Notas iniciais
Amoras, vcs me desculpam? Digam que sim, por favor! Mas promessa é dívida e estou eu cá, entregando o último capítulo da maratona. Espero que amem assim como eu. Ele culmina com a primeira fase da história, vamos dizer assim. Acho que tudo o que veio até aqui é importante que fiquem gravado. Vamos alinhar as pontas soltas no decorrer da próxima fase. Eu amo cada opínião de vocês, sério, fortalece muito o universo criativo da pessoa aqui, juro! Amo vocês! Boa leitura!

— Eu, hã... – A loira começa. – Trouxe algo para te entregar. Eu acredito que seja importante para você e seu pai, apesar de tudo. – ela olha nervosa para o marido. — Eu vou lá em cima buscar.

Rose e Emmett sobem, então, deixando Edward e eu sozinhos na sala. Ele sai de sua poltrona e senta-se ao meu lado. Meu corpo inteiro se alerta com a nossa proximidade. É surpreendente a forma como meu corpo responde a ele.

— Bella, posso conversar com você um instante? – Ele fala baixo e bem próximo, mas ao invés de recuar, o meu corpo faz exatamente o contrário.

— Claro, Edward. – Digo nervosa.

— Sobre o que aconteceu na sexta feira passada... – Ele começa e um comichão se forma dentro de mim – Eu gostaria de dizer que estou arrependido e que foi um erro, mas não posso fazer isso – Ele fala intenso – Eu quis tanto quanto você correspondeu.

Seu olhar é direto sobre o meu, eu fico sem palavras por um momento. Eu e ele, juntos?

— Edward, as coisas estão tão confusas. – Suspiro — Eu não sei até que ponto é seguro seguir esses desejos que estão nos rondando – Eu digo em resposta

— Então você não nega o seu desejo por mim.

— Não posso lhe mentir. E mais uma vez preciso lhe dizer, não espere atitudes de Dora em mim. Eu não sou do impulsiva. Mas confesso que me sinto completamente atraída por você. – Eu digo tentando manter a conversa no campo racional – O que não significa que eu não perceba o quão complicado é tudo isso.

— Bella, eu sei que é complicado entre nós, mas eu tenho me sentido de uma forma intensa quando estou com você, você mexe comigo demais. – Ele diz sedutor – Eu gostaria muito que pudéssemos ao menos tentar. – Ele completa – Eu não estou pensando que você seja como Dora, não mais. Mas porque não tentar entender tudo isso juntos?

— E a Tânia? – Eu pergunto fazendo-o recuar um pouco. – Liz me disse que viu vocês dois juntos algumas vezes.

— Não vou mentir, aconteceu algumas vezes. – Ele fala sem graça. – Mas acredite, é isento de sentimento ou qualquer coisa próxima do que venho sentindo em relação a você.

— Mas ela sente. E está aqui na sua casa o tempo todo. E se aconteceu antes, pode acontecer de novo. – Eu solto – Não mesmo, Edward. Eu coleciono complicações amorosas. Já encerrei isso em minha vida. Se resolva antes de vir falar sobre ‘nós dois’ comigo.

— Bella...

— Vou ver como Liz está, se me der licença. – Eu digo levantando de sopetão – Acho que agora ainda não é o momento de tentarmos algo assim, muitas feridas que ainda sangram precisam ser curadas primeiro, muitas coisas precisam ser alinhadas. E temos que pensar em Liz também. – Nós trocamos um breve olhar. Quando dou o primeiro passo, ele se levanta e segura meu braço

— Então, isso não é um não. – Ele diz bem próximo a mim. Tão próximo que se eu virar o meu rosto nossos lábios se encontram.

— Não, isso não é um não. – Eu digo virando minimamente para ele. – Mas também não é um sim. – Eu murmuro, nervosa e excitada com a proximidade real entre nós

Ele então sorve um beijo delicado de meus lábios, me deixando completamente em choque. Dura apenas um segundo e então recua, soltando meu braço.

— Fico feliz por isso. – Ele diz enquanto eu ainda absorvo as sensações que seu simples beijo causou em mim.

Me direciono para a escada, no momento em que Emmett e Rose estão descendo. A loira traz um embrulho nas mãos.

— Aqui está, Bella. – Ela diz me entregando o que parece ser um quadro e alguma outra coisa.

