Não Me Deixe Vagar Sozinho Neste Mar Sem Vida!

3 Cap 3 - Esteja aqui quando eu voltar!


Notas iniciais
Prontinhu minha gente, esse acabou de sair do forno rsrs!
Prontos para mais um?
Lá vai heim!
Boa leitura
(respirem esse ta sussa rsrsrs)

Passada as horas Cali acordou, presa por um braço forte que a enlaçava pela cintura impedindo de se levantar, tentou se soltar com cautela para não acordar o juiz. Segurou o braço que a prendia e foi calmamente levantando enquanto arrastava seu corpo para fora da cama, mas durante o movimento.......

-Onde pensa que vai? – Uma voz grave e autoritária lhe fez cessar os movimentos.

O braço que a prendia apertou-a ainda mais trazendo-a de volta para perto dele.

Cali levou um susto demorando alguns segundos para se recompor, aquela voz a pegou de surpresa, não esperava que o sono de Minos fosse tão leve a ponto de despertar sobre o menor ruído ou movimento.

-Eu te fiz uma pergunta. – Reforçou. — Espero que não esteja pensando em fugir, isso seria inútil! – Exclamou novamente com voz autoritária com tom de sarcasmo.

-Preciso levantar tenho que realizar os serviços que me foram ordenados senhor.

-Quem vai te dizer o que deve ser feito daqui pra frente sou eu. Eu darei as ordens daqui pra frente.

-Não posso permanecer no seu quarto senhor, isso não me é permitido. Não posso desacatar as ordens que me foram impostas.

-EU TAMBÉM SOU AUTORIDADE NESSE LUGAR, E ESTOU LHE DANDO UMA ORDEM! – Bradou Minos impondo a sua vontade. — Não vai sair deste quarto! Se o fizer estará desobedecendo a mim. Não quero que fique sozinha com os espectros.

Após alguns segundos, o rosto de Minos que tinha uma expressão séria e nervosa foi dando lugar a uma expressão mais calma e amena, permitindo que a garota também se pusesse mais calma. Assim Cali respirou fundo e claro sabendo que não deveria debater com ele acatou as ordens.

-Sim senhor. Farei como desejar. O senhor tem alguma ordem para mim agora? – Perguntou ainda de costas para ele com a voz um pouco tremula.

Minos a puxou para mais perto e a virou para encara-lo, segurou seu queixo e puxou seu rosto para perto do dele respondendo:

-Eu tenho planos pra você.....Ontem eu disse que talvez morderia sua boca......Estou com vontade de fazer isso agora!

Encostou seus lábios nos dela e puxou levemente o lábio inferior da garota com os dentes arrancando um gemido abafado de Cali. Logo em seguida atacou a boca dela de forma feroz, enfiando as mãos nos cabelos e segurando-a pela nuca impedindo seus movimentos. Ficaram se beijando por alguns minutos até que Minos interrompeu. Pegou uma das mãos da garota, a levou aos lábios depositando um beijo na palma e colocando-a no próprio peito. Olhou para ela e disse:

-Toque em mim....

Cali o olhou sem graça com o nervosismo estampado em seu rosto, tinha medo de gostar daquele homem, e não sabia o que ele realmente pretendia com ela, poderia acabar machucando-a ou a descartando quando não tivesse mais interesse. Num reflexo ela retirou a mão retendo o movimento.

-Toque-me......... – Repetiu ele. — Por favor, quero sentir seu toque quente e suave.

Minos disse pegando a mão da garota e colocando-a novamente sobre seu peito. — Preciso disso!

Ela respirou fundo e passou a mão no peito de Minos correndo os dedos pelos seus ombros, fazendo a curva do pescoço até chegar no rosto. Com o dedo indicador contornou as linhas do rosto dele como se fosse desenha-lo guardando na memória cada traço que ele apresentava. Minos fechou os olhos para curtir aquela sensação, nunca recebera um toque carinhoso, aquilo era a melhor sensação que já sentira e sem dúvida, a melhor coisa que já lhe acontecera. Com as costas dos dedos Cali acariciou a lateral do rosto dele e o puxou para um beijo suave, não sabia por que estava fazendo aquilo mas sentiu vontade de colar seus lábios nos dele novamente. Ele retribuiu dessa vez também de forma suave abraçando-a e acariciando suas costas. Estavam prontos para se entregar novamente até que ouviram batidas na porta.

