Não há outro amor para mim.

58 Sinto a terrível sensação de estar sendo observada.


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Sejam bem-vindas. Primeiramente, muito obrigada pelo retorno de vocês no capítulo passado, fico muito inspirada. Como viram no capítulo passado, Regina tem uma nova questão para resolver e, hoje, ela vai começar a encarar como sua vida pode mudar daqui pra frente. Façam uma boa leitura.


Eu tinha acabado de aceitar ser mãe de Henry, um garoto que vivia em um orfanato e não tinha família. Antes disso, Emma, minha mulher e amor da minha vida havia sofrido uma perda irreparável, pelo menos para ela era algo que talvez ela nunca superasse, não ter engravidado. A vontade de ser mãe sempre foi um sonho em sua vida, do contrário da minha, do contrário do que eu planejava quando nos casamos. Eu nunca fui um exemplo de generosidade, nunca pensei em ser a mãe amorosa e coruja que Emma Swan sempre almejou. Descobrir que para ela, se tornar uma mãe era algo tão importante quanto foi conquistar o Academy Awards não foi tarefa fácil. Eu simplesmente não conseguia compreender de onde vinha sua vontade de querer criar uma criança, mas dei a ela a chance de me provar o quanto aquilo era importante em sua vida. Dei a chance para que Emma me provasse que ter um bebê poderia melhorar o que já tínhamos.

Demorei para notar que o medo que eu tinha de perde-la e perder o bom do nosso casamento só a tornava infeliz, mas o medo de magoá-la profundamente era muito maior. Me obriguei a aceitar seus desejos sem querer ver que dentro de mim, eu era capaz de qualquer coisa por ela. Aos poucos, eu notei que ter aceitado realizar o desejo de Emma não era apenas um plano para vê-la feliz, eu também estava me fazendo feliz. Hoje, a felicidade que encontrei no sonho de Emma me trouxe uma nova pergunta. Eu poderia ser mãe no lugar de Emma?

Por algumas horas me perguntei se não estava participando de alguma pegadinha quando a maquiadora me questionou sobre o assunto, mas ela soara tão espontânea que não poderia ser mentira. Era uma pergunta natural, um questionamento que eu mesma devia ter feito quando vi o resultado negativo do exame de gravidez da minha mulher.

— A bolsa de valores de Nova York registrou uma queda de um vírgula três por cento comparada ao mês de maio em que registrava uma crescente referente à abril... — eu dizia para a câmera, noticiando mais uma vez sobre a bolsa de valores naquele mês. — ... a previsão para a conclusão das obras é de seis meses... — Continuei, concentrada, dando notícia atrás de notícia, como uma máquina. A verdade era que eu já me acostumara com o trabalho, e me concentrar não parecia mais tão difícil com o passar do tempo. O que eu estava querendo com aquilo? Evitar pensar. Eu já havia usado esse truque várias vezes, e dessa não foi diferente. — ... o caso foi desarquivado pelo departamento de polícia do estado do Maine. De acordo com as autoridades o crime ocorrido há vinte e três anos está prestes a ser solucionado após uma série de novas pistas terem sido encontradas na mansão onde família foi assassinada... — Terminava uma, dava o visto em outra no papel sobre a mesa, girava a caneta entre os dedos, esperava o comercial, dois minutos, voltava a falar. — Estão abertas as inscrições para o vestibular da universidade da Califórnia. Todos os anos, a UCLA recebe candidatos de todos os estados. Esse ano, a expectativa é de grande concorrência para as vagas dos cursos de medicina e direito... E agora vamos saber como ficará o tempo nas principais capitais do país... O U.S.A News termina agora. Tenha uma excelente tarde, nos encontramos amanhã no mesmo horário, aqui na MBC.

Pela primeira vez eu não me sentia aliviada por terminar de apresentar o noticiário. Tantas notícias para um dia só e ao mesmo tempo tão poucas. Elas livraram minha cabeça por alguns minutos, e lá estava eu novamente, sozinha, no camarim.

