Não Se Foge do Destino!

1 Capítulo Único – Muito Diferente


Notas iniciais
Notas Inicias da Raposa: Casal inusitado, tenho certeza disso, mas gostei de escrever com eles, foi delicioso e muito mais fácil do que imaginava, demorei para terminar, mas até que gostei do resultado. O tema é sobre o ano novo, mas envolve bem mais coisas. Quero dedicar essa fic pra LauriKawaii, minha amiga linda, que sempre me acompanha, sempre me apoia, me incentiva e me anima, espero que goste, sei que não tem lemon, mas não cabia algo assim nessa fic, ela é muito... Diferente das demais que já fiz, espero realmente que goste. Eu quis colocar uma música nessa história que pra mim caiu como uma luva, espero que concorde, e que todos os leitores gostem como eu gostei. Abaixo colocarei o link da música e a letra estará presente do meio pro fim da fic. Guilherme Arantes Muito Diferente (https://www.youtube.com/watch?v=94A8GBRIABA). Bem, ela tá meio gigante, mas valerá a pena rssss, boa leitura meus amores e perdoem possíveis erros.

NÃO SE FOGE DO DESTINO!



Capítulo Único – Muito Diferente



“Em determinados momentos, fico imaginando o que de fato aconteceu naquela noite de ano novo, se fantasiei, se apenas enlouqueci junto com as taças de champanhe, ou se realmente ele me olhava como se desejasse mais do que um simples abraço de “Feliz 2015”.



É parece que estávamos numa confortável zona de amizade, ate que notei, não era o que de fato desejávamos, não era o que o coração implorava e que ignoramos durantes anos, era real, era tão real que fugi.



Covarde? Com certeza.



Sábio? Ainda não sei



Honesto? Não!



Sabe, nem sempre à fuga ajuda a resolver problemas, mas ela impede que coisas as quais você não está psicologicamente preparado aconteçam, mas você pode adiar, mas não pode impedir de acontecer.



E foi ali que nossa história (oficialmente) começou, como uma manhã repleta de nuvens branquinhas e um sol esplendoroso que se fecha de repente com a cor negra de uma terrível tempestade.”



FLASH BACK ON



Três dias após o ano novo...



– O ano novo foi ótimo Shaka... — comentou ao acaso num almoço casual com seu melhor amigo.



– Sinto-me satisfeito por não ter estragado a festa de todos com meu natural repelente a convenções sociais. — um sorriso mínimo surge na face sempre fechada do virginiano que continuava a comer calmamente sua salada de tofu.



– Sabe muito bem que todos lhe adoram, apesar de sua vasta conversa todas as vezes que nos encontramos numa festa, ou algo parecido. — ironizou igualmente calmo enquanto enrolava seu bifum nos hashis.



– Shiryu, sabe melhor do que ninguém que longas conversas vazias me cansam e me fazem pensar do porque de pessoas se reunirem tantas vezes por ano, se nada de produtivo sai disso. — deu de ombros ignorando o garçom que os olhava intensamente.



– Talvez seja por conta de umas palavrinhas que não contam em seu dicionário meu amigo indiano: Diversão, relaxar e... Suavizar à vida. — o encarou firme sorrindo da cara de deboche dele.



– Adoro suas gracinhas na hora do almoço. — riu sem graça mostrando seu desagrado — Diversão eu tenho em casa vendo filmes, ou lendo livros, relaxo meditando e suavizar a vida na verdade é uma frase, ou melhor, uma expressão que não consta no dicionário, ao menos não todas às palavras juntas, mas responderei assim mesmo, eu a suavizo quando saio com você ou quando estou ao seu lado. — comentou deixando o chinês corado ate a última ponta de seus fios.



– Desde quando deixa as coisas saírem dessa forma de seus lábios? — murmurou sem conseguir lhe encarar de verdade.



– Desde o momento que nos abraçamos no ano novo, porque pude ver além do que me mostrou durante todos esses anos. Posso não suportar festas, mas tive bons motivos para permanecer ali, assim como você. — deu de ombros, fazendo aquele assunto parecer sem importância, ou no mínimo trivial.



– Parece que não dá muita relevância aos acontecimentos daquela noite, ou estou errado? — uma mágoa profunda instaurou-se em seu peito, mas precisava catucar o loiro, precisava da verdade, ou talvez não precisasse, não sentia-se preparado, mas queria saber mais, seu coração implorava, mesmo que depois de arrependesse.



– Está errado, mas pela cara que está fazendo e pela falta de contato visual, tenho plena certeza que não quer, ou não está preparado para saber o que está de fato acontecendo, então deixemos isso de lado, quando tiver estrutura para saber, basta me procurar. — levantou-se e segurou seu rosto com suavidade entre os dedos alvos.



– Quem não está preparado sou eu ou você, Devas? — rebateu deixando suas íris escuras mergulharem no céu límpido do outro, que apenas sorriu.



