Não Sou Nenhum Herói.

32 Se olhares pudessem matar & Cuide da Ally por mim!


Notas iniciais
Oi! Voltei! ...Eu queria ter postado no fim de semana, mas era Natal (Já agora feliz Natal atrasado para vocês) e não achei que seria bom postar um capítulo destes no Natal. :D Muito obrigada: —Melissa Freitas, —Pamela, —Letta, —divademi22 e —mundinho pequeno pelos vossos comentários. Vocês me matam assim. Eu amei todos tanto quanto amo vocês :) Não me matem depois deste capítulo está bom? Até estou com medo de postar kkk. Não vos atrapalho mais. Espero que gostem. Beijos doces, #AR.



POV Ally

Quando penso que as coisas não podem ficar pior, elas ficam. Já não consigo mais aguentar estar aqui. Não tenho forças, tanto física como psicologicamente. Ontem foi o pior dia de todos, o que me faz sentir assim tão mal...

Um tempo mais tarde, depois da conversa com o Austin, o Jason apenas me levou até o meu pai e nos deixou sozinhos. Eu ainda estava magoada por ele me esconder a verdade. Ele também sabia sobre o Sam e nunca me contou, mas esse assunto entendo que devia ter sido a minha mãe a falar, mas mesmo assim!

—Ally.

—Uhm?

—Me desculpe. Eu sei que devia ter contado tudo... Eu me sentia tão mal quando a via chorar e sofrer pela morte da sua mãe, queria tanto lhe contar a verdade, mas não podia. Não podia arriscar a sua vida, tudo menos isso!

—Eu percebo. Percebo que tenha sido para me proteger e percebo que não podia ter contado sobre o Sam!

—Sabe sobre ele?

—Sei e preferia ter descoberto por você ou pela mãe.

—Porque ela o deixou? Porque nunca o procurou? Nós viemos morar para Miami, ela podia ter procurado por ele!

—A sua mãe não tinha condições para cuidar do seu irmão, achou que com as pessoas que o deixou lhe dariam uma vida melhor... — A porta é aberta e o Jason entra com um dos seus homens. Ele se aproximou de nós e se colocou na frente do meu pai. — Se veio perguntar novamente sobre a Olivia pode ir embora!

—Eu não vou embora. A minha paciência se esgotou e estou farto de esperar. Me diga onde ela está!

—Eu também estou a perder a paciência, já lhe disse imensas vezes que não.

—Ou me diz onde ela está ou é a sua filha quem vai sofrer! — Fala se aproximando de mim, tirando uma arma sei lá de onde e a apontou para mim.

Senti o meu coração bater mais forte e rápido que o normal, este podia ser o meu fim. Bem o fundo esperei que o Austin aparecesse antes que este momento pudesse acontecer.

—... Não lhe faça nada!

—Então me diga, onde está Olivia?

—Eu não sei!

—Já lhe disse que não acredito e continuo sem acreditar!

—Mas tem de acreditar, não sei mesmo onde ela está.

—Como posso acreditar nisso?

—Só a ajudei a fingir a sua morte. Ela não quis dizer para onde ia, disse que era melhor eu não saber!

—Então não faz a mínima ideia de onde ela possa estar?

—Não!

—O filho dela está aqui em Miami, calculo que ela também esteja e não tarda vai aparecer sabendo que estão desaparecidos! ...Já não vou precisar mais de você! — Fala, desta vez apontando a arma para o meu pai.

—Não! Não faça isso!

—Se não quer ter o mesmo destino que o seu pai sugiro que esteja calada!

—Eu não quero saber o faz comigo. Não lhe faça nada, não o mate!

—Desculpe, mas eu já não preciso dele!

—Eu a amo minha filha. — E então o som da arma disparar é ouvido e eu fecho os meus olhos não sendo capaz de ver o que estava na minha frente. Não acredito que ele matou mesmo o meu pai.