Tirei a parte de cima do terno o colocando sobre a cadeira e me sentei na frente do espelho. Pensei, então eu podia engravidar, eu podia fazer mesmo algo grande por Emma. De repente minhas ideias haviam virado do avesso. Por que não quis ter esse bebê antes ao invés de dizer para Emma o que fazer? Poderia ter evitado todos os problemas que ela teve, toda a frustração. Seria tarde demais para ir à clínica e tentar? O que minha mulher ia pensar? Por que ela estava longe nesse momento?

Fui para casa no final do dia, e a primeira coisa que fiz foi subir para o closet para me olhar no grande espelho que havia na parede.

Corri as escadas, Pongo me seguiu, mas não entrou no quarto, ele não fazia isso se Emma não estivesse em casa. Andei até o banheiro e parei na frente do espelho vendo minha roupa. Subi os olhos por meu corpo, tirando a blusa de seda branca que estava antes por baixo do terno. Toquei minha barriga, imaginando como ela ficaria depois de grande. Era algo maluco, eu sei, mas precisava imaginar como seria.

Fechei os olhos, sem tirar as mãos da minha barriga. Eu pensei em Emma em um dia daqui a alguns meses...

Parada na porta do banheiro a me observar com um sorriso de orgulho.

— Você não poderia estar mais bonita. — Ela vem até mim, me pegando nos braços. — Me sinto tão feliz, Regina. Você sempre soube me fazer bem, mas eu devo admitir que hoje, eu sou mais feliz do que nunca. Henry está aqui, agora esse pequenininho dentro de você — Toca minha barriga com a palma da mão. — Não quero mais nada, apenas vocês. Minha família. — Me pega no colo e me gira como se fosse fácil. Posso ver minha barriga, grande e até um pouco pesada, mas isso não me impede de sorrir com Emma enquanto ela me gira e me leva para o quarto nos braços.

Abri os olhos e voltei a ser a Regina de agora. A sensação de ver minha loira feliz era incrível. A forma como seus olhos brilharam, o jeito como ela sorria, sua felicidade era inesquecível, porém eu não sabia dizer o que eu havia sentido ao ver minha barriga daquele tamanho. Eu só sabia que me sentia bem vendo Emma bem.



Passei os dias seguintes tentando encontrar uma palavra para o que eu havia sentido me imaginando grávida. Não havia palavra, acho que porque eu não havia sentido nada.

Quando Emma me ligava e conversávamos, procurava não falar sobre Henry para não sentir necessidade de falar do que andava pensando. Ela sempre me perguntava dele, e eu desviava o assunto dizendo que devíamos esperar até a adoção sair do papel. Henry estava bem, a propósito, a cada dia mais ansioso para morar conosco, porém ele sabia ser discreto.

— Na sua casa tem uma piscina? Caramba, disso eu não sabia, Regina. — ele falou, surpreso.

— Emma contou a você uma vez, você é que não se lembra. — comentei, vindo ao lado dele no corredor das salas de aula do orfanato.

— Ah, é que são muitas as informações. Vocês moram numa mansão, e eu só me lembro de ter visto uma em um filme que assisti no cinema.

— Nossa casa não é uma mansão, Henry, ela só é espaçosa.

— Charles me disse que vocês são ricas e deviam morar em um lugar grande mesmo. Ainda não entendo como querem adotar um garoto como eu. — ele colocou as mãos no bolso da calça que vestia e baixou sua cabeça, pensativo.

O observei e afaguei seus cabelos, bagunçando sua franja.

— Você se esqueceu também que me conquistou com essa sua cara de garoto inteligente.

— Que engraçado, eu achava que era por causa das minhas bochechas.

Parei e dei uma risada enquanto ele continuou andando.

— Por causa delas também.

Henry parou quando percebeu que eu fiquei para trás.

— Qual o seu problema?

— Nada. Estou apenas vendo que você andou crescendo.

Ele olhou para si mesmo.

— Eu cresci? Sou um dos garotos mais baixos aqui do orfanato. — ficou contente.

— Cresceu sim. — fiz que sim. Vi o garoto sorrir e se aproximar.

