Não me deixe ir

7 Capítulo 07 - Se mais de uma pessoa diz, deve ser verdade


Notas iniciais
Eu... Não ia postar hj! Mas eu simplesmente n resisti! xD Espero q curtam o cap.! Louis e Castiel se confortando e essas coisas! hahaha Sam sendo sutil, e Dean... Bom, Dean em um dilema! xD Kissus e boa leitura!

Não me deixe ir

07 – Se mais de uma pessoa diz, deve ser verdade

Na noite, cansados demais para qualquer debate, resolveram apenas dormir alugando um quarto ao lado do deles para Louis. Ele ficou um tanto quanto inseguro, mas por fim cedeu. Às oito horas do dia seguinte os três caçadores estavam prontos para ouvir a história do garoto, pedindo um simples café da manhã:

– Minha família é descendente dos donos originais dessas terras, do início da colonização. – disse bebendo um punhado de café – Temos muitos imóveis pela cidade, como aquela casa à venda que vocês visitaram.

Os três franziram o cenho com as lembranças da casa maldita e de como sentiram-se pedaços de frango assando num forno:

– Eu cresci ouvindo as histórias de como nosso sangue é forte e importante, que devemos tudo a esse espírito da colheita, que nos dá fartura, sorte e bons materiais. – continuou Louis — Por séculos fazemos a mesma coisa, a cada sessenta e seis anos, alimentando a entidade. Minha mãe diz que é a tradição, que todo membro da família deve participar... Esse foi meu ano de iniciação.

– O último ritual aconteceu há sessenta anos? – indagou Sam.

– Sim.

– Okay, e é sempre a mesma coisa? Digo cortar as partes das pessoas e fazer churrasco? – Dean falou sem freios.

– Bem... Isso mesmo.

– Como as vítimas são escolhidas? – prosseguiu Sam percebendo o desconforto no rapaz.

– Aleatoriamente. Pode ser alguém jovem, velho, não há um padrão. Mas minha família sempre pensa no melhor para a cidade, sobre as pessoas que poderiam apenas sumir evitando problemas futuros.

Os três concordaram percebendo o jogo político.

– E porque você não quis fazer parte do clubinho? – perguntou Dean.

– Está brincando? – falou arregalando os olhos – Tudo isso é uma loucura! São pessoas sendo mortas! Eu nunca compactuei com isso! Mas minha mãe... Ela sempre foi persuasiva.

– Como?

– Ameaçando meus amigos da escola, me ameaçando! – exclamou nervoso – Ela quer ela tem. E fará de tudo para manter a “tradição” viva.

A frase pareceu morrer junto do garoto. Castiel tocou-lhe o ombro sorrindo de leve, ao passo em que Dean estalou o pescoço, com as mãos formigando para tirar o braço de Cas dali. E o loiro ainda não fazia ideia dos motivos que o levavam a isso.

– De qualquer forma – interrompeu Sam sentindo a tensão no cômodo – nós temos que descobrir quem será a próxima vítima e destruir a entidade.

– Não sei se há um meio, ela é muito antiga. – comentou Louis.

– Já lidamos com coisas antigas antes, acredite, podemos ajudar.

As palavras de Castiel o reconfortavam e Louis esticou os lábios permanecendo vidrado no olhar do moreno. Dean tossiu enfiando as mãos nos bolsos antes que elas agissem por vontade própria.

– Á biblioteca Sam. – disse – Cas, você e eu vamos juntar materiais para destruir esse troço.

– Esperem! Eu não quero ficar sozinho. – Louis baixou os ombros.

– Dean, nós temos que leva-lo. Se a família dele voltar podem o matar.

Respirando fundo o caçador deixou de lado sua inquietação concordando com Castiel. Os três foram juntos ao impala buscar tudo o que precisavam passando a manhã aprontando balas, pistolas, encantando amuletos e benzendo água. Louis olhava os apetrechos fascinando, principalmente por Castiel. O moreno fazia tudo numa delicadeza ágil e serena compenetrado demais no trabalho para perceber a admiração dele. Contudo, Dean notara torcendo os lábios, contrariado.

Incomodava ver Cas agindo de maneira tão natural com o garoto, quando ele estava sendo quase que completamente ignorado. E o pior era saber da dedicação do ex-anjo em querer abraçar o mundo e salvar todas as pessoas, sem levar em conta como esse seu lado bondoso o deixava... Vulnerável. Cas nem percebia como Louis o comia com os olhos... Ridículo!

