Não há outro amor para mim.

60 A identidade da Loira Misteriosa.


Notas iniciais
Olá, moças lindas. Sejam bem-vindas a mais um capítulo dessa fanfic. E para a alegria de todas, vamos a continuação do último capítulo. Sei que vocês estão loucas pra saber qual vai ser a reação da Regina, então vamos ler juntas. Façam boa leitura.


— Eu. — A loira misteriosa abriu um sorriso, e para não perder tempo mais com aquela bobagem, arranquei seu boné da cabeça fazendo o restante do cabelo cair sobre seu rosto. — Agora você finalmente sabe quem sou eu. — disse ela depois de respirar e ajeitar os óculos escuros no rosto, mas os puxei e vi seus olhos.

— Emma!! — falei alto e de repente as pessoas que estavam em volta começaram a nos olhar. — Emma Swan, sua... Sua... Ahhh... — gritei, partindo para cima de Emma para bater nela, mas tudo o que podia e conseguia fazer era dar socos ridículos em seus ombros, sem saber se o que eu queria era rir ou chorar.

— Regina, calma, calma, meu amor! — ela tentava me segurar, mas eu ainda queria bater nela, queria bater e muito. A empurrei com força para trás e daí em diante todo mundo que nos olhava começou a gravar a cena com o celular. — Regina, calma, tá legal? — pediu, tentando se aproximar de mim com mais cautela.

— Como é que eu vou ter calma numa hora dessas, Emma? Hein?! Você é completamente louca. Você não tem noção de como me deixou nervosa com essa história. — falei, histérica, passando a mão pelos meus cabelos, tentando me controlar. — Eu devia voar no seu pescoço agora. Que ideia foi essa?

— Me desculpa, meu amor, eu só queria que não se sentisse só enquanto eu estivesse longe de você. — respondeu, parando perto de mim. Tentou me tocar nos braços, enquanto eu fechava os olhos para respirar. — Achei que fosse gostar. Mesmo não sabendo quem era, achei que você não fosse ficar tão assustada. — Ela pareceu ter ficado triste, como se estivesse decepcionada consigo mesma. — Me desculpa.

Ao mesmo tempo que me senti aliviada por descobrir que a admiradora secreta era minha própria mulher, eu estava com muita raiva de Emma pela preocupação desnecessária que tive. Era ela o tempo todo. Céus, como pude ser tão relaxada de não perceber isso? Devo ser a pessoa mais tonta do mundo. Devia ter sacado que era Emma desde quando Killian me mostrou o vídeo da loja de presentes.

— Ah, tudo bem, Emma. — fiz um gesto. — É que eu não imaginava que podia ser você. Eu não pensei em você, por mais óbvio que isso fosse. — bufei sem paciência.

— Deixei tantas pistas no ar e mesmo assim você não percebeu nada. — ela quis segurar uma risada.

— Devo ser mesmo muito burra. — esfreguei meu rosto com ambas as mãos e a olhei nos olhos de novo, aquela cara de eterna apaixonada sofrendo por ser rejeitada. — Não me olhe assim, Emma.

— Você não gostou de nenhum presente dos que eu mandei? E os bilhetes? Poxa, eu fiz tudo com tanto carinho.

— Eu... Ah, eu... — gaguejei, tentando dizer alguma coisa. — Bem, eu... Achei muito bonito, tudo, eu juro. Mas achei que era uma pessoa obcecada por mim, uma maluca que queria me conquistar a qualquer custo. Sou uma pessoa muito desconfiada, você sempre soube disso.

— Sim, eu sempre soube, por isso avisei Maleficent sobre você ir ao escritório dela quando descobrisse que era uma loira a pessoa quem te mandava os presentes.

— O quê? Como é? — franzi a cara, sem entender.

— Ora, o vídeo que Killian mostrou a você. Eu fui disfarçada. Meio, o.k., nem tão assim, propositalmente para você deduzir que se tratava de mim, mas eu sabia que você também poderia pensar que era a sua chefe. Eu liguei para ela e contei do meu plano.