— Essa eu vou contar para o pessoal, para a senhorita Blue também. Todo o começo de mês ela faz uma medição dos meninos na parede do dormitório. Charles é o mais alto e eu o terceiro mais baixo. Eu tinha a esperança de crescer alguns centímetros se começasse a comer mais na hora do almoço e no jantar. Deu certo.

— Se o problema é comida, quando você for lá para casa, Emma vai fazer muitas coisas saborosas, ela é uma ótima cozinheira. Você vai crescer um bocado. — coloquei as mãos nos bolsos, tal como ele fazia.

— Bom saber, mas é melhor eu evitar comer tanto porque pode ser que daqui a algum tempo eu não cresça só para cima e também para os lados.

— Se tratando da comida de Emma, é mais fácil mesmo você crescer para os lados. — refleti.

Nós voltamos a andar lado a lado quando a senhorita Blue apareceu atrás de nós.

— Regina — chamou a freira.

Paramos e viramos para ela.

— Sim, senhorita Blue. — falei.

— Ainda bem que você veio. Acabo de receber uma ligação do conselho tutelar. Você receberá a visita de uma assistente social amanhã em casa. Disse que poderia ir de manhã, tudo bem? Fiz certo?

Devo ter arregalado os olhos com a surpresa.

— Tudo, tudo certo, fez muito bem. De manhã fica ótimo para mim. — respondi rápido.

— Poxa vida, então se essa assistente aprovar a casa da Regina, eu logo vou poder morar com ela e Emma, não é verdade, senhorita Blue? — Henry faltou pular enquanto falava.

— Sim, é verdade, Henry. Vai depender muito do que a assistente disser ao juiz que está com a sua adoção. Se ela tiver uma boa impressão da casa da Regina, você poderá deixar o orfanato em breve. — a freira me olhou depois de falar com ele.

— Mas isso é ótimo! — Os olhos de Henry brilharam.

...

No dia seguinte, a mulher apareceu pontualmente às nove horas da manhã na nossa casa. Coloquei Pongo no quintal e voltei para abrir a porta da sala para a assistente, uma mulher de pele bem clara, cabelos cinzas e olhos azuis acinzentados que combinavam com suas madeixas.

— Bom dia, eu sou Cruela, a assistente. — disse ela, estendendo a mão na minha direção.

Apertei prontamente sua mão e abri passagem na porta.

— Bom dia, eu sou Regina, fique à vontade.

Ela entrou, a princípio lentamente, olhando aos poucos para tudo ao redor. Tinha uma prancheta na mão, logo me mostrando seu crachá do conselho tutelar de Los Angeles para confirmar que eu não estava deixando uma estranha entrar na minha casa. Devolvi o crachá a ela e fiquei perto da porta esperando ela me perguntar algo.

— Você tem uma casa muito bonita, Regina, de fora parece menor, mas vejo que tem muito espaço aqui dentro. — comentou ela, anotando alguma coisa num papel sobre a prancheta.

— Ah, é, essa casa engana por fora. É muito espaçosa, moramos aqui minha esposa e eu há oito anos.

Ela de repente se lembrou onde estava.

— Emma Swan. Claro, eu sabia quem era sua mulher, só estava querendo me recordar do nome dela. Gosto muito dos filmes que ela faz. — Cruela andou até a cabeceira maior num dos cantos do recinto, observando nossas fotos. — E ela está em casa? Eu poderia conversar sobre a adoção com ela também?

— Bem, infelizmente Emma está em Vancouver, ela está gravando um filme e volta em três meses. — falei, recolhendo as mãos para trás de mim. Não me sentia nervosa, mas eu lá sabia se aquela mulher ia me observar nesse sentido.

— Hum, certo. — O tom da voz dela mudou subitamente e ela anotou mais alguma coisa na prancheta. Não gostei disso. — Você por um acaso tem na casa um lugar onde Henry ficará acomodado?

— Claro. O quarto dele, é lá em cima, eu levo você. — Subi a escada e a mulher me seguiu.

No quarto de Henry havia tudo de mais confortável para abriga-lo, só faltava ele. A senhora Cruela ficou muito impressionada com o que estava vendo e não deixou de anotar algumas informações.

— Vocês se prepararam bem para receber o menino. Vejo que estão dispostas a ficar com ele em definitivo. — ela ergueu os olhos para mim e largou a caneta.

