Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
59 Finais do Campeonato
Notas iniciais
Desculpe pela demora ^^'
Iasmym: Mary! Não faz isso! Eles vão querer nos matar mais ainda '-'
Mary: Shiu! u_u Se alguém aqui é culpada é você u_u
Iasmym: Ah! Desculpe, não precisa jogar na cara u_u Enfim, pois é gente, eu juro que tentamos postar durante essa semana...
Mary: Ela prometeu pra mim até sexta 23:59 u_u
Iasmym: Enfim!!! Pelo menos, postamos. Certo?
Mary: Só que...!!!
Iasmym: Shiu!!!!!! Que coisa! u_u Não me interrompa u_u Abusada!
Mary: Quem fica interrompendo aqui é você!
Iasmym: Eu acho melhor vocês lerem porque acho que o negócio não vai ficar legal aqui :) Até as notas finais! Boa Leitura ^^
P.S.: a imagem é uma tabelinha que fizemos pra mostrar quem está na final e as outras lutas que passaram, mesmo não estando tão nítido '-'
–Tá bom... – Ao dizer isso, Amy se aproximou mais de Ronan e Rey desistiu de ir embora – Lá vai. – Ronan deu uma pausa e respirou fundo e, por fim, disse – Eu amo a Elesis.
–--
Assim como Amy, Rey também soltou um breve suspiro de surpresa.
–Isso é sério? – O semblante da rosada era de desconfiança. – Como assim você está gostando daquela coisa estressada?
–Ué, sei lá... Aconteceu...
–Aconteceu? Podia ter acontecido com qualquer uma, menos ela! – Nesse momento Amy começou a bater em Ronan e o mesmo tentava se proteger.
–Amy. Amy. AMY, PARA! – Ela só parou depois que o azulado conseguiu segurar seus braços.
–Ronan, não fique com ela.
–Por que se importa? Você gosta do Jin. E vocês até ficam fofos juntos.
–Fica comigo, mas ela não. – Amy o abraçou e deixou escapar algumas lágrimas grossas.
–Amy, o que... o que está fazendo? – O azulado a afastou e limpou suas lágrimas.
Rey achou que aquela ultima cena fora ridícula e já tinha o que queria, então decidiu finalmente ir. Não precisaria de mais nada dali.
–Não... não sei.
A rosada terminou de limpar o rosto e parecia extremamente confusa, pior que quando Ronan chegara.
–Acho que... são muitas informações em um dia. – Ronan acenou a cabeça concordando. – Vai falar com ela? Agora?
–Eu ia, