Não me deixe ir

18 Capítulo 18 - Respirar


Notas iniciais
YOOO Presentinho de véspera de ntal p v6 pessoas ;) espero q o presente de ano novo seja o próximo cap. uahuaha Então, temos romance, pegação, comédia, uma pitadinha de nada de Angst, mas q no final dá tudo certo =p v6 já me conhecem! drama e romance hehehe Peço desculpas se o texto estiver meio... meh... mas eu escrevi esse cap. bem depressa em dois dias, daew nem tive tempo de revisar nem d mudar muita coisa... sorry! Ainda assim espero q gostem :) Kissus e boa leitura!

Não me deixe ir

18 — Respirar

Ofegantes ruídos de abafados beijos, lambidas e roçar de peles vinham de dentro do impala e seu banco traseiro. A blusa de Castiel estava erguida pela metade, revelando seu abdômen liso, onde os dedos de Dean traçam circulares movimentos sobre suas costelas, até as laterais de seu umbigo. As impressões de Dean escorregaram em fortes apertadas na epiderme clara. O casaco de Cas estava no chão do carro assim como o do loiro e apenas continuavam com as blusas devido à baixa temperatura que, mesmo em meio às ações acaloradas, insistia em percorrer o carro entrando pelas frestas.

Cas tinha as mãos nos flancos de Dean abaixo de sua cintura. O cinto bem afivelado o impedia de baixar mais as palmas para outros pedaços de pele do loiro, e o menor apenas conseguia por a ponta dos dedos dentro do tecido jeans da barra da calca, batendo no inicio dos ossos da pélvis de Dean. E o caçador adorou o toque de Castiel ali, que o incitava sem saber.

E, outras coisas, Cas fazia sabendo muito bem o que provocavam em Dean. Como lamber pausadamente seu pescoço enquanto entranhava a mão na base de sua cabeça, enroscando as falanges nos fios curtos do seu cabelo claro. Ou quando começou a apertar numa pressão moderada os dedos pelos ombros do loiro, baixando a gola de sua blusa num leve puxão revelando o inicio de sua clavícula. Dean sentia uma corrente elétrica passando por ali rebatendo por seus nervos. Os músculos respondiam provocando sons difusos, grunhidos em meio ao ósculo que dava em Cas, colando seu peito no dele de tão molenga que seu corpo havia ficado com esse toque tão bem maquinado por Castiel.

Dean escorregou a língua pelo pescoço do moreno. As pernas do menor abertas entre sua cintura; Cas por cima no banco fazendo o loiro erguer o rosto até ele achando sua boca.

Entreabrindo os olhos, Cas avistou do estacionamento o letreiro luminoso da pizzaria piscando o número vermelho da senha de Dean:

– Dean acredito que seu pedido está pronto dentro do restaurante.

Cas manejou dizer em meio a ofegantes gemidos conforme as mãos de Dean entravam debaixo de sua blusa, subindo até seu peito. O maior, no entanto, apenas ronronou em afirmativo, continuando a beijar o moreno, subindo suas mãos até finalmente livrá-lo de sua blusa:

– Dean... – Castiel repetiu ofegante, porém apesar dos protestos suas mãos não soltavam os ombros do caçador.

– Eu sei, eu sei. – murmurou ao sugar o pescoço de Cas num chupão, começando a levantar-se do banco até que o menor ficou sentado em seu colo; cada coxa esparramada sobre sua cintura.

A testa de Dean colou no ombro de Castiel conforme seus beijos espalhavam-se pela clavícula dele, fazendo um desenho de fora para dentro, depois retornando pelo mesmo caminho, descendo devagar até o meio do peito. Mordendo o lábio, Cas deixou um grunhido satisfatório escapar da garganta, mantendo os olhos bem abertos a fim de admirar Dean e a trajetória que sua boca fazia pelo seu tórax em lambidas vagarosas. Até então o loiro separar os lábios num beijo aberto sobre o mamilo.