-Senhor Minos estão solicitando-o no julgamento. Precisa escolher onde jogará essa alma recém chegada.

Falou um espectro por trás da porta sem abri-la.

-E mais uma coisa senhor, aquela mortal que chegara no submundo dias atrás desapareceu, não estava em sua cela e não conseguimos encontrá-la em nenhum lugar.Mas não se preocupe senhor, Radamanthys e Aiacos nos deram carta branca. Temos liberdade para agirmos como acharmos melhor e iremos castigá-la assim que encontrá-la.

Ao ouvir aquilo Cali estremeceu, olhou para Minos com olhar de suplica para não permitir que a machucassem mais.

Minos olhou para a garota assustada, a abraçou para conforta-la e disse em seu ouvido:

-Fique calma, não vou deixar ninguém machucar você, eu te coloquei nessa situação quando te trouxe pra cá e agora eu vou te proteger. Fique aqui em silêncio e não abra a porta para ninguém, e se algum espectro descobrir que você esta aqui, diga que esta cumprindo ordens minhas.

-O que irei dizer senhor? – Perguntou com a voz falha.

-Diga que está passando para o livro de registros os nomes e datas das almas que chegaram neste mês. Eles sabem que é um grande número, então entenderam seu sumiço.

Ela acenou com a cabeça e o olhou sair da cama para vestir-se. Quando já estava pronto, antes de sair foi em direção a garota que estava sentada em sua cama enrolada por um lençol e sentou-se ao seu lado tirando uma mecha de cabelo que caia em seus olhos. Segurou seu rosto com ambas as mãos e a beijou.

-Vou tentar não demorar.

-Obrigada por me ajudar.

-Não quero que me agradeça, só quero que esteja aqui quando eu voltar. Nós ainda não terminamos........

Cali procurou as palavras antes de falar.

-Está se arriscando em me ajudar, por que esta fazendo isso senhor?- Perguntou com uma voz amena.

-Não me faça perguntas, apenas acredite em mim........E não estou me arriscando pois sou uma das autoridades aqui no submundo.

Despediu-se e saiu. A garota correu para trancar a porta do quarto e em seguida foi para o banheiro banhar-se. Deixou os papéis com as informações das pessoas que haviam morrido e o tal livro em cima da mesa para o caso de alguém aparecer.

Ficou um tempo deixando a água correr pelo seu corpo, sentia dores depois do que aconteceu entre eles durante a noite. No início sentiu medo, mas em cada beijo e sussurro que recebia sentia-se mais entregue a luxuria e logo se entregou ao ato. Gostou de cada toque e carícia que recebeu do juiz, estava envolvida em sentimentos de medo e ternura ao mesmo tempo.

Continuou curtindo a água quente escorrer pelo seu corpo, ela precisava achar um modo de se distrair, a ideia de que poderia ficar tempo de mais sem sair daquele quarto a entristecia e à amedrontava. Ficar presa era realmente uma ideia assustadora para ela, mas a ideia de ser castigada e torturada pelos espectros a assustava ainda mais.

Iria seguir as ordens de Minos sem dúvidas, mas torcia para que um dia pudesse sair dali de dentro. Apesar da vista não ser bela do lado de fora, ela queria poder andar para se distrair e afastar as dores que sentia em seu peito sempre que a saudades apertava.

Sentia saudades de seu mundo, da sua casa, de sua irmã e de seu sobrinho que mal tivera tempo de conhecê-lo. Mas não se arrependeu do que fez, sabia que o bebê precisava da mãe, ela não permitiria que o destino os separasse.

Terminou o banho, colocou novamente uma camiseta de Minos (outra já que a anterior que lhe entregara para dormir, ele próprio havia rasgado), pois não tinha outra coisa para vestir e foi procurar um modo de se distrair.

Passou um tempo transferindo os nomes e datas da lista para o livro, mas parecia não ter mais fim, deixou aquilo de lado e correu os olhos em volta do quarto procurando outra coisa quando encontrou algumas folhas em branco.

Continuou correndo seus olhos pelo local bem espaçoso e encontrou uma lareira onde dentro havia restos de madeira queimada (carvão). Abriu um sorriso, já encontrara o que fazer.

Notas finais
Valeu gente semana que vem tem mais.
Qualquer sugestão é só me escrever. Bjs até a próxima!