– Diferente de você, nunca estive de olhos fechados, Shiry, eles estiveram abertos desde que te conheci, então acho que isso responde sua pergunta. — piscou sapeca e acariciou seu rosto, se afastando e deixando o dinheiro com o garçom.



Na mesa, um moreno apenas respirava pesado sem ter grandes certezas de nada. Abaixou os olhos tentando conter toda loucura de sua mente aturdida, mas parecia impossível, suas palavras martelavam e machucavam.



– O que está tentando me dizer? — sussurrou e se levantou da mesa, não estava preparado para descobrir tudo de uma vez só, queria um tempo para pensar.



FLASH BACK OFF



“Ainda fico imaginando durante dias o que aquilo queria dizer, se era o que de fato estava pensando, ou se apenas queria me confundir e colocar nossa amizade num prédio em chamas apenas para testá-la, não sei, mas suas palavras martelaram sem parar, machucaram, me desesperaram, uma sensação sufocante preencheu meu peito.

Shaka sempre fora um amigo fora de série, nunca vi além disso, talvez esse tenha sido meu erro, meu maior erro, ou talvez ele realmente tenha sido apenas meu amigo.

Agora é como se tudo ao meu redor ruísse, não sei o que foi real, o que não foi, apenas encaro um ponto qualquer buscando respostas. Uma coisa é desconfiar de um sentimento, outra é você ouvir uma insinuação clara sobre tal.

Pedi dispensa do hospital, preciso de uns dias, preciso de uns momentos sem ele, coisa que até hoje desde que nos conhecemos, nunca fiz, não sei se me doí mais o fato de estarmos longe, o fato dele provavelmente me ter escondido algo tão importante, ou o fato de que minha vida dera um giro de 360º em poucos dias.”



Cinco dias após o ano novo...



– Se vai ficar trancafiado em casa pensando em tudo que lhe disse, ao menos se dê ao trabalho de me dizer se está vivo.– a voz do loiro na secretária eletrônica deixava claro que não estava de bom humor. Não tivera condições de o encarar depois daquela conversa misteriosamente direta, era um covarde, desde o começo fora covarde.



– Ainda não sei se estou vivo loiro. — sussurrou. Permanecia imóvel no sofá de camurça verde-musgo, abraçado a si mesmo, queria não fazer uma maldita retrospectiva de sua amizade com Shaka — Tudo fora uma mentira?



FLASH BACK ON



Dois meses antes do ano novo...



– Já pensou que poderíamos fazer algo diferente que não envolvesse um monte de gente ao nosso redor? — questionou deitado na mesma cama que o chinês comendo pipoca e vendo um filme qualquer.



– Claro, podemos sair por ai de mãos dadas e aproveitar feito um casal de apaixonados em lua de mel. — ironizou arrancando risadas do mais velho.



– Bem isso. — apesar do tom de brincadeira, havia algo de bem sério naquela afirmação.



– Shaka, deixe de ser bobo, sua aversão a relacionamentos de amizade, namoro e afins lhe transformam num ser autista. — comentou retirando uma melena de seu rosto com cuidado, admirando o sorriso gentil.



– Não tenho aversão a isso, caso contrário eu não estaria aqui do seu lado, não sou autista, só não gosto de multidões, ai Shiry, faça-me o favor, qual é a graça de estar rodeado de gente o tempo todo, cade nossa privacidade? Ficar o tempo todo respondendo perguntas e fingindo interesse nelas. Acho que seria bem melhor apenas você e eu na beira da praia, ou numa ilha deserta. — sorriu fraco, e seus olhos brilharam em puro sentimento.



– Shaka, passamos nosso Natal trabalhando, merecemos descanso, precisamos de descanso, mas imagina o que vão dizer se formos sozinhos passar o ano novo numa ilha deserta... — aconchegou-se no peito dele e suspirou.



– Dirão o óbvio. — murmurou cansado.



– Acham que somos mais que amigos. É disso que to falando, e desse jeito num dá pra você arrumar uma namorada. — em seus olhos uma real preocupação com o status do amigo, mesmo que sentisse um embrulho no estômago sempre que pensasse nele com outro alguém.



– Pareço realmente, disposto a encontrar uma namorada? — rebateu levantando da cama e calçando sua sandália.



– Não, e isso me assusta. Quer passar o resto da vida sozinho? — cruzou os braços irritado.



– Tenho você, não estou sozinho. — dera uma última olhada nele antes de sair de lá.



FLASH BACK OFF



“Nesse dia eu consigo lembrar do vazio que senti quando me deixou, consigo sentir o receio que tive de perdê-lo, imaginá-lo com outra pessoa ao seu lado, o tocando, recebendo seu carinho e sua atenção, na minha cabeça tosca, aquilo era só meu, sempre fui possessivo quanto a ele, mesmo que negasse isso em voz alta.



