Nós contra o Mundo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O ar gélido da madrugada varreu seus cabelos, mas ele estava decidido. Abriu a janela vagarosamente e se espremeu para sair,caindo na grama molhada de orvalho. Levantou e saiu andando a passos largos,na escuridão das ruas desertas.Chegou num portão de ferro,bem alto e de aspecto colossal. Ele já te esperava e estava pálido por falta de sono. Eram 3 da manhã.
Seus olhos azuis esquadrinharam lo terreno vasto do jardim,em busca de algum espião curioso. Repentinamente falou :
— Está tudo bem, pode pular o portão.
Ryan não hesitou e com a agilidade de um gato,pulou o portão como se fosse apenas um cercadinho. Em 5 minutos estava no terreno ao lado de Bruce, que falou novamente:
— Venha aqui pelos fundos comigo,o caminho não é patrulhado e é mais curto.
Ryan o seguiu por um corredor cheio de portas, cada uma com uma placa e um nome impresso. Era sinistro demais viver ali, pensou Ryan enquanto caminhava atrás de Bruce.
Depois de uns 15 minutos andando Bruce parou e abriu uma das muitas portas que haviam no corredor, deixando Ryan entrar primeiro no aposento.
Era um quarto pequeno e com ar abafado, apesar da janelinha com grade e rede na parede oposta. Havia uma escrivaninha com muitos liivros empilhados, um armário preto e simples e uma cama de solteiro com lençóis de algodão branco. Ryan perguntou:
-Você vive preso aqui?
-Vivo. Desde os 4 anos de idade, quando assassinaram minha família.
Inesperadamente, Bruce estava em lágrimas. Ryan, que estava confuso com esse choro desesperado, sentou na cama ao lado dele e abraçou-o, afagando-lhe os negros e espessos cabelos. Bruce levantou a cabeça e seus rostos estavam muito próximos...
Na manhã seguinte Rosemary Burke teve que fazer uma coisa que não fazia a muito tempo: Acordar o filho para a escola. Passou as mãos macias e húmidas no rosto branco-mármore de Ryan Burke para acorda-lo:
— O que houve meu filho? Nunca foi de se atrasar para o colégio...
— Ah... eu tive insônia esta noite, mãe.
-Percebe-se meu filho. Você está pálido por demais.
Ryan saiu sem tomar café, e 5 minutos depois estava ouvindo o lenga lenga habitual do professor durante as manhãs. Depois do colégio Ryan gostava de ir ao parque central, localizado na outra extremidade da rua. Na extremidade ligada a praça ficava o orfanato onde seu amor estava aprisionado. Quando ia atravessar a rua para entrar no parque, escutou uma voz angelical gritar seu nome:
-Ryan! Hoje eu tenho permissão de passeio! Posso sair por uma hora. Espere aí, estou descendo.
Nada poderia descrever a sensação de euforia que se apoderou de Ryan naquele momento. Bruce estava lindo, os cabelos negros meio assanhados fazendo contraste com seus olhos verdes e sua pele rosada. Uma camiseta preta justa e um jeans colado desenhavam seu corpo de contornos precisos. Era a visão de um sonho.
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