Não Morra

11 Capítulo 11 - Confissões...


Notas iniciais
se acharem esse bom esperem pelo próximo, terá muito drama hahahaha

Derek caminhou sobre a garoa até chegar numa praça, o mais velho sentou no banco encarando o vazio, refletindo tudo que Laura havia feito para ele, a mais velha o obrigou a desistir de todos os seus sonhos para não envergonhar sua família, pelo menos Derek tinha acertado alguns aspectos de sua vida.

Quando ele terminou o curso de jornalismo, ele conseguiu uma vaga no New York Times, ele escrevia uma coluna de esportes. Derek além de ter sido atleta quando mais novo no colégio teve as maiores notas em inglês e literatura do colégio, sua paixão pela escrita lhe rendeu grandes elogios e oportunidades na faculdade, sendo que seu professor na época era um dos redatores do jornal, ele arranjou um estágio para o moreno que aproveitou ao máximo até ser contratado como titular da coluna de esportes.

Além do trabalho no jornal, Derek abriu uma livraria com um café próxima ao Central Park, além de passar o dia na livraria, trabalhava de lá para o jornal, assim o mais velho acabou ficando recluso ao conforto de seu lar e livraria, adotou dois cachorros, dois huskies que eram a vida dele. Todo dia depois do trabalho ele corria com seus cães pelo parque e voltava para casa.

O homem nem se deu conta de quanto tempo havia ficado sentado pensando em sua vida, fora abruptamente jogado de volta a realidade quando seu celular tocou com o número de Cora piscando na tela, ele prometeu dar notícias a irmã depois do almoço.

— Oi Cora !

— DEREK ONDE VOCÊ ESTÁ ???? FAZ HORAS QUE ESTOU TE PROCURANDO, O TIO PETER ESTÁ TE ESPERANDO NO HOSPITAL !!!

— Bem digamos que o almoço não foi bem como o planejado, então vim até uma praça e acabei perdendo a noção do tempo...

— DEREK JÁ SÃO QUASE CINCO DA TARDE ! NÃO ME DIGA QUE PASSOU TODO ESSE TEMPO DEBAIXO DESSA CHUVA !

— Eu.... eu estou indo bucar o Tio Peter, em casa conversamos...

Derek desligou o telefone e se apressou em voltar até o carro, Peter tinha lhe emprestado o carro durante o dia, o moreno deveria buscar seu tio no fim da tarde no hospital, mas pela hora ele já devia ter pego seu tio à cerca de uma hora.

[...]

Stiles correu para fora do restaurante pegando o primeiro táxi que viu, queria esquecer o que tinha dito a Derek, ele estava sofrendo, queria estar com o mais velho, mas nunca voltaria atrás...

O taxista ficou encarando o jovem pelo retrovisor, até que pirragueou chamando a atenção do jovem para si. – Senhor qual o endereço ? –

O castanho olhou para o homem de forma chorosa – rua quinze, de frente para o hospital –

O caminho inteiro foi de total silêncio que só foi interrompido na chegada do local – sua corrida deu 14 dólares !-

Stiles tirou uma nota duas notas de dez de seu bolso entregando ao taxista – não precisa de troco –

O jovem rapaz se dirigiu ao restaurante do Bob em cima da hora já eram 14:35 da tarde quando chegou, Stiles odiava se atrasar, ele era pontual em todos seus compromissos.

Assim que ele entrou no restaurante viu o familiar topete loiro por cima do banco que ficava de costas para uma das mesas da vitrine do lugar, ele passou pelo estreito corredor que dava passagem ao interior do restaurante e foi para a mesa, cumprimentado Isaac com um abraço.

— STILES !!! PENSEI QUE NÃO VIRIA MAIS !

— Só um pouquinho atrasado...- disse o castanho enquanto era puxado para o ar no abraço de seu amigo.

— Isaac você tá me abraçando muito forte!- disse Stiles entre um folego e outro, assim o loiro o pôs no chão e ambos sentaram-se

Quem observava Isaac de longe não dava muita coisa para o físico dele, mesmo assim, os anos de academia haviam lhe rendido uma força maior que a aparente.

— Então Stiles, por que estava atrasado? Alguma cirurgia legal de última hora?

— ERRRR.... não... na verdade Derek me convenceu a almoçar com ele...

— Nossa não acredito que vocês ainda se falam!- Isaac não gostou nenhum pouco da notícia, mas se fez de animado.

[...]

Durante o colegial, Isaac teve uma relacionamento escondido com Liam, um garoto mais novo, embora nunca tivesse contado para ninguém, o rapaz era sempre teve uma paixão por homens.