Num estalo, Dean pareceu notar o que se passava em sua cabeça sendo levado a uma pequena convulsão interna de pânico. O que era esse constante incômodo apossando-se dele? Não se sentia assim quando Castiel e Sammy ficavam sozinhos ou conversando, então porque Louis o deixava tão irrequieto?! Suspirou coçando a nuca desejando dar um basta no seu desconforto:

– Cas, acho melhor você ir ajudar o Sammy na biblioteca. – falou querendo parecer firme.

Arqueando uma das sobrancelhas, Castiel o encarou pendendo o pescoço para o lado – fazendo aquela cara de desentendido:

– Mas as armas ainda precisam ser preparadas.

– Eu cuido disso. Precisamos descobrir um jeito de matar essa coisa e você entende mais desses assuntos.

– Posso ir com você Castiel? – perguntou o garoto.

– Você fica no quarto até a segunda ordem – irrompeu Dean – Melhor isso do que andar por ai e ser visto.

– Mas...

– Ele tem razão Louis. – ponderou Castiel – E eu realmente acho que posso ajudar Sam, então apenas fique seguro aqui dentro.

Louis fez uma careta, porém não discutiu.

– Vou te manter informado Dean.

O loiro concordou vendo-o sair do quarto. Agora só tinha ele e o garoto ali. Menos mal. Se Castiel continuasse tão perto assim de Louis... Oh! Merda! Porque insistia em pensar nisso?! Bufou raivoso indo sentar-se na cama ligando a televisão:

– Não precisa aprontar as armas? – perguntou o garoto visivelmente cabisbaixo após a abrupta saída de Castiel.

– Está quase tudo acertado moleque, relaxe. — replicou, abrindo uma latinha de refrigerante.

– Meu nome é Louis.

– Certo.

Dez minutos depois de silêncio constrangedor em meio aos programas repetitivos da televisão o garoto ficou entediado. Queria tanto se livrar de uma vez dos seus problemas e a quietude de Dean o incomodava. Mais ainda, ele havia notado a tensão nos músculos do loiro conforme falava com Castiel. Não gostou disso, pois havia se afeiçoado rápido ao moreno, e as atitudes de Dean o diziam que havia algo entre os dois. Tomando coragem voltou-se ao caçador sem medir palavras:

– Qual sua relação com o Castiel?

Quase engasgando o refrigerante, Dean sentou-se na cama sem entender o motivo da súbita pergunta:

– Porque quer saber?! – exclamou inquieto.

– Sei lá. – deu de ombros – Vocês dois me pareceram bem próximos.

– Somos amigos; nos conhecemos há muito tempo.

– Só isso?

– Claro que só isso! O que mais seria moleque?!

– Desculpe, não quis te irritar é só que... – parou respirando fundo – Você me pareceu enciumado.

– Enciumado?!... Mas que... Garoto! Cale a boca, você não sabe de nada!

Levantando-se rapidamente Dean apanhou o casaco enfiando o molho de chaves no bolso.

– Fique aqui dentro pirralho. Se eu souber que você saiu te amarro na cadeira! Entendeu?!

Ele assentiu intimidado pela forte presença de Dean. Batendo a porta atrás dele, o loiro fechou a tranca marchando até a máquina de lanches na área aberta do motel. Queria uma torta.

Enciumado, onde já se viu! Só porque Castiel estava o tratando com indiferença? Só porque tinha se afastado um pouco dele?! Só porque estava se corroendo por dentro ao vê-lo sendo tão atencioso com Louis, quando antes era com ele que Castiel se preocupava?! Oh bem, basicamente sim.

Socou a máquina na lateral sentindo a dor explodir nos ossos. Praguejou todos os xingamentos possíveis, negando a si mesmo diversas e inúmeras vezes o que o garoto insinuou. Estava era falando merda!

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– Dean te mandou aqui? – Sam surpreendeu-se ao ver Castiel na biblioteca, contudo levando em conta como o irmão estava agindo mais cedo dava para entender os motivos dele em separar o ex-anjo de Louis.

– Posso ajudar a encontrar um ritual de exorcismo, ou mesmo algo que mate a entidade.