Senti o meu braço ser puxado e abri os olhos para não cair. E claro, não me contive, olhei para trás, para o meu pai. Foi o pior que já decidi fazer. A sua camisa estava encharcada de sangue no seu peito e a sua cabeça estava para baixo.

Desviei o olhar não conseguindo mais observar o meu pai e o Jason me puxou até o quarto. Entrámos e assim que me soltou voltei o meu corpo para ele e lhe bati com toda a força que tinha, o que não era muita. Não durou muito até ele segurar os pulsos para me parar.

—Pare com isso!

—Não. Você o matou! Porquê? — Senti as lágrimas escorrerem pelos meus olhos, nem as tentei controlar.

—Eu fiz o que era necessário.

—Você o matou! — Ele nada disse, apenas pegou em mim, me colocou na cama e saiu.

Me deitei e chorei tudo o que guardei até agora, chorei até adormecer. Também não havia mais nada que pudesse fazer e agora não era mentia nenhuma. O meu pai estava mesmo morto!

E ontem foi oficialmente o pior dia da minha vida. Acordei apenas hoje de manhã, pelo menos acho que era de manhã, e não consigo tirar a imagem do meu pai com todo aquele sangue da minha cabeça.

—Vejo que está acordada! — Ouvi o Jason, mas nem o olhei. — Não vai olhar para mim?

—Se olhares pudessem matar não me importava de olhar para você, mas como não é possível não, não vou olhar para você!

—Insolente! — Senti ele se sentar do meu lado. Apenas me afastei e olhei para a parede em minha frente. — Tem sorte em ainda estar viva, não me faça arrepender de não a matar também!

—Pouco me importo com isso. Se me quiser matar será um favor que me faz!

—Não para já minha querida.

—Porque quer fazer o Austin sofrer assim tanto? — Pergunto agora me voltando para ele. Queria saber o porquê de tudo isto.

—Isso não lhe diz respeito.

—Então se não vai falar nada vá embora!

—Você não manda em mim.

—E eu não quero saber o que tem para dizer, a não ser que me responda! — Lhe voltei as costas e suspirei. Estou a morrer de medo pelo que ele possa fazer, mas não lhe posso mostrar.

—Quer mesmo que responda? — Assenti o olhando. — Muito bem. Eu quero...

—Senhor? — Olhámos para a porta

—Sim?

—Temos um problema!

—Um problema? Que tipo de problema?

—É melhor ver você mesmo!

—Muito bem. — Ele se levantou e foi embora. O que será que está a acontecer?

POV Austin

Ainda estava no carro com o meu tio, a caminho de casa, e mal vejo a hora de lá chegar. Só quero ter descobrir onde o Jason está para ir buscar a Ally e a ter nos meus braços.

—Eu falei com o diretor da escola e ele disse que iria fazer como se você e a Ally só vão para a escola agora no segundo semestre, já que esta semana terminou o primeiro.

—Ele vai mesmo fazer isso?

—Sim. Eu expliquei tudo o que estava a acontecer e disse que se iriam esforçar muito até o final do ano.

—Isso é mesmo bom!

—Eu sei, mas também quer dizer que terá de tirar boas notas.

—Sim, eu percebi bem essa parte. Farei o meu melhor!

—Espero que sim! — O silêncio se instalou por alguns segundos até eu não aguentar mais.

—Eu tenho mesmo de perguntar isto... O que a mão e o pai nos escondiam?

—Porque quer saber disso agora Austin?

—Porque sim. Por favor tio, eu tenho o direito de saber!

—Os seus pais pediram para não contar e, sinceramente, será melhor se não souberem!

—Mas isso não é justo!

—Não me interessa se é justo ou não. Eu não vou contar.

—Porque eles não queriam que contasse? É assim tão mau o que escondiam?

—Porque eles não querem que façam o mesmo que eles...

—Continue!

—Não Austin. Chega!

—Ao menos responda se é mau o que escondiam?

—Não... Bom, depende do ponto de vista!

—E porque iríamos fazer o mesmo que eles?

