Notas iniciais
Meus amoresss

Desculpem pelo atraso no capítulo, mas tive uma pequeno bloqueio e a falta de tempo também não contribuiu.

Então... nesse capítulo vai acontecer uma coisa que fiquei um pouco insegura de postar rs... depois que lerem please me contem oq acharam porque eu estou tensa pra saber.

Só mais uma coisinha... Eu sei que tem muita coisa que ainda tá no ar, mas a explicação já está prontinha... logo logo eu revelo tudo!

A agencia tinha total conhecimento de onde estavam seus agentes, apesar deles terem saído naquela missão extra oficialmente, um avião militar foi mandado para buscar os agentes que estavam em Israel.

Ziva demorou algum tempo para absorver o que estava acontecendo. Eli David estava vivo, assim como Vance e Gibbs, mas nenhum dos três deram uma explicação plausível para tudo que tinha acontecido, o que deixou a todos decepcionados, principalmente Ziva, considerando tudo que passaram para resgatar o trio que na verdade não precisavam de resgate.

O que o pai explicou a ela foi que Ilan Bodnar, um homem cujo o pai de Ziva tinha a maior confiança, se mostrou ser um traidor.

Ilan pretendia tomar posse da agencia Mossad, mas para isso precisava eliminar Eli. O que ele não contava era que Vance, Ziva ainda não tinha entendido porque, de alguma forma tinha se tornado um empecilho para que Ilan concluísse seus planos.

A história que lhe contaram não fazia sentido de muitas formas, mas ela sabia que nas atuais conjecturas não adiantaria tentar arrancar do pai, ou dos outros, alguma explicação.

Quando McGee encontrou o esconderijo de Eli, Vance e Gibbs eles explicaram que no dia em que a agência do NCIS foi invadida, Vance já tinha um plano de fuga e Gibbs se sentiu no dever de ir junto proteger seu diretor. Eles só não contavam com o fato de a invasão angariar tantas baixas para o NCIS.

O clima dentro do avião militar era de pura tensão. Ziva não queria voltar para os EUA, mas seu pai insistiu que seria mias seguro para ela e Gibbs concordou.

Ilan conseguiu fugir, mas Eli tinha novamente o controle do Mossad, Ziva não tinha a menor dúvida de que o pai trataria de cuidar dos traidores, um por um.

Gibbs não parava de observar Ziva e Tony que o tempo inteiro evitavam se olhar, eles sabiam que qualquer olhar os poderiam denunciar para o chefe.

Até mesmo McGee estava desconfortável com a situação, quando foi resgatar os companheiros não imaginou que os pudesse encontrar da forma que os encontrou, mas preferiu não dizer nada, a situação já estava bastante complicada.

Nenhuma explicação plausível lhes foi dada e ele achou que colocar em pauta as relações interpessoais entre seus companheiros não seria uma boa ideia.

Como sempre a equipe não fez muita questão de descansar, mas o diretor mandou que todos fossem para as suas casas se recuperar das emoções dos últimos dias. Havia uma preocupação especial com a segurança de Ziva, já que Ilan conseguiu escapar, de forma que foi colocado em frente a casa dela dois agentes de vigia, fato que não a agradou.

Sozinha em seu apartamento ela pensou em tudo que tinha acontecido em Israel, ficou sinceramente chocada em saber que Ilan estava por trás de tudo aquilo. Se lembrou de quando eram crianças e cresceram juntos, como amigos.

Ilan era especialmente muito amigo de seu irmão Ari. Ziva se lembrou do quanto ele sofreu com a morte de Ari e de como ela se sentiu a respeito por não contar ao amigo que ela mesma tinha matado o irmão.

Depois de muito tempo eles foram perdendo o contato. Seu trabalho no NCIS lhe tomava quase todo o tempo e ela queria deixar para trás muitas coisas que a faziam se lembrar do irmão, e, Ilan era uma delas.

Tomou um banho, lavou os cabelos e se deitou no sofá ainda com a cabeça cheia de pensamentos, no meio de toda aquela confusão ela se lembrava do que tinha acontecido quando ela e Tony acharam que não poderiam sair vivos daquele lugar.

No início da semana eles voltaram mais uma vez para a rotina de trabalho a qual todos estavam bastante interessados a fim de esquecer dos últimos acontecimentos.