Cas gemeu num gaguejo jogando a cabeça para trás. Sua mão entranhou-se nas melenas claras de Dean enquanto a outra cingia suas costas. Gostando da reação, Dean sorriu tornando a dar-lhe outro beijo ali, dessa vez tratando de sugar a macia carne para dentro da boca, rodopiando a língua pela circunferência do mamilo . Mordeu, lambeu e chupou aquele pedaço de Castiel, até o menor desandar numa completa bagunça nos braços de Dean.

– Você gosta disso, Cas? – perguntou num tom rouco e atrevido, sorrindo em meio ao novo beijo no peito de Castiel.

– Sim. – respondeu um tanto quanto sem graça, mas devidamente pronto a receber uma nova onda de prazer ao sentir Dean tomando o outro mamilo em sua boca.

As unhas cravaram na superfície da pele de Dean causando pequenas marcas, mas nada permanente. Castiel permitia que o caçador abusa-se de seu corpo, pois ele mesmo adorava perceber o quanto era desejado, que conseguia provocar este reboliço em Dean assim como ele também sentia – o estômago revirar cada vez que tocava o loiro. Era incrível, assustador e delicioso.

A epiderme quente que troca um com o outro o calor através dos toques suaves e violentos, do beijo lânguido e casto, do aperto bruto e calmo, da lambida luxuriosa e amena; tudo e cada detalhe abandonado no corpo um do outro marcava, atestava que aquilo era real, que pertenciam – duma maneira possessiva e única – a apenas eles e mais ninguém.

Castiel iria apreciar cada uma destas marcas largadas em seu corpo por Dean, assim como ele mesmo as faria no peito do caçador, em seu pescoço, suas costas, em cada flanco, suas coxas; tudo pertencia a ele.

E ele pertencia a Dean.

Num solavanco, as pernas de Cas expandiram-se, abrindo mais sobre o colo de Dean num convite. No meio do movimento o loiro permitiu um gemido grave reverberar da traqueia, sendo obrigado a largar a brincadeira com os mamilos de Castiel. O jeans de sua calça ficara apertado demais para conter o volume no meio de suas pernas, que roçava sobre o de Cas. Subiu e desceu os quadris seguindo o mesmo ritmo do moreno, molhando o tecido enquanto o músculo enrijecia mais e mais fazendo da calça uma insuportável peça de roupa.

Dean queria se livrar daquilo. Esfregar sua carne sobre a de Castiel diretamente, sem nada os atrapalhando. Ele queria vê-lo jogado sobre o banco do impala, esparramado, as pernas abertas; pronto a recebê-lo nas estocadas, afundando lentamente dentro dele e...

E Dean iria transar com outro homem.

Mesmo ele antes nunca tendo sentido atração alguma por homens.

O pior de tudo nessa realização era que... Ele estava mais excitado do que nunca.

Parando de se mover, Dean sentiu a cintura de Castiel ainda se mexendo sobre a sua, todavia o moreno estranhou a súbita pausa levando as palmas ao rosto do caçador o erguendo a fim de encará-lo. Cas notara o brilho de desejo nos orbes de Dean, mas também enxergava a hesitação, um breve ar de pânico.

– Tudo bem Dean? – indagou no tom de consternação costumeiro.

E... Merda. Cas estava o encarando. O encarando confuso, sem nada entender, preocupado e merda, Dean havia perdido o ar, sem palavras ou ações. Deixou a expressão pasma estampada na cara sem conseguir dar um pio, abrindo e fechando a boca insonoro, aumentando a preocupação do moreno; merda, merda, merda!

– Dean? – repetiu agarrando ainda mais o maxilar do caçador.

Um apito alto emergiu do lado de fora do carro. De soslaio, Dean pode ver o letreiro da pizzaria piscando o número do pedido outra vez. Bingo, a saída de mestre:

– T-temos que pegar a pizza!

Falou um tanto quanto incerto, tratando de se desvencilhar de Castiel ao colocar seu casaco de volta. O menor quebrou o pescoço para o lado fitando Dean com seu olhar perdido, e o loiro apenas tratou de ignorar a vontade de dar outro beijo nele.