—Chega de perguntas! — O carro parou e então percebi que tínhamos chegado. — Agora vamos para dentro. — Saí do carro e fui direto para casa sem esperar por ele.

—Boa tarde senhor!

—Boa tarde e é Austin! — Falo para o segurança em frente da porta. Ele não disse nada e eu entrei. A primeira coisa que vi foi a sala cheia de equipamentos técnicos e policiais. Apenas segui até os sofás onde estava Olivia num e o Ash, o Sam e a Mia, num outro, fazendo uma vídeo-chamada com o Dez, o Jake e a Trish.

—E então? — Perguntaram assim que me viram.

—E então o quê?

—Como foi? Ele desconfiou de alguma coisa?

—Não, ele não desconfiou de nada por incrível que pareça. Agora é só esperar.

—Sim. No final do dia a Ally já vai estar nos seus braços e não se vai preocupar mais!

—Espero que sim Dez. Espero que sim!

—Eu e a Ally não estivemos muito tempo juntas mas já éramos muito amigas e se eu acredito que a vamos encontrar e vai ficar tudo bem, você deve fazer o mesmo!

—Eu vou até o meu quarto, se houver alguma novidade por favor me chamem!

—Não se preocupe, nós chamamos!

Subi as escadas e entrei no escritório. Se o meu tio não me conta o que os meus pais escondiam então vou procurar algo que me diga e não há lugar melhor que o escritório.

Comecei por procurar nas gavetas na estante de livros e nada, em nenhumas das seis gavetas das duas estantes. Procurei até entre os livros por alguma coisa e nem aí. O que me sobrou a secretária. Cinco gavetas, tinha de estar alguma coisa numa delas certo?

Abri a primeira tinha apenas pastas com documentos da empresa. A segunda gaveta estava cheia de lápis, canetas e blocos de notas. A terceira tinha mais pastas. Coloquei todas as pastas sobre a mesa e me sentei na cadeira procurando nos papeis.

Abri a primeira gaveta do outro lado da secretária que tinha dois livros e uma caixa me impedia de a abrir por completo. Tirei os livros, tirando a caixa em seguida e a pousei sobre a mesa. Observei a pequena caixa retangular e a abri.

Esperava encontrar tudo, menos o que estava na caixa. Me surpreendi. Porque os meus pais iriam querer isto aqui? Peguei o objeto com cuidado e o examinei. Se tinham medo que nos atacassem até compreendo, mas porquê uma arma? Não faz sentido! Será do meu tio? ...Não, isso ainda faz menos sentido!

Eu já tinha visto e até pegado em uma arma antes. Eu meu tio me treinou durante todo esta ano. Eu tinha de tirar toda a raiva e estresse do meu corpo de alguma maneira e treinar era a melhor opção. Os primeiros dois/três meses o Ash também treinou, mas depois fui só eu e o meu tio. Um tempo mais tarde, durante duas semanas, ele me ensinou a usar uma arma, mas só mesmo durante duas semanas, depois foi o treino normal.

—Austin? — Ouvi e joguei, rapidamente, os papeis e pastas para dentro das gavetas. — Austin? — Ouvi perto da porta e olhei para a arma. Suspirei e coloquei na lateral das minhas calças, cobrindo com a blusa e arrumei tudo o resto mesmo a tempo, me sentando na cadeira. — Pensei que estava no seu quarto.

—Eu vim procurar umas coisas. — Ele olhou para mim desconfiado, mas não disse nada. — Porque me procura? Já sabem onde a Ally está? — Me levantei da cadeira indo em direção da porta, que era onde ele estava.

—Não. O Jason acabou de sair de um restaurante, esperemos que vá agora para onde a Ally se encontra.

—Era só isso?

—Não... Eu não quero que pense que não quero contar sobre os seus pais, que quero, mas neste momento é melhor e mais seguro se não souber de nada.

—Eu tenho o direito de saber. Eles são meus pais!

—E o seu pai era meu irmão! Para mim também não é fácil. Eu não sabia de muita coisa que Olivia me contou!

