Não É Só Mais Um Caso
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Depois de uma eternidade sem atualizar essa fic... Eu finalmente consegui escrever esse capítulo.
Deveria ser o último, mas acabou se estendendo, então teremos mais um capítulo depois desse para finalizar a fic.
A quem acompanha, fica aqui meu pedido de desculpas pela longa demora para atualizar.
Beijos grandes!
A luz forte
incomodou seus olhos quando ele os abriu para a realidade. O cheiro denunciou o local onde estava. Tony soube que estava em um hospital no momento em que abriu os olhos.
Tentou levantar a cabeça, mas uma mão fez com que repousasse novamente no encosto da cama. _ Eles levaram a Ziva. _ ele disse com a voz desconcertada.
_ Nós sabemos disso DiNozzo. _ A voz de Gibbs soou fria de algum lugar do quarto de hospital.
_ Ele só precisa de repouso. _ O médico disse ao sair do quarto e deixa-lo sozinho
com o chefe.
_ Chefe... Eu preciso ir atrás dela. _ Tony esquadrinhou o frio cômodo a procura de seu casaco.
_ Agora você precisa se recuperar. _ Gibbs disse se dirigindo a porta.
_ Você não entende. _ Tony disse com uma careta tentando se colocar de pé.
_ Entendo melhor do que você imagina. _ Disse antes de sair.
Mas Tony não achou sentido nas palavras do chefe, e não queria achar. Tudo o que ele queria era sair e encontrar Ziva.
Jurou para si mesmo que não dormiria até encontra-la e depois daria uma boa surra em Bodnar por ter feito tudo o que fez, mas seus planos não foram facilitados por Gibbs, que deixou dois homens de vigia na porta.
Tony se sentou na cama avaliando os danos. Tinha uma forte
dor no braço esquerdo e um curativo no nariz quebrado, um corte no supercílio direito e o pior de todos os ferimentos: uma dor dilacerante no coração por não saber onde ela estava.
A noite caiu e ele ainda estava na mesma posição repassando tudo que tinha acontecido em sua mente.
Decidiu no fim que era um agente do NCIS, um homem bem treinado e preparado para passar por aquele tipo de situação.
Porém, ele sabia que tinha um grande trunfo na manga, algo que os companheiros
por vezes reclamavam, mas que era uma característica de Tony que ele julgava não ter motivos para se envergonhar. Ele sabia jogar conversa fora.
_ Ei! Parceiro! _ Ele gritou para um dos homens de prontidão na porta quando viu que o outro tinha se retirado. Pensou que aquela seria sua melhor oportunidade.
_ Me chamou? _ O agente abriu a porta do quarto desconfiado.
_ Está vendo mais alguém? Eu estou com o nariz quebrado não os miolos.
_ O que você quer?
_ Uma passagem para Paris cairia bem agora. _ Ele brincou com o agente.
_ Eu não tenho tempo para isso. _ O homem disse mal humorado.
_ A pare com isso... Desculpe, mas não sei seu nome.
_ Agente Jonh Karev.
_ Então John, eu sei que você está entediado
aí o dia inteiro na porta do meu quarto, só pensei se já que você tem que tomar conta de mim por que não fazer isso aqui dentro onde tem uma poltrona pra você se sentar enquanto batemos um papo.
_ Não vou cair nessa, me avisaram que você gosta de conversa fiada.
_ Eu não diria isso John, olha você me parece um cara legal, está nas operações especiais a quanto tempo? Um ano talvez?
_ Eu...
_ Foi o que eu pensei, eles não colocariam um agente especial para passar o dia inteiro na frente do quarto de um convalescente.
_ Seu chefe não parece achar que você está tão mal assim.
_ Dá uma olhada cara, um nariz quebrado, um braço torcido e... o orgulho ferido. _ Tony disse suspirando.
O agente John o olhou desconfiado, mas resolveu se aproximar. _ Já que está em pé, será que você pode pegar o controle da TV pra mim? _ Tony pediu.
E foi assim que John fez, em um momento ele estava pegando o controle para Tony e no momento seguinte estatelado no chão com o golpe que Tony lhe deu na nuca. _ Foi mal parceiro. _ Tony disse passando pelo agente desacordado.
Os dedos dele corriam ligeiros pelo teclado, os olhos ardiam pelas horas de sono perdidas, mas nada daquilo importava desde que ele conseguisse fazer a sua parte para encontrar a amiga e parceira.
_ Conseguiu alguma coisa? _ Abby perguntou aflita se aproximando da mesa de McGee.
_ As câmeras de trânsito não mostram muita coisa. _ McGee disse sem desgrudar os olhos da tela do computador. _ O carro deles seguia em uma velocidade normal quando foram atingidos por Bodnar. Depois disso ele tirou Ziva do carro desacordada e a levou para seu próprio carro. Algumas quadras depois ele entrou em um beco escuro sem câmeras e é aí que perdemos o rastro.
_ Estamos deixando passar alguma coisa McGee. Pense bem, pra onde ele levaria a Ziva?
