Não pense no futuro
2 Capítulo II
Notas iniciais
Parecia ter sido uma boa ideia para Wade quando Johnny falava animado sobre o portal do seu cunhado, Sr. Fantástico, que lhe mandaria para o passado. Tão boa que o convenceu sutilmente o esquentadinho a deixa-lo ir também, mesmo ele sendo contra porque seu melhor amigo, Pete, não gostaria nada daquilo.
Mas educadamente o agente Wilson propôs ir para resolver seus assuntos — rapidamente puxando seu revolver, ao mesmo tempo que estava distraído comendo seu burrito, apontando a arma para o rapaz — acabando por convencer o Tocha Humana de que iria com ele.
Deadpool até considerava bem Jonathan Storm, mas isso o impediria de atirar nele? Talvez… não…? Quem nunca atirou num compadre?
Ainda mais um que tem um certo passado com seu Spidey.
Poxa, quantas vezes o mercenário e Logan já se enfrentaram e a amizade prosseguiu sólida?
Não seria isso que os afastaria e sabendo que o ex-mercenário não era lá muito normal, Johnny resolveu leva-lo consigo.
Agora estava enrolado e pendurado de forma desconfortável naquela teia. Pior que seu amigo, preparado, usou teias a prova de fogo. Pelo menos não estava preso de cabeça pra baixo como o homem ao seu lado. Seu amigo os olhava irritado na cobertura daquele prédio. Mas até que foi bom trazer o Deadpool, já que Peter estava mais nervoso com seu companheiro do que consigo, seu BFF. Algo que o Deadpool reparou também:
— Por que eu que levo todas as broncas, bebê?
— Porque o Johnny vai ter que estar inteiro quando voltarmos. Su está esperando bem animada e você já pode imaginar o humor do Ben. — Só pelo tom divertido que o Parker tinha ao dizer isso olhando para o Jonathan, o fez ter calafrios só de pensar na ira do Coisa.
A resposta deixou Deadpool satisfeito achando que tinha escapado, porém não:
— E por eu ter encontrado meu amigo pela cidade sendo mais discreto que você. — Virou o marido para ele poder ficar lhe encarando, em vez de ter a cara dele de frente do seu… não que o Wade iria reclamar, mas enfim. Era para ser sério e conhecendo o companheiro que tinha sabia que naquela posição ele não o levaria a sério. — Não aprendeu nada com o Cable sobre se comportar em viagens do tempo?
— Oooh… gatinho, isso na sua voz é ciúmes?
— Isso na minha voz sou eu escondendo minha raiva com humor.
— Faço isso o tempo todo também, amo seu senso de humor passivo agressivo. É por isso que somos perfeitos um para o outro.
— Por isso que você não deveria aprontar uma dessas nas minhas costas, Wade.
Johnny já se sentia confuso e perdido acompanhando aquela briga de casal, mas como só lhe restava ficar ali preso, prestava atenção e se entretinha com isso.
— Mas foi preciso eu vir e eu me comportei, até estava com o modelador de imagem e não vi nenhum dos dois usando.
— Eu usei para parecer com minha versão mais jovem. Só que é, você tem razão. — Os dois olharam para o Tocha com aqueles olhos brancos de suas máscaras. — Realmente você não usou um, Johnny.
E Storm disse em sua própria defesa:
— Mas Pete, lembra que eu fui bem discreto e estava só andando pelas ruas, enquanto o Deadpool estava atirando num restaurante?
— Porra, fogo no rabo, não piora as coisas.
— Ele tem razão, Wade. Poderia ter acertado um civil.
— Pff… errar um alvo? Com a minha mira? Sabe muito bem que seria impossível, meu bem. — Ouvindo isso o Peter só girou os olhos e o antigo mercenário prosseguiu falando. — Ninguém diria que era eu. Era uma linda loira.
— Louca num restaurante mexicano e perigosamente armada naquele vestido. — apontou para a peça de roupa num canto no chão.
— Igual a Arlequina e você seria meu Coringa.
— Se você vai ser a Harley Quinn eu não quero ser o Coringa, prefiro ser a Hera Venenosa.
— Unindo sua queda por ruivas ao seu amor por mim? Inteligente e fofo. E gostoso. Posso fantasiar com isso.
