Notas iniciais
Voltei um pouco mais rápido dessa vez kk

Já beirava as duas da tarde, quando Brittany pegou o celular para dizer a Liza e Frank que não iria passar o feriado com eles. Tal notícia não foi lá muito bem aceita pelos mais velhos – como era de se esperar; por este motivo a Pierce deixou para contatá-los de última hora. Naquele instante, ela estava saindo com Kitty e Sam, então nem adiantava seus pais aparecerem na porta de surpresa, um alívio sem igual. O trio de loiros iria até um parque fazer um piquenique com mais dois amigos e, depois, assistiriam um desfile em comemoração à Independência dos EUA. Bom, pelo menos, era tudo o que Brittany sabia até ali.

Tudo podia mudar.

— Diga-nos, jovem padawan, quando pretende botar o apartamento à venda?

— Hum... Não sei, Sam. — Ela foi sincera, enquanto desciam as escadas do prédio residencial. — Acho que só depois que eu me mudar mesmo, por quê?

— Um conhecido lá da empresa tá procurando um lugar, então...

— Sério? — A Pierce se animou. — Se não for pedir demais, comenta com ele sobre meu apartamento? Por favor?

— Essa era a ideia! — Ele riu. — Pode deixar comigo. Na próxima vez que nos esbarrarmos, eu digo.

— Obrigada.

— Você falou pro Sam da vizinhança de ontem? — Kitty quis saber.

— Não...

— Brittany amou, cê tinha que ver.

— Ah, é? Conta mais.

Eles chegaram até o carro da Wilde e continuaram conversando pelo caminho todo. Brittany ficou mais quietinha no meio da falação, visto que sua cabeça estava longe dali... Seus últimos desenhos não haviam saído tão bons, fato. Talvez fosse pelo sentimento de fuga sufocando-a dia e noite, talvez fosse a ansiedade gerada por todas as mudanças que estavam a cercando no momento, talvez fosse até o incômodo de pensar em como seus pais não a davam nenhum espaço – essa parte, inclusive, tinha ficado evidente que eles não iriam cumprir já que, pouco antes de Marley ir embora, eles correram para contar à ela sua pretensão de vender o apartamento antes da loira ter a mínima chance de contar a outra primeiro. Mas, era vida né... Nada é perfeito.

A Pierce tentava ao máximo, nos últimos dias, botar sempre em mente as palavras de Kitty sobre nenhuma pessoa ter controle do que vem de fora e, por isso, a ineficiência de esquentar a cabeça com atitudes partidas de terceiros, mas, era bem mais difícil do que a teoria deixava transparecer, como tudo. Sabia que uma hora teria mais facilidade, afinal, é treinando que se aprende... Contudo, bem que poderia pular essa parte. Queria trabalhar com excelência logo, ganhar seu dinheiro, se mudar e viver numa boa, era pedir demais? Chega uma hora que a única coisa que dá vontade de fazer é gritar até tudo passar, por mais inútil que seja.

Mas, no meio de tudo isso, uma coisa era certa: conversar com Santana deixava-a zen. Desenhá-la também. Talvez, devesse aumentar a dose. Conhecer novas pessoas nem sempre se mostrava uma experiência boa como essa, era tão aprazível... Podia acontecer mais vezes.

(...)

Rachel pôs as mãos no ombro de Santana e sorriu, tentando passá-la algum apoio. A cara da prima era expressiva até demais, saber como ela estava se sentindo era fácil, fácil. Agora, o que estava pensando? Bem, isso já era outra história... E, não vinha ao caso no momento. O importante é que a dos olhos castanhos mantivesse a tranquilidade dos últimos dias pela própria saúde e de Elizabeth também, a Berry estava ali para assegurar e não falharia em sua missão.

— Relaxa, vai dar tudo certo no jantar com a tia Maribel. Tenho certeza...

— Tomara, Rach. Não consigo nem imaginar como vai ser.

— Não se preocupa com isso agora, ainda temos muitas coisas pra fazer até lá... — Ela se afastou, atentando-se as panelas no fogão ao lado. — Tipo terminar o almoço antes dos meus pais chegarem.