—Não sabia?

—Não. Eu não sabia! Mas mesmo magoado por não saber eu entendi porque não me contaram... e quando lhe contar também vai compreender!

—Espero que sim! Vou descer, você vem?

—Sim, mas pode ir descendo. Eu já vou. — Assenti e desci.

—Eu e a Mia estamos bem. Melhor impossível! — Ouvi o Ash assim que cheguei na sala e o vi abraçando a Mia.

—Mentirosos! — Digo me colocando na frente dos dois que apenas riram! — Acham engraçado é? eu não achei graça nenhuma!

—Foi o que mereceu depois de fazer o que fez!

—Ah até parece né? Eu só ajudei!

—Mas podia ter corrido mal.

—Pois, eu sinceramente pesei que tinha corrido mal! Vocês saíram do meu quarto discutindo um com o outro, pareciam bem chateados! E pelo que parece era tudo mentira!

—Era sim! Você até ajudou muito e fez um bom trabalho, mas isso não quer dizer que não nos podemos vingar! Eu pedi para você falar com ela, não quase contar o que sentia e muito menos me mandar para o quarto falar com a Mia como se ela soubesse de tudo!

—Deixem de ser assim. Já estava farto de ver vocês dois olharem um para o outro como dois loucos apaixonados, mas não passava disso!

—Não vou nem falar de você!

—Depois desse eu ficava calado Austin! — Ouvi o Dez e revirei os olhos.

—O que foi? — Perguntei vendo o Sam olhar para mim e ele apenas riu. — Então isso quer dizer que estão bem e juntos? — Pergunto olhando para o Ash e a Mia.

—Sim e pode se dizer que sim!

—Ainda bem! — Me afastei deles e fui até os policiais. — Alguma novidade?

—Ainda não.

—Vai demorar muito para terem alguma coisa?

—Depende... Esperemos que onde ele parar seja o local onde ele esconde a garota.

—Hey! — Ouvimos um dos homens perto dos computadores e o policial com quem falava foi até ele. Até queria ouvir o que diziam, mas não conseguia perceber nada.

—O que se passa? — Pergunto me aproximando.

—Temos de tentar. — Continuam conversando, ignorando completamente a minha pergunta. — Muito bem, preparem tudo já temos destino! — Sorri ao ouvir aquilo. — O seu tio?

—Lá em cima... Ash! Vai chamar o tio!

—Porquê?

—Vai! — Ele revira os olhos e vai.

Vejo todos a prepararem as armas e os coletes e tudo mais. Sei que não me vão deixar ir, por isso tem de ser. Cheguei perto dos computadores e vi o local. Suspirei percebendo que não era longe. Peguei a chave da mota e saí sem ninguém perceber.

Não perdi tempo e coloquei o capacete ligando a mota e dirigindo até o local. Era em uma casa meio abandonada. Aquela casa era dos tios do Jason. Eu sei porque quando era pequeno eu, o Ash e os meus pais fomos passar lá uma semana com o Sam e os "pais". Eles decidiram se mudar de vez para a casa que têm agora, mas nunca venderam aquela. Eram apenas vinte minutos até lá.

Não demorei muito a chegar, sinceramente, pensei que iria demorar mais. Saí da mota, deixando lá o capacete. Não parei em frente da casa caso estivessem a vigiar a porta então caminhei com cuidado até lá. Para minha sorte não estava ninguém na porta. Quando comecei a caminhar até lá o meu braço é puxado me parando.

—Onde pensa que vai?

—Tio?

—Sim, eu sei que você tirou a arma da gaveta do escritório. O que pensa que vai fazer?

—Eu vou buscar a Ally! Não ia ficar em casa à espera enquanto vinham para aqui!

—Claro que não! Teimoso como é! ...Você não pode entrar ali.

—Ah sim? E quem me vai impedir? Você?

—Austin você pode morrer ali dentro!

—Assim como você! Pelo menos morrerei tentando! — Soltei o meu braço dele e comecei o meu caminho até à casa novamente.