— Digo porque é um relacionamento mais saudável.
— Está disposto a ser uma dupla de rainhas do crime comigo? No caso reis.
— Ficamos com o posto no máximo anti-heróis como elas estão agora nas HQs.
— Você já quebrou umas leis por mim como invadir uma cela e me liberar.
Jonathan estava tentando ignorar naquela altura a conversa de casal dos dois, mesmo que de início até tentou acompanhar, porque era de conhecimento público que ninguém aguenta Spiderman e Deadpool juntos além de Deadpool e Spiderman. — Até o Matt quanto tinha que se unir com esses dois no time red, precisava de um tempo do tanto de coisas aleatórias e “engraçadinhas” que aqueles dois de humor parecido tinham. — Mas ao ouvir sobre o amigo infringir a lei se despertou ficando atento:
— Oi? Como assim, nerd?
E Peter soltando o companheiro, que voltou a ficar de cabeça pra baixo, passou a se explicar ao Johnny:
— Na época eu e Wade nem estávamos “juntos”, eu só queria esse maluco fora da minha cidade. Ele e o Hit-Monkey que o perseguia.
Wade dramatizou fingindo estar chateado:
— Como você é cruel comigo, docinho.
Dando as costas e mexendo no aparelho em seu pulso ativando um portal azul diante deles, disse:
— Isso porque não chegamos em casa.
E arremessou os dois problemáticos ainda presos nas teias, indo em seguida segurando o vestido, atravessando o portal.
Do outro lado do portal no laboratório do Sr. Fantástico, estava aqueles dois chão. Johnny viu os pés do Coisa diante de si e amedrontado foi erguendo a cabeça o vendo acompanhado da Su e seu cunhado, os três bem irritados e engoliu seco.
O Senhor Fantástico se aproximou do Peter que fechou o portal e apertou sua mão.
— Nós agradecemos muito por trazer o Johnny e peço desculpas pelo transtorno.
— Não precisa se desculpar. Na verdade me desculpo pelos problemas que Deadpool causou também.
Susan Richards, a Mulher Invisível, grata ao Homem-Aranha movia a cabeça, pois não achava que ele precisava se desculpar:
— Não diga isso, a culpa inicial é do meu irmão de todo jeito que aprendeu a mexer na máquina. Esse cabeça de vento acha que tempo e espaço são brinquedos.
Tocha falou baixinho com Deadpool gozando da forma como aqueles três falavam:
— Sinceramente estou sentido que somos os filhos deles.
Que concordou:
— Os pentelhos que aprontam e deixam os papaizinhos irritados.
E Bem ouvindo, mesmo que não fosse essa intenção, aqueles dois, completou:
— É bem a cara de vocês mesmo, moleques.
Wade iria até responder, mas foi pego no colo pelo aracnídeo, o que fez o outro “moleque” amarrado nas teias rir. Era oficial, eles eram as crianças dali. Ainda mais com o Peter reclamando como o marido era uma dor de cabeça, enquanto se despedia do Quarteto Fantástico, soltando só uma risada quando eles se voltaram para encarar Johnny, com raiva.
Mesmo errado, tagarela do Deadpool não parava:
— Tão romântico você me carregando assim, como uma noiva.
— Estou tentando não te jogar pela janela.
— Sinto muito, Petey, eu te arranjo muito problemas.
— Nem me fale… mas é meu problema. — deu de ombros — Eu sabia onde estava me metendo.
Era algo simples de se dizer e que não parecia muito, mas para Wade tinha muito peso aquelas palavras vindo do Peter. A palavra seu soava gostoso em seus ouvidos e mesmo o irritando, percebia que a situação era muito diferente da época em que não estavam juntos.
O aranha já não conseguia ficar bravo com ele por muito tempo.
E é claro que ele tirava aproveito disso, a boca grande não se fechava nem nesses momentos tocantes dos dois:
— Então isso significa que vamos ter uma foda selvagem com raiva? Mesmo que seja só você irritado?