— É, isso é importante. — A Lopez riu. — Por falar nisso, Kurt deu notícias? Já chegou em Los Angeles?

— Sim, vi as mensagens dele agora pouco. Até postou stories com a família... Acredite se quiser, tem mais gente que no ano passado.

— Sério? — Santana apanhou o celular, risonha. — Essa eu quero ver... Ele odeia admitir, mas é a cara dos primos! Incrível!

— Sim!

Rachel acompanhou a outra no riso, enquanto a Lopez andava até a mesa da cozinha sem tirar os olhos do aparelho e se distraia com coisas aleatórias na timeline de sua rede social. Minutos mais tarde, recebeu uma mensagem inesperada. Talvez, nem tanto assim.

Brittany

Feliz 4 de Julho!

(2:44 p.m.)

Santana

Pra você também ;)

(2:45 p.m.)

Brittany

Obrigada ♥

Muitos planos pro feriado?

(2:45 p.m.)

Santana

Não muitos

Na verdade...

é aniversário da minha mãe

(2:45 p.m.)

Brittany

Ah, é hoje?

(2:46 p.m.)

Santana

Sim, infelizmente

Me deseje sorte, haha

(2:46 p.m.)

Brittany

Pode deixar

Que a força esteja com você o/

(2:47 p.m.)

Santana

N-E-R-D

(2:47 p.m.)

Brittany

Se entendeu a referência

é porque é mais nerd ainda

só acho, hahah

(2:48 p.m.)

Santana não aguentou e deu uma leve risada, chamando a atenção de Rachel que, naquele segundo, dava o toque final no almoço.

— Com quem tá falando?

— Com a Brittany.

— Ah, claro... — A baixinha sorriu. — Ela parece bastante interessada em você.

— Não viaja. Lembra da parte que ela disse que tinha namorada no dia que... Deixou aquele envelope no Breadstix? Você e os outros dois tinham que parar de alucinar.

— Tem certeza que ouviu direito? Vai ver ela chamou a amiga de namorada e nem percebeu.

— Sério, Rachel? — A morena fez uma careta, debochada. — Quem faz isso?

— Sei lá, pode acontecer...

— Duvido.

— As pessoas podem ser distraídas nesse ponto, não duvide.

— Dios mio. — Ela se colocou de pé. — Por que diabos querem me jogar pra primeira estranha que foi legal comigo nos últimos dias? Só porque sou bi e ela é bonita e bizarramente simpática não quer dizer que eu esteja interessada nela, e vice-versa. Podemos ser amigas, já parou pra pensar nisso?

A Berry se desesperou com a reação da mais nova, não pretendia causá-la. Só estava brincando... Mas, talvez não devesse ter o feito.

— Tem razão, tem razão. Me desculpa, San. Não imaginei que estávamos te irritando desse jeito, vamos parar. Prometo.

— Obrigada.

Santana suspirou e voltou para seu quarto, trancando-se por lá. Assim, destravou o smartphone ligeiramente a fim de responder a loira.

Santana

LOL, talvez eu seja

Mas e você, tem planos pra hoje?

(2:52 p.m.)

Brittany

Sim, tenho

Por sorte não é com meus pais

Tô respirando um pouco de ar fresco,

tava em falta nos últimos tempos

(2:53 p.m.)

Santana

Bota sorte nisso

Daria tudo pra trocar de

lugar com você

(2:53 p.m.)

Brittany

Eu sei que é clichê, mas

vai dar tudo certo ;)

(2:54 p.m.)

Santana

Tomara

(2:54 p.m.)

A jovem ouviu a campainha tocar, seus tios haviam chegado. O que significava que ela tinha que voltar à vida real.

Santana

Enfim, bom feriado

(2:55 p.m.)

Brittany

Igualmente!

(2:55 p.m.)

A Lopez bloqueou o celular, pondo-o sobre uma cômoda e saiu de seus aposentos.

(...)

Quando Brittany saiu de casa naquele dia, não imaginou o quanto precisava de ar, até chegar no parque com Sam e Kitty e encontrar os outros amigos com quem tinham marcado por lá. Estes que eram: Blaine Anderson e Jane Hayward, os mais pontuais e estilosos de seu círculo social.