Fazendo uma retrospectiva, me assusto com o que sentia sem me dar conta, fechei os olhos de maneira doentia, sou mais do que um covarde, talvez seja um bom filho da mãe.



Já dormimos tantas vezes na mesma cama, e pra mim era a coisa mais natural do mundo, parecia que acordar com ele me abraçando era o comum, o necessário, tê-lo cuidando de mim, poder cuidar dele, coisas de bons amigos, ou não.



Percebo que tudo foi uma bela mentira, para mim e para ele. Será que Shaka se aproximou de mim apenas por me querer em sua cama como amante, será que nunca passei de uma longa conquista?”



Sete dias após o ano novo...



– Shiryu, nem eu suporto mais falar com sua secretária eletrônica, onde diabos você está? Toda terra te tragou? Sete dias desde que nos falamos, nem no hospital tenho te visto, ninguém sabe onde estás, nem o porteiro sabe de você, quer me informar o que está acontecendo... Estou esperando sua ligação, e te conhecendo como conheço, sei que está me ouvindo. O pior, sei que está pensando, e está pensando merda, então antes de tirar altas conclusões sobre o que tá rolando, me pergunta. Sabe onde me achar. Você é meu tudo, não esqueça disso. – mais uma mensagem na caixa de mensagem do celular do moreno, que apenas encarava o horizonte azul e rosa do fim de tarde.



– Já cheguei a elas, e acredite, estou começando a me decepcionar com você e comigo. — baixou a cabeça triste e deixou uma lágrima escorrer — O tempo todo que confiei em você, queria apenas me usar? Será que quer que eu caia em suas garras e depois me abandonará? Será que estou ficando louco? Como pode me dizer isso tão firmemente? Seu tudo... Como me tornei isso pra você? Será que mereço? — e suas lembranças voltavam com força e tudo machucava mais do que devia.



FLASH BACK ON



Sete anos antes...

Residência no hospital mais conceituado da Espanha, Shaka e Shiryu se conheceram na ala da emergência, junto com vários outros recém-formados. O professor responsável separou em duplas, um residente que tivesse começado seis meses antes e um que tivesse acabado de chegar.



Nessa separação eles ficaram juntos, os olhos do indiano brilharam como estrela matutina em manhã de primavera, seu interesse fora notável desde o início, mas o chinês era desligado demais para perceber.



– Preparado para me suportar por dois anos? — o libriano questionou estendendo sua mão a ele, está fora muito bem aceita, e correntes elétricas percorreram seus corpos.



– Será um prazer. — um sorriso cúmplice surgiu ali na face de ambos. Mesmo que não admitisse o loiro lhe chamara atenção, não somente pela beleza, mas pelo carinho com os pacientes, pela maneira como trabalhava, pela forma que lhe tratava no hospital. Não demorou e essa amizade se estendia para fora das paredes esterilizadas.



FLASH BACK OFF



“Sabe, depois de mais uns dias de tortura na minha mente, volto ao início de nossa relação, ninguém pode fingir amizade por sete anos, acho que ninguém consegue fingir interesse pelo outro durante tanto tempo, esteve do meu lado em todos os melhores e piores momentos.



O engraçado nisso tudo é que de lá pra cá nunca nos envolvemos com ninguém, não se fazia necessário, supríamos todas as nossas necessidades, nesse meio tempo, sexo não fez falta, beijos quentes também não, ao seu lado, tudo era completamente puro e perfeito, cheio de soluções e matizes douradas de felicidade.



Nos tornamos mais que cúmplices, nos tornamos um só, achei que isso significasse amor, mas não amor carnal, e sim o amor mais santo que conhecemos, tão límpido como águas de cachoeiras, tão plácido como lagoas cristalinas, me apeguei nesse amor acreditando ter encontrado um amigo irmão nele, ou não sei, talvez eu tivesse achado tudo que eu precisava nele, com poucos toques, tudo casto.



Nós humanos estamos tão adaptados a relacionamentos carnais, que não sabemos reconhecer um diferente, que começa tranquilo e devagar, algo até infantil, acho que estou enxergando melhor agora, essa distância me ajuda a clarear minha mente, mesmo que sinta tanta falta dele que seja capaz de chorar, mas ele me deixa confuso, me tira do eixo, ele consegue ao mesmo tempo que faz meu mundo desabar, consegue ser o único a me segurar para não me machucar.”



Dez dias depois do ano novo...



– Isso já está se tornando caso de polícia, ou aparece ou mando arrombar seu apartamento. Deixar que eu surte não resolve nossa questão, por Buda, Shiry, tenha pena de mim, pela amizade que temos, apareça, dê sinal de vida, um sinal de fumaça, qualquer coisa, férias antes do tempo não é nem a sua cara, porque agora?– pausou um pouco antes de continuar — Sei o que está pensando, sei que está irritado, sei que acha que te trai, sei que acha que está se traindo, pensa que é tudo uma ilusão, se culpa, se condena, tem lembranças dolorosas e que provam que temos mais do que falávamos, mas me deixa explicar, não é nada do que está pensando, pare de ser covarde e me procure para saber o que está havendo.– desligou e suspirou do outro lado, ansiando que algo acontecesse e que ele lhe procurasse, nem que fosse para lhe bater, mesmo que isso não fosse da personalidade dele.