— É o que mais queremos nesse momento. Henry é um garoto muito especial para nós. Estamos ansiosas para que ele venha morar conosco, então já está tudo pronto esperando por ele.

— Consigo ver. — Ela me assustava com aqueles olhos de vilã da Disney, porque era com isso que se parecia. — E você e Emma tem a intenção de adotar mais uma criança depois de Henry?

Eu devia saber que ela me faria essa pergunta uma hora ou outra. Levei um tempo procurando a resposta. Acabei dizendo a verdade.

— Não sabemos. Por enquanto esperamos por Henry. — eu disse de forma séria.

Ela não mudou de expressão. Colocou a prancheta embaixo do braço e disse:

— Regina, serei sincera com você. O pedido de adoção que você e Emma deram entrada será aceito, mas antes eu gostaria de conversar com Emma sobre o menino e confirmar alguns detalhes.

— E isso é alguma espécie de problema?

— Não um problema, mas enquanto eu não conversar com Emma não poderei enviar o relatório ao juiz responsável. Podemos marcar uma nova data se Emma puder voltar à Los Angeles em alguns dias.

— Bom, eu posso conversar com ela. Quando ela puder voltar agendaremos.

— Ótimo. — disse a senhora Cruela.

A levei até a porta e agradeci pela atenção que estava dando ao meu pedido de adoção. Ela saiu e fechei a porta, pensando em ligar para Emma naquele instante.

Consegui pegar Emma antes de começar a gravar naquele dia, conseguindo conversar com ela sobre a visita da assistente.

Emma pensou em algum jeito de voltar antes do previsto para Los Angeles, e a única alternativa parecia adiantar algumas cenas para conseguir uma folga maior e poder conversar com a senhora Cruela.

— Acho desnecessário que ela precise falar com você também, meu amor, acontece que sem falar com você ela não vai liberar o laudo da visita para o juiz. — dizia eu, olhando a tela do celular, vendo minha mulher pelo vídeo.

Ela segurava a tela de seu aparelho, coçava a cabeça com a segunda mão e fazia uma careta de quem pensava na solução para o problema.

— Só consigo pensar em adiantar algumas cenas e ficar livre na próxima semana. Vou ter de conversar com o diretor, mesmo assim, não garanto que eu vá conseguir ficar mais que uns dois dias.

— Algumas horas aqui já vão bastar, ela quer apenas confirmar uns detalhes. Me perguntou se iríamos adotar novamente depois de Henry, eu disse que não sabia, acho que isso a deixou com dúvida.

— Pode ter sido. O.k., meu bem, eu vou conversar com o diretor e mais tarde te ligo avisando que dia vou poder aparecer. — Emma piscou para mim e me senti mais aliviada.



Na terça-feira, Swan voltou para Los Angeles, depois de conseguir convencer seu diretor a dar pouco mais de cinco dias de folga para toda a equipe por terem adiantado boa parte das filmagens. Fui busca-la no aeroporto e como era tarde, talvez fosse mais interessante comermos algo em algum lugar do que esperar para eu preparar algo em casa. Assim, Emma sugeriu que fôssemos a um restaurante porque a comida que experimentou no avião também não havia sido nada agradável.

Escolhemos um lugarzinho calmo no leste da cidade, não muito longe do aeroporto. Aproveitei o tempo em que esperávamos os pratos para contar como andava tudo lá em casa. Emma segurava minhas mãos sobre a mesa e deu um suspiro longo quando falei novamente de como a assistente social pareceu não ter gostado de sua ausência.

— Mesmo se mandassem outra pessoa, creio que implicariam comigo fora, ainda mais prestes a conseguirmos essa adoção do Henry.

— Acontece que depende muito dessa mulher. O relatório dela é o que fará o juiz decidir ao nosso favor. — eu disse.

— Ou não. — Emma foi enfática.

Ficamos olhando uma para a outra com preocupação, mesmo assim ela tentou ser otimista.

— A gente precisa pensar que ela não fará perguntas demais e que vamos conseguir ter o Henry em breve. Já estou aqui, vim para isso e vamos resolver se esse é o problema. — Ela me deu um sorriso.