O piquenique que haviam planejado se desenrolou tranquilamente, à medida que o sol de verão se direcionava à suas cabeças e eles procuravam a mínima sombra que fosse abaixo de uma árvore das redondezas. Todavia, apesar de estar se sentindo muito bem ali, a desenhista tomou a iniciativa de trocar mensagens com Santana há poucos minutos e isso foi motivo suficiente para os amigos chamaram sua atenção, brincalhões como sempre.

— Ei, Britt! — Blaine a cutucou. — Sai desse celular aí!

— Estamos aqui! — Kitty ajudou.

— É... — Jane riu, indo no embalo também. — Volta pra nós!

— Natureza chamando, respire-a! — Sam fez uma voz engraçada, arrancando gargalhadas de todos, mesmo a Pierce que parecia ainda mais distraída que o normal. Logo, se alegrou. — Viram isso? Ela deu sinal de vida, nada está perdido pessoal! Fé!

— S-só um minuto. — Brittany pediu, enquanto respondia o “enfim, bom feriado” que Santana mandara por último concentrada. — Pronto... Perdão, juro que não toco mais no celular hoje.

Ela repousou o aparelho ao lado da perna e levantou as mãos, sorridente.

— Isso aí, garota! — Blaine deu um high five na mão da amiga. — Então, ficamos sabendo que você e a Marley terminaram... Sugar fez questão de contar pra todo mundo.

— Não me admira... — Brittany fez uma careta.

— Como é que você tá?

— Ah, bem. Não era de hoje que o relacionamento tava ruim, então foi o melhor pra nós duas.

— Menos mal. — Jane comentou. — Agora você faz parte do nosso clube nada secreto de soltos no baile...

— Verdade! — O Anderson se animou, aos risos. — Começou comigo e com a Jane, aí veio o Sam, depois a Kitty e viramos o quarteto dos solteirões e eu achando que a tenência fosse diminuir, não aumentar... Mas, agora somos um quinteto, quem diria!

— Que honra a minha, obrigada! Obrigada! — Brittany entrou na brincadeira, simulando reverências, ao passo que os demais batiam palmas. — Mas, só por curiosidade, o encontro na sexta-feira não vingou não?

— Oi? Não contei pra vocês? — Blaine suspirou, assim que viu Kitty, Sam, Jane e Brittany negarem com a cabeça. — O menino desmarcou de última hora, dizendo que precisava dar apoio a uma amiga. Aí, simplesmente, sumiu nos últimos dias e nada do date ser remarcado. Eu queria muito puxar assunto, mas agora nem sei. Talvez, ele não esteja interessado... O que é uma pena, porque gostei muito dele.

— Então, manda uma mensagem e pronto! — O Evans o incentivou. — Nunca vai saber se é recíproco se não tentar.

— É, nisso eu preciso concordar com o Sam. — Kitty se manifestou também, ajeitando-se na grama. — Muito provavelmente o cara ficou sem jeito porque desmarcou com você Blaine e talvez ache que, por conta disso, você tenha perdido o interesse.

— Verdade. — Brittany assentiu. — Tenta mandar uma mensagem e vê no que dá, o não você já tem.

— Ok. Valeu, gente.

(...)

Havia acabado de escurecer, quando Lorenzo foi buscar a filha. Era por volta das sete da noite e ele estava extremamente animado com o reencontro de Santana e Maribel. Mesmo se tratando de um feriado, raramente os Lopez mais velhos folgavam já que eram médicos, por isso o único momento que tinham para relaxar era a parte da noite – isso é claro, quando não tinham plantão. Bem, o fato é que Lorenzo estava muito animado e Santana pode notar de longe enquanto ainda falava com o pai no telefone, pouco antes dele chegar.

Agora, estava num abraço sem fim.

— Como tem andando, hija? — Ele se afastou, sorridente. — Tá se sentindo melhor?

— No momento, me sinto esmagada. — Brincou, arrancando alguns risos de Lorenzo. — Mas, eu tô melhor sim. E você, pai?

— Também. Sua mãe tá ansiosa pra te ver.

— Ah, é? — Santana riu. — Difícil acreditar.