Cocei a cabeça, pensando em tudo o que Emma estava me dizendo. Então Maleficent sabia. Ela sempre soube. Como disfarçou tão bem?

— Então Maleficent sabia de tudo? — perguntei, sentindo minha cabeça girar.

Killian que nos observava um pouco distante resolveu se aproximar.

— Não só ela como eu.

— Ah, não, você também?!

— O Killian também. Antes de viajar, pedi para ele ficar atento e que ajudasse quando você pedisse.

— Killian, como pode me enganar desse jeito? — falei, me sentindo traída.

— Vamos, Regina, você sabe como gosto de vocês duas. Quando Emma me pediu para ajuda-la, não pensei duas vezes. Foi uma brincadeira divertida. — ele abriu um sorriso largo e ergueu um de suas sobrancelhas exatamente como alguém que acabara de fazer algo grandioso.

— E não foi apenas Killian e Maleficent que trabalharam no meu plano de admiradora secreta. — Emma continuou.

— Ah, não, mais gente? Todo mundo sabia, menos eu? Quem? — Agora quem estava ficando maluca era eu.

Killian e Emma trocaram olhares.

— O Archie. — responderam juntos.

— O Archie também?! — arregalei meus olhos para os dois cúmplices.

— Ele mesmo. Eu arranjei uma forma de chegar até ele por Maleficent e ele concordou em participar.

Cocei a nuca, prendi os lábios e bati meus pés inquietamente. Sai andando pelo café, que a essa altura já havia avisado a livraria inteira que Emma Swan e sua esposa jornalista estavam discutindo ali perto. Voltei para perto dos dois, trêmula, mas começando a me conformar que aquilo tinha mesmo acontecido.

— Parece até que eu sonhei isso tudo. Vocês me pagam, vocês todos, eu juro! — falei em tom cômico, mas tinha um fundo de verdade.

Emma e meu amigo deram uma risada e ela veio até mim, tocando meus braços, querendo me confortar por tudo o que me fez passar.

— Você está mesmo chateada comigo?

Levantei o rosto e mirei minha mulher, ex-loira misteriosa e admiradora secreta, não mais secreta.

— Se eu não te amasse tanto, você ia apanhar muito, Emma Swan. — disse, séria, me enfurnando em seus braços.

As pessoas continuavam filmando, e quando nos demos conta, estavam penduradas nos vidros da área do Café para nos olhar. Killian coçou sua barba recém cortada e acenou para algumas câmeras.

— Olha, meninas, não me levem a mal, mas tem gente olhando.

Nos viramos e demos uma olhada na quantidade de gente observando a cena. Emma mordeu o lábio inferior e eu queria enfurnar minha cabeça em seu peito, mas era tarde. Não escapei da vergonha.

Kill arranjou um jeito de chamar a atenção dos guardas que tentavam conter a multidão de curiosos. Ganhamos um tempo para esperar e ir embora. Emma se desvencilhou de mim e pegou o embrulho de cima da mesa.

— Eu trouxe pra você, meu último presente como Admiradora Secreta. — me entregou o pacote gigante com cuidado. Tive dificuldade para segurá-lo, era pesado.

— Nossa, mas o que tem aqui dentro? Está pesado. — devolvi para outra mesa e abri com pressa. Para minha surpresa, tudo o que havia no embrulho eram os presentes que eu havia ganhado de Emma e rejeitado achando que ela desistiria de me mandar recadinhos através deles. Eram os bichos de pelúcia, bilhetes e embalagens de chocolate que mandei Archie jogar fora. Fiquei embasbacada olhando para aquilo tudo. — Mas como? Como conseguiu recuperar todos eles?

Emma se aproximou com as mãos nos bolsos de seu casaco e me deu uma explicação.

— Quando você pediu para o Archie se desfazer deles, ele me ligou e pedi para que guardasse em um lugar seguro, que fizesse você achar que havia mesmo jogado todos fora. Ele colocou no armário dele na emissora e isso tudo ficou lá até ontem quando pedi de volta.

