Nós buscamos Pã
7 Chris e Percy Fazem Um Combo Para Me Salvar / Clarisse
Notas iniciais
– CLARISSE!!! — várias pessoas gritaram.
– IRMÃ!! — gritaram meus irmãos.
O pior é que eu estava caindo longe da parede e nem esticando o braço eu alcançaria alguma pedra para me segurar.
– CLARISSE!! — escutei Chris gritar acima de todas as vozes.
Naquele momento me senti completamente indefesa. Um princesa dependendo do seu príncipe. Ainda mais que nem notei que eu gritava como uma louca. E ainda por cima eu estava com medo. Isso não fazia parte de mim. Eu estava com medo de morrer!
"Socorro Pai" pensei.
Não. Essa não era eu. Puxei a espada quando faltavam poucos metros para o fim da queda. Cravei na parede, mas eu estava caindo com velocidade e acabei soltando a espada quando ela cravou.
– Merda! — gritei.
– Alguém faça alguma coisa! — gritou Silena.
– Percy! — escutei Chris gritar.
Percy? Não! Tudo menos aquele filho da puta do Perseu Jackson!
Escutei barulho de água. Eu estava perto do chão. O barulho mais alto.
4... 3... 2... Fechei os olhos.
Um...
– Peguei você! — gritou uma voz conhecida.
Abri os olhos: Chris Rodriguez sendo carregado por uma onda enorme.
– O que? — perguntei confusa.
– Acha que eu ia deixar você morrer?
Fiquei olhando para ele até a onda diminuir de tamanho e sumir. Ele pisou no chão comigo nos braços. Era uma cena com que qualquer garota sonharia. Enquanto me colocava no chão, sussurrou no meu ouvido:
– Você está bem? — Mas eu não conseguia responder. Ele parecia estar preocupado comigo, mas... E tudo o que aconteceu entre nós?
Os campistas começaram a reunir-se entre nós, na primeira camada direto a nossa volta estavam o chalé de Ares, Silena, Percy e Annabeth.
– Clary! — saltou Silena, me abraçando. — Achei que você ia morrer, graças aos deuses, você está bem!
– É... — concordei. Estava ficando um pouco tonta. Droga, eu não queria desmaiar ali, parecendo fraca. Mas não consegui evitar, minhas pernas começaram a amolecer. — Merda. — falei enquanto Silena se afastava. Fui caindo aos poucos, tudo escurecendo, quando senti um par de mãos me segurar. Eu queria dizer para Chris me soltar, mas minha consciência foi se perdendo entrando num sonho.
"Era um lugar frio e escuro. Eu estava cansada e dolorida. Tinha vários arranhões, um corte profundo no braço e um na barriga. De repente, alguém começou a tocar uma flauta, igual a que os sátiros tocavam e uma luz lá no fundo crescia rapidamente. Como uma explosão a luz encheu todo o ambiente, dando-me até esperança de conseguir seguir em frente. Continuei caminhando, e cada vez mais perto da luz havia flores e animais, fazendo florescer o sentimento de vida."
Então eu acordei com o barulho de algo quebrando.
– D-desculpe. — ouvi o voz de Grover.
– Olhe por onde anda, por Pã! — pediu o sátiro responsável pelos enfermos.
Grover se aproximou do meu leito, me surpreendendo.
– Oi! — disse.
– Oi... — respondi.
– Que susto, hein?
– É... — concordei.
Epa! Que isso? Como assim eu concordei?
– Quer dizer, não! Não foi susto nenhum! — corrigi e ele começou a rir.
– Bom, para você pode não ter sido, mas para todos nós foi. Que bom que você está bem. — continuou.
– Obrigada.
– Quer néctar? — ofereceu.
Reparei que era a segunda vez que ele me oferecia Néctar e comecei a rir.
– É a segunda vez. — ele ironizou.
– É. — concordei novamente.
Era estranho, mas Grover não era uma pessoa irritante.
Peguei o Néctar e bebi todo.
Ficamos conversando um tempão até que fui dominada pelo sono.
Fale com o autor