— Pois acredite, tô dizendo. — Ele acenou para os Berry, que estavam reunidos no sofá da sala. — Tchau, família! Feliz 4 de Julho!

— Poxa, não vai nem entrar e dar um abraço na sua hermana favorita? — A mãe de Rachel questionou, se aproximando. Sem perder tempo, puxou o mais velho para o braços. — Não aceito isso não!

— Irmã favorita, Gaia? Você é minha única irmã!

— Por isso mesmo!

O dois se separaram, e, Rachel e o Sr. Berry também juntaram-se ao círculo.

— Quanto tempo, Lorenzo. — Hector o cumprimentou. — Diga a Maribel que mandei os parabéns!

— Eu e mamãe também! — Rachel acrescentou. — Né, mãe?

— Sim...

— Obviamente, ela já sabe. — Santana riu, de braços cruzados. — Rachel a encheu de mensagens.

— De qualquer forma, é sempre bom dizer. O tio me entende.

— Sim, com certeza entendo. Deixem comigo. — O Sr. Lopez sorriu e voltou a fitar Santana. — Bom, vamos filha?

— Tenho que aproveitar enquanto a coragem ainda tá aqui, né. Vamos.

(...)

Santana desceu do carro de seu pai, assim que Lorenzo terminou de estacioná-lo na garagem. Com certa ansiedade, pegou os presentes da mãe no banco de trás e se direcionou para dentro da residência. Antes, dois meses lhe pareciam pouca coisa, mas agora era uma eternidade. A casa em que passou sua infância inteira era a mesma, só esperava que Maribel de dois meses atrás não fosse. E pensar que ela teria uma filha muito em breve... Só de imaginar que poderia seguir os mesmos passos de Maribel e magoar Elizabeth ao ponto delas deixarem de conversam por meses ou, na pior das hipóteses, para sempre, a desesperava.

A menina Lopez chegou na cozinha, com Lorenzo ao lado de si, e encarou a mãe em silêncio. Era difícil saber quem falaria primeiro, já que eram muito parecidas. Mas, Maribel se deu ao trabalho por um milagre.

— Santana... — Ela sorriu, se aproximando. — Não achei que fosse mesmo aparecer, senti sua falta.

— Você me chamou, né. E é o seu aniversário, mãe... Não podia deixar passar batido.

— Como assim eu te chamei? — A mulher pareceu confusa. — Seu pai me disse que você queria se reconciliar comigo...

— Ah, ele disse é? — Santana encarou o pai, igualmente surpresa e, um tanto quanto, brava. — Engraçado, ele me disse a mesma coisa em relação a você.

— Quer se explicar, Lorenzo? — Maribel cruzou os braços.

— Perdão, mas eu tive que fazer isso. Vocês são muito teimosas com um orgulho que, meu deus... Só Jesus na causa! Nunca aceitariam esse reencontro se uma de vocês não cedesse primeiro, então bolei esse plano. — O socorrista se explicou. — E antes que me julguem... Maribel, a Santana foi parar no pronto-socorro nessa última sexta-feira por causa de um sangramento de escape provindo de estresse-crônico e sono irregular.

— Como é que é, Lorenzo? — Ela arregalou os olhos. — Por que, não me contou antes?!

— Porque ela precisava de repouso...

— Ah, e você acha que eu ia atrapalhar?! É isso?!

— Não, amor. Nada disso. Não bote palavras na minha boca, por favor. Ela só precisava ficar quietinha uns dias, desligada de tudo isso, e, como a Rachel ficou cuidando dela, não achei que teria problema.

— Isso não justifica! — A Lopez mais velha gesticulou, nervosa. — Ela é minha filha também! Aliás, tão minha quanto sua!

— Eu sei, desculpa...

— Depois a gente conversa. Você tá melhor, hija? — Maribel quebrou a distância, abraçando Santana. — E o bebê?

— Estamos bem...

— Graças a Deus. — Ela sorriu, sem desfazer o abraço. — Eu te amo muito, tá legal? Independentemente do que eu tenha dito na última vez que nos vimos, isso nunca vai mudar.

A jovem se permitiu corresponder o abraço, emocionando-se com a mãe. Lorenzo também começou a chorar, mas se afastou consideravelmente para disfarçar... E dá-las privacidade.