Peguei um dos bichinhos de pelúcia que havia no meio e vi a mensagem escrita: Loving you is easy ‘cause your beautiful. Em outro com formato de biscoito dizia: I love you, cookie. E em outro que era um gato segurando um coração dizia: Hello, pussycat.

— Sabe? Quando pensei em me passar por uma admiradora, eu tinha certeza de que você ia se dar conta de que eu estava ali o tempo inteiro com você. Mesmo que de uma forma boba como foi, eu queria reconquistar o seu amor e fazer você perceber que eu não estava tão longe assim. — Emma fez uma pausa para rir. — Da primeira vez que me perguntou sobre o que eu achava de você receber presentes de outra pessoa, tive certeza de que logo saberia. Foi diferente, durou bem mais do que eu pensava, mas eu iria até onde fosse preciso pra você se sentir feliz. Me perdoa pelo susto, por te deixar apavorada, achando que eu era uma perseguidora ou que quando descobrisse isso eu mataria a “Loira Misteriosa”. Achei muito engraçado o nome que você me deu.

Voltei a mirá-la e senti as famosas borboletas no estômago, percebendo no tom da voz de Emma que sua travessura como admiradora havia passado do ponto de uma brincadeira, mas não fora por mal. Ela não tinha intenção alguma de me assustar, ela só queria que não me sentisse só. E por mais que eu tivesse ficado preocupada, apavorada, ou qualquer outra coisa, não conseguia odiar Emma. Eu nunca ia odiar essa mulher, para ser sincera, queria enchê-la de beijos.

Deixei as pelúcias sobe a mesa e me virei para Emma.

— Querendo me reconquistar? — dei uma risada leve, exatamente como ela havia feito antes. — Você me conquista todos os dias, mas nessa você se superou, Emma. Quero bater em você, quero te dar uma lição por ter me botado doida, mas eu jamais esperei, eu só consigo pensar que eu amo você mais ainda. — fui andando até ela enquanto falava. — Quer saber o que achei das suas mensagens? — ergui as sobrancelhas. — Foram as palavras mais bonitas que já li na vida.

— Está dizendo isso só para me agradar, ou gostou de verdade? — duvidou Emma.

— Você tem dúvida disso? Eu sabia que tinha uma mulher romântica em casa, mas apaixonada como a das mensagens, é como se eu estivesse te conhecendo outra vez. Eu achava que a Loira Misteriosa tinha bom gosto, que devia ser uma pessoa muito fina. — procurei ar e palavras para descrevê-la. — Agora que sei que é você, me parece bom, me parece lindo. Mas ainda quero te dar uma surra.

Emma abriu um sorriso orgulhoso e eu tinha de retribuir. Enquanto nos olhávamos com carinho, loucas para ficar sozinhas e terminar de esclarecer o assunto, Killian voltou e nos demos conta de que a multidão que queria nos filmar antes tinha ido embora.

— Consegui tirar aquele pessoal daqui, os guardas colocaram o pessoal pra fora, vamos sair pelos fundos. — disse meu amigo, fazendo que sim com a cabeça.



Saímos pelos fundos da livraria com a ajuda dos funcionários, ninguém além deles nos viu. Killian, foi embora após eu dar um abraço e perdoá-lo por ter sido um dos cumplices de Emma. Meu amigo nunca negaria um plano desses, ele era o tipo de cara que prefere ver os amigos se divertirem mais que ele. Quando o vi ir embora, pensei se perdoaria Maleficent e Archie por fazerem parte também. Assim que os visse de novo provavelmente os dois ririam da minha cara e do papel de tonta que fiz.

Emma me levou pra casa, e ficamos até tarde relendo seus bilhetes românticos. Estávamos na cama do nosso quarto, rindo de algumas palavras diferentes que ela usou para compor as poesias que fez. Em algum momento me perdi em suas declarações de amor. Já não era mais vergonha por ter demorado a me dar conta e sim vontade de saber de onde Emma havia tirado aquela ideia.