– Porque estou agindo assim, se no final das contas sinto o mesmo? — recostou no parapeito de sua janela e permitiu que lágrimas caíssem sem pudor — Não sei porque sinto tanto medo.



FLASH BACK ON



– Calma Shiry, sei que não é uma boa sensação, mas você fez tudo que podia, estou aqui meu anjo. — estavam no dormitório em pelo plantão, Shaka abraçava o moreno com força que chorava desolado.



– Não tem nenhuma cadeira na faculdade que nos prepare pra isso Sha... Nenhuma... — rosnava agarrado nele — Ela me olhava com tanto medo e eu não pude tirar ela daquele abismo sem fim... Era só uma criança, crianças não devem morrer... — estava desesperado.



– Shiryu olha pra mim. — segurou seu rosto com as duas mãos e secou um pouco as gotas mornas — Você deu carinho, ficou do lado dela até o fim, o que aquela garotinha teria se não fosse isso? Os pais mortos no acidente, ela sem pernas, precisando de um transplante de coração, combatendo uma infecção por conta do ferro que ultrapassou seu corpo, ela não queria mais viver, sabíamos que seria quase impossível mantê-la entre nós. — deu-lhe um beijo suave na ponta do nariz — Você segurou na mão da Jen e deu confiança para ir embora... Agora ela está com os pais, ela será feliz. — notou que o choro havia cessado.



– Loiro... — seus olhos se fundiram, o beijo era inevitável, mas um chamado os impedira de continuar o percurso ate os lábios um do outro. Não comentaram o acontecimento, e o moreno quis acreditar que fora apenas pela situação. Antes de saírem do quarto se abraçaram com força — Obrigado, por permanecer comigo.



– Não existe nada que me faça deixar você ir. Estarei sempre do teu lado... Sempre. — beijou seus fios negros e saíram para continuar a socorrer às vítimas do desmoronamento do prédio.



FLASH BACK OFF



“Minha primeira morte, uma criança, meu coração se quebrou, mas ele estava lá para consertar, naquele dia eu desejei seus lábios doces nos meus, mas não pensei no significado que aquilo teria, estava tão triste que queria apenas todo seu carinho e conforto, um beijo que não tivesse explicações depois, ou sentido, apenas um beijo, selando nossa amizade diferente, mais uma mentira que me contei.



Depois daquele dia não pensei mais, apaguei o que senti e o que queria, pensando ser apenas eu confundindo tudo, um momento de fraqueza de ambos. Pus tantos empecilhos entre nós, criei um medo eterno de me relacionar, principalmente com outro homem, isso se tornou um tabu, mesmo com tantos amigos gays, me imaginar gay, é algo complicado.



Somos complicados, percebo isso agora, somos algo não explicado desde o primeiro dia, nunca nos encaixamos em lugar algum, somente em nós mesmo, ninguém nunca nem tentou entender o que eramos, o que somos, criamos ao nosso redor uma muralha onde ninguém pode entrar, isso não é coisa apenas de amigo, tem que haver algo mais para isso ocorrer.



Cumpriu sua promessa pra mim, sempre cumpre, sentia ciúme de mim quando qualquer mulher se aproximava querendo mais que uma consulta pros filhos, se colocava ao meu lado como protetor, eu gostava, eu gosto, me sinto protegido, me deu o que nunca senti com ninguém, muito menos com minha família.



Ai Shaka, quis acreditar que o que sentia com você era um tipo de transferência do amor que não tive na infância, mas vai além, sempre foi além, só não quis enxergar, já não sinto raiva de você, mas de mim.”



Doze dias após o ano novo...



– Entendo que ainda não queira falar comigo, mas pelo tempo que já se passou, imagino, que tenha lembrado de muitas coisas que já vivemos... Só espero que pense no que vou te dizer agora, e que se conscientize que nada que vivemos foi uma mentira... “Não existe nada que me faça deixar você ir. Estarei sempre do teu lado... Sempre...”– e desligou, o coração aos pulos do outro lado da linha, mas sabia que ele lembraria do dia e da situação daquela frase, fora sua primeira declaração de amor para o mais novo.



– Shaka... — sussurrou e seus músculos se contraíram pela dor da saudade — Fui tão cego... E ainda assim, não sei acreditar que de fato se interessa por mim, ou que eu possa realmente sentir isso por um homem como você, te coloquei num pedestal. — uma lágrima rolou, assanhou os fios tentado retirar todos os pensamentos incoerentes de sua mente.