Isaac nunca teve olhos para Stiles, não antes dele entrar para o time de Lacrosse da escola, mas na época o jovem era amigo do capitão do time, para a infelicidade do garoto, Derek Hale era ninguém menos que o capitão da equipe, durante os dois anos no time Isaac tentou se aproximar de Stiles, mas esse nunca sai de perto de Derek, os dois eram inseparáveis.

Stiles exercia um fascínio sobre Isaac, não só durante a partida devido a agilidade do garoto, mas também no vestiário, toda vez que o jovem Stilinski tomava banho Isaac ficava reparando nas pequenas pintas que recobriam o corpo do jovem, o rapaz tinha vontade de atacar o menor e beijar cada uma daquelas pintas, mas com o tempo passou a notar que ele não era o único interessado no menor, e entre ele e Derek, Isaac já sabia quem iria ganhar...

[...]

Durante o café Stiles descobriu que Isaac pretendia abrir o próprio negócio perto de uma praça no centro, o maior estava trabalhando no restaurante para adquirir uma experiência enquanto seu empréstimo no banco não era aprovado.

— Bem, eu pretendo abrir um café bar, durante o dia será um café e restaurante com pratos a escolha e a noite será um barzinho, algo mais calmo com pequenos shows!

— NOSSA QUE LEGAL !!!! PROMETO QUE IREI NA INAUGURAÇÃO COM MEUS COLEGAS !

— Leve Derek, será muito legal revê-lo !!!

— NÃO !!!!- A expressão de Stiles se alterou rapidamente, passando do entusiasmo a raiva

— Por que não Stiles? Se é que me permite a pergunta

— É uma longa história Isaac... – Os olhos do maior brilharam em entusiasmo com a resposta.

— Bom temos tempo, e se você quiser, pode deixar a história mais curta e me contar a coisa toda !

— pffffff...- O jovem respondeu derrotado, iria contar a história.

— Bom, resumidamente fazem dez anos que não falo com Derek, ao que tudo parece ele estava voltando para passar o natal em Beacon Hills e sofreu um acidente de carro e eu estava de plantão durante aquela noite, no fim das contas acabei por operá-lo.

— Mas isso não é tudo, não é Stiles?

— Não seja chato Isaac, vou te contar....

— Durante o ensino médio eu fui apaixonado por Derek, não sei como aconteceu ao certo, mas depois que minha mãe morreu, acabamos por ficar mais próximos e rolou essa ligação, porém nunca ficamos juntos, Derek disse que sentia nojo desse sentimento que eu tinha por ele e foi embora, no ano seguinte eu acabei o ensino médio e fui cursar medicina em Boston, desde então nunca mais nos vimos...

— Nossa e mesmo depois de tudo isso você foi almoçar com ele ?

— Eu fui... mas na verdade coloquei um ponto final nessa história...

— Stiles eu não sei nem o que dizer... mas gostaria de fazer uma pergunta se novamente me permitir?

— Claro...

— Você gostaria de recomeçar sua história? Digo com alguém diferente...

— Bom, de certa forma eu diria que sim, por quê?

— Bem eu.... eu ... eu...

— Anda logo Isaac!

— Eu sempre tive uma queda por você Stiles, eu sou gay, não admiti para ninguém até hoje... mas gosto de você desde a época do ensino médio, tenho que dizer que sentia raiva da sua proximidade com o Hale... Isso porque queria ser eu no lugar dele.

Stiles não sabia o que responder, o menor pareceu entar em estado de choque, nunca havia imaginado que o loiro pudesse sentir algo daquele jeito por ele.

— Isaac, eu... eu... preciso ir...- Stiles deixou o dinheiro do café na mesa e saiu apressado do restaurante.

Era muita informação para um dia só, ele só queria se divertir com seu amigo, não pensava que o outro gostava dele desse jeito. Stiles pegou seu velho jipe no estacionamento do Hospital e foi embora para casa, se ele desse sorte nem Alisson nem Scott estariam em seu apartamento, ele simplesmente ficar sozinho para tomar um banho e finalmente comer algo.

[...]

Derek parou o carro na portaria do hospital e trocou de lugar dentro do carro, indo para o banco do passageiro, Peter parecia incrivelmente irritado com a demora do sobrinho, mas não passou de charme, durante todo o caminho de volta a reserva Derek ficou espirrando, preocupando seu tio.

— Derek eu falei para se agasalhar, você foi operado recentemente, sua imunidade está baixa...