A fitei com ternura e queria muito enchê-la de beijos. Sinto falta de ver esse sorriso diariamente. Será que aguento mais três meses longe dela? Pelo menos está passando depressa, mais do que eu esperava.

— Vamos sim, meu amor. Teremos nosso garoto em casa em alguns dias. — Tentei me animar para Swan sorrir ainda mais.

Ela brincou com meus dedos na mesa enquanto isso.

— Eu preciso ir ao banheiro, estou ficando apertada. Peça as bebidas para nós. Eu quero uma Coca-cola Light, o.k.? — dizia, se levantando da cadeira.

— Tudo bem, eu peço. — assenti com a cabeça e a vi saindo para os banheiros.

Chamei o primeiro garçom que vi e fiz os pedidos. Passou alguns minutos, não sei quantos, eu achava até que Emma estava demorando no banheiro. Foi então que o mesmo garçom que nos atendeu voltou até nossa mesa com as bebidas e um bilhete num guardanapo.

— O que é isso? — perguntei a ele. Me disse que uma pessoa ali dentro do restaurante havia mandado me entregar. — Tem certeza que não pode me dizer quem é? — O rapaz fez que não e se retirou pedindo licença.

O guardanapo estava dobrado como uma carta, duas vezes.

Abri as abas rápido, espiando a entrada para os banheiros, esperando para ver se Emma iria voltar logo. Havia uma mensagem escrita com caneta tinteiro branca, eu sabia que era aquilo, pois estava borrada em algumas palavras.

Não adianta fugir. A partir do dia em que me conheceu, você caiu na minha armadilha. Eu sempre vou saber onde você está. Posso não te oferecer mais presentes, porém você ainda tem o meu amor.”

Sua admiradora.



Fechei meus olhos, os limpei com as pontas dos dedos e voltei a olhar o bilhete no guardanapo para ver se era mesmo real. O pior de tudo é que ele era muito real. Ela voltara. Não, ela nunca desistiu de mim. Céus! O que eu merecia? Essa mulher atrás de mim. Espere. E se ela estiver atrás de mim aqui, agora?!

Li de novo o bilhete e ele dizia claramente que ela sabia onde eu estava sempre. Ela estava me perseguindo.

O desespero tomou conta de mim.

Olhei para todos os lados possíveis. Senti que estava suando frio. Quem podia ser ela? Havia pouca gente no restaurante e a maioria eram casais e grupos. E se ela estivesse num desses grupos? Quem era ela no meio daquela gente? O que eu sabia sobre ela? Era loira. Isso. Eu tinha de procurar a loira. Não havia uma loira sentada em alguma das mesas. Que situação estranha.

Me encolhi na cadeira segurando o guardanapo escrito, sendo tomada pela terrível sensação de estar sendo observada. Mas eu não sabia quem estava me observando.

— Regina?

Ouvi uma voz. No susto espremi o guardanapo na mão e quando abri meus olhos, vi Emma.

— O que aconteceu? Está se sentindo bem? — ela perguntou.

Engoli em seco, escondendo a mão que segurava o bilhete.

— Nada. Não aconteceu nada, querida. Eu estou bem, estou ótima, na verdade. — menti.

Emma se sentou na minha frente e sorriu sem mostrar os dentes. Suas bochechas estavam levemente coradas e não sei por quê ela não tirava aquele sorriso da cara. Parecia saber de alguma coisa, ou estava achando graça da cara de pavor que eu devia estar fazendo.

Se Emma soubesse que tenho uma admiradora e que essa mulher está aqui, tão perto de nós, acho que verei uma morte lenta e dolorosa na minha frente.

Notas finais
Um momento muito especial o que Regina se imagina grávida, com certeza. Vamos pensar que para ela imaginar tal coisa, é porque está preocupada em saber se é o que Emma quer também. E vimos que disso ela tem certeza. Ah, a loira misteriosa... O que vocês acham que essa cara de Emma quis dizer? Se vocês gostaram já sabem, comentários são sempre bem-vindos e respondidos. Um grande beijo, uma boa semana e fiquem bem.