Notas iniciais
É eu voltei, dessa vez com uma one shot bem fofinha.
Ela foi baseada numa fanart que vi no grupo a qual participo no facebook.

Espero de coração que vocês gostem!

Boa leitura.

O som estridente do alarme despertou uma jovem de seu sono profundo, a mesma tateou pelo travesseiro afim de pegar o celular que gritava insistentemente no criado mudo desligou o aparelho logo espreguiçando-se, era uma bela manhã de segunda, a jovem resolveu passar o final de semana na casa de sua mãe e matar a saudade que sentia dela, levantou-se da cama até escutar a doce voz de sua mãe.

—Izuku? Já acordou querida? —A matriarca Midoriya apareceu na porta

—Hai Okaa-san! —Falou sonolenta

—Ficou acordada até tarde novamente? –Inko ficou preocupada –Não se esforce demais.

—Não foi nada demais, logo estarei descendo.

Izuku lançou um sorriso acolhedor a sua progenitora enquanto adentrava o banheiro para tomar um belo banho, o espelho era enorme que revelava o corpo inteiro, Izuku analisou cada parte de seu novo corpo soltando um suspiro decepcionado. Ele agora era ELA por causa de um incidente que teve uma semana antes, Midoriya, Bakugou e Uraraka foram surpreendidos por um vilão muito esquisito não aparentava ser perigoso pois o mesmo estava extremamente embriagado e postava apenas um canivete como arma. O trio achou que não era muita coisa pois pelo estado do homem não poderia machucar ninguém, mas por via das dúvidas o levaria até a delegacia mais próxima.

Péssima ideia, o cara avançou contra os heróis atacando Uraraka primeiro, alegando ela ser muito linda e que deveria morrer pois mulheres eram as piores pessoas que podiam existir, a morena desviou do golpe usando uma quirk e levitou para cima alto o suficiente para não ser alcançada. Enquanto isso Bakugou foi para cima do homem com tudo já tendo pequenas explosões nas mãos, Izuku temendo que o amigo pudesse fazer alguma besteira tentou impedir que o loiro chegasse ao tal homem porém não viu o sorriso sádico que o cara lançou para ele e quando deu por si já era tarde demais, as mãos do vilão tocaram levemente seu peito o empurrando com tudo na parede claro sua blusa ficou rasgada e filetes de sangue escorriam de seu peito branco mas antes que parasse para notar o que realmente havia acontecido Midoriya acabou por desmaiar.

Ao recuperar a consciencia estava na enfermaria da escola e ao seu lado Uraraka e Recovery Girl ambas as expressões das duas estavam de puro espanto, o esverdeado não entendendo nada da situação tratou logo de soltar inúmeros questionamentos, mas ambas estavam tão perplexas com o que estavam vendo que Ochako apenas estendeu seu espelho de bolso ao amigo, o corredor que estava cheio de alunos voltando ao dormitório foi preenchido por um grito feminino bem alto. Sim Midoriya Izuku havia se transformado em uma garota. Recovery Girl alega que não sabia exatamente o que havia acontecido em seu corpo, mas que havia tirado uma amostra de sangue para que fosse feito um estudo e descobrir a tal cura até lá Midoriya teria que viver como uma garota.

Claro que não foi uma notícia muito boa para o pequeno Izuku pois isso iria afetar e muito sua vida escolar sem contar que iria atrapalhar na hora dos treinos, se seu corpo masculino ficava debilitado por conta do One For All imagine um corpo feminino as chances de ter algum ferimento grave eram altas. Saiu do banho rapidamente se não iria se atrasar, vestiu o uniforme feminino o qual foi emprestado por Uraraka esses últimos dias foram incrivelmente exaustivos pois Izuku tinha que aprender a se portar como uma garota e quem mais que Ochako, sua melhor amiga para lhe ajudar com isso? No começo o esverdeado ficou aliviado com as coisas, mas no decorrer do aprendizado descobriu-se que ser mulher não era nada fácil. Pegou sua mochila arrumando as matérias ara aula do dia, ajeitou seu cabelo que estava curto e não podia esquecer seu amuleto da sorte um pequena porta retrato em forma retangular onde nele se portava uma foto de Bakugou na época do fundamental antes mesmo deles entrarem para U.A. Midoriya deu um selinho na foto sorrindo bobamente, era apaixonada pelo loiro desde aquela época, claro, afinal Katsuki era seu herói número um.