– Bom, é verdade, você conhece bastante desses assuntos.

Puxando uma cadeira, Castiel juntou-se a Sam começando a vasta leitura dos livros já separados pelo caçula dos Winchesters. Entretanto, apesar de Sam saber a gravidade do problema em mãos, preocupava-se com Dean e como ele estava lidando com toda essa pressão nos últimos dias – no que Sam acreditava ser uma grande negação por parte do irmão. Pigarreando, ouviu a bibliotecária pedir por silêncio, e, num tom quase inaudível, falou à Castiel:

– Como você está Cas?

Entortando a cabeça ele fitou Sam:

– Estou bem.

Ele parecia não ter entendido as estrelinhas. Oh, o que Sam podia esperar? Suspirando, foi direto ao assunto, ou os dois ficariam dando voltas infinitas:

– Perguntei por quê... – tossiu – Dean falou comigo e, bem, só queria checar.

– Oh. Ele contou?

Baixando um pouco o queixo, Castiel fitou a mesa deixando o rosto enrubescer. Mal havia se tornado humano e já detestava o fato das suas emoções serem tão aparentes nas expressões.

– Foi só... Um desabafo do Dean, não fique com raiva.

– Não estou. Conheço-o bem, sei que ele deve estar uma pilha de nervos.

Sam concordou virando uma página do livro:

– Posso estar sendo insistente, mas você vai ficar bem com tudo isso?

Castiel pairou os globos pelo salão da biblioteca em busca de uma resposta. Não a tinha, acabando por soltar um comprido suspiro:

– Dean já foi bem claro comigo, Sam. E eu também fui sincero com ele. Agora nos resta seguir em frente. E pronto.

Admirado com a dedução de Castiel, Sam notou uma pontada de tristeza em sua voz, sabendo que o moreno procurava disfarçar a amargura o acometendo, achando melhor encerrar o assunto.

– Vai dar tudo certo Cas. – concluiu.

Sorrindo de leve os dois voltaram à leitura e, poucas páginas depois, pareceram encontrar um bom sinal de como derrotar a criatura.

– “O sangue de origem transportará a maldição”. – Sam leu em voz alta.

– O sangue da família. Talvez Louis possa nos ajudar. Vamos nos encontrar com ele.

– Acho que não será preciso.

Sam disse apontando para fora da janela onde o garoto estava de pé na calçada.

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Três tortas depois Dean continuava contemplando a piscina inutilizável do motel. Comia desse jeito sempre que ficava irritado, ou sem ideia do que fazer. A súbita declaração de Castiel, a conversa com Sam, a sensação de cólera brotando do nada dentro dele só de ver o moleque; Louis, o encarando de um jeito pidão e...

– Merda! – exclamou jogando o papel da torta fora. Queria outra, mas achou melhor ir ver o garoto.

Enciumado... Onde já se viu. Por Cas?! Jamais, nunca, em hipótese alguma! Não estava nem aí para o fato dele estar distante desde a conversa no motel, não se importava com a constante preocupação em relação à Louis – e, mais ainda, nem ligava se os orbes azuis de Castiel não encontrassem os seus como faziam de costume...

Dean chutou a lixeira antes de voltar ao quarto. Estava agindo de uma maneira... Peculiar demais. Bufou ao retirar as chaves do bolso ficando parado na frente do cômodo vazio em seguida.

– Filho da mãe!

Quase gritou, saindo pela cidade atrás de Louis. Se o encontrasse, ah! Ao menos poderia descontar um pouco da sua frustração em cima de alguém.

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Louis saiu pela janela do quarto após ter percebido que Dean não voltaria tão cedo. E para ser sincero, ele queria estar perto de Castiel. Foram parar numa lanchonete afastada do centro, onde podiam conversar em paz:

– O Dean é um pouco... Intimidador. – admitiu em meio aos goles no café.

– Intimidador é a palavra certa. – concordou Sam.

– Louis, precisamos mesmo falar com você.

O garoto deu total atenção à Castiel, afinal como poderia resistir àqueles orbes azuis?

– Talvez haja uma maneira de acabar com o ritual.

Louis arregalou os olhos, extremamente chocado:

– É verdade?!

– Bem, ainda estamos estudando, mas tudo indica que o sangue de um herdeiro pode ser usado num feitiço que corta a ligação com a entidade. – disse Sam.