— De onde veio a ideia? — Dei a ela o cartão que eu segurava. Ela juntou com os outros que embaralhava. — Você não queria que me sentisse só, mas como arquitetou tudo? Como ia até a loja comprar os presentes estando em Vancouver?

Ela sorriu maliciosamente.

— Sabe aquele livro que eu estava lendo antes de viajar? Ele falava exatamente sobre uma mulher que para conquistar o cara que ela gostava mandava cartões com presentes todos os dias no lugar onde ele trabalhava. Eu quis fazer igual, então pensei que poderia ser útil, nós ficaríamos longe e você acabaria descobrindo que era eu uma hora ou outra. Mas você não descobriu e eu só continuei. — ela colocou os cartões na gaveta da cômoda ao lado da cama. — Na loja foi fácil. Paguei adiantado os presentes com cartão de crédito e eles me mandavam escolher pelo e-mail, eu só tinha o trabalho de mandar o que queria escrito nos cartões.

— E quando eu pedi para não receber mais presentes seus? O que aconteceu?

— Eles me ligaram e explicaram o que houve. Achei isso engraçado, mas decidi dar uma trégua porque você tinha se assustado. Quando decidi mandar aquelas cestas de café da manhã eu tive certeza de que você me ligaria falando que eu estava por trás disso. — Rimos juntas e Emma tomou coragem para apagar a luz, nos deixando no breu. Subiu meu corpo na cama, me derrubando e chegando até minha boca como se dependesse disso. Não me beijou, ao invés disso acho que estava tentando me dizer algo, estava demorando demais. — Há muitas coisas que gostaria de dizer, mas às vezes, o silêncio que há entre nós diz mais que todos os cartões que te escrevi.

Emma em fim me selou os lábios. Foi lento no começo, depois ficou intenso, virou um beijo. Acabamos nos entregando ao carinho, que não era necessariamente um momento que se tornaria sexual. Ficamos entre beijos, apenas isso, e foi tão bom quanto fazer amor com vontade com ela.

— Eu te amo tanto. — sussurrei, procurando em vão seus olhos no breu. — Sua louca.

— Shh! — ela suspirou. — Não fale nada, eu sei que você me ama, e você deve saber que eu também te amo.

— É, eu sei e lutei muito para não ficar de mal com você, Loira Misteriosa. — ri e Emma riu junto, voltando a me beijar como se o mundo fosse acabar e precisássemos nos amar naquela hora.

Castiguei Emma pelo susto que me deu durante esses meses, enchendo seu corpo de marcas que sem sombra de dúvidas davam para ser vistas. Seu diretor do filme perguntaria o que aconteceu, e ela inventaria alguma resposta inteligente, dizendo que foi atacada pela esposa após um acesso de raiva. Eu já podia ver as revistas de fofoca falando sobre o assunto, especulando sobre o fim do nosso casamento depois das brigas públicas e sinais de violência no corpo de Emma. Mal sabiam eles que tudo no fim foi uma demonstração de amor, que Emma queria provar mais uma vez o quanto me ama.



Foi meio complicado de digerir que minha própria mulher havia me pregado uma peça. Eu compreendia suas intenções, mas jurava que se não fosse ela, eu mandaria prender uma pessoa que fizesse coisa do tipo comigo.

Acordei abraçada a ela, com grande dificuldade em abrir os olhos. O pequeno susto me deixara cansada. Emma dormia profundamente, saí fácil de seus braços e me levantei. Vi os bichos de pelúcia e caixas de presentes largados na poltrona do quarto e voltei a recordar meus momentos de desespero, atrás de alguma pista de quem havia me mandado tudo. Olhei para trás e Emma ressonava. Não que fosse uma tarefa utópica, contudo Emma fez algo impossível na minha cabeça. Para ser sincera, estou cansada de perguntar a mim de onde vem o amor dela, de onde ela consegue forças para me amar, sendo que nos conhecemos há anos e passamos pelo o que passamos. Não sei se é hora para divagar sobre isso, mais uma vez. Já devo ter dito, porém, agora, pegando os cartões que ela fez cuidadosamente, um a um com o único intuito de me alegrar e não me deixar sozinha, não consigo não me sentir a mulher mais amada do mundo.