FLASH BACK ON



– Shaka... Shaka... Shaka... — entrou correndo no dormitório onde o amigo descansava no meio do plantão, mas assustou-se ao ver uma bela enfermeira ao lado dele tocando seu tórax sem pudor algum. Sua frase morreu na garganta e algo quis lhe fazer gritar para que ela se afastasse, mas ao contrário do que seu coração mandava, resolvera sair calado tentando não sufocar de dor.



Antes que fechasse à porta a voz grave do loiro lhe invadiu o ser e se virou para lhe olhar.



– Onde pensa que vai sem falar comigo? — notou que ele havia afastado à moça e lhe chamava para sentar ao seu lado na cama estreita.



– Não quis atrapalhar, desculpa. — andou devagar até ele notando a feição irritada da enfermeira.



– Você nunca atrapalha. — respondeu sorrindo e beijando sua testa quando este se aproximou lhe obrigando a sentar ao seu lado — Glenn, esse é o Shiryu... — e deixou o restante da frase nos olhos, o que fez à pobre moça recuar e sorrir fraco, saindo disparada.



– Não entendi nada... O que eu perdi? — questionou deitando nos braços dele, sentindo-se mais aliviado com o sumiço dela.



– Nada querido... Nada... Eu que achei. — beijou sua testa mais uma vez.



– Tem certeza? Achei ter atrapalhado algo, vocês vão sair ou algo parecido? — no fundo estava com ciúme, só não sabia o motivo, acreditava que fosse apenas pela amizade que os unia.



– O que farei saindo com ela? Na verdade o que ganharia saindo com ela? — rebateu afagando seus fios.



– Sexo? Boa companhia? Sei lá... Você tá solteiro, deve querer companhia também. — deu de ombros cada vez se enrolando mais nas palavras, não acreditava em Shaka fazendo sexo, mas conseguia imaginar o loiro beijando, o achava puro demais, soberano demais para qualquer mortal.



– Ai Shiry, seu bobinho, ela não tem nada do que eu preciso ou queira... Eu já achei o que precisava. — o apertou forte.



– Onde? — e outra pontada no peito.



– Em você... Tenho a melhor companhia do mundo, não preciso de mais nada ou ninguém... — sussurrou próximo a seu rosto, poderiam confundir suas respirações.



– Mas eu não lhe dou... — não pode completar sua frase um dedo suave lhe silenciou.



– Aprenda querido, sexo não é o que mantém uma relação, ele é apenas um bônus dela. — deixou sua boca roçar na dele, mas novamente um chamado lhe impedira de prosseguir, suspirou e a contragosto o deixou sair de seus braços. Mais uma vez não falariam do que acontecera ali.



– Mas você é um homem, todos nós precisamos de sexo. — comentou confuso antes de saírem.



– Sinto muito mais prazer estando ao lado de alguém que me faz bem, do que numa cama com uma pessoa qualquer e pela qual não nutro sentimento algum. O sexo só faz bem quando há sentimentos, sem eles, é apenas uma forma de se sujar e saciar uma parte da nossa mente que jamais se sentirá completa... Não importa com quantos ou quantas se deite... Sempre faltará algo... Dentro e fora da cama. — e o assunto fora esquecido por longos anos, mesmo que o libriano não entendesse o que aquilo queria dizer.



FLASH BACK OFF



“Agora eu sei o que quis dizer, e mesmo que sinta medo do rumo de meus pensamentos, gosto da forma como me tratou, mudei minha maneira de pensar depois desses dias, fiz um retrocesso e notei o quanto desejei algo mais dele, mesmo que inconsciente, mesmo que não estivesse preparado para isso.



Fora por isso que ele nunca forçara nada, também nunca conversamos sobre esses momentos mais íntimos, me conhece bem demais para forçar algo, melhor deixar que eu percebesse sozinho.



Uma coisa é certa, sinto mais prazer ao lado dele sem nenhum toque carnal e impuro, que com as mulheres que já tive, mesmo quando me apaixonei pela Shunrey não me senti tão completo quanto com o loiro.



Sempre faltava algo... Faltava mesmo, sempre terminava insatisfeito, olhava para o lado e não me sentia bem, então veio ele onde apenas dormíamos na mesma cama e eu acordava como se tivesse tido orgasmos durante toda noite, suave, leve e feliz.



Nossa relação ultrapassou todas às barreiras da normalidade, nossa relação se construiu de maneira segura e sem falhas.



Mas mesmo assim, não me sinto pronto, ele é perfeito demais para mim, pode ter quem quiser, me bate insegurança, posso arriscar e perder tudo, posso não arriscar e nunca saber de nada. Ambas me assustam, mas ficar sem ele é o que mais me apavora.



Queria vê-lo, mas tenho medo de como reagirei ao encarar seus olhos (agora sem máscaras) me dizendo muito mais do que um dia quis ler.”



Quinze dias após o ano novo...