— Me desculpe tio... eu acabei andando por um tempo entre as lojas na rua, prometo que quando chegarmos em casa tomarei um banho quente e colocar um casaco.

O trajeto não se alongou muito, Derek chegou em sua antiga casa pela primeira vez desde que seu pai fora enterrado, assim que ele abriu a porta encontrou seus cachorros esperando por si.

— THOR E SAM !!!! O QUE FAZEM AQUI?

— Mandei busca-los, pedi para seu amigo de lá chamar o transporte – Disse Thalia saindo da cozinha enxugando as mão em um pano.

— Obrigado mãe !!!- disse Derek entre um espirro e outro.

— Vá tomar um banho quente, o jantar sai em uma hora, depois terá tempo de brincar com seus meninos !

O homem subiu para seu velho quarto, tudo que ele havia deixado para trás ainda estava lá exceto por sua velha cama de solteiro que dera lugar a uma cama de casal, o moreno tirou seu casaco e cachecol, pendurando no cabideiro ao lado da porta e a trancou.

Derek seguiu o caminho até o banheiro, onde de frente para o espelho tirou sua calça em seguida sua camiseta, após a cirurgia ele não teve a oportunidade de olhar-se num espelho, mas estava lá o corte no meio de seu peitoral e um pouco mais abaixo um corte lateral, em sua coxa direita a marca de um corte que provavelmente era do acidente.

Ao passar a mão em seus cortes o Hale começou a chorar, sabia quem era o responsável por ter o concertado fisicamente, mas teria que esperar para que ele o pudesse concertar espiritualmente também.

Derek não ficou muito tempo embaixo da água do chuveiro, ele tinha planos de ir a um lugar de sua casa no qual tinha guardo algo muito importante, mas que tinha deixado para trás a muito mais tempo do que devia.

O moreno se dirigiu para a escada que levava ao sótão da mansão, chegando lá em cima encontrou o que procurava, do mesmo jeito que sua mãe havia deixado coberto a 10 anos. O velho piano de cauda estava lá, Derek puxou um abajur que estava guardado e o acendeu, em seguida puxando a capa do velho instrumento. Ele puxou a banqueta de baixo e em seguida abriu a tampa do teclado assoprando a poeira.

Derek apertou algumas teclas até se lembrar da posição dos dedos no instrumento, em seguida começou a tocar uma música que a muito tempo não lembrava, mas a melodia lhe veio à cabeça logo que viu seu velho piano.

Do andar de baixo, alguém deu ouvidos a melodia que se formava no piso de cima, Cora que estava em seu quarto subiu e sentou-se à beira do último degrau do topo da escadaria que ia ao sótão.

Derek tocava clair de lune com uma paixão que Cora não via a anos, ela sabia o responsável por aquilo, Derek só tocava aquele tipo de música quando estava triste, ela se lembrava do irmão tocando no piano quando eram crianças, assim que Derek acabou de tocar Cora se aproximou por trás.

— Fazem anos que não te vejo tocar grandão!

— Cora? O que faz aqui?- indagou Derek assustado, o mais velho estava só de cueca e camiseta.

— ouvindo você tocar...

— Agora me diga o que aconteceu grandão, fazem anos que você não chega perto desse piano...

— Stiles.... ele... ele... não quer mais me ver... pediu para eu nunca mais incomoda-lo

— Pois bem, você terá uma última chance Der, e dessa vez não vou deixar Laura estragar tudo. Ouvi a mamãe conversando com o tio Peter, eles pretendem fazer um jantar domingo para homenagear Stiles... pelo visto salvar sua vida foi algo muito importante para eles haha.

— Cora eu, eu não sei se quero vê-lo novamente.

— Derek nós sabemos que você quer, afinal das outras vezes que esteve aqui em casa não recorreu até seu piano...

— Agora vá colocar uma calça, ninguém precisa ficar observando o seu volume no meio das pernas durante o jantar!!!

— CORA !!!!

[...]

Derek passou por seu quarto pegar uma calça de moletom e desceu as escadas junto com sua irmã assim que foram chamados para o jantar que corria bem até que o moreno fez o pedido mais incomum de todos.

— Mãe por favor, você pode chamar alguém para descer o piano do sótão para a sala ?

— Claro !- Disse Thalia perplexa com o pedido, não negaria ver seu filho tocar novamente, mesmo assim a mulher olhou severamente para Cora, ela sabia que o pedido tinha algo a ver com sua filha mais nova e o jantar que dariam dentro de 3 dias...