— Posso saber que sorriso é esse no canto do seu rosto? — ela perguntou, apoiando a cabeça em suas mãos sobre o travesseiro.

Virei o rosto para o lado e a vi relaxada, esperando minha resposta. Eu devia ter lido uns vinte cartões seus e me perdido no tempo.

— Sorriso de alegria. Por quê? — respondi.

— Ah, bem. Achei que estava planejando alguma maldade para fazer comigo. Depois da sua reação ontem quando você me descobriu, tive medo, apesar de não acreditar que você fosse querer me matar. — Swan passou a língua entre os lábios.

Dei de ombros e andei pelo quarto com os cartões na mão.

— Depois de três meses tentando saber quem era a pessoa que me mandava mensagens românticas, descubro que dormia com ela. Parece história de filme.

— Não é um filme, aconteceu. — disse Emma. — Se você parar para pensar, nossa história juntas daria um filme.

— Tem razão. Acho então que a Admiradora Secreta é o papel mais importante da sua carreira. — falei brincando.

— Eu não estava interpretando. — ela se sentou, apoiando os braços nos joelhos. — Eu era a Emma o tempo inteiro. — ela sorriu. — Por que está fazendo essa cara? O que está pensando?

Eu de fato a mirava de uma forma diferente, cuidadosa.

Andei até ela, me sentei na cama, ao lado de seu corpo afastei o edredom que a cobria.

— Porque agora não tenho dúvidas de que preciso retribuir o que fez por mim.

Emma não compreendeu a princípio.

— Você sabe que não quero que me dê nada em troca, eu já estou feliz com você me esperando e me dando o carinho de sempre.

— Não, meu amor. Eu falo de algo maior do que uma brincadeira como a sua de me mandar coisas românticas. Tá bem, você prefere que não chame de brincadeira o que você me fez, mas foi divertido afinal. — Peguei uma das mãos de Emma e segurei bem firme. — Depois de tudo o que passamos ao longo dos anos, suas formas de dizer que me ama e que isso não vai mudar, eu estou mesmo disposta a escolher fazer algo por você maior que tudo.

— Não consigo entender o que está dizendo, Regina. Você não precisa, eu sei que me ama. — ela abanava a cabeça com uma certeza grande.

Quase coloquei aquela mão que segurava sobre minha barriga, mas me contive porque assim entregaria à Emma meu possível plano. Não podia ser tão ansiosa e confusa, eu devia seguir o conselho de Maleficent. Emma podia optar em engravidar. Houve um silêncio entre nós, aquele silêncio bonito que ela disse que acontecia entre a gente em dados momentos. Então, em vez de colocar sua mão sobre minha barriga, a fiz se deitar lentamente, novamente, puxando sua regata justa de dormir até a curva dos seios. Voltei com meus dedos por seu abdômen e fiz um desenho de coração em volta do umbigo. Desci meus lábios e beijei ali em cima, voltando a me deitar sobre o corpo de Emma.

Quando olhei em seus olhos havia um misto de brilho e lágrimas, não sei se eram de carinho ou medo. Aposto que eram mais de carinho.

— Não importa o que vai acontecer, só tenha certeza de uma coisa. Eu vou conseguir retribuir tudo, Emma. — murmurei em cima de sua boca. Dei uma última olhada em seu rosto que afundava no travesseiro. Como é bonita.

Se Emma entendeu não sei, mas é para não entender por enquanto.

Notas finais
Olha, tinha mais gente envolvida nessa história do que imaginávamos. Emma e seus planos de declarações de amor nunca falham. Agora sabemos que Regina quer de qualquer jeito retribuir tudo o que Swan tem feito ao longo do tempo, mas só teremos certeza do que ela vai fazer nos próximos episódios, capítulos, como queiram chamar. Se você gostou desse capítulo ou quer deixar sua crítica, o espaço fica aberto. Vai ter capítulo essa semana? Com certeza! Me aguardem. Um beijo grande, uma boa semana a todas e fiquem bem.