– Shiryu, pelo amor de todos os deuses, já chega, isso já tá pior que tortura, pare de pensar e venha me perguntar as coisas, tenha coragem, porque eu tive ela todos esses anos para ficar ao teu lado, sem esperar nada em troca, mesmo sabendo que sente o mesmo que eu, puxe pela mente o que aconteceu naquele jantar de ano novo, fizemos uma maldita promessa... Sou o único que lembra? Sei que não estava bêbado o suficiente para isso.– parou de falar e deixou que sua mensagem ficasse gravada, mas não era suficiente, em seguida ligou de novo, completando-a.



– Sei que não acredita nem mesmo em você nesse momento, sei que está em dúvida sobre o que tivemos durante todos esses anos, sei também que está juntando todas às peças do nosso passado e de minhas declarações sutis pra você, então se mesmo assim tiver dúvida, lembra do que lhe disse na varanda da casa do Kamus, esperarei que me procure, não ficarei mais te mandando mensagens, deixarei que pense e se lembre de tudo, sempre fomos um casal, Shiryu, desde o primeiro dia.– desligou.



– Casal... — sua mente viajou até aquela noite, depois de lembrar de alguns momentos ao lado do loiro, todos desconfiavam do que eram, mas fora cego demais para assumir que queria que fossem de fato um.



FLASH BACK ON



– Feliz ano novo loiro... — estavam sozinhos na varanda, seus amigos médicos estavam na sala festejando, se abraçando, mas aquele momento era só deles, não queriam ninguém lá para atrapalhar.



– Feliz ano novo, Shiry... — entrelaçaram as taças e sorveram o espumante francês do anfitrião ruivo — Quero que saiba que não importa o tempo, os anos, as situações... Seremos apenas você e eu sempre. Jamais, nada abalará o que sinto por você, mesmo que nunca venha a notar realmente, estarei sempre com você, não interessa em qual posição, o importante é ter-te comigo. — o puxara para um abraço forte, beijando seu rosto com carinho, perto demais da boca.



– Apenas nós dois Sha... — seus olhos se cruzaram e faíscas saíram, sem pudor, sem medo, os olhos falavam muito mais que palavras.



– Prometa nunca me afastar... Prometa nunca me trocar... Prometa me amar pra sempre. — afagou seus fios negros com cuidado, ele era seu bem mais precioso e finalmente tinha coragem de demonstrar um pouco mais o que sentia.



– Prometo... Nunca te deixar, nunca te deixar ir, nunca querer ninguém ao meu lado que não seja você, te amar é algo que já faz parte de mim... — não sabiam se pelo álcool ou pela mudança de ano, mas não estavam apenas se declarando como amigos de longa data, eram muito mais que isso.



– O que farei quando aparecer alguém para lhe roubar o coração? — o tom dolorido do indiano lhe tocara intensamente, martelara em seu ser.



– Não há espaço para outro alguém... — mordeu os lábios com força, se controlando para não deixar sair mais do que deveria, ser fraco pro álcool era um problema, ele entrava e verdades saiam.



– Espero que um dia isso realmente se torne realidade. — buscou-o para mais um abraço forte, suas almas se enlaçavam com força e verdade, o amor mais puro que poderia existir, aquele que nasce onde ninguém esperava.



– Eu também.



FLASH BACK OFF



– Céus... Desde sempre... Estamos juntos desde sempre... Do primeiro dia até agora... Me declarei pra ele e agora fujo, apaguei essas palavras da minha mente por vergonha, por medo, por pura covardia... Shaka... Isso é tão errado. Somos dois homens. — se martirizava, o receio do que pensariam deles, mas antes que voltasse para seus pensamentos dolorosos uma batida na porta lhe despertara — Achei ter dito que não estava em casa. — resmungou indo até ela.



Percebeu um envelope nela, abriu a porta e ninguém estava ali, suspirou e abriu, seus olhos se arregalaram, eram fotos deles, desde que se conheceram.



– Deuses... — a primeira fora do primeiro mês no hospital, estavam tão juntos que não tinha como não pensar que eram mais que amigos. A segunda das férias que tiraram juntos no terceiro ano dentro do hospital, os dois abraçados na cama sorrindo bobos, os fios loiros e negros se mesclando na cama de casal do quarto de hotel.



Seus olhos tinham dificuldade de assimilar tudo que viam, a terceira era dele doente na sala de repouso dos médicos, com Shaka lhe embalando, lembrava que Milo tirara aquela fotografia escondido e depois jurara nunca mostrar pra ninguém, mas na época não vira nada demais, mas naquele instante ela tinha um outro significado. Os olhos azuis lhe acariciavam a alma, as mãos lhe protegiam de tudo e de todos, seu corpo repousava como passarinho no ninho, sentia-se tão bem nos braços dele.