Segundos depois Cas começou a se vestir seguindo Dean para fora do carro. Ele estava certo, afinal de contas haviam ido a pizzaria com um objetivo claro. As ações no impala – ideia de Dean – foi uma ‘maneira de matar o tempo’ enquanto aguardavam. Cas não esperava que avançassem mais do que algumas trocas de carícias, tal como haviam feito durante a viagem de volta ao Bunker. Contudo, Castiel não se oporia a continuidade de seus atos. Ele sabia muito bem o que implicavam; o excesso de ósculos, o peito em brasa, seu baixo ventre ardendo em anseios. Seu corpo desejava o de Dean, assim como o caçador também o desejava.

Ao menos era isso o que Castiel pensava até antes de pararem abruptamente.

Talvez... Talvez Dean ainda possuísse dúvidas? Oh, sim, Castiel era um tanto quanto inocente, porém não estúpido. Conhecia o caçador tempo o bastante para distinguir o que incidia na mente de Dean apenas afrontando seu olhar transparente. O loiro dizia mais com reações do que palavras.

Dean o queria, contudo a incerteza acumulada em seu cérebro o refreava. E Castiel não queria isso, não queria meias ações. Cas almejava a entrega completa, pois ele estava pronto a ela. Mas Dean precisava o acompanhar lado a lado, ou então tudo aquilo todos os problemas e desafios pelo qual atravessaram, não valeria de nada.

No caminho de volta, Cas permaneceu calado apenas observando a estrada. Dean olhava-o de soslaio e, puta merda, Cas estava puto. Podia ver pela maneira tensa com a qual suas costas recostavam no banco, a dureza em sua expressão e a rigidez na mandíbula. Merda. Dean havia ferrado bonito dessa vez. Respirou fundo bolando uma maneira de se explicar a Castiel.

Merda, ele não fazia ideia. Odiava desculpas, odiava começar diálogos sentimentais. Odiava não saber o que fazer.

Então ele emergiu no silêncio, esperando que o tempo cuidasse de abrandar as feridas. O que não aconteceu.

Uma hora depois, Sam ouvia a porta do Bunker seguidos dos passos de Dean e Castiel. Já tinha se recuperado do choque inicial e estava pronto para ‘parabenizar’ os dois, mas parou com a boca aberta ao sentir a tensão emanando no ar. Engolindo seco, Sam arriscou:

– Aconteceu alguma coisa?

– Não, nada. Pizza na mesa; venha comer de uma vez. – Dean respondeu ser lhe dar espaço.

Sam pensou duas vezes antes de se dirigir a Cas. O ex-anjo parecia ainda mais indecifrável do que Dean. Bufando, ele apenas os acompanhou no monótono e rápido jantar, pigarreando antes de sair da sala indo direto ao seu quarto. Não entendeu nada. Duas horas atrás só faltavam os dois caírem um em cima do outro e... Ew, de novo, não queria pensar nessas coisas sobre seu irmão.

Sozinho outra vez, Dean e Castiel terminaram de jogar os restos fora, como fariam se aquela fosse mais uma noite tranquila. Porém Cas não virava seu olhar na direção de Dean e vice versa. Evitavam-se, óbvio, afinal depois do que aconteceu no carro Castiel não sabia ao certo se Dean estava seguro em relação aos dois. Mesmo após o que atestaram mais cedo em seu novo quarto... O moreno girou os calcanhares tornando a encarar a cozinha. Dean havia aberto uma nova garrafa de cerveja mexendo em alguma coisa no computador. Deu um passo adiante, parando em seguida. Dean não parecia querer ser incomodado, tão pouco mostrava um semblante amigável. Quando ele entrava nesse modo carrancudo era melhor o deixar esfriar a cabeça. E foi exatamente o que Castiel fez:

– Boa noite Dean. — disse cabisbaixo.

