Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
28 Visita de amigo - Parte II
Notas iniciais
Enfim, esse é o último capítulo antes do treinamento e não poderíamos finalizá-lo de outra forma. Tá não vou contar como termina u.u. Mas essa luta vai mexer com muitos sentimentos... Tomara que gostem!!!
-Não queira saber do que sou capaz. – Elesis o olhou, séria.
-Você me surpreende sempre. – Ronan sorriu.
-Eu vou começar a te bater de verdade! – a ruiva fechou os punhos.
-E por acaso você me batia de mentira?
-Não!
-De brincadeira então?
-É... Mas abra a boca e começarei a te bater assim! – Elesis deu um soco no azulado bem forte.
-Ai! Abusada! – Ronan sentiu o verdadeiro soco da ruiva – Pode deixar, eu sei guardar segredo. – o azulado deu um sorriso provocativo.
-Depois que eu te bater, não reclame. – Elesis também deu um sorriso provocativo.
-É... Ronan quer lanchar? A Elesis fez um bolo. – Jin invadiu a conversa e mudou de assunto.
-É melhor não, do jeito que ela é estressada deve ter posto muito fermento, aí o bolo vai explodir com a fúria da ruiva. – Ronan e Jin riram, mas pararam ao verem Elesis os encarando.
-Agora você vai experimentar e se não gostar eu paro de te chamar de idiota azul. — a ruiva o desafiou.
-É Ronan, você ainda será chamado assim pela Elesis. – disse Jin – O bolo que ela faz é muito delicioso.
-Eu ainda não experimentei, então... – Ronan segurou o riso.
-Vamos para a cozinha. – Jin falou antes de Elesis bater no azulado.
Os três foram, Ronan e Jin se sentaram e Elesis resolveu dar uma de dona de casa e serviu os dois, logo depois se sentou também.
-Poderia me informar as horas, por favor? – perguntou Ronan.
O ruivo olhou o relógio e disse a hora e acrescentou:
-É melhor eu fazer o dever da professora Elena, ela passou semana passada, se eu não fizer... Não quero nem pensar em ficar a ouvindo falar e reclamar toda vida. Bom lanche aí para vocês que eu vou pro quarto. – Jin pegou o prato com o bolo e saiu.
-Agora prove, azul idiota. – a ruiva colocou a mão no queixo e apoiou o braço na mesa.
-Por que você me chama de idiota azul e azul idiota? Aliás, por que me chama assim?! Eu não sou idiota!
-Primeiro: Eu gosto de ter opções quando for te chamar e como inverter a ordem é simples eu o chamo usando as duas opções. E segundo: Você é um idiota sim! Enfim, prova logo isso! Você está tentando me enrolar?!
-Eu?! Como pode pensar isso de mim? Eu sou um anjinho. – o azulado riu, mas logo ficou sério por causa da expressão que Elesis fez de raiva.
A ruiva se lembrou do que acontecera, quando Lin apareceu, do medo que Lupus causou, Rey... Elesis ficou com uma cara séria e pensativa.
-Tudo bem? – o azulado perguntou preocupado.
-Ronan, prova logo isso.
-Como?! – Ronan ficou bem assustado que quase caiu da cadeira.
-Você tá surdo?!
-Você me chamou de Ronan...
-E esse é o seu nome. Duh!
-Quem é você e o que fez com a Elesis?!
A ruiva riu e ficou olhando para ele. Elesis começou a corar e seu coração batia rápido, então ela desviou o olhar.
-Vou provar. – Ronan falou ao perceber que a ruiva estava com vergonha.
-Já era para você ter feito isso há muito tempo. – Elesis cruzou os braços.
-Hm... De chocolate. – Ronan comeu um pedaço e acabou sujando a bochecha.
-E então...? – a ruiva ficou curiosa para saber se ele havia gostado.
-É... Terei que admitir. Tá uma delícia. – Ronan falou com a boca cheia.
-Seu nojento! – Elesis deu um tapa no braço dele.
-Não me bate! Eu coloquei minha mão na frente da minha boca quando falei.
-E daí? Foi nojento e ponto final.
-Ai ai... – o azulado foi comer outro pedaço, mas a ruiva o impediu.
-Pera aí. Tá sujo.
-Hã?
-Na sua bochecha. – ela indicou onde estava sujo, mas Ronan não havia limpado tudo.
-Tá limpo agora?
-Não, pera.
Elesis se levantou da cadeira e foi até o azulado.
-Não precisava se levantar, estava sentada de frente para mim.
-Cala a boca, quer que eu limpe ou não?
-Você quer que eu fique mudo? Sempre me manda calar a boca, cadê a liberdade de expressão minha gente?
Os dois riram, Ronan se levantou também e ficou a frente dela. Elesis limpou a bochecha dele.
-Elesis... – o azulado sentiu seu coração acelerar naquele momento.
-Fala.
-Já limpou? – ele tentou olhar para algum lugar ou para outra coisa. Não conseguiu.
-Aham.
A ruiva e o azulado permaneceram parados olhando um para o outro e coraram levemente a cada segundo.
-Então... – Elesis quebrou o clima.
-É... – Ronan não sabia o que falar.
-Somos amigos, não é?
-Claro! Amigos que implicam um com o outro.
-E que fazem visita.
-Sim... E que ficam batendo. – Ronan riu.
-É... – Elesis também riu — Bem, termina o bolo e vê se não se suja mais.
-Eu acho melhor eu ir. Meus pais devem estar querendo saber onde eu estou. Mas eu vou querer levar para a casa. Pode ser?
-Tá bom.
-Obrigado.
Ronan foi para a sala depois que a ruiva lhe entregou o bolo para guardar.
-Aaaah! – Elesis gritou.
-O que foi?!
-Odeio quando acontece isso!
-É! – Ronan também gritou.
-Somo amigos!
-Isso! Não devemos ter esses momentos malucos.
-Isso aí!
-E você não deveria me bater!
-Isso a... Sem graça. – a ruiva bateu nele.
Ronan riu, pegou sua mochila e saiu. Elesis o acompanhou até a porta e esperou ele ficar distante e entrou.
-Somos amigos... Só amigos... – a ruiva falou para si mesma.
Notas finais
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