Escorou-se na parede passando pelas fotos, todas elas mostravam muito mais do que quis ver na época em que foram tiradas, mas a última lhe fizera perder o chão, o dia do ano novo, Shaka com as mãos em sua cintura, seus braços rodeando o pescoço do virginiano, e os olhos... Unidos pela luz da lua... Refletiam muito mais que amizade, o sorriso suave presente em ambos... Como pudera negar tanto amor?



– Sou um idiota. — sussurrou e assustara-se quando ouvira o outro ao seu lado, esquecera de trancar a porta.



– Concordo. — seus olhos se encontraram com força, toda saudade sendo vista claramente, sem pudor, sem receio, o sentimento real sendo revelado. Com cuidado o loiro o puxou para seus braços, o apertando num cálido abraço.



“Sua verdade é o que me atrai, ensina o que eu não sei

Está em toda parte, onde eu chamar seu nome”



– Por que não me disse antes, Shaka? — beijou-lhe o rosto com carinho.



– Sabia que se afastaria de mim, precisava de cuidado, me apaixonei por você no dia que te conheci, mas notei que não sentia o mesmo, ao menos não conscientemente. — suas mãos acariciavam cada parte que podia do mais novo.



– Agora eu sei... Que apenas fechei os olhos... Tive medo de sentir Shaka... Somo homens... Médicos, como fica isso? — sua carreira era sua vida e não queria problemas, por dentro ainda nutria um suave preconceito, nos outros achava normal e legal, mas estava sentindo na pele, aquilo o assustava, era tudo um túnel enorme e escuro, só sabia o que sentia, mas não o que aconteceria depois.



– Milo e Kamus também são e estão juntos desde que nasceram eu acho. — deu de ombros o deixando sair de seus braços.



– Temos muitas fotos... Todas estamos tão juntos... Tão íntimos. — comentou passando-as e tentando assimilar aquelas palavras.



– Todos desconfiavam de nós, então tiravam fotos para ver se entendiamos o que rolava, mas quando vi que pra você eramos apenas bons amigos, preferi fingir que pensava o mesmo. — escorou-se nas costas do sofá, cruzando os braços e lhe fitando com cuidado.



– Ainda não sei o que fazer com tudo isso, pensei, pensei, pensei, e me senti traído por você. — o encarou esperando alguma reação, mas esta não viera — Pela nossa amizade, tinha obrigação de me dizer algo, de me dar algum sinal, sei lá, qualquer coisa... — pausou depositando as fotos na mesa ao lado da porta – Até que aos poucos, minha mente foi me traindo, então fui lembrando dos nossos momentos, de como eramos ciumentos e possessivos um com o outro, que desde que nos conhecemos, nunca tivemos ninguém. Lembrei de como você me completava, suas palavras fizeram sentido. — assanhou os fios nervoso.



– Minhas palavras finalmente ganharam um significado? Que bom... Sexo é um bônus! Porque nós vivemos como um casal desde aquele dia, mas nunca nos tocamos pra algo carnal e mesmo assim, fomos felizes, somos felizes, porque nos completamos. — se aproximou dele, fazendo suas respirações se confundirem.



“Onda de luar, me bateu no coração, quebrou o meu silêncio”



– Não entendo o que mudou, Shaka, não entendo porque estamos sentindo tudo isso agora, de querer algo mais, de não nos sentirmos satisfeitos apenas com o que tínhamos. — não se afastara dele, apenas o encarava fixo, precisava de respostas.



– Nós acertamos o passo, vivemos como muitos gostariam de viver, nosso amor é forte como geleiras do Alaska, nossos corações estavam parcialmente satisfeitos, mas nossos corpos pedem pelo bônus, mas no nosso caso, não to falando de sexo, estou falando de um amor não velado, estou falando da declaração, de sermos quem somos abertamente. Chega uma hora que precisamos disso. O que vêm com isso é apenas um prêmio. — sorriu fraco.



– Não sei se posso, podemos destruir o que já temos, talvez... — sua mente fervilhava, mas seu corpo se traia, estava se sentindo fortemente atraído pelo loiro.



– Talvez esteja com medo do desconhecido. — rebateu — Quando lhe disse aquilo sobre o amor, não quis dizer que ele viveria cego para vida toda, e muito menos que ele suportaria essa cegueira, quis dizer que o verdadeiro amor sabe ser paciente e tranquilo, quis dizer que ele sabe o momento certo de pedir algo mais, ele sabe o momento de pedir entrega total. Naquela noite, seus olhos me confessaram isso, ali tive certeza que era o tempo ideal para uma nova fase, ano novo, vida nova. — segurou sua nuca com carinho acariciando e pedindo permissão.



“Entrou o seu perfume

Prazer em conhecer, o gosto sem igual”



– E se não der certo? — sussurrou, mas seus sentidos começavam a se esvair, os lábios carnudos se endereçavam para os seus, não sabia o que pensar, apenas sentia um desejo crescente em seu ser.



– Faremos dar certo, como estamos fazendo até agora... Só acrescentaremos um nome e alguns prazeres aquilo que já temos. — percebendo que ele se entregava tomou sua boca num beijo tranquilo, um reconhecimento, um contato suave e apaixonante.