Já na escola, a jovem estudante chega animada como sempre cumprimentando seus colegas de turma até juntar-se aos seus amigos, Tsuyu, Lida, Todoroki e Uraraka. Minutos depois um ser bem barulhento adentra a sala já com sua típica cara de mau humorado e uma carranca imensa, já podia-se ver que Bakugou acordou com o pé esquerdo aquela manhã, quando o loiro estava daquele jeito ninguém ousava se aproximar é... Exceto Midoriya e Kirishima. O ruivo sorriu ao ver o amigo.

—Bom Dia Bakugou!

—Calado cabelo de merda. —O loiro resmungou caminhando para sua cadeira, sentou-se de maneira desleixada. Fazendo Eijirou sorri ainda mais, afinal estava acostumado.

—Bom dia... Kaachan...

Aquela voz fina, porém, doce adentrou os ouvidos de Katsuki, seu corpo arrepiou-se por inteiro, focou sua atenção no amigo de infância, ou melhor, amiga, havia esquecido por um momento que Izuku havia se transformado em uma garota. A mesma lhe sorria gentilmente, puta merda Izuku era lindo demais até como o sexo oposto.

—Me deixa em paz nerd de merda! —Vociferou escondendo o rubor em sua face.

O sorriso no rosto do menor se desfez, sabia que Bakugou era daquele jeito e que não iria mudar, não era para lhe afetar tanto mas afetou, sentou-se atrás dele o observando pelas costas, odiava sentir o que sentia. Aizawa-sensei adentrou a sala começando a aula, Izuku estava distraído o sono tomando conta, porém antes que pudesse adormecer sentiu um solavanco na mesa a fazendo despertar olhando para os lados confusa pegou um par de rubis lhe fitando e assim que o loiro foi pego no flagra desviou sua atenção para frente.

Midoriya sorriu doce, sabia que o loiro no fundo se preocupava consigo um dos motivos dele aguentar todo tempo esse mau humor incessante de Bakugou, tateou o bolso tirando de lá seu pequeno porta retrato analisando fielmente cada traço do rosto do loiro e comparando com o atual que estava sentado à sua frente, viajou em seus pensamentos que não notou que Aizawa distribuía um roteiro de treinamento que seria aderido naquela semana ao chegar sua vez de pegar Bakugou deu um grito chamando sua atenção tanto que pulou da cadeira escondendo rapidamente o objeto mas era tarde, Bakugou já havia visto.

Ao final da aula Uraraka combinou de sair com todos para dá uma volta no centro da cidade pois havia aberto uma nova sorveteria e rolava rumores que o sorvete de lá era muito gostoso.

—Izuku-chan, vamos conosco? —Asui questionou

—Desculpem... Estou quebrada não recebi minha mesada ainda. —Falou sem jeito.

—Não se preocupe, eu pago para você e não quero receber nada em troca e nem ouse rejeitar. –Todoroki tomou a frente.

Izuku ficou muito envergonhada pelo ato de Todoroki, mas acabou por aceitar o convite dos amigos, assim que saiu da sala acompanhada por eles não notou que certo loiro observava tudo querendo explodir a cara de um certo bicolor. O resto do dia foi muito agradável, Deku começou sorvete o tanto que conseguiu, claro Todoroki pagou por tudo afinal queria agradar a amiga o máximo possível pois aos seus olhos Midoriya era uma pedra preciosa que precisava constantemente ser lapidada. Por volta das seis horas da noite, Midoriya despediu-se dos amigos, seguiu sozinha pelas ruas de volta para casa de sua mãe, pois tinha que pegar algumas coisas que havia esquecido lá a noite caía e com ela o frio, abraçou-se esfregando os braços um no outro na tentativa de se esquentar mais. Sua mão foi para o bolso de sua saia tentando pegar seu celular e ligar para sua mãe quando deu falta de um certo objeto, o medo tomou conta de si, vasculhou sua bolsa a procura, mas nada, o porta retrato havia sumido. Voltou correndo pelo caminho que havia traçado quando saiu da sorveteria talvez possa ter caído no caminho sem ela nem perceber, passou pela ponte e travou no local, seu corpo ficou imóvel pois ali parado na sua frente estava Bakugou Katsuki e em suas mãos seu porta retrato aberto, o loiro analisou bem a foto contida nele, sua face ficou ruborizada fechou o mesmo jogando para a garota.

