Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
40 Revelações do passado.
Notas iniciais
Agora é a vez da Rey e do Dio... Esperamos que gostem!!
Mesmo com os treinamentos, as aulas continuavam normalmente e com matérias importantes. Os dois primeiros tempos de aula no terceiro ano eram da professora Gyna.
–Bom dia. – Gyna sentou-se à mesa – Eu sei que muita gente da turma está treinando e que a atenção para as matérias é pouca, mas eu peço que, hoje, vocês prestem bastante atenção.
A professora se levantou e foi para perto do quadro. Rey não estava nem aí e começou a conversar com Lupus, que não ligava muito.
–Por que ainda não foi treinar? – perguntou Rey.
–Não preciso treinar. Isso é uma perda de tempo. – o menino nem a olhou.
–Olhe para mim quando estiver falando comigo! – ela o puxou pelo braço.
–Já falei para não falar comigo nesse tom, e, caso não percebeu, a professora pediu para prestarmos atenção. – murmurou Lupus.
–E desde quando você se importa com isso?
–Me deixa em paz Rey, depois conversamos.
–Eu quero conversar agora! – a menina se alterou.
–Não, a senhorita não vai conversar agora. – disse Gyna a encarando – Vire para frente e preste atenção.
Lupus sentou direito na cadeira e olhou para frente. Rey não gostou quando a professora chamou sua atenção, continuou de lado e olhando para o menino.
–Você é meu namorado e, como tal, precisa me dar atenção!
–Quando você ficou tão exigente?? – Lupus ainda olhava para frente, falando num tom frio.
–Eu não fiquei, eu sou! E mereço atenção!
–Rey, eu estou começando a ficar sem paciência e você não quer me ver assim. Então cale a boca e preste atenção! – Lupus ainda falava frio, mas, agora, com raiva.
–Você me mandou calar a boca?! – Rey se levantou – Como você ousa falar comigo assim?!
–Rey!! Sente-se e fique em silêncio! Já é a segunda vez que chamo a sua atenção e você continua falando e atrapalhando a aula. Espero que não haja a próxima vez, senão pedirei que se retire da sala. Entendeu?! – Gyna parou a explicação e todos os alunos olharam para ela e Rey.
Dio apenas observava a irmã com muita raiva, principalmente por ela querer “quebrar as regras” justamente na aula da Gyna, sua professora favorita e sua paixão secreta. Ele ameaçou se levantar, mas ficou sentado apenas vendo até onde iria aquela situação.
–E então, Rey, não vai sentar?
–A senhora está me irritando. – a menina permanecia em pé.
–Como?! – a professora respirou fundo – Rey, sai da sala. Eu preciso dar aula e você está atrapalhando seus colegas.
Ela continuou parada, olhava todos com muita raiva em seus olhos cor verde esmeralda. Rey estava sendo constrangida e não iria deixar aquilo barato.
–Eu não irei sair da sala. – a menina foi aumentando o tom de voz – Eu não farei o que você está pedindo!
–Isso não foi um pedido, foi uma ordem! Saia da sala imediatamente.
–Você não manda em mim. – Rey falou num tom debochado.
–Rey, saia da sala. – sussurrou Dio.
–Não! E não se meta. Ninguém te chamou na conversa!
Para Dio aquilo foi a gota d’água, ele se levantou e segurou no braço da irmã.
–Se você tiver um pingo de educação, sai da sala e obedeça a professora.
–Eu já disse que ela não manda em mim. Muito menos você! – Rey se soltou e fitou o menino.
–Ah! Mando sim! E você está passando dos limites.
–Dio, por favor, não precisa fazer isso. – disse Gyna percebendo que o momento estava tenso. Muito tenso!
–Desculpa professora, mas acho que a senhora concorda que minha irmã precisa de bons modos! – o menino olhava para Rey com ódio latejando em seus olhos.
–Por que todos estão contra mim hoje?? – soltou Rey indignada – Até meu namorado! – Lupus a olhou com certa impaciência.
