que eu poderia querer num momento como este, está aqui.

Sem preocupações, apenas uma brincadeira. Eu e você, você e eu, você e ela.

Nunca me senti tão bem antes.

Sinto seus seios descerem por mim até onde eu quero chegar.

Atrás de mim, essa musa morena me morde como se eu fosse sua presa viva.

A minha frente, essa musa loira me amansa, me levanto até o céu, e voltando para Terra.

Me pergunto aonde quero estar agora, escolher entre o paraíso e o mundo em que vivo parece ser difícil numa hora dessas.

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Prazer, o prazer que o pecado proporciona parece ser errado, até se disfarçar de puro. Parecer ser o dono da culpa, até se passar por inocente. Gemidos de prazer soltos pelo ar não são só do meu feitio, é apenas uma forma de expressar o quão intenso o momento está sendo.

Se é errado ou não, eu não me importo, só sei que não quero que acabe tão cedo.

Sinto quatro mãos passarem por todo meu corpo, indo dos fios dos meus cabelos, até desenhar minhas pernas novamente.

Lábios me beijam intensamente, e eu retribuo tais carinhos.

Nessa brincadeira do número três a única regra é proporcionar aos participantes o prazer que se sente, e não, não sinto vergonha disso.

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Nós três nos completamos.

As duas me levam ao meu ápice.

Eu as assisto, até que ambas conseguem me alcançar no paraíso.

Novamente deixo de ser apenas um, e voltamos a ser três.

Três... o jogo mais pecaminoso e inocente que pode ser jogado.

Pois não tem fins, além do prazer e diversão que o mesmo proporciona.

Jogue a culpa para o ar, e esqueça os problemas.

E curta cada momento desse fim de noite.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!