Não Me Deixe Vagar Sozinho Neste Mar Sem Vida!
14 Ela não esta aqui!
Notas iniciais
Boa leitura.
Radamanthys ainda esta na companhia de Pandora, assim o submundo esta aos cuidados de Aiacos e Minos e por esse motivo, estes estão com os serviços dobrados.
Com Minos ocupado, Cali ficava a maior parte do tempo sozinha. Não demorou muito para que ela estivesse ao lado de fora do portão de Minos sem a companhia do Juiz. Era a hora perfeita.
-Ela saiu! – Queen vem dar a notícia.
-È agora! Chamem o barqueiro! – Lune da as ordens e rapidamente Queen e Faraó começam os preparativos.
Em poucos minutos o barqueiro aparece e Faraó o entrega um belo arranjo de flores. Este prontamente o aceita e espera as próximas ordens,
Cali sem desconfiar de nada, sai para caminhar um pouco e como de costume, vai para as margens do riu contemplar aquela imensidão de águas que parece não ter fim.
Se senta de frente para as águas e permanece despreocupada.
Queen se aproxima por trás sem fazer barulho e com um rápido movimento ele a imobiliza tapando sua boca com uma das mãos e com a outra segurando seu corpo para que não fugisse.
-Shiiiii, vai ser melhor pra você se não gritar. – Queen fala bem perto de seu ouvido.
Instantaneamente os olhos de Cali se enchem de água e ela não controla as lágrimas que começam a rolar por seu rosto.
Ele começa a arrastá-la para dentro do barco onde Lune já o esperava. Com um pedaço de trapo, eles amarram a boca dela para que não gritasse e a depositam no fundo do barco.
Com todos a bordo, o barqueiro segue riu a dentro. Os demais espectros ficaram para trás cuidando de apagar os possíveis vestígios do sequestro.
Quando o barco já estava distante, em um lugar qualquer sem localização exata eles liberam a mordaça improvisada da boca de Cali, permitindo que ela respirasse melhor. Ela rapidamente se encolhe em um canto do barco escondendo deu corpo e seu rosto dos espectros, mas naquele lugar pequeno não havia para onde fugir e tão pouco se esconder.
Lune se aproxima dela, se ajoelha em sua frente, estica o braço e toca seu rosto.
-Por que foge criança? Não tenha medo de nós!
-O que vocês querem? Por que me trouxeram para cá?! – Cali fala entre soluços com o corpo trêmulo. Não conseguia esconder o medo que sentira.
-Venha, levante-se daí! – Lune continua tentando acalmá-la e estende a mão mas ela recusa e vira o rosto escondendo-se novamente.
- Não me faça perder a paciência meu bem, vê o meu amigo?! Ele não é tão gentil quanto eu.
Mais uma vez ele é ignorado, então sem outra opção ele a puxa com força pelo braço a trazendo até eles.
-Hummm. – Ele passa o rosto em seu pescoço e inala seu perfume. – Você cheira a flores.......e a medo hahahahaha.
Queen se aproxima também. Ele pega os cabelos dela sem a menor delicadeza e os puxa para baixo fazendo a cabeça dela pender para trás expondo a pele alva de seu pescoço. Com a língua ele acaricia a pele sensível atrás da orelha dela e a morde deixando em sua pele a marca de seus dentes. Cali emite um ruído de dor que o agrada.
-Hoje você vai gritar criança! – Ele fala e volta a beijar seu pescoço enquanto Lune distribuía beijos em seu colo.
Cali ficou em estado de choque, não conseguia emitir nenhum som e nenhum movimento. Permaneceu ali, quieta sem saber com agir diante daquela situação. Estava tudo arruinado, o único que poderia salvá-la nem sequer sabia onde ela estava.
Os minutos iam passando e a fome dos dois parecia crescer cada vez mais.
O pior logo viria. Cali tentou se preparar psicologicamente para o que estava por vir, mas era impossível. Como manter a calma em um momento como esse?
Eles a acariciavam na barriga, no rosto, nos seios......A cada toque, eles emitiam sons mais parecidos com ruídos de animais famintos, sons que a amedrontavam mais.
Com um movimento rápido, Cali é jogada no chão e sua veste é arrancada com violência de seu corpo.
Logo o corpo pesado de Queen já estava sobre o corpo delicado e frágil de Cali, que nesse momento, apenas chorava e implorava para não fazerem isso.