Eu abro o embrulho e dou de cara com um quadro lindo desenhado e pintado por Dora Cullen. Meus olhos lacrimejam quando encaro a imagem. Um homem está sentado numa cadeira antiga com uma flauta e uma menina está sentada a sua frente com um violino. Ambos sorriem um para o outro e parecem estar tocando algo alegre.

O homem veste uma roupa simples, uma camisa xadrez, um macacão jeans e sapatos. Tem olhos castanhos, redondo e gentis. Seu cabelo castanho apresenta leves fios grisalhos. A menina possui o mesmo tom castanho em seus cabelos compridos e ondulados. Ela usa um vestido florido longo e está descalça. A casa possui um assoalho de madeira firme e a luz que vem da janela é baixa, como num entardecer. Uma lágrima cai de meu olho sem pedir licença.

— Ela fez este desenho no hospital, depois de primeira sessão de quimio. – Rose fala emocionada – A princípio achei que fosse Liz e Edward num futuro sem ela... mas hoje, pelas características óbvias, eu sei que é você e o seu pai.

— Isso é uma memória – Eu digo – Minha mãe tirou essa foto, minha e de papai. Está lá no Elisa até hoje. – Eu enxugo as lágrimas e sinto a presença de Edward ali perto – É bom saber que ela nos guardou na memória ao menos. – Eu olho para a loira – Obrigada, Rose.

— De nada, é sua!

— Eu... – Me sinto perdida numa avalanche de pensamentos. Como Dora consegue nos confundir tanto? As lágrimas pinicam meus olhos – Eu preciso ir pra casa. – Eu olho para Edward.

— Bella...

— Eu ligo para a Liz, para dar boa noite... mas, eu preciso ficar sozinha agora! – Eu digo pegando minhas coisas e indo para porta.

— Espera Bella! – Edward pede, mas eu nego. Sinto a primeira lágrima cair. Ele então me abraça e eu me sinto segura ali. Um soluço me escapa. – Vem comigo.

Ele me conduz por um corredor até uma sala, seu escritório, concluo quando entro. Outro soluço escapa e um choro descontrolado se forma em mim. Ele nos senta num pequeno sofá ali e me abraça novamente. Naquele abraço, eu sinto um conforto tão assustadoramente bom que me permito desabar.

— Eu estou aqui Bella... – Ele repetia para mim e eu apenas deixo que o choro saia.

— Eu juro Edward, acredite em mim. Eu só queria entender porque ela agiu dessa forma? – Eu digo saindo um pouco do abraço dele. – Eu juro que não entendo!

— Ninguém, Bella. – Ele fala triste – Eu tinha essa ilusão de que ao vir para cá, conhecendo a família e a cidade dela, eu talvez fosse entender porque ela fez tudo o que fez.

— Oh Edward. Fiquei louco quando encontrei mais perguntas ainda... – Ele fala e me olha nos olhos – Encontrar você... exatamente como ela era quando eu a conheci foi... destruidor.

— Eu imagino. – Eu digo enquanto mais uma lágrima cai, dessa vez Edward a enxuga passando a mão em meu rosto.

— Eu criava algumas suposições sobre ela, sabe? – eu digo para ele – Tipo, quando eu fui para a universidade, eu ficava imaginando como ela devia estar se saindo nas disciplinas. Tirando desenho e história, Dora era péssima em tudo na escola. Confesso que já fiz, provas nos lugar dela para ela não perder de ano no fundamental.

Ambos rimos e ele enxuga outra lágrima em meu rosto.

— Fomo amigas em algum momento da vida e para mim, apesar de tudo o que aconteceu nos últimos momentos, eu a amava. – Eu o olho angustiada – Suspeito que continuei amando-a ainda mesmo depois de tudo... Acho que a amo até hoje. – Eu respiro fundo – Isso é muito doentio? Eu a amo e a odeio, ao mesmo tempo.

— Eu acho que o fato de vocês nunca terem se resolvido é o que te deixa confusa entre amá-la e odiá-la. – Ele fala e pega em minha mão – Acredite, eu sei bem o que é isso.

Eu encaro os olhos verdes de Edward. Brilhantes como duas joias.

