Não vou desistir de Nós
2 Capítulo 2 - Atualmente...
Notas iniciais
Pov Mel
Era meu dia de folga, mas eu nunca tiro folga. Não gosto de ficar parada por que lembro do Harry. Trabalho num bar de stripers, muito vulgar eu sei e acreditem eu odeio aquele lugar mas é a única coisa que não lembra ele nessa cidade. Quando ia sair de casa, vi o jornal e lá estava a manchete mais infeliz que aquele jornal já teve.
"Herdeiro da joalheria Glaumor's se encontra com noiva em restaurante" eu rasguei aquilo ao meio e joguei na lixeira mais próxima, não por inveja e sim porque aquilo era uma coisa que ele queria fazer comigo, a foto. Como ele pôde? Ah, esqueci ele não faz a mínima ideia de quem eu sou. Entrei no metrô em direção ao meu "trabalho", cheguei naquele estabelecimento imundo e impróprio e fui para o banheiro dos funcionários, coloquei o meu uniforme e comecei a servir as bebidas, meu trabalho era o de sempre, servir as mesas, atender pedidos de música, limpar o balcão, pegar o dinheiro com as stripers, encher as máquinas de bebida e limpar qualquer sujeira que os clientes deixassem. Estava limpando o chão da saída do bar, estávamos fechando eram 3:00 da manhã e ele entrou, aquele com quem eu sonho todas as noites voltando para mim, bem irritado falando ao telefone. Terminei de limpar o chão e fui até o balcão falar com ele.
— Oi.
Ele não respondeu.
— Dia ruim?
— Muito. A vida é ruim.
— Nossa, há algo de podre no Reino da Dinamarca?
Consegui arrancar um riso dele.
— Não estou muito no clima... Qual seu nome?
— Melissa Gorgies, me chame de Mel.
— Gorgies... eu me lembro desse nome.
— Provavelmente pelo meu pai. Ele tem um grande Império de imóveis.
— Não foi isso, me lembro de uma garota.
Meu cérebro me dizia para simplesmente concordar mas meu coração foi mais forte.
— Era eu.
— Como disse?
— Eu não aguento mais isso. Harry, sou eu a Mel! No dia 11 de janeiro brigamos feio e você sofreu um acidente de carro, ficou em coma e quando acordou não se lembrava de nada.
— Você é uma fã louca? Eu posso te dar um autógrafo mas não um passado comigo, eu estou... estava noivo.
— Eu tenho provas.
Peguei meu celular e mostrei a foto de nós dois no parque perto daqui.
— Onde... Quando... Como eu não me lembro de você?
— Eu disse você sofreu um acidente de carro.
— Eu tenho que ligar para os meus pais. Eles vão me explicar isso.
— Eles me amavam como nora, eu adorava eles também.
Ele olhou para mim como se buscasse algum sinal que pudesse dizer que eu fui importante para ele, mas pelo visto ele não achou. Ele saiu do bar e foi lá para fora conversar com seus pais sozinhos e então quando voltou disse:
— Você vem comigo.
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