— E eu sei que não te apoiei no começo dessa gravidez, mas tô disposta a fazer parte da vida dessa criança daqui pra frente... Se me perdoar e permitir que aconteça.

— É claro que sim...

— Que bom. Só me prometa uma coisa... Nunca desista dos estudos, ok? Não deixe esse tempo que tirou da faculdade se prolongar.

— N-nunca... — Ela fungou. — Você sabe que eu nunca faria isso.

— É, eu sei.

— A propósito, o bebê é uma menina. Se chama Elizabeth.

— Uma menina? — Maribel desfez o abraço, sorridente. — Uma neta, quem diria!

— É...

— Foi o Sebastian que escolheu o nome?

— Não mesmo, fui eu... Ele não leva jeito. Mas, isso é outra história. Feliz aniversário, mãe. — Santana a entregou dois presentes, um deles se tratava de um blazer sugerido por Quinn e Rachel, o outro uma caixa de bombons de cereja, os preferidos da clínica geral. — Espero que goste.

(...)

Assim que Brittany foi deixada em casa, separando-se dos amigos umas dez e pouco da noite – após de terem tido um longo dia com piquenique, desfiles comemorativos, shows de fogos de artifício e um passeio na beira da praia, respectivamente; ela pôs as mãos nos bolsos a procura do celular. Nem sinal do aparelho. Bom, talvez tivesse esquecido no carro de Kitty. Não tinha problema... Ela deu meia volta em seu caminho, indo até o apartamento de Sam. Tocou a campainha.

— Britt, que surpresa! — Ele riu. — Tenho quase certeza que nos vimos pela última vez uns... Cinco minutos atrás?

— Ou menos. — A dos olhos azuis o acompanhou no riso.

— Verdade, verdade. Então, o que houve?

— Meu celular não tá comigo, pode me emprestar o seu pra eu perguntar pra Kitty se ficou no carro dela? Ou com o Blaine ou com a Jane?

— Claro, entra aí. — O Evans procurou o celular e a entregou. — Aqui.

— Obrigada.

Brittany ligou para a Wilde, não estava com ela. Nem com Blaine... Ou Jane. Droga, isso era ruim. Tentou ligar para o próprio número e nada. De novo, de novo e de novo.

— E aí?

— Perdi mesmo o celular, Sam... — Ela se sentou cabisbaixa no sofá, mal acreditando no azar. — Quando eu acho que as coisas estão finalmente caminhando, acontece isso! Meu pais vão adorar! Nem me mudei ainda e já vou ter que mexer no dinheiro que tava economizando...

— Sinto muito, Britt.

— Valeu... Melhor eu ir dormir. — A Pierce suspirou. — Obrigada, Sam. Boa noite.

— Pra você também.

Ela voltou para casa e, depois de tomar banho e se preparar para dormir, abriu o notebook indo consultar o e-mail. Averiguou todos os contatos vinculados, mas um deles não estava lá. Justamente o de Santana, que fora Rachel a responsável por salvar no celular dela e, provavelmente, para não ser inconveniente: preferiu não vincular ao e-mail da loira. GRANDE ERRO ela não ter checado tal coisa. E o pior é que só conseguiria rever a morena na semana que vem, os próximos quatro dias (ou mais?!) não teria contato algum com a outra, nem conseguiria saber ou responder caso a mulher resolvesse mandar uma mensagem para ela.

— Que merda...

Não fazia ideia se Santana iria voltar a trabalhar na segunda-feira exatamente, porque ela não havia deixado muito claro, mas a Pierce torcia que sim e também que a garota não ficasse no vácuo nesse meio tempo. Era muito melhor que ela pensasse que Brittany não tinha assunto, do que pensasse que a desenhista resolveu a ignorar do dia para noite. Ia ficar difícil se concentrar em qualquer coisa, enquanto isso não fosse resolvido... Logo, a jovem começou a pesquisar por smartphones e comparar preços. Talvez, Brittany comprasse um novo celular no dia seguinte mesmo, para recuperar o número e tudo passar despercebido.

Notas finais
E agora? kk Até ♥