Nessa hora o loiro ergueu os olhos a Cas, mas ele já havia lhe dado às costas. Dean poderia o chamar. Poderia dizer que queria continuar da onde haviam parado no carro, poderia dizer uma penca de coisas ao ex anjo. Mas como sempre preferiu calar-se, ouvindo o som da porta de Castiel se fechando.

Praguejando, Dean terminou a cerveja arremessando a garrafa no lixo. A passos largos chegou ao corredor de cômodos do Bunker parando na frente do quarto de Cas. Ergueu sua mão pronto para bater, contudo... Não fazia ideia de como começar, o que fazer. Esfregando o rosto achou melhor dormir e por o cérebro no lugar antes que ele fritasse. Merda, porque tudo na sua vida tinha de ser tão complicado?!

Lançou-se na cama após ter colocado roupas folgadas ligando o fone de ouvindo. Iria dormir escutando a melhor música do mundo para de acalmar: Metallica. Dali a uma meia hora dormiria. No dia seguinte, faria um café da manhã para ele, Sam e Cas num clima mais leve e tranquilo. Daí ele saberia o que fazer. Sim, isso mesmo, só precisava dormir e afastar esses pensamentos.

Mas... Ao invés disso, sua cabeça insistiu em fazê-lo refletir sobre sua hesitação no impala junto de Castiel, acabando por passar as próximas horas em claro olhando o teto branco sem graça do quarto.

Embora Dean entendesse que ele queria Cas, ainda era difícil se ajustar esse desejo por um corpo masculino.

Qual é, beijar e se pegar, pele na pele, era bom e todo esse jazz – okay, era muito mais do que bom, era ótimo 'pra caralho – mas o maior ‘problema’ congelando seu cérebro era todo o ‘restante’ da cintura 'pra baixo.

No motel Dean estava meio acordado, sabendo o que fazia por reflexo. Seu corpo se moveu por vontade própria, tocando e apertando Cas – até mesmo lá embaixo! Eles ainda estavam vestidos, e nem chegaram a terminar nada, mas a sensação com certeza foi algo capaz de estourar os miolos de Dean por um tempo. Quando retomou os sentidos na manhã seguinte, ou melhor, agora em sua cama, Dean enrugou a testa conforme sua mente explodia em inúmeras questões.

Sobre sexo? Bem, ele sabia MUITO! Não apenas as coisas consideradas ‘normais’. Ele já tinha ficado com mulheres antes bastante inclinadas à performance dum ‘sexo não tão natural’, então, é, ele sabia bastante sobre todos os tipos de interações sexuais – mas a questão era: apenas com mulheres.

Como, onde, quando fazer algo, absolutamente um mestre natural das artes carnais. E era exatamente aí que a ferida ardia. Com Castiel não era apenas sexo.

Ele é seu melhor amigo, o cara pelo qual Dean tinha uma ‘queda masculina’ por quase seis anos! Alguém tão importante a ele que Dean até mesmo acreditava ser impossível viver sem o ex-anjo. Cas era muito mais do que uma coisa duma noite só.

Claro que todos estes pensamentos sobre sexo com outro cara causavam um turbilhão em sua mente, porém era mais uma questão de inexperiência do que repulsa.

Exato. Algum interruptor deve ter ligado na cabeça de Dean, porque sua face ascendeu com esta constatação ao mesmo tempo em que se apavorava.

Dean não se importava nem um pouco em fazer com outro homem. O que o deixou sem ação era como fazer com Cas porque, cara! O ex-anjo significava tanto a ele!

Limpou a garganta corando um pouco. Okay, ele jamais iria deixar ninguém saber desse seu momento água com açúcar.

Mais do que tudo, Dean queria clarificar as coisas com Cas. Contudo ele não sabia por onde começar. Foi então que se lembrou de Sam na mesa do Bunke mais cedo mexendo no celular e uma ideia atravessou sua mente. Pegando o telefone ao lado da escrivaninha procurou pelo número, começando a digitar da maneira mais afobada possível devido a ansiedade. O caçador mandou a mensagem no mesmo instante sem revisar:

D: Cas, vc ta d p aew?