Suas súplicas eram em vão. Quanto mais ela implorava, mais o desejo de ambos se aflorava.
- Pelo amor de Deus, não façam isso! – Ela implorava entre lágrimas.
Amos riram ao ouvirem a súplica dela e então, Lune retrucou. Ajoelhou-se próximo de sua cabeça e sussurrou em seu ouvido:
- Deus já te abandonou meu bem. – E os dois (Queen e Lune), soltaram um gargalhada cruel que esbanjava pura maldade.
Queen se levantou e começou a tirar a roupa. Cali se debatia em vão pois os braços de Lune jamais a soltariam. Quando Queen termina de se despir ele exibe seu corpo não tão forte e cheio de cicatrizes.
- Já viu um desses na vida garota? – Ele falava segurando seu pênis em uma das mãos apontando para a garota. – Aquele do seu juiz não conta. Não chega nem aos pés desse aqui. – Ele continuava a se exibir.
Depois de comentários absurdos ele se joga novamente em cima de Cali e se posiciona entre suas pernas. Ele acaricia o rosto dela, afasta uma mecha de cabelo do seu rosto e fala:
- Eu tava louco pra experimentar você garota, acho bom que você seja realmente tudo isso que aparenta ser. Caso contrário, jogamos você nesse riu hahahaha.
Ele então a penetra com força. Cali grita, pois diante dessa situação não estava nem um pouco lubrificada. Queen força a entrada a machucando já que seu membro brigava para penetrar a entrada de Cali.
Ele retira seu membro e começa a lamber a região íntima de Cali a fim de “lubrificar” aquela região para facilitar a penetração. Feito isso, ele volta a penetrá-la dessa vez com mais facilidade e começa a dar estocadas forte e rápidas. Ele fica com uma mão apoiada no piso de madeira do barco e a outra ele aperta o pescoço de Cali.
- Ahhhh, isso assim....Que foi? Por que essa cara? Não ta gostando? Hahahahaha. Ora vamos, eu sou muito melhor do que o Minos hahahaha.
Ele continua com as estocadas e quando sente que esta atingindo o clímax ele retira seu membro e goza na barriga de Cali.
Após alguns minutos para se recuperar, eles trocam de posições e Lune agora vai à frente e começa a tirar a roupa. Quando está completamente Nu ele fala:
- Eu a quero de quatro! – Ele rapidamente ajuda Queen a trocá-la de posição. Ele se posiciona atrás dela e a penetra com força, segura em seus quadris e começa a estocar com força. Ele aproveita a posição que ela está e começa a desferir tapas na bunda da garota, tapas cada vez mais fortes que vão marcando a pele de Cali a deixando com hematomas avermelhados, legítima marcas de violência. A brutalidade e dor eram tantas que logo que Lune goza em suas costas, ela acaba desmaiando. Seus braços ficam moles, dando sinais de que não aguentava mais o peso do próprio corpo e ela cai mole no piso do barco.
- O que houve? – Pergunta Lune se levantando.
- Nada, ela só não deu conta hahahaha. Ela ta viva. Só desmaiou, deixa ela ai. Amanhã ela acorda. Agora apresse-se precisamos voltar para não levantar suspeitas.
- O que fazemos com ela?
- Tem uma portinha ali no canto. Parece uma espécie de “porão”.
- Porão em um navio?
- Não seja ridículo Lune, aqui onde nós estamos é uma espécie de porão, mas o que eu quero dizer é que atrás daquela pequena porta tem uma um nível desse barco, não é grande e não sei porquê esse espaço esta ai, mas podemos deixá-la lá dentro. O que acha?
- ótima ideia, vamos nos trocar e colocá-la La dentro.
E assim os dois vestiram suas roupas e colocaram Cali ainda desmaiada lá dentro. Subiram para a parte exposta do barco e aguardaram que este retornasse para os domínios onde viviam. Até agora o plano deles estava dando certo.
Cali desperta depois de longos minutos com o corpo dolorido e cheio de marcas. Tenta se levantar mas o local onde estava era muito pequeno. Tenta se esticar e mais uma tentativa inútil, o local era pequeno estreito e sem nenhuma luz. Passou os dedos entre as pernas e sentiu algo viscoso entre elas e quando se deu conta do que era aquilo ela começou a gritar. A violência foi tanta que a fez sangrar....e muito. As marcas da violência agora eram por fora e por dentro.