Ziva foi a primeira a chegar, como era de costume, McGee chegou logo em seguida e a cumprimentou com um bom dia.

Quando Tony chegou foi como se nada tivesse acontecido entre eles, como sempre ele apareceu com seu habitual bom humor cumprimentando a todos e fazendo suas piadas típicas, mas todos sabiam que aquilo era apenas uma forma que ele tinha de escapar da realidade.

Logo Gibbs chegou passando para eles o caso daquele dia e eles não demoraram a arrumar suas coisas para ir até o local do crime.

Não demoraram muito para processar o lugar e já estavam de volta na agência. Ziva não sabia se sentia aliviada ou frustrada com a atitude de Tony. Durante toda a manhã ele não disse nem uma palavra ou tentou insinuar algo que lembrasse o que aconteceu entre eles em Israel.

Todos agiam como se suas rotinas nunca tivessem sido alteradas. Gibbs mandou Ziva e Tony a um depósito investigar uma pista sobre o caso que estavam trabalhando.

Tony dirigiu até o local indicado pelo chefe cantarolando, o que deixou Ziva ainda mais irritada. No fim a pista não levava a nada e Ziva já se preparava para sair do lugar quando Tony decidiu falar. _ Ainda bem que estamos sozinhos. _ Ele disse com um sorriso bobo. _ Eu estava imaginando quando teria a oportunidade de conversar com você.

_ Sobre o que?

_ Sobre o que aconteceu em Israel, eu sei que eu não disse nada antes, mas...

_ A isso... Eu acho que não precisamos falar nada, estávamos sobre uma situação de estresse, é melhor não tocar mais nesse assunto.

_ Não era bem isso que eu tinha em mente. _ Ele se aproximou dela.

_ Hmmm. É melhor a gente ir logo embora. _ Ziva abriu a porta do depósito antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa e saiu em direção ao carro.

Eles não conversaram no caminho de volta, tão pouco se falaram pelo resto do dia.

Até Gibbs percebeu que tinha algo de errado com Tony que se mantinha sério, mas como sempre o chefe apenas observou e não fez nenhum comentário.

A cabeça de Ziva funcionava a mil por hora, ela não queria de fato ter falado aquilo para ele, mas no momento em que Tony tocou no assunto ela fraquejou.

Mil possibilidades passaram pela cabeça dela, não queria por em risco sua posição dentro da agencia, Gibbs nunca aceitaria um relacionamento entre eles, pelo menos era nisso que ela acreditava. Também não queria correr o risco de perder a amizade que eles tinham se desse tudo errado, mas da forma como Tony estava reagindo ela duvidava que pudessem manter o mesmo relacionamento de antes.

O elevador chegou e ela entrou na esperança de ir embora para casa no final daquele longo dia, quando a porta já estava quase se fechando Tony correu para o interior do elevador se juntando a ela.

Ziva não conseguiu resistir e olhou para ele tentando não transparecer a aflição que sentia. Tony se mantinha sério olhando para frente.

O Elevador chegou ao térreo quando ela se preparava para dizer alguma coisa. _ Boa noite. _ Tony disse saindo do elevador sem olhar para trás.

Aquela noite o clima estava agradável. Ela chegou em casa sozinha como sempre, tomou um banho e vestiu a camisola.

Depois de tudo que tinha passado achou que seria melhor ir direto para a cama mesmo sabendo que não conseguiria dormir.

Pensava em tudo que estava acontecendo, no pai, em Tony e principalmente na traição de Bodnar.

Foram amigos desde crianças, Ziva jamais pode imaginar que o homem que tinha total confiança de sua família seria capaz de cometer tal traição.

Agora ele estava fugindo, mas ela sabia que aquele não era o perfil de Ilan, ela sabia que ele podia estar indo atrás dela naquele exato momento.

Um barulho na porta chamou sua atenção, ela pegou sua arma. O coração acelerado imaginando se era Bodnar.

A casa escura não a ajudou a enxergar quem entrou, ela se escondeu atrás da parede do próprio quarto, pronta para pegar o invasor.

Pelo barulho ela começou a achar que não era Bodnar, ele seria muito mais discreto. A sombra revelava se tratar de um homem musculoso. Ziva apertou o revolver na mão enquanto o homem caminhava lentamente para seu quarto onde só a luz do luar iluminava o local.