Momentos depois o telefone tocou:

C: Dean me vejo com dificuldades em compreender sua comunicação através do telefone.

D: Ah! Merda, foi mal cara, esqueci que você não tem esse tipo de costume.

C: Tudo bem Dean. Você me perguntou algo antes, do que se trata?

D: Bem, você me respondendo agora meio que já responde.

C: Como?

D: Cara, esquece.

C: Poderia voltar a dormir agora? Ou você tem algo mais a discutir?

D: Sim.

D: Não, quer dizer...

C: Dean?

D: Só me dá um segundo 'pra pensar.

C: Certo. Enquanto você se prepara, se importa em responder uma questão?

D: Diga.

C: Se nós estamos a poucos metros distantes um do outro, qual a razão de trocarmos mensagens via aparelho telefônico?

D: Ah. Uh, é só uma coisa que as pessoas fazem.

C: Mesmo estando tão próximos?

D: É, as vezes.

C: Isto é estranho.

Dean riu em seu quarto:

D: Concordo.

C: Você não está fatigado? Esta é a razão de querer conversar?

D: Bom... Na verdade sim.

C: Eu poderia ir ao seu quarto.

D: NÃO!

Ele parou por um momento, pensando se havia sido um pouco rude e abrupta a maneira que respondeu. Bem, não que Cas pudesse vê-lo. Que seja, Dean tossiu retornando ao teclado:

D: Quero dizer, podemos ser preguiçosos e continuar nos falando pelo telefone até cair no sono.

C: Parece compreensível.

Verdade seja dita, Castiel ainda precisava entender o que havia acontecido no estacionamento e Dean parecia mais à vontade sem o contato visual deles, disposto a conversar. Apesar disso, Cas já estava bastante cansado, mas ele poderia fingir em prol de continua falando – escrevendo – com Dean. Dois minutos se passaram sem nenhuma notícia de nenhum lado, até Dean finalmente respirar sua coragem para dentro, imaginando como seria a resposta de Cas, e se ele... Se ele estaria disposto a continuar e ‘tentar’ com ele.

Sim, era essa a pergunta cravada na sua cabeça. Dean digitou o mais depressa possível:

D: Cas eu... Meio que tenho que te perguntar uma coisa.

C: Sim, você mencionou.

Dean respirou fundo outra vez:

D: Eu queria saber, como...

Mais silêncio e Castiel achou que ele havia dormido:

C: Dean?

D: Sim, eu tô acordado! Só… Uh… Cara, eu não sei como dizer isso.

C: Tecnicamente você está digitando.

D:Ha, ha, muito engraçado.

C: Eu não estava sendo engraçado.

Oh, certo, Cas e sua lógica tipo Spock. Dean riu sentindo-se mais relaxado:

D: De qualquer forma, eu queria ter certeza, sabe? Sobre o que aconteceu mais cedo no carro…

No outro quarto Castiel olhou a tela consternado. Ele torcia para que o humor de Dean tivesse melhorado, ao invés da costumeira carranca, e antes que o clima agradável desaparecesse o ex-anjo começou a digitar rapidamente:

C: Peço desculpas se você sentiu-se pressionado Dean, não foi a minha intenção.

D: Que?! Não, Cas! Fui eu quem! Deus!

C: Algo errado?

Na sua cama, Dean bufou esfregando a nuca. Isto estava sendo mais difícil do que imaginou:

D: Não Cas. É só que sou eu quem tem de se desculpar.

C: Porque?

Passando a mão pelo rosto o caçador continuous a escrever. Essa merda toda precisava acabar essa noite, ou Dean iria dar um soco na própria cara. Tanto drama em cima duma coisa idiota! Qual é! Você faz melhor do que isso Winchester!