“Da tal felicidade, bom saber, que há sempre um tempo pra gostar”



Sentiu os dedos longos afagarem sua nuca e acariciarem seus fios dourados, encurtou toda distância que existia entre eles e intensificou o beijo, ainda sem impor nada, apenas degustando o sabor dos lábios carnudos, sua mão apertava a cintura do libriano, queria deixar claro que era algo que ia muito além do interesse sexual.



Sua língua pediu espaço e recebera, começara devagar, com cuidado, não o assustaria, podia sentir uma hesitação crescente no outro, queria que relaxasse, calmamente o empurrou até uma parede e o prendeu nela, sugando seus lábios e voltando a colocar sua língua, brincando com a dele até que o mesmo lhe correspondesse avidamente.



“Sem pressa de gozar

Sem nada a se provar, nenhuma explicação”

Shiryu começava a se deixar envolver totalmente pelo carinho que o virginiano depositava em sua boca, as mãos hábeis lhe afagavam sem nunca passar da linha do quadril, tomava cuidado para não passar dos limites.



Apertou os fios entre seus dedos e o obrigou a aumentar o ritmo em seu interior, atiçando sua língua com a sua, precisa daquilo, para sentir que era real, que não era errado, que era delicioso... E era, beijar Shaka era descobrir o paraíso em porções pecaminosas de saliva e sentimento.



Seus gemidos escapavam sem que pudesse controlar, assanhava os cabelos loiros com vontade, o beijo tomava fôlego e intensidade, ficava mais erótico, suas línguas dançavam em ambas as bocas, lábios eram mordidos, puxados, sugados, o melhor beijo de sua vida.



“Pra força que nos une

O amor que tome conta da vida da gente

Por amor que o mundo fique muito diferente”

Desceu sua mão até o meio de suas costas, afagando-as, arranhando, começava a se soltar e seu corpo correspondia rápido demais ao dele, arfava pesado dentro de seus lábios, mas não queria parar, poderia passar o resto de sua vida beijando Shaka, degustando o calor de sua boca macia, o sentindo lhe dominar os sentidos.



Parecia que todas as suas dúvidas sumiam sempre que ele diminua o ritmo do ósculo e lhe seduzia com toques suaves e carinhosos, transformando o ato em algo puro e sem segundas intenções, mesmo que seus baixos ventres sentissem algo diferente.



“Sua verdade é o que me atrai, ensina o que eu não sei

Está em toda parte”



Aos poucos o mais velho se afastava dele, puxando o lábio inferior do moreno depois de enroscar sua língua na dele, se separaram com as respirações ofegantes, os corpos ainda colados, os olhos que se abriam devagar, o amor que se misturava no olhar gentil e apaixonado de ambos.



– Arrependimentos? — sussurrou em seu ouvido, o estava seduzindo, dessa vez declaradamente.



“Prazer em conhecer, o gosto sem igual

Da tal felicidade, bom saber, que há sempre um tempo pra gostar”



– Sim... — ganhara total atenção do loiro — Por ter demorado tanto para fazer isso. — sorriu. Retirou com carinho uma melena que caia no rosto do amigo, tivera sua mão segura no ato.



– Namora comigo? — perguntou com o coração aos pulos e um sorriso gentil.



“Sem pressa de gozar

Sem nada a se provar, nenhuma explicação”



– O que diremos? Como lidaremos com nossa nova relação? — rebateu preocupado, segurando firme sua mão.



– Todos já sabem o que somos. Quanto a nós... Lidaremos com o amor que brilha em seus olhos verdes, com o mesmo cuidado e carinho que lidamos desde o começo, mas agora sem amarras, sem mentiras, sem medos... Apenas nós declaradamente sendo um. — beijou-o novamente, selando o que construíam ali, um novo momento, uma nova fase.



Tudo ainda incerto, mas a certeza de um amor sem medidas os faziam acreditar que o incerto parecia seguro e perfeito para eles trilharem juntos.



“Pra força que nos une

O amor que tome conta da vida da gente

Por amor que o mundo fique muito diferente”

FIM



Notas finais
Notas Finais da Raposa: Pois é, pra quem conseguiu chegar até aqui, obrigada, sei que para muitos é difícil entender como escrevi uma fic sem lemon, mas pra mim não cabia, espero que entendam, quero dizer que adorei escrever essa fic, quero agradecer pelo ano de 2014 e pelo que vocês fizeram por mim, pelo carinho que sempre me dedicam. Lauri minha linda, espero não lhe ter decepcionado, desejo a você e a todos os meus amados amigos leitores um ano novo cheio de boas expectativas e planos que se concretizem, que tudo de mais belo aconteça com vocês, e que mesmo que haja tempestade no caminho, sempre consigam ver um solzinho lá longe avisando que ela passará. Beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!