Peter amaldiçoou-o em silêncio cobrindo a cara, mesmo coberta pela máscara, contra o peito do companheiro se agachando no chão ainda com ele nos braços, se definhado de vergonha que tinha dos trabalhadores do prédio do quarteto que ouviram a fala nada discreta dele. Sentindo o peito do homem másculo se mexer, porque ele ria da forma adorável que o aranha tinha, uma característica que não perdeu com os anos, só aprimorou.
Mas mais tarde em casa, o pobre Wade não tinha mais o porquê rir. Estava mais amarrado do que antes nas teias de aranha, deitado na cama com seu amado bem próximo, provocantemente próximo, usando uma camisa e cueca, enquanto lia artigos num holograma.
Sua maravilhosa bunda bem contra a virilha do Wade amordaçado, mal conseguia gesticular. Peter lhe disse com serenidade:
— É isso que o bad Deadpool ganha, eu te avisei que você veria quando chegássemos em casa. — Acomodou o corpo mais contra o dele, para o sofrimento do esposo preso. — Estou gostando disso de “anti-herói”, Hera Venenosa, sabe?
Um dia o fofo Spiderman, que faz de tudo para agradar sua tia May e procurar aprovação de sua figura Paterna, Tony Stark, vai se tornar um sádico quando irritado, o qual só um insano provocaria.
Por isso que se apaixonou por um.
E estranhamente estava tão acostumado de ouvir sua voz que após terminar suas analises decidiu tirar as amordaças daquele homem, retirando também sua máscara e lhe beijando a boca. Passando a mão em seu rosto cheio de cicatrizes que não lhe incomodava, era atraído na verdade por aquele maxilar definido, aqueles belos olhos azuis que se abriram quando aprofundaram o beijo para lhe encarar de forma maliciosa, e como ele beijava incrivelmente bem.
Já se esquecia do porque o tinha amarrado, pegando no falso compartimento da cabeceira uma faca — porque querendo ou não Wade tinha largado da vida de mercenário, mas ele não iria abrir mão de suas armas, então ficam espalhadas pela casa escondidas em lugares ondem só eles sabiam, já que com a sorte de ambos, nunca sabe quando um dos vários inimigos que têm irá surgir — dando na mão atada de Deadpool, que habilidosamente já começava se soltar das teias sem parar de beijar desejosamente seu Petey.
Girando para ficar por cima do mesmo que já lhe envolvia seu quadril com as pernas e soltou um doce gemido acariciando sua nuca e atrás de sua cabeça, quando Wade mordia e chupava seu lábio inferior.
Esticou os braços para terminar de se soltar e guarda novamente a faca agora num fundo falso do criado mudo, com Peter ainda lhe segurando, preso em si como um spidey-monkey, acariciando a língua com a sua.
Entre o beijo Wade fez graça ainda entre os lábios com as mãos livres apertando as nádegas do seu amado:
— Que aranha safada é você. — Apertando ainda mais a bunda de Peter em suas grandes mãos que Peter adorava, por isso mordeu o lábio inferior jogando a cabeça para trás, rindo nasalmente corando. — Vale a pena tenta preparar você novinho para se abrir num futuro pra mim. — Peter cerrou o cenho confuso. — Sabe? Que nem o filme “Te amarei pra sempre”? — Ele até inclinou a cabeça pro lado olhando para os lados o que demostrada que ele estava tentando entender a referência. — Baseado no livro “A Mulher do Viajante no Tempo”, que a atriz do filme é a Regina George mais velha que estava no “Diário de uma Paixão”?
Peter até estalou os dedos se lembrando, fazendo seu marido suspirar apoiando a testa em seu ombro:
— Como você é nerd, Petey.
— Pera, era por isso que você foi com o Johnny nessa viagem no passado? Sem me avisar?! — Perguntou voltando ao modo confronto, soltando o seu querido, amado delicioso desejado, Wade (que está se intrometendo na narração e não deveria — Você atrapalhou minha foda! — deixo o smut pra próxima — quero foder em toda, qual a dificuldade em entender algo tão simples?) e cruzando os braços. Porém ainda com as pernas envolta do seu quadril.
— A intenção é romântica.
— … Wade…
— Olha, não exatamente como no filme. Fui atrás da sua versão virgem e BV…
— Ah meu Deus… — Peter cobriu o rosto só de se lembrar dessa sua época em comparação a situação que ele se encontrava agora.
