Não É Impossível, Basta Acreditar..
3 Capítulo O3
Notas iniciais
– Denise, você está pronta para dormir ? Está tarde mocinha, vem vamos logo. — Nicolau dizia para sua irmã que encontrava-se dormindo no sofá após ver um filme. — Dormiu..
– Filho, você colocou sua irmã para dormir ? — Uma senhora de poucos fios brancos aparecia na sala.
– Ela dormiu. — O garoto sorriu de canto e colocou sua irmã com a cabeça apoiada no ombro, ele mesmo a colocou para dormir e seguiu para seu quarto.
.....
A noite continuou fria e a manhã também. Alguns queriam que nevasse, mas era impossível. Todos que acordavam as seis da manhã ou até menos para trabalhar ou estudar, teriam que estar bem agasalhado. Margarida estava desanimada para estudar, desde que se apaixonou ficou uma pessoa triste..
– Ei, amiga você está bem ? — Valéria perguntou ao ver a carinha de choro da menina.
– Estou, não é nada.. vocês me dão licença, eu vou ir ali. — Margarida se levantou e foi caminhando em direção ao banheiro.
– Eu sinto pena dela, ela não merece isso. — Marcelina suspirou.
– Ai gente, vocês estão exagerando, todo mundo sofre por amor, mas ela já está muito chata com isso. — Maria Joaquina revirou os olhos.
– Credo Maria Joaquina, você não perde tempo pra fazer esses comentários maldosos. — Carmem a repreendeu.
......
Um pouco longe dali Rafael e Camila adentravam-se na escola. Os irmãos estavam felizes de estudar na Escola Mundial, mas sentiam falta de seus amigos e amores antigos.
– Porque você está chorando ? Não gosto de ver nenhuma menina chorando, principalmente uma menina bonita. — Nicolau perguntou se sentando ao lado de Margarida.
– Eu não estou chorando, é um cílios que entrou aqui. — A garota limpava seus olhos, seu jeito era querer enganar ele, mas não deu certo.
– Truque antigo esse em, até eu faço isso lá em casa quando não quero apanhar, só porque minha irmã quebra algo quem paga o pato é eu. — Nicolau disse causando um riso na mesma. — Aí, agora eu gostei desse riso.
– Porque vocês garotos são tão.. complicados ? — Margarida perguntou fechando os olhos.
– Não sei te responder, mas se você me fez essa pergunta é porque algo esta doendo no seu coração, ou seja você está gostando de um garoto.
– Você é inteligente.. — Margarida sorriu. — Sim, eu gosto de um garoto que é um bobo, idiota, parece ser galinha, mas sim eu gosto dele.. estranho não é ?
– Nossa, ele é tudo isso ?
– Sim, e mais algumas coisas. Desde que eu entrei nessa escola no terceiro ano, que eu gosto do Jaime.
– Jaime, á eu conheço. Poxa, não fica assim, você vai achar alguém bom, se for pro Jaime ser seu namorado vai ser, agora se não for.. espera que vai haver algo melhor. — Nicolau deu um beijo na bochecha de Margarida e saiu andando.
– Ele tem razão, eu mereço alguém melhor do que o Jaime. — Margarida enxugou suas lagrimas e voltou aonde suas amigas se encontravam.
.....
As garotas conversavam nos banquinhos, ou vamos dizer contando fofoca. Já do lado dos garotos o assunto era outro, para alguns era perda de tempo mas para outros não, era sobre garotas.
– Ê Paulo, fiquei sabendo que você deu carona para a Maria Joaquina ontem na chuva. — Jorge falou por impulso. — Foi a Marce que me contou.
– É eu dei sim, eu não ia deixar uma garota pegar um resfriado. — Paulo respondeu naturalmente.
– Mas ela é a Maria Joaquina, acorda Paulo. A garota mas chata da escola, a patricinha mimada desde o terceiro ano. — Jaime balançava os braços de um lado pro outro.
– Verdade Paulo, você ta louco. — Mário opinou.
