Não me ame

6 Primeiro dia de aula


Notas iniciais
*Boa leitura!

–Primeiro dia de aula

P.O.V Narrador

Rosie, andava lentamente pelos corredores daquela imensa escola. Ela arrependeu-se por não ter ido junto com a mãe procurar o diretor no dia anterior. Agora lá estava ela, andando e andando sem saber para onde ir. A jovem era muito ansiosa, malmente havia dormido naquela noite e estava com horríveis dores de cabeça. Talvez por causa do nervosismo ou porque ela vem se recusando a comer algo. Provavelmente seria a junção das duas coisas.
–Este é definitivamente um dos piores dias da minha vida. -falou ao perceber que estava andando em círculos.
–Oi. Você é a minha nova vizinha, né? — a morena prende a respiração. Ela não responde, apenas fica parada encarando a loira que está em sua frente. -Sou Flora. Lembra-se de mim?
–Lembro — falou baixo, temeu que Flora não tivesse escutado.
**Ela deve estar perdida. Vou me oferecer para ajudar... Amei os óculos.**
–Hoje é o seu primeiro dia, certo? Venha, vou te levar até a diretoria para pegar os seus horários e a chave do seu armário. -Flora agarrou o braço de Rosie e saiu lhe puxando. Após alguns minutos chegaram a diretoria.
–Eu realmente gostaria de te acompanhar até a sua sala, porém o sinal já soou e eu tenho aula de literatura agora. Perdoe-me. -Flora estava sendo muito educada e gentil. Rosie não sabia se acreditada que ela era daquele jeito mesmo ou se estava mentindo.
–Não se preocupe. Estou grata que tenha me acompanhado até aqui. Eu estava andando em círculos antes de te encontrar. -Rosie tenta sorrir simpática mas ela acredita que seu sorriso saiu "medonho".
–Foi um prazer te ajudar. Nós vemos depois. -Rosie ia encaminhar-se até a secretaria da diretora mas Flora a segura pelo braço. -Sente-se comigo e meus amigos hoje no horário do intervalo. -Rosie tinha a resposta na ponta da língua. E era um "não". Mas o que saiu foi:
–Claro! Vou amar conhecer seus amigos, obrigada. -Rosie não estava se reconhecendo. Talvez ela só estivesse sendo"boazinha" porque Flora até agora estava sendo gentil com ela.
**Os meninos que vão amar conhecer ela. Olha essa menina, ela é linda. Ah! É a aula **

Flora despediu-se com dois beijinhos e um abraço. Rosie tinha uma regra que era para todos seguir: Ninguém podia tocar nela. Mas novamente ela havia aberto uma exceção para Flora. Depois de pegar os horários e a chave do armário, Rosie pediu que a secretária a levasse até lá. Mariah, uma garota baixinha e ruiva, pediu para falar com a diretora e a secretaria solicitou a ajuda dela.
–Mariah, querida. Você poderia conduzir a senhorita McCoy até o armário dela e depois até a sala de aula? Eu não poderei me ausentar daqui e se ela fosse sozinha poderia se perder. -Jenny, a secretária, falou tudo pausadamente e com o tom moderado da voz. Mariah resolve atender ao pedido e Rosie a acompanha.
–Sou Mariah Lernny, é um prazer conhece-la. -ela saldou
–Sou Rosalinda McCoy, mas pode me chamar de Rosie. É um prazer conhece-la também. -Rosie estava surpreendendo-se com ela mesma. Essa era terceira pessoa que ela falava desde que chegou na escola e foi educada e simpática com todas.
–Você tem quantos anos?
–Faço dezesseis daqui a alguns meses. E você?
–Completo 16 anos hoje. -Mariah falou. Rosie a encara e percebi que a garota está corada.
–Bom, então eu tenho que parabeniza-la. Felicidades, Mariah.
–Ah! Muito obrigada Rosie. Qual o número do seu armário?
Rosie olha no chaveiro, onde obviamente está a chave.
–468.
–Ele está mais para frente... Pronto, aqui está ele.
–Eu acho que vou me perder... Essa escola é muito grande.
–Vou te dar o meu número, é só me mandar uma mensagem pedindo S.O.S e eu venho ajuda-la.
Rosie gravou o número de Mariah no celular e a ruiva fez o mesmo.
–Me diga qual aula terá agora e qual o número da sala.
–Okay... Literatura, sala 78.
–Sorte a sua que é aqui embaixo. Ter que encarar essas escadas todos os dias é um saco.
Elas foram conversando e perceberam ter algumas coisas em comum. Pela primeira vez na vida, Rosie estava se sentindo uma adolescente normal. E ela gostava disso.
–Bem essa é a sua sala... Na verdade eu também estou tendo essa aula agora mas tenho que resolver algumas coisas com a diretora.
–Oh! Tudo bem. Obrigada pela ajuda.
–De nada. -falou já um pouco distante.
Rosie deu uma espiadinha pela janela que havia na porta e tinha um homem alto, loiro e de boa aparência em frente a alguns jovens sentados enfileirados. Ele devia ser o professor. Rosie prendeu o fôlego nos pulmões e abre a porta.
Todos se calam e a encaram. Ela sorri e olha para o chão. Com toda certeza seu rosto estava vermelho. Ela odeia ser o centro das atenções.
–Posso ajuda-la?
–Sou aluna nova.
–Oh, entre querida. Sou seu professor de literatura.
–Obrigada. -ela procura por um lugar para se sentar. Todas as atenções ainda estão voltadas para ela. Lendo alguns pensamento ela viu que nenhum era maldoso, apenas estavam curiosos para saber quem ela era. Resolveu então se apresentar.
–Acredito que eu tenha que me apresentar, certo? — se virou e encarou o professor.
–Sim. Eu ia pedir isso. Por favor, apresente-se.
–Sou Rosalinda McCoy, tenho 15 anos. Mudei-me antes de ontem para essa pequena e encantadora cidade. Sou um pouco quieta e reservada, então não pretendo me meter em confusões. Apenas respeitem o meu espaço e teremos uma boa convivência. -ela falou olhando para os rostos das pessoas que estavam em sua frente. A maioria mantinha um sorriso no rosto. Um ou outro a olhava com superioridade.
–Sou Arthur Clarke. — o professor falou.
E depois disso todos começaram a se apresentar. Obviamente ela não gravaria o nome de todos mas ver que eles estavam se apresentando para ela a fez sorrir, ela olhou para baixo estava corando "violentamente". Ela tinha certeza que com aquele sorriso eles puderam ver todos os dentes dela.
–Rosie, sente-se aqui. -Rosie busca com os olhos quem falou e ela encontra Flora.
Encaminhou-se lentamente até onde a loira havia lhe indicado e se sentou. Olhou para Flora e a loira estava com o mesmo grande e lindo sorriso. Ela sorriu de volta e cumprimentou as duas garotas que estavam sentadas próximas.