— … muito fofo, pobrezinho. Eu sei que seria estúpido contar que seu futuro é com o cara que foi te buscar no inferno…
— Não é o melhor jeito de começar uma conversa, realmente.
— Só troquei umas palavras motivadoras.
— Mas não é como Harry Potter e A Mulher do Viajante no Tempo onde tem só uma linha de tempo, você mesmo sabe muito bem como funciona, as vezes pode ser realmente assim e talvez “eu” tenha “você de agora” na minha memória do passado, mas também pode abrir um universo paralelo e…
Foi interrompido por um beijo molhado que o fez gemer dentro da boca do Wade pela forma fogosa e atrevida como ele explorava sua boca e por ao mesmo tempo pressionando o corpo contra o seu, sua virilha contra a sua.
(Eu quero muito comer el-… — Não vai rolar, Wade — Estou tentando a quebrar a quarta parede acertando ela na sua cara — Não, Wade, pressa é inimiga da perfeição — Meu pau descorda — Eu te dei a oportunidade de estar casado com o Spidey — … hm… concordo — Me deixa manter a fofura pra tentar lemon na próxima — Fazemos um acordo; eu transo com Pitey e você pula pra outra cena já que não quer escrever ainda — … okay, feito. — Sinto muito leitores, a culpa não é minha).
Naquela tarde Johnny achou divertido aproveitar o acesso ao portal e voltar pra comprar as versões limitadas daquela época de sua adolescência de doces, salgados e ver filmes… coisas fúteis mesmo para ir rápido.
Enquanto isso Wade queria ver o menino aranha, então fez o que sabia fazer melhor: chamar a atenção dele causando caos — assim o herói da vizinhança viria, um cálculo muito simples.
Usando modelador de imagem tomou a forma de adolescente, irritou um grupo de outros pirralhos encrenqueiros que teve que se controlar pra não acertar eles, assim o jovem Peter pode aparecer para lhe salvar. Sabia muito bem o quanto ele odiava bullyings. Prendeu os rapazes de cabeça pra baixo e se ofereceu a leva-lo a enfermaria da escola que achava que era a de Wade, que avisou que não estudava por lá e estava indo para casa.
— Mas está tudo bem com você?
Perguntou, o que deixou o agente Deadpool tocado por aquela preocupação sincera. Jovem spideyera muito adorável de uma forma mais pura que sua versão mais velha e estressada. Wade o olhava imaginando que esse seria certamente o crush de sua versão mais nova também, que naquele momento estaria no Canadá com uma família problemática. Talvez, suas lembranças eram bagunçadas quanto a isso.
Ou que seria assim o filhos deles… se eles pudessem ter um como no seus sonhos ou o Peter do The Sims que deu à luz a gêmeos.
— Spidey, muito obrigado mesmo!
Abraçou o pequeno Homem-Aranha (não tão pequeno, mas menor do que ele adulto) agradecendo, ouvindo-o gaguejar sem jeito e depois lhe sorriu indo embora assobiando. Se lembrava que Peter tinha lhe dito uma vez que na adolescência ele tinha conflitos com sua bissexualidade, a notando mais com alguns crushes que tinha, como garotos gentis que o tratavam bem.
Então usar o modelador para ficar na forma mais próxima da sua na adolescência poderia lhe ajudar no futuro para o aranha ter um tipo similar ao seu.
Mudou a aparência para uma mulher loira já que provavelmente o seu Peter já estaria atrás de si e deveria despistar ele por mais um tempo, queria comer antes. Andando por uma rua mais perigosa, viu entre as garotas que andavam insinuantes por ali, uma de vestido muito bonito.
Foi assim que acabou o comprando.
E teve sucesso (ou não) em influenciar no “tipo” do Peter (junto a MJ e Gween), o que pode ter apresentado a tendência dele de se atrair por quem é mais “ousado” e por quem quer lhe seduzir, por Peter admirar isso nas pessoas já que ele é péssimo em flerte. O que levou a suas loucuras na faculdade com o Flash… e mais tarde com Johnny, Black Cat (outras garotas)…
Mas o que importa é o Wade Wilson apareceu (de novo) em sua vida para ficar.
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