– Queria ver se fosse com a menina que vocês gostam, por favor pensem antes de falarem.
– Eu acho que quem deveria pensar aqui era você, "queria ver se fosse com a menina que vocês gostam", que tipo de frase é essa ? — Kokimoto ergueu a sobrancelha.
.....
– Esses meninos não tomam jeito, vivem discutindo. — Bibi cruzou os braços e continuou a observa-los.
– Eles são uns nojentos. — Maria Joaquina balançou a cabeça negativamente.
– Ela é assim desde sempre ? — Martina perguntou para Valéria, a unica que estava do seu lado.
– Nem sempre, tem hora que é pior. — Valéria bebeu um pouco de água em sua garrafinha e sorriu.
– Agora é aula de que ? — Camila perguntou para suas novas amigas ao ver o barulho do sino tocando.
– Matemática. — Marcelina suspirou e se levantou.
– Tudo bem que eu amo estudar, mas matemática é um pouco chato. Algarismos não são legais, mas eu sempre tiro dez na prova. — Maria Joaquina colocou uma de suas mãos na cintura e foi caminhando na frente de todas.
– Eu não vou entender ela nunca, nunca e nunca. — Valéria pois a mão sobre o rosto e caminhou ao lado de Martina. — Tente se enturmar com as meninas, elas são ótimas amigas.
....
Helena e Renê estavam com um projeto de fazer um musical, ele cuidava da parte da musical e ela com a parte teatral. Olivia gostou da ideia e aprovou, agora era só ver com seus alunos.
– Crianças, abram o caderno que eu irei passar a matéria no quadro. Prestem bastante atenção, pois por conta dos trovões não está dando pra ouvir muito bem. — Helena disse e começou a passar algumas frações no quadro.
– Professora, oque está escrito a sua direita depois da letra C ? — Paulo perguntou sem enxergar muito bem.
– Aqui ? Esta escrito determine.
– Obrigado.
– Ixi.. eu não estou vendo nada. — Jaime coçou a nuca. Os alunos escutaram um trovão e logo em seguida a luz acabou. Alguns gritaram e outros ficaram quietos. — Pronto, to vendo nada.
– Calmem, eu vou pegar meu celular e buscar a lanterna com a Graça, esperem que eu volto logo. — Helena pegou seu celular na bolsa e colocou no modo lanterna.
– Adriano, você tem chiclete aí ? — Carlos perguntou pro loirinho da sua frente.
– An ? Oque ? Não.. — Adriano mesmo com 13 anos não perdeu seu jeito de ser sonhador e imaginador. Era apenas algo acontecer que ele se perdia da terra.
– Pelo menos a gente não vai ter aula, está chovendo e ouvir o barulho da água cair é muito sentimental. — Laura falava enquanto abria um pacotinho de biscoito.
– Ela não muda mesmo. — Maria Joaquina riu. — Oque vocês acham da gente cantar ? É legal.
– Quiquina, como a gente vai cantar sem instrumentos ? — Paulo perguntou meio sem entender.
– Paulinho, eu não gosto quando você me chama assim. — Maria Joaquina cruzou os braços. — Com o lápis, com a mão e com a voz.
– Com o pé também dá. — Valéria observou e começou a bater o pé até tomar um ritmo bom.
...
Enquanto eles cantavam e faziam uma zona na classe, Helena procurava Graça. A ex faxineira da Escola Mundial agora era quem fazia alguns serviços para a diretora e tocava o sinal sempre.
– Graça, ainda bem que eu te encontrei. — Helena colocou a mão no coração e sentiu um alivio. — Me empresta uma lanterna, por favor ?
– Claro professora, aqui tem várias. Tome. — Graça apenas pegou uma lanterna no armário e entregou a Helena.
– Muito obrigada.
....
– Eu quero divorcio, não aguento mas ficar com você. E aproveite e leve Marcos junto, ele vai com você e a Martina fica comigo. — Fernanda finalmente tomou uma decisão, ela estava determinada a recomeçar de vida.
continua..
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