— Você a ama ou a odeia? – Eu pergunto a ele. Nossa conexão visual se intensifica e fico na expectativa da resposta dele. A sensação é que o que ele disser pode mudar qualquer coisa possível entre nós.

— Não posso odiar a Dora que colocou Liz para mim no mundo. – Ele fala sem nem piscar – Mas odeio a que me enganou.

— Entendo – Eu digo absorvendo sua resposta.

— Entende mesmo, Bella? – Ele fala e seu tom é intenso. Me sinta totalmente desconcertada com a mudança.

— O que você quer dizer com isso?

— Eu me apaixonei por uma Dora... que não era bem ela mesma. – Ele se aproxima um pouco mais – Que era ela tentando ser outra pessoa, que agora sabemos que é você – Ele se aproxima um pouco mais e eu fico hipnotizada com os seus lábios tão perto dos meus. – Ou seja, eu me apaixonei por Dora, quando ela fingia ser você... então eu me apaixonei por...

— Eu não acho que funcione dessa forma, Edward – Eu digo lentamente ainda sob o efeito da proximidade dele. – Ela pode não ter sido exatamente como eu sou... talvez algumas características, mas não acredito que tenha sido igual. Ninguém consegue ser igual a ninguém.

— De fato – Ele fala devagar – E eu acho que ela realmente não conseguiu ser totalmente igual a você – Ele para a uma distância de 10 cm de mim, de forma que eu sinto seu hálito quente bater em meu rosto – Você é incrivelmente – Ah Edward, por favor, não fale que sou melhor...— Única.

Isso, Edward!

O beijo é fulminante. Nossas bocas se encontram e se fundem de maneira obscenamente lenta e intensa. Sabe câmera lenta? Bem isso. Meus olhos molhados derramam ainda mais uma lagrima cada um quando eu os fecho, mas a angustia e a tristeza que eu estava sentindo dão lugar a outras emoções. Excitação, expectativa, surpresa e até pertencimento me tomam. Parece tão certo para mim que estejamos unidos dessa forma. A língua dele me invade novamente e eu perco o fôlego. Nem em mil anos eu poderia ter experimentado um beijo como o de Edward. A sua boca é o meu perfeito paraíso.

Minha mão adentra o espaço da lateral de seu corpo, indo pra as suas costas e a outra vai para o seu pescoço. As dele migram, uma para o meu rosto e a outra para minha cintura. Meu corpo, automaticamente, se arqueia para se oferecer mais a ele e o corpo dele me acolhe. Seu calor me atinge e me deixa ainda mais quente e excitada. Quando penso que não posso aguentar mais um segundo sequer sem respirar, Edward diminui o nosso beijo e o escorrega de minha boca, passando a descer pelo meu queixo. Eu arfo num murmúrio e ele prossegue sua tortura pela linha da minha mandíbula até o meu pescoço.

— Oh... – Um suspiro me escapa e o som ecoa no ambiente silencioso, tornando tudo ainda mais real e cru.

Eu, ele... nós? Seria possível?

Sua mão desliza de minha cintura para as minhas costas e eu uso as minhas para me agarrar nele pelos ombros. Ele chega até meu pescoço se aconchega ali, finalizando tudo com um abraço. Aspiro seu cheiro e me permito mergulhar ali.

— Eu quero você, Bella. – Ele fala em meu ouvido. – Eu sei que você não é uma cópia dela. E por favor, não seja.

Eu me afasto um pouco para poder encará-lo.

— Foi-se o tempo em que eu desejei ser ela. – Eu digo e ele sorri – Agora, Edward, por favor, não me machuque. – Eu digo sincera e ele assente.

Ambos sorrimos um para o outro, como se este fosse o momento em que, de fato, nos conhecêssemos. E talvez, realmente seja.

Quem é que vai saber?

Notas finais
Sério, emocionada aqui! Preciso que esse Beward dê certo, gente, eles são tudo pra mim! Não se preocupem, não vou sumir. Estou adotando um padrão de postar uma vez na semana em cada fanfic depois da maratona, certo. Ou seja, vou continuar postando em Duplicidade e NPSE ao menos uma vez na semana, ok? Por falar em maratona, temos WILAY essa semana, mais tarde sai o primeiro capítulo. Não me abandonem! Amo vocês! Salvador, 06 de Julho de 2022, por DC Anjos. Beijinhos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.