D: Porque eu não quis ser um babaca, okay? Eu sei que você é um ‘humano fresco’, e que você não tem tanta experiência, então eu… Meio que me senti… Sabe? Que você tem de ter certeza.Sobre… ‘Fazer’ com um cara.

Cas não respondeu de imediato e isso, sim, deixou Dean sem ar. Teria ele começado a pensar claramente agora? Estava arrependido do que estavam fazendo, ou iriam fazer? Afinal, Cas ainda tinha de aprender muito sobre a vida humana. Merda! Talvez Dean tenha acabado de fuder com tudo de vez!

Frustrado, ele enterrou a face no travesseiro desejando desaparecer. Um pequeno cansaço atravessou seu corpo e ele quase cochilou. Até seu telefone começar a tocar; uma enome mensagem de Cas aparecendo na tela:

C: Acredito que você esteja tentando ser gentil Dean, e por esta razão posso sentir-me lisonjeado. Porém poderia não me classificar numa etiqueta de ‘inexperiente’? Eu sou um ser celestial. Com eras de idade, testemunha de muitos atos na história do universo. E como humano, já experienciei sexo antes, caso não se recorde.

Engasgando, Dean agarrou seu telephone com força:

D: Eu ei disso Cas! O que quero dizer é… Com outro cara vai ser… Diferente!

C: Estou ciente disso.

D: Então?!

C: Então o que Dean? Corpos físicos não carregam a magnitude de importância a qual você os dá. Somos energia. Você acredita que por sermos determinados como dois espécimes machos nós deveríamos ‘pensar’ sobre as implicações de uma relação sexual entre nós?

Ele não respondeu, pois Dean sabia que Cas estava escrevendo com uma raiva contida. E talvez, só talvez, ele estivesse certo.

D: Cas, olha… Foi mal, isto saiu errado.

C: Talvez isto possa implicar outra razão.

D: Que quer dizer?

C: Que é você quem está hesitante e com receios.

Na mosca.

C: Se esta for a razão, acredito que é você quem deveria reconsiderar.

D: Ei, ‘pera aí, não Aponte o dedo para mim!

C: Porque não se estou certo?

Dean grunhiu. Cara! Cas sabia como ser irritante!

D: Cas, é o seguinte: eu antes nunca tinha pensado sobre isso, okay? Não com outro cara! Qual é! Esta merda é uma novidade da porra ‘pra mim! E você é meu melhor amigo!

Ops, ele havia enviado a mensagem sem nem ao menos piscar. Sério, Dean Winchester conseguia ser péssimo em qualquer tipo de comunicação.

Outro momento de intenso silêncio e Dean quase arremessou o celular na parede:

C: Você me quer Dean?

Isto foi tão direto que Dean corou. Sinceridade, a arma mais poderosa de Castiel. O caçador engasgou. Claro que ele queria Cas! Puta merda! Ele até havia sonhado com ele! E detalhe: os dois nem estavam juntos ainda. Dean digitou apressado após um longo suspiro:

D: A resposta é sim, Cas.

C: Então porque você não acredita em mim?

Isso foi um soco no estômago. Dean sentiu-se nauseado, pois ele era mesmo um babaca. Acreditava em Cas. O ex-anjo foi o primeiro a se confessar cacete!

D: Cas, cara, eu acredito em você.

C: Então porque você parou?

Já estava na hora dum pouco de verdade entre eles. Afinal, Dean escondia tantas coisas de Castiel e Sam. Ao menos isso, esta pequena quantidade de verdade nua e crua ele deveria entregar – mesmo que a sensação de vômito ainda o assombra-se. Droga de sentimentalismo! Porque sempre tinha de envolver sentimentos?! Era Sammy quem deveria ser o sensível, cacete!

Pelo menos falar pelo telefone era bem mais fácil do que o trato cara a cara:

D: No carro, mais cedo, eu estava meio surpreso comigo mesmo, Cas.

A testa de Cas enrugou em confusão:

C: Porque?

Dean suspirou:

D: Porque além de estar beijando outro cara eu também tava querendo continuar, ir em frente até eu ter tudo o que eu queria, okay? Isso é um puta choque pra mim Cas! Eu quase não conseguia respirar!