McGee mal ouvia a voz de Abby, seus olhos vidrados continuavam a olhar para o carro de Ilan em movimento em seu computador, ele memorizou cada movimento que ele fez.
_ Para onde ele estava indo? _ Abby perguntou ao se dar conta de que o caminho que percorrido pelo carro não lhe era estranho.
_ Abby. _ McGee se levantou em um pulo da cadeira. _ Esse é o caminho para a casa da Ziva.
_ Ele não seria tão idiota McGee, acha mesmo que ele a levaria para lá?
_ Pense bem, seria o último lugar onde procuraríamos, ele pode estar jogando com a sorte.
Não parecia uma ideia muito promissora, mas era a única ideia que eles tinham...
Ele mal enxergava os outros carros na rua, a cabeça funcionando a mil por hora. Pensou por vezes em ligar para McGee, mas tinha certeza de que se fizesse isso Gibbs logo estaria na sua cola.
Não tinha nem ideia de por onde começar a procurar, mas sabia que precisava encontra-la. Não lhe parecia justo que tudo aquilo estivesse acontecendo justo quando conseguiu sua chance com ela, logo quando estavam se entendendo e ele pode lhe dizer como se sentia durante todos aqueles anos em que guardou para si seus sentimentos e desejos com relação a Ziva.
Se Bodnar a ferisse de alguma forma ele iria caça-lo até o inferno se fosse necessário, fez uma promessa silenciosa de que não dormiria até encontrar Ziva.
O apartamento estava revirado como se um pequeno furacão tivesse atingido seu interior. Ela acordou caída no chão com uma dor de cabeça desagradável.
Bodnar estava sentado no chão com uma garrafa de bebida na mão, observando cada movimento dela enquanto ela tentava se colocar de pé, mas ela falhou ao tentar fazer isso. Tudo o que conseguiu com as mãos amarradas e zonza foi se sentar e se por a observá-lo também.
_ Ele a amava. _ Bodnar disse apontando para ela, estava tão bêbado que Ziva mal conseguia entender o que ele dizia.
_ Ele era perigoso Ilan, eu tive que puxar o gatilho.
_ Para salvar um estranho? Você traiu seu próprio sangue pelo que?
_ Ari já não estava ciente do que fazia, você não estava lá quando ele enlouqueceu, eu estava.
_ É... _ Ilan tentou se levantar, mas caiu. _ Eu não estava, mas devia estar... Eu não pude salvar meu irmão, mas eu posso vingar a morte dele.
_ Se vingar como? Me matando?
_ Ari era toda a família que eu tive e você e seu pai tiraram isso de mim. Seu pai arruinou a vida da minha mãe e depois mandou Ari para longe para se livrar da culpa? Por que você acha que ele se revoltou Ziva? Você cresceu sendo a protegida de Eli, mas Ari era a prova viva das vergonhas dele. Ele era um bastardo.
_ E por isso eu deveria deixa-lo matar pessoas inocentes?
_ Tem certeza de que seu chefe é inocente? Eu sei o que ele fez no México e em breve todos vão saber também.
_ Isso é diferente. Ele queria...
_ Se vingar? Eu entendo... É exatamente isso que eu vou fazer.
_ Se você me matar, vai estar indo por um caminho sem saída.
_ Eu não me importo, contando que você e seu pai paguem pelo que fizeram. Você vai pagar com a vida e Eli vai ter que viver sabendo que provocou sua morte.
Ela o viu se levantar cambaleante, o olhando naquele estado achou que poderia ter uma chance de derrubá-lo... sua única chance de sair viva dali.
Ilan estava tão bêbado que não percebeu quando Ziva conseguiu se livrar das cordas que atavam suas mãos. Na certa, ele também não estava em seu estado normal quando a amarrou, de outra forma teria dado um nó mais apertado.
Quando tentou mexer as pernas, Ziva viu que havia um corte horrível em sua perna direita que a impediria de correr. A dor a atingiu com força.
Ilan se aproximou com os olhos tempestuosos de irá. Ziva não conseguiu fazer com que suas pernas se mexessem mais rápido do que ele.
Quando Ilan estava bem próximo, Ziva ainda conseguiu atingi-lo com um vaso, mas depois disso as coisas aconteceram tão rápido que tudo ficou confuso em sua memória.
Eles lutaram, mas nenhum dos dois estava em seu estado perfeito. Ziva chutava e empurrava da melhor maneira que conseguia, mas depois de toda aquela confusão de golpes dados ao vento da parte de ambos, foi ela quem acabou sendo arremessada pela janela.
Seus dedos fracos se agarraram ao parapeito utilizando os últimos fios de força que ala tinha. Sentia o sangue escorrer pela testa se misturando ao suor, ouviu um grande estalo que poderia bem ter sido um tiro, mas tudo parecia tão confuso que ela não poderia afirmar.
O tempo que passou pendurada ali, se agarrando a vida da melhor maneira que podia, pareceu a ela longas horas, ou talvez semanas, mas na verdade não passou de poucos minutos até que sentiu alguém a segurar pelos braços com firmeza bem no momento em que ela estava prestes a desistir de tudo e se soltar...
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