Quando o homem enfim alcançou o centro do quarto, Ziva o atacou o fazendo cair em cima da cama e caindo por cima dele, ela achou melhor não atirar no invasor até saber de quem se tratava e o que pretendia invadindo a casa dela.

_ Tony! _ Ela exclamou com a arma ainda apontada para a cabeça dele, mas afrouxando a mão que prendia uma das mãos dele na cama.

_ Acho que você já pode deixar isso pra lá. _ Ele disse fazendo uma careta pra arma e Ziva travou a mesma a deixando de lado.

_ O que você está fazendo aqui? _ Ela perguntou atônita ainda em cima dele.

_ Eu vim terminar o que a gente começou em Israel. _ Ele deslizou lentamente as mãos pelas coxas dela para não deixar dúvidas do que ele queria.

_ Tony... _ Ele a surpreendeu quando a segurando pela cintura a tirou de cima dele a colocando na cama.

_ Se você quer mesmo me impedir de te tocar eu sugiro que você quebre meus braços agora. _ Ele deslizou uma das mãos pela cintura dela até próximo aos seios observando atento a reação dela. _ Eu não quero e nem vou esquecer o que aconteceu em Israel.

Ziva não conseguia falar, as mãos firmes dele percorrendo seu corpo dificultavam seu raciocínio. Como se fosse por instinto as mãos dela afrouxaram o nó da gravata dele até que ela pudesse tirar a peça. _ Isso está errado de muitas formas. _ Ela sussurrou próxima aos lábios dele antes de tentar beijá-lo, mas Tony afastou o rosto.

_ Isso o que? _ Ele mordiscou o pescoço dela. _ Se com “isso” você quer dizer isso... _ Tony a beijou com paixão. _ Não me parece errado. _ Ou isso... _ Ele deslizou uma alça da camisola dela pelo ombro, onde depositou um beijo. _ Ele parou para observá-la mais uma vez.

_ Tony... você sabe do que eu estou falando. _ Ziva dizia abrindo os botões da camisa dele, como se seu corpo não obedecesse o que sua mente dizia.

_ Eu sei... mas também sei que você sabe do que EU estou falando. _ Ele se colocou em cima dela sem querer perder mais tempo com conversas. _ Você não pode mais correr de mim David. _ Ele tratou de selar seus lábios mais uma vez.

O restante das roupas aos poucos foram sendo jogadas pelo chão do quarto.

A cada toque uma nova sensação e todas elas lhes pareciam melhores do que um dia imaginaram que seriam.

Tony já tinha imaginado aquele momento mais vezes do que era capaz de lembrar, mas agora que a tinha inteira em seus braços sua pele parecia muito mais macia e cheirosa do que ele sonhou.

Seus lábios viciantes o convidavam a comparecer mais ávidos cada vez que ele se afastava, as mãos dela agarradas em seus cabelos o puxava para mais perto e o instigava a continuar.

Para ela a sensação de sentir protegida por seus braços era algo novo, Ziva sempre acostumada a estar no controle de tudo se sentia conduzida em uma dança perfeita por aquele homem que há muito tempo significava muito mais do que um simples companheiro de trabalho.

Eram mãos, caricias, mordidas e afagos. Os gemidos de ambos sussurrados, os corpos enroscados em um encaixe perfeito.

Nada naquela noite foi como ambos um dia imaginaram, mas seria uma noite que nenhum dos dois poderia esquecer.

Demorou um certo tempo para os dois recuperarem o fôlego, Deitados com as pernas entrelaçadas. Ziva descansando a cabeça no peito dele enquanto ele deslizava os dedos levemente pelas curvas de suas costas.

_ Definitivamente isso não parece nada errado. _ Tony brincou.

_ Gibbs não vai aceitar isso, ninguém pode saber. _ Ela se apoiou no cotovelo para olhar para ele.

_ Todo mundo já sabe Ziva.

_ Tony isso é sério...

_ Você acha mesmo que o Gibbs não vai reparar? _ Ele riu.

_ Ele pode até saber... mas se não tiver certeza... _ Ela refletiu. _ Isso poderia separar a equipe.

_ Tudo bem, eu posso tentar fingir que não aconteceu enquanto estivermos na agencia, mas agora... _ Ele a puxou para si mais uma vez. Naquele quarto só haviam os dois e ele não queria pensar no depois...

Notas finais
Não esqueçam de me contar a opinião de vocês ;)