Uma sensação acalentadora possuiu o peito de Castiel. Seu coração começou a pular loucamente conforme lia cada palavra, vendo Dean ser realmente honesto com ele; o caçador que odiava, para não dizer tinha repulsa, em falar sobre sentimentos.

E isto? Receber esta verdade dele? Foi a prova final que Dean poderia ter dado a Cas.

Sua face ascendeu e um grande sorriso fez Cas rir. Ele também precisava mostrar a Dean suas emoções, contudo ele faria a sua maneira:

C: Compreendo que a respiração, para humanos, é um alimento essencial ao corpo. Li em um livro que atestava ser o oxigênio que alimenta o cérebro para que este trabalhe e faça cada parte do corpo funcionar corretamente.

A sobrancelha de Dean arqueou numa óbvia expressão confusa de imcompreensão frente a abrupta mudança de tópicos na mensagem de Castiel. Como ele conseguia pular a linhas de raciocínio tão científicas em cima duma única coisa que Dean havia falado? O cara era um puta dicionário! Mas Dean conseguia entender – em parte – ou talvez quisesse acreditar que isto deveria ter algo em comum com o que estavam discutindo, então ele apenas deixou estar, acompanhando a correnteza:

D: Isto está… Certo, eu acho.

Cas era tão literal e educado às vezes. Dean imaginava que ele seria capaz de ser um professor. Okay Winchester, pare agora de fantasiar sobre isso antes que sua cabeça exploda com as imagens de um ‘professor Castiel.’

E o ex-anjo continuou:

C: Basicamente, pode-se dizer, como notei na poesia, respirar – enquanto uma ação involuntária – é a essência da vida humana, atestando que alguém vive. E, se não há respiração, a morte consumiu completamente aquela alma, encerrando seu ciclo.

D: Está correto de novo Cas.

As palavras dele formavam quase um poema, Dean notou. Mas ele continuava intrigado, sem entender muito bem por que Cas estava dizendo aquilo tudo. Talvez ele estivesse mesmo cansado e sua mente o estava levando para longe na terra dos sonhos e infinito conhecimento, mas então – e isto foi um ponto de virada – Dean recebeu a mais incrível e atônita declaração de toda sua vida:

C: Eu preciso de você Dean, mais do que preciso respirar.

Era isso, era a maneira de Cas externar suas emoções. Enquanto Dean preferia as ações impensadas e maneiras impulsivas. Castiel era um homem das palavras, como os antigos escritores do mundo, sua língua era uma arma afiada.

E aquela mensagem, bem ali, deixou Dean estático. Os orbes grudados na tela do telephone, boca seca e…

Puta

Que

O

Pariu

A mandíbula de Dean caiu aberta, olhos crescendo quase saltando para fora das órbitas. Ele podia claramente imaginar o calmo aspecto no rosto de Cas junto de seu imenso sorriso cruzando aqueles lábios carnudos enquanto escrevia a Dean esta sentença.

Um profundo esgasgo saiu da garganta de Dean. Era só… Isto era tão terrivelmente; adorável 'pra caralho!

Ele só… Ele precisava… Puta merda! Como ele queria apenas abraçar Cas neste exato momento!

Mordendo os lábios, Dean sentiu o sangue saíndo da ferida que abria dentro da boca. Chega. Era isso, sem mais desculpas ou dúvidas. Cas. Ele. Agora. Mesmo!

A personalidade impulsiva tomou controle dos instintos do caçador novamente, e Dean apenas registrou o que estava fazendo após ter entrado no quarto de Cas.

O ex-anjo sentou na cama imediatamente com o baque da porta. Castiel olhou o caçador nos olhos com uma expressão nula em sua face. Dean pode, contudo, distinguir nas iris azuis a pequena quantidade de surpresa e satisfação ao vê-lo.