//

Flora tinha as mesmas aulas que Rosie e isso facilitou a vida da morena. Porém, ela não tinha voltado a ver Mariah. No intervalo, Rosie atendeu ao pedido de Flora e se sentou com ela e seus amigos.
–Esse é Zachary. Esse é Mattew. Esse Henri. Esse Bruno. Esse Victor e esse é August. -Flora falou apontando para cada um dos garotos. Rosie sorriu como forma de comprimento e eles saldaram ela. -As meninas você já conhece... Ainda bem que você chegou Rosie. -Flora falou baixinho perto do ouvido da morena.
–Porquê? -indagou confusa.
–Você viu quantos garotos? São seis! E apenas 4 garotas. Antes era pior... Eram 8 garotos e 4 garotas.
–Quatro garotas? Mas aqui só tem você, Carol e Marianne.
–Tem outra garota. Ela se chama Mariah. Ela veio para a escola mas teve que resolver alguns probleminhas com a diretora.
–Ah. Acho que conheci a amiga de vocês, ela que me mostrou onde era o meu armário. Tenho o número dela aqui. -falou mostrando o contato de Mariah
–Oh, sim. É ela. — falou batendo palmas.

//

Rosie estava deitada em sua cama, encarando o teto. Ela estava chocada com as atitudes que tomou hoje. Onde estava a garota antissocial e estupida que ela costuma ser? Aquela Rosie McCoy não era ela. Uma das coisas mais inacreditáveis era ela ter pegado carona com Flora para vir para casa. Sua mãe havia começado no trabalho e logo no primeiro dia chegaria mais tarde. E não pode vir para o almoço.
Ela colocou Rude de Magic! E se deixou levar pelo ritmo da música. Fechou os olhos e um sorriso brotou. Quando começou a tocar No way no, também da mesma banda ela pensou em Richard. Ou melhor dizendo, ela pensou em Austin.
–Céus! Cadê aquele quase morto?
Ele já havia sumido antes mas nunca tanto tempo. Será que ele havia encontrado "a luz" sozinho? Ou então ele podia ter acordado do coma. Ela sentiu um aperto no peito. Ele tinha ido embora e não se despediu dela? Não, ele não podia ter feito isso.
–Onde você esta meu quase morto? — algo quente começou a descer pela bochecha dela.
Ela estava chorando por causa dele? Isso já era o cúmulo.
–Para de chorar sua boba. Você hoje realmente não está bem. -Rosie procurou por quem falou e não encontrou ninguém.
–Rich... Austin? — não obteve resposta. -Se for você, eu te juro que te mato... Se você já não estiver morto...
–Boo! -ele "apareceu" na frente dela e ela pôs a mão no peito.
–Você é um cretino. Onde você estava?
–Como assim onde eu estava? Passei o dia todo ao seu lado, meu bem. -falou se deitando ao lado dela.
–Estava?
–Sim, eu fiquei invisível... Alias eu meio que já sou, mas tipo, fiquei invisível até para você. Te acompanhei na escola o tempo todo. Foi um saco ficar calado mas você disse que não queria um "quase morto" andando atrás de você.
–Eu não acredito.
–Você fez amizades... Que orgulho... As crianças crescem tão rápido. -fingiu secar uma lágrima.
–Você me assustou seu idiota. Pensei que você tinha ido embora.
–Que nada. Vou te perturbar mais um pouquinho. Alias a senhorita falou que ia me ajudar.
–Sim, falei.
–Então, pretende começar quando?
–Eu não sei... Acabei de ter uma idéia. -falou se sentado.
–Qual?
–Me acompanhe e verá — se levantou e saiu do quarto.

Notas finais
Oi, tudo bem? Espero que sim �� bjão ��