–Pelo menos ele está tentando prestar atenção na aula! O cara que você diz que ama não está querendo falar com você. Eu pensava que não, mas ele tem bom senso. – Dio falava com frieza.
–Você falou que eu digo que o amo. Digo por que é verdade! Eu confesso! Eu falo! Não sou como você que fica escondendo. – a menina deu um sorriso provocativo ao olhar para a professora, que já não sabia o que fazer – Acontece que eu não preciso de babá, principalmente quando meu irmão idiota ocupa este cargo!
–Eu estou aqui para te proteger! Você não sabe de nada que eu já fiz por você! Sou maior de idade, não preciso estar aqui! – Dio acabou revelando algo que não deveria, mas mesmo assim se manteve frio.
–CHEGA! – gritou Gyna – Os dois para a diretoria agora! E que não comece outra discussão pela minha ordem!
Dessa vez não houve questionamento, Rey apenas encavara o irmão confusa e com raiva. Como Dio também foi mandando para a diretoria, ele puxou a irmã para fora antes que ela resolvesse abrir a boca.
–Eu fui humilhada na sala! E você é um idiota! Como pôde fazer aquilo?! – Rey estava bem irritada.
–Você é uma garota mimada mesmo! Passou dos limites e ainda acha que tem razão!? – Dio falou num tom indignado.
Nesse momento Gyna saiu da sala para acompanha-los até a diretoria, mas a conversa iria render muito...
–O que os dois estão esperando?? Eu já disse para irem à sala da Lothos.
–Gyna, eu só queria que soubesse que eu sinto muito.
–Não peça desculpa a ela. – Rey falou num tom provocativo.
–Como assim?! Eu devo pedir desculpas sim! – Dio já estava impaciente com a menina.
–Irmãozinho, porque você, ao invés de pedir desculpas, não fala logo o quanto a ama! Um aluno apaixonado pela professora. Que coisa mais... – Rey riu – Ridícula!
Dio respirou fundo, mas não estava aguentando. Ele ia acabar falando tudo o que não deveria e que traria consequências.
–Rey, é bom você calar essa boca! Eu não sei o que sou capaz de fazer com você.
–Do que você está falando, Dio? – indagou a professora.
–Não se intrometa em nossa conversa! – Rey perdeu o controle.
–Não grita com ela!
–Não precisa me defender. Eu só quero saber se o que a Rey falou é verdade. – Gyna o olhou.
–O que você acha, queridinha? Eu não minto.
–Ah! Mente sim! Mente quando diz que ama o Lupus.
–E você!? O perfeito da família! Mente seus sentimentos e pelo visto esconde um passado!
–Eu não escondo meus sentimentos, eu só não os demonstro. – Dio olhou para Gyna abatido e depois olhou para Rey com ódio – Eu não escondo meu passado. O seu que me perturba! O seu que me impede de ter minha própria vida! Mas a culpa não é sua, é minha.
–Você é um louco! Só pode! Louco e idiota! Que papo é esse, hein?
–Garota... – o menino falava entre os dentes e com frieza – Você não sabe de nada! Como eu pude aceitar aquilo!? Eu poderia estar em outro lugar, vivendo a minha vida, mas não! Eu concordei em te proteger, eu concordei em ficar ao seu lado, eu... Eu fui um idiota mesmo em querer proteger uma Von Crimson!
–O que!? Como assim o meu passado te perturba??!
–Ah! Agora você ficou curiosa e até falou mais calminha... – Dio começou a provocar friamente – Continua falando tudo que vem a sua e mente sem medir as consequências!
–Calma Dio.
–Como calma, Gyna?! Essa garota tem que ouvir as verdades!
–Então me diz! Que verdade é essa?!
–Você quer saber mesmo? – Dio abriu um sorriso provocativo, deixando as duas confusas.
Notas finais
Iasmym: Me gusta barracos kkkk
Enfim, é isso. Comentem :3
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