E Castiel, ele era um ex guerreiro do Senhor. Ele lutou contra exércitos, matou demônios, ele morreu e ressuscitou muitas, muitas vezes, uma existência antiga com conhecimento suficiente para fazer qualquer filósofo curvar-se; perito em inúmeras línguas como se estas lhe fossem nativas. Ainda assim apenas uma única palavra atravessou seus lábios entrecortados ao ter a visão do homem o fitando intensamente:

– Dean.

O caçador manteve seus olhos esmeraldas fixados no azul índigo de Castiel. O moreno usava uma blusa branca fina e leve grudando fortemente no peito conforme este expandia-se na respiração apressada. A coxa exposta num lado da cama, com o restante se sua cintura e pernas encobertas pelo cobertor. O cabelo ébano desordenado, com pequenos fios negros caíndo em sua testa; a barba mal feita ainda sutíl numa sombra macia sobre seu queixo e na linha do maxilar. Lindo.

A boca de Dean tremeluziu separando-se e uma onda de desejo atravessou seus nervos, a respiração ficou ofegante. Fechando a porta, Dean deu um passo à frente, nunca deixando a visão de Cas.

Naquele momento, a espinha de Castiel congelou num agradável calafrio ao dar-se conta do que estava prestes a acontecer.

Continua

Notas finais
Mensagens de Sam 05 14/12/2014 Os dois estão juntos! (19:10 ✓) Louis C.: Oi? (19:16) Cas e Dean! JUNTOS! (19:20 ✓) Louis C.: Putz! Eles assumiram?! (19:20) O Dean acabou de sair daqui... Cara... Uq eu faço? (19:21 ✓) Louis C.: Ah... Bate nas costas dele e dá parabéns? rs. (19:22) Cara... Isso foi um choque! (19:23 ✓) Louis C.: Pq seu irmao tem um namorado? (19:23) Não eu... Namorado?! (19:24 ✓) Louis C.: hahaha! Sei lá! Talvez eles sejam! Eles quem sabem! Mas Sam, vc tá incomodado c isso? (19:26) Hein?! N! Eu só fiquei surpreso! (19:27 ✓) Nunca achei que o Dean fosse confirmar! Louis C.: Rs, eu entendo, acho q meus pais pirariam tb, se fosse comigo. (19:28) Com vc uq? (19:29 ✓) Louis C.: Se eu contasse a eles q gosto de caras. (19:30) Ah... (19:38 ✓) Louis C.: Sam, vc n tinha notado?! xD (19:40) Não! Quer dizer, com o Cas achei q tinha sido coisa do momento! (19:41 ✓) Louis C.: Bom, foi. Mas o fato dele ser gostoso tb ajudou. (19:42) LOUIS! (19:43 ✓) Louis C.: HAHAHA! Calma Sam! Eu só digo verdades xD (19:43) Okay, mas eu n precisava ouvir isso... (19:44 ✓) Louis c.: Ciumes? ;) (19:45) Para de se achar! (19:46 ✓) Louis C.: HAHA! Só um pouco Sam! Mas n se preocupe, tb t acho gostoso. (19:47) LOUIS! >-< (19:48 ✓) Louis C.: Verdades Sam! Só verdades! XD (19:49) Vai a merda, seu idiota! (19:49 ✓) Louis C.: Aw Sam, eu sei q vc gosta de ouvir essas coisas! (19:50) ¬¬ (19:51 ✓) Louis C.: xD Ok, ok, parei! Vou voltar a minha leitura! Boa sorte! Até mais tarde Sam! (19: 51) Até seu palhaço. Abs. (19:52 ✓) Louis C.: Abs! (19:53) ---------------------------(...)--------------------------- Hein, hein, v6 estão fazendo as contas? o próximo cap. é o 19 ho ho ho! Sorry por deixar v6 apreenssivos =3 mas eu queria deixar o clima beeeeem quente antes de dar continuidade! Enfim, já estou escrevendo, sem ameaças! Kissus amores, um feliz natal para v6! =**** Nos vemos em breve!