Não se apaixone por mim
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Plin,plin,plin.
Virei para o outro lado da cama e levei a coberta até a minha cabeça na intenção de fingir que os toques insistentes de campanhia eram só minha temerosa imaginação, no entanto, os irritantes toques não cessaram, e mesmo não estando tão próximo o barulho me encomodava a ponto de não me deixar dormir.
—Ninguém vai atender a porta? -Perguntei alto na intenção de que alguem ouvisse.
Infelizmente parecia que eu estava falando com as paredes. Levantei da cama e nem sequer me dei ao trabalho de olhar minha fútil aparência fisica no espelho, sai pelo corredor e desci as escadas cambaleando. A campahia continuava a tocar, e comecei a me irritar com quem quer que estivesse do outro lado da porta. Em cima da mesinha de centro um bilhete com letras de forma diziam:
"Fui ao mercado,não demoro.
Jade, acorde a Rose."
Mamãe.
Caminho até o portão e quando o abro minha cara de espanto faz minha visita inesperada rir.
—7 minutos e 30 segundos. -Ele diz.
—O que? -Pergunto confusa.
— 7 minutos e 30 segundos até você atender ao chamado do meu coração e vir abrir o portão.
Eu rolo os olhos para sua piadinha sem graça e o encaro.
—O que você quer? -Pergunto. — Você por acaso não tem casa não?
Dimitri pega o celular de seu bolso traseiro do jeans e o encara divertido.
—Na verdade, acho que fiz um favor pra você, você estava dormindo não estava? — Ele pergunta.
Eu o ignoro e ele vira o celular em minha direção mostrando a hora e rapidamente me dou conta do quanto estou atrasada.
—Lasquera! -Digo.
Dimitri ri.
—Lasquera? e isso é lá um chingamento?
—Eu não chingo. -Digo.
É a vez de Dimitri rolar os olhos.
—Jade saiu apressada de casa, aposto que esqueceu de te avisar, por isso me mandou uma mensagem. -Ele diz me mostrando, no entanto é tão rápido que mal consigo ler direito.
—Tanto faz. -Digo. -Agora tchau.
—Não vai me convidar para entrar e tomar um café?
—Tá assistindo chaves demais.
—Tudo bem, tudo bem, pode ir se arrumar. Ele diz enquanto dá meia volta.
Eu fecho o portão e corro para dentro savendo que perderia a primeira aula sem sombra de dúvida.
Oito minutos depois, eu corria afobada em direção ao portão com a mochila nas costas. Jade e Jaspe já haviam partido sem me acordar e minha mãe ainda não chegara.
—Demorou em.
Eu olho para Dimitri descrente enquanto o mesmo me olha de cima a baixo.
—Foi a troca de roupa mais rápida que já vi.
—Não enche. -Digo.
—Não quer saber porque ainda estou aqui? -Ele pergunta.
Fecho o portão.
—Não me interressa nem um pouco. -Respondo.
—Ai. -Ele diz dramatico colocando a mão sobre o peito. — Uma facada teria doído menos.
Eu rolo os olhos e começo a andar com ele ao meu lado.
—Você é bem azedinha pela manhã né?
O ignoro e caminhamos rapidamente.
—Você não vai comigo?
Deus do céu! que garoto chato! " Certo, só preciso ignora-lo" — penso, mas quando o miserável começa a assobiar uma música alegre eu me estreço.
—Será que dá pra parar?
—Então assobios te irritam?
Felizmente para a preservação da minha sanidade mental a escola apareceu sobre minhas vistas e eu caminhei tão rápido que quase corri para longe de Dimitri. No entanto, ele era mais rápido do que eu, e em milésimos já tinha me alcançado.
—Você por acaso está tentando fugir de mim?
—Eu? -Pergunto. -Imagina, claro que não! -Digo sarcastica.
—Que bom. -Ele responde abrindo um lindo sorriso. -Porque é mio impossivel já que somos da mesma sala.
Eu queria bater nele, mas ao mesmo tempo não pude não notar o lindo sorriso que ele possuia.
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