—Para Austin! — Ele segurou o meu braço novamente e eu suspirei.

—O que foi agora? Não podemos perder tempo! Você me treinou, eu sei me defender!

—Eu não vou deixar você entrar ali sozinho.

—Muito bem! Então eu procuro a Ally e você faz o que tem a fazer! — Ele assentiu soltando o meu braço e fomos até a casa.

—Eu vou primeiro. — Assenti e ele bateu à porta. Um homem abriu a porta e o meu tio o socou fazendo o homem cair desprevenido. Entrámos e 6 homens estavam na minha frente.

—Será que algum de vocês me pode levar até o Jason? — O que estava mais perto veio na minha direção pronto para me acertar, mas consegui me desviar o chutando e ele bateu a cabeça na parede caindo no chão. — Vejo que não!

O segundo homem vinha até mim, mas o meu tio o impediu então mais um veio logo atrás. Ele se jogou para cima de mim e caímos no chão. Segurei o seu punho, prestes a tocar no meu rosto, e o torci fazendo o homem gritar de dor. Me levantei, peguei a sua cabeça e a bati bem forte contra o chão o fazendo apagar.

O próximo homem veio até mim com uma faca, chutei a sua mão e a faca caiu no chão. Ele olhou para mim e o reconheci, o que me deixou ainda mais furioso que aquilo que já estava. Me baixei chutando a sua perna e ele caiu. Agarrei a faca e a joguei contra a parede.

-Parece que nos encontramos outra vez! — Digo chutando o seu rosto. — Já naquele dia no beco você perdeu e até hoje não aprendeu nada!

Sinto alguém me apertar o pescoço e o ar começa a faltar. Olhei em minha volta e tinha de o fazer passar o mesmo que eu estava agora. Com toda a minha força chutei bem entre as suas pernas e ele logo me soltou sem fôlego, com o rosto vermelho. Passei a mão pelo pescoço recuperando o fôlego e vejo o meu tio se aproximar.

—Tudo bem? — Assenti. — Tenha cuidado! — Assenti novamente e nos separámos.

Subi as escadas e esperava encontrar alguém, mas nada. Não perdi tempo e procurei nos quartos que haviam aqui em cima. Apenas quatro portas, uma delas toda partida ou seja e da única que vinha barulho era da última, bem no fundo. Não perdi tempo e fui até lá. Peguei a arma e entrei no quarto.

—Austin?

—Ally! — Corri até ela e a beijei. Como tinha saudades dela. Depois do beijo terminar a abracei apertado. Tinha medo que se a soltasse a perdia.

—Como conseguiu?

—Não interessa! Temos de sair daqui... O que foi? Está tudo bem? — Pergunto vendo as lágrimas nos seus olhos.

—O meu pai Austin. Ele está morto. — A abracei novamente não a querendo largar mais. — Eu vi tudo. Ele...

—Shh! Está tudo bem!

—Ora, ora, ora! — Nos voltámos para a porta e lá estava o Jason. Coloquei a Ally atrás de mim e olhei para ele. — Onde pensam que vão?

—Embora daqui! E é melhor sair do meu caminho ou ficará como os seus amiguinhos lá em baixo!

—Não me parece! — Ele se aproximou e segurou uma arma apontada para mim. sorri e fiz o mesmo para ele.

—Pensou que eu vinha desprevenido?

—Claro que não! — Ele me empurrou e eu chutei a sua mão, o fazendo deixar cair a arma.

Estava prestes a me levantar quando ele chuta a arma da minha mão e chuta o meu peito. Ele se virou indo buscar a sua arma, mas segurei o seu tornozelo o puxando, fazendo com que caísse.

Caminhei até a arma que ele chutou da minha mão, mas senti algo acertar nas minhas costas o que me fez cair. Me virei e ele me chutou novamente no peito. Ele correu até a arma a pegando e foi até a Ally,apontando a arma para ela.

—Chega. De joelhos! — Faço o que ele diz sem tirar os olhos da Ally.