– Só nos falta saber que feitiço é esse e tudo estará acabado.

Soltando o ar agarrado nos pulmões Louis arqueou o tronco encostando a testa numa das mãos:

– Eu tentei, procurei durante anos! Desde que soube o que minha família fazia! Se... Se eu puder acabar com tudo...

– Vai acabar sim Louis.

A voz de Castiel o deixava mais tranquilo. Devia ser algo naquele timbre rouco e ameno; que importa. Tudo o que Sam percebeu foi como o garoto encarava Castiel de maneira admirada. Não era de se espantar que Dean estivesse agindo impulsivo. Seu irmão era mesmo um tapado para não perceber o quanto se importava com Castiel.

Pigarreando, Sam tocou de leve o braço de Cas:

– Vamos ao balcão pegar mais café.

Ele concordou o seguindo. Ao pararem ao lado da caixa registradora Sam coçou a nuca. Precisava falar alguma coisa. Castiel nem parecia notar o quanto o garoto apegou-se a ele. E se continuasse assim Dean poderia acabar fazendo uma loucura:

– Ei, Cas.

– Sim, Sam?

Torcendo os lábios – sem saber por onde começar – Sam desviou os olhos encarando as xícaras sendo postas diante deles:

– O Louis me parece ter... Se afeiçoado a você, Cas. – disse por fim.

– Ele está bastante agradecido. – confessou – Me disse que ninguém antes se importou com ele.

Sam concordou girando a cabeça e fitando Castiel:

– Sabe, você é bem novo nessa história de caçadas. – suspirou – Mas às vezes as vítimas tendem a se... Apegar a nós seja porque os salvamos, ou porque eles não têm mais ninguém com quem falar.

– Eu havia percebido isso das outras vezes em que você e Dean iam caçar.

– Pois bem, dito isso, é melhor você ficar mais... Alerta perto do Louis.

Castiel quebrou o pescoço para o lado entreabrindo a boca sem entender a insinuação de Sam. O caçador por sua vez bufou baixando a cabeça:

– Quero dizer, o garoto está bem próximo de você Cas, por causa da confusão toda com a família dele. E ele pode ter confundido alguma coisa, então tenha cuidado, porque ele pode de repente dizer ou fazer... Alguma coisa.

– Mas Louis me pareceu apenas grato pela nossa ajuda.

– Talvez sim, talvez não. – Sam ajeitou os cabelos para trás um tanto quanto sem jeito pelo andar da conversa – Mas ele pode também ter certas esperanças Cas. Então é melhor falar com ele de uma vez.

– Oh, entendo. Certo Sam, obrigado.

Sam aquiesceu dizendo que voltaria à biblioteca, afinal tinham deixado a pesquisa pela metade, e ele queria acabar de uma vez com aquele caso bizarro. Mais ainda: Sam queria ir embora da cidade, pois ela lhe tinha um ar pesado e sombrio. Outros lugares lhe provocavam o mesmo tipo de calafrios, porém aquele em particular... Algo lhe dizia que coisas ruins iam acontecer.

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A expressão perdida de Louis frente à Castiel já beirava um nível extremo. Até mesmo o moreno conseguiu notar o que Sam lhe alertara. O garoto não tinha ninguém de fora do ciclo familiar com quem conversar, e a presença de Castiel acabou se tornando toda a atenção que ele precisava.

Tomando depressa o café, Cas deixou a bebida quente assentar no estômago puxando o fôlego, pois sabia que tinha problemas nas interações humanas – ainda mais tendo de lidar com alguém mais jovem:

– Louis, preciso conversar algo sério com você. – falou de uma ver.

– É sobre meus pais?! – exclamou temeroso, porém Castiel meneou negativamente a cabeça.

– É sobre o fato de você... Gostar de mim, Louis. — falou sem rodeios.

Corando um pouco, ele desceu os ombros ficando um pouco desconcertado. Castiel suspirou compreendendo melhor as intenções do garoto:

– Louis eu...

– Não, Castiel. Me-Me desculpe. Eu sei que você, Dean e Sam só estão me ajudando porque é seu trabalho! Eu só... Sei lá! – exclamou dando de ombros – Fiquei um pouco perdido.

– Está tudo bem, não fiquei com raiva. Só quero que entenda. Estou aqui para te ajudar. Somos... Amigos.