Um grito sufocado pelas lágrimas, desesperado por liberdade e sem nenhum tom de esperança. Não sabia mais no que acreditar. Num final feliz, onde ele a encontraria e a salvaria novamente das mãos dos espectros ou se já se preparava para o pior. Para ela aquilo era o fim. Ela não escaparia duas vezes. Talvez esse fosse seu destino, talvez, aquilo que estava vivendo com Minos não fosse permitido e assim, esse seria o ponto final a ser colocado, afinal, se precisa acabar de um jeito ou de outro, por que não de forma trágica e dolorosa?
Pensamentos a mil, dores físicas e emocionais também. Era melhor que a tivessem matado.
O dia termina e Minos vai até o campo de flores. Nota a ausência de sua amada. Corre os olhos por toda aquela extensão mas nada dela.
“Deve ter ido para as margens do rio” – Minos pensa. Ele ainda esta, com um sorriso bobo no rosto, como uma criança sendo levada pelos pais para uma sorveteria. Era assim que ele ficava sempre que ia encontrá-la. Não importava quanto tempo passasse, para ele/para ambos, sempre seria uma novidade.
Ao se aproximar no rio, Minos franze o cenho ao notar que Cali também não esta lá. Era estranho, normalmente ela esperaria por ele, afinal naquele dia, ele não demorara tanto para voltar. Enquanto olhava para os arredores algo lhe chama atenção. O que uma pétala estava fazendo ali? Cali não gostava de arrancar flores.Talvez aquela já havia caído no chão, por isso ela a pegara?! Ainda assim, havia algo estranho no ar.
Minos largou a pétala e começou a andar em direção ao seu portão em passos largos. No caminho, Aiacos o encontra e começa a puxar assunto.
Minos tenta retribuir sem transmitir seu nervosismo e ansiedade.
- Os que foram acusados de traição logo terão um novo julgamento, precisamos.......Minos.....MINOS! Ele fala mas alto e enfim consegue a atenção do amigo. – O que deu em você?
-Nada, não tenho nada.
-Está nervoso. Algum problema?
Mino hesita por um momento, mas resolve abrir o jogo.
-Estou preocupado.
-Com o que?
-Cali não estava no jardim e nem na margem do rio!
-E o que tem de mais?
-Ela sempre me espera em um desses dois lugares mas hoje não estava em nenhum deles.
-Vai ver ela se cansou. Fique calmo ela deve estar na sua casa. Antes de se preocupar vá lá ver.
-È o que vou fazer, se me der licença. – Minos começou a andar novamente em direção ao seu portão mas Aiacos mais uma vez o interrompe.
-Minos!
- Sim!
- Não pode ficar desse jeito, você se desespera quando o assunto é ela. Isso vai acabar com você. Não precisa de todo esse nervosismo.
Minos passa as mãos pelos longos cabelos demonstrando sinais de desgaste.
-Eu sei, tento me controlar mas.......só de imaginar algo ruim acontecendo com ela...... eu já fico louco. Tem algo errado amigo.
-Ninguém aqui seria louco para enfrentar você Minos, ou melhor um juiz. Todos já sabem quem é Cali, não se atreveriam Se acalme, eu vou acompanhá-lo para me certificar de que esta tudo bem mesmo.
-Obrigado!
E assim, ambos foram até o portão de Minos.
Aiacos ia atrás observando o comportamento de Minos. Este por sua vez, olhava tudo ao redor como se estivesse procurando alguma anomalia no local.
Ao chegarem Minos testa a porta e percebe que esta traçada. Em seguida ele a chama mas ninguém responde. Ele começa a ficar impaciente e passa a gritar o nome Cali.
-Calma Minos, ela pode estar no banheiro.
Minos iguinora o amigo e começa a beter na porta com violência.
-MINOS SE ACALMA PORRA!
-ELA NÃO ESTA AI DENTRO AIACOS!
E impulsionado pelo nervosismo ele da um chute na porta a derrubando. Quando a passagem já esta livre, Minos entra no quarto e começa a gritar por Cali. Ele vai até o banheiro mas ela também não esta lá.
-CALIIIIIII!!!!! ELA NÃO ESTA AQUI AIACOS, ELA.......NÃO......ESTA.......AQUI!!!
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