—Não tem de fazer isto. Eu já estou aqui. Deixa a Ally ir!

—Não! Quero que ela fique e assista!

—O que ela fez para você?

—Não foi ela e sim você!

—Então deixe ela ir!

—Não. Não depois de tanto tempo esperando por isto!

—Você é louco!

—Talvez um pouco!

—Então o que vai fazer? Me matar?

—Não. Isso seria demasiado rápido. Você tem de sofrer!

—Porquê? Sei que é muito mais do que aconteceu com a Molly!

—Ela é só uma parte. Você destruiu a minha vida!

—Eu não fiz nada!

—Você tinha tudo. Amigos, família, popularidade. Eu tentei ser seu amigo e o que ganhei em troca foi ficar com a garota que eu gostava e o pior é que no final não a perdi só a ela. Perdi também os meus amigos!

—Você tem de deixar isso. Já passou um ano!

—Um ano é o suficiente para planear muita coisa... Vou fazer ela sofrer do mesmo jeito que você me fez sofrer.

—Deixe ela ir! — Olhei para trás de mim e vi que a arma não estava muito longe. Me levantei e ele apontou a arma para mim, ainda segurando a Ally.

—Nem pense. Se eu o matar não a poderá salvar, então eu tinha cuidado com o que fazia! — Ele tinha razão, mas se continuar assim, ele não me vai matar só a mim, mas também a Ally.

—Mas se me matar não terá o que quer. — Dou um passo para trás e mais outro em seguida. A Ally tentou se soltar do Jason o que deu ele a empurrar contra a parede e ela cair.

—Ally! — Peguei a arma mesmo atrás de mim e me voltei para o Jason! — Eu vou matar você!

—Veremos quem morrerá primeiro! — Apontámos as armas um para o outro. Olhei para a Ally e ela continuava no chão. Não conseguia perceber se estava bem ou mal, pois estava o outro lado do quarto.

—Larguem as armas! — Dizem abrindo a porta de repente e então o som das armas sendo disparadas é ouvido.

Tudo em minha volta parecia estar em câmara lenta. Pessoas se moviam de um lado para o outro, vozes eram ouvidas como apenas sussurros e então, sinto o meu corpo colidir, fortemente, com o chão.

A única coisa que tinha na cabeça era a Ally e em como ela poderia estar. Senti movimento do meu lado e vi o meu tio. Ele olhou para mim e forcei os meus olhos a ficarem abertos.

—Aqui é o Oficial Matthew Moon e preciso de ajuda, temos três jovens feridos, dois baleados e um inconsciente.

—A-Ally? — Olhei para todo o lado, mas não a conseguia ver.

—Hey, calma! Ela está bem. — Senti os meus olhos pesarem mais.

—O J-Jason?

—Nós o pegámos. Você o atingiu no ombro... Agora preciso que fique acordado até a ajuda chegar. — Ele tirou o casaco o enrolando e senti uma dor enorme perto do meu estômago. — Nós pegámos todos os outros.

—Tio?

—Sim Austin? — Ele colocou o casaco sobre o meu ferimento.

—T-tio! — Segurei uma das suas mãos com a pouca força que me restava e ele me olhou — C-cuide da Ally p-por mim!

Não ouvi o que ele me disse em seguida porque tudo à minha volta desapareceu e se apagou.

Notas finais
Beijo: https://3.bp.blogspot.com/-zp3QfUWYhxE/Vvg0_Qm7DaI/AAAAAAAAAYU/pUz7XEoMsSYSd6SxkNNbxVIc8cND4chZg/s1600/kiss%252Bgif.gif Yay! O Austin encontrou a Ally, apanharam o Jason e todos os outros... Infelizmente nem tudo correu bem. O que acham que vai acontecer? O que será que os pais do Austin escondiam? Como vão reagir sabendo que Lester morreu? Gostaram? Não gostaram? Amaram? Odiaram? (Querem me matar? Kkk) Beijos doces :)