—Você por acaso é um tipo de pervertido? —Questionou escondendo a felicidade de saber que era objeto de desejo da garota, orgulho é osso. —Porque diabos carrega uma foto minha?

Midoriya ficou totalmente sem reação, não sabia o que falar, então preferiu ficar calada.

—Sabe isso é muito nojento, mesmo você tendo um corpo de mulher agora você vai voltar a ser um garoto e a ideia de um garoto gostar de mim é humilhante.

Bakugou não fazia ideia de que cada palavra que dizia machucava profundamente a garota, droga ela estava ciente que não seria uma garota para sempre iria voltar a ser o velho Izuku que todos conheciam, as lágrimas já se formavam no canto dos olhos aquilo era demais para seu coração suportar, estendeu a mão para fora da ponte chamando a atenção de Bakugou soltou o porta retrato até ele cair no rio.

—Você...

Os rubis se arregalaram, Izuku chorava, realmente chorava com mágoa nos olhos.

—Então esqueça o que viu aqui.

Midoriya enxugou as lágrimas, virou as costas para o loiro e saiu andando, Bakugou ficou imóvel no local realmente não acreditando que Izuku pudesse ter tal reação normalmente o esverdeado iria sorrir envergonhado ou pedir desculpas algo do tipo, mas não jogar o objeto como se não fosse nada. A moça desapareceu de seu campo de visão ao virar uma esquina que dava acesso à rua de sua casa, Bakugou cerrou os punhos alternando o olhar pelo lugar que Izuku foi embora e o porta- retrato que boiava nas águas rasas do rio.

Minutos depois, Midoriya chega à sua casa, sua mãe parecia não está presente, pois deixou um bilhete na porta da geladeira como se sua intuição dissesse que o menor iria para casa aquela noite, Deku sorriu com o amor e carinho a qual sua matriarca tinha por si, pôs o bilhete no mesmo lugar logo fazendo um lanche, ao terminar de comer decidiu que iria tomar um banho arrumar todas suas coisas e em seguida partiria de volta para os dormitórios. A campainha tocava incessantemente, irritando a garota, com passos duros foi abri a mesma dando de cara com o loiro todo molhado da cabeça aos pés, estava ficando muito frio lá fora e mesmo estando magoada com ele o puxou para dentro fechando a porta em seguida, correu até seu quarto lhe entregando uma toalha e uma muda de roupa limpa.

—O que aconteceu Kaachan?

Katsuki permaneceu calado, apenas pegou a toalha secando os cabelos deixando a mesma por cima da cabeça na tentativa de esconder o rosto ou o rubor que se formou em suas bochechas, esticou o braço pegando as mãos quentes de Midoriya depositando o objeto em suas mãos, as esmeraldas o encararam surpresas.

—Não fale nada... —Bakugou sussurrou — Eu agi feito um idiota lá na ponte, na verdade eu... —O loiro virou o rosto mais vermelho ainda — Fiquei feliz em saber que você gosta de mim.

—Então você...Gosta de mim?

—Não preciso dizer isso na lata. -Katsuki ficou vermelho.

Deku já não conseguia segurar as lágrimas, agora entendia a situação, Bakugou havia pulado no rio a procura do seu porta-retratos e veio pessoalmente lhe devolver e agora se auto declarava para si, enxugou as lágrimas sorrindo alegremente. Bakugou chiou baixinho alegando para ela não pensar coisas erradas e queria ir embora mais precisamente para sua casa que era bem ao lado, mas Midoriya não deixou, agarrou Bakugou o abraçando fortemente e antes dele resmungar ou lhe xingar de todos os nomes possíveis Deku tomou seus lábios em um beijo doce e delicado, Bakugou parou de resistir e se entregou aquele ósculo que aos poucos foi se tornando cada vez mais desejoso e selvagem. Naquela noite fria os amigos de infância passaram a ser um casal, Midoriya estava muito feliz afinal, Bakugou era seu tesouro.

Notas finais
Bem foi isso, ficou legal?

Espero que sim, tava com medo de não ter saido tão boa e.e

Mas adorei escrevê-la ♥

Postada também no SS: https://www.spiritfanfiction.com/historia/nao-sei-voce-mas-eu-te-amo-14427511

Até a proxima ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!