Louis concordou com o olhar desviando os globos negros para a calçada do outro lado da rua. havia só uma coisa, algo que Louis notara mais cedo, e ele precisava ter certeza:

– Castiel, posso te fazer uma pergunta pessoal?

O moreno arqueou uma das sobrancelhas, intricado, no entanto permitiu que ele continuasse:

– Queria saber se... Talvez... Se você gosta do... Dean?

Chegando o tronco para trás Castiel estagnou. Estava tão na cara assim? Mesmo depois de ter sido rechaçado pelo loiro? Certo... Talvez fosse Castiel quem ainda não conseguia aceitar esse fato.

Suspirando, o moreno tornou a se ajeitar no banco. Deixou os globos pairarem sobre a mesa até tornar a encarar Louis. Que mal faria contar ao garoto?

– Dean e eu somos amigos, Louis. Mas sim, eu gosto dele.

Os olhos do garoto só faltaram lacrimejar. Castiel sentiu-se perdido em meio à situação. Já esteve do outro lado da conversa da última vez, e ele sabia bem como o garoto devia estar devastado.

– Louis...

– Tudo bem Castiel, mesmo.

O moreno ainda tentou dizer algo, porém as palavras lhe faltaram. A empatia dele para com os sentimentos alheios aflorou desde a sua queda do céu. Entretanto, se ainda estava aprendendo sobre sua própria humanidade, lidar com os problemas dos outros lhe era mais complicado ainda. Tudo o que pode fazer foi estender a mão tocando de leve os dedos de Louis. O adolescente recebeu seu toque apertando sutilmente a mão de Castiel. ele tinha um semblante calmo, e os olhos negros o deixavam com um ar tranquilo ao combinarem sutilmente com as melenas de mesma cor.

A mão de Castiel era quente e aconchegante. Louis sorriu um tanto quanto sem jeito, ainda perdido em meio aos globos azulados do moreno:

– Seus olhos são lindos.

Falou por impulso, ao passo em que Castiel apenas esticou os lábios aceitando o elogio.

– Obrigado Louis. E eu te garanto: depois de um tempo passa.

– Já passou para você? – perguntou no ato.

Prendendo a respiração o ex-anjo soltou um rápido riso. Não, não havia passado nada, e ele nem sabia se tão cedo isso ia acontecer.

Nutria sentimentos por Dean há tanto tempo, que agora aceitar o fato de ter se aberto a ele e logo depois ser negado, lhe parecia a coisa mais difícil que já fizera. Por mais preparado que estivesse para aceitar um “não” do loiro, ainda lhe era complicado, no mínimo, superar por completo.

Sem perceber Castiel cingiu ainda mais a mão de Louis recebendo o carinho dele em resposta. Cas deixou os olhos tristonhos recaírem sobre a mesma expressão de Louis: ambos se completavam, com os sentimentos não correspondidos.

– Obrigado por entender Louis. – falou Castiel por fim.

– Não, não. Obrigado por ser sincero comigo Castiel. E principalmente por toda sua ajuda.

Passado o rápido momento de tensão, os dois “corações partidos” encontraram naquele pequeno espaço de tempo algo com o que se reconfortar. Fosse Louis sabendo que tinha zero chances com Castiel, fosse o moreno sendo acometido, enfim, por uma grande aceitação do seu relacionamento com Dean. Os dois seriam amigos, e só.

A conversa na mesa tomou outro rumo, na maior parte sobre a vida do adolescente na cidade, como seus pais lhe causavam problemas e seu afastamento dos amigos. Castiel ouvia tudo, quase como um terapeuta, já tendo soltado as mãos de Louis.

Contudo ele não fizera isso antes de Dean presenciar a cena do outro lado da rua, onde ficou estático, vendo os sorrisos que Louis dava ao olhar para Castiel, a troca amigável de palavras deles e... O encontro das mãos em cima da mesa da lanchonete.

Dean apenas ficou ali, parado, sem saber o que fazer.

Continua

Notas finais
Então.... O castiel e o Louis são fofinhos juntos né xD Agora e ver uq o Dean vai fazer! Muahmuahmuah! Espero postar o prox. capitulo em breve! Então pessoas, uq estão achando da história? Deixem seus reviews! Façam sugestões! Digam-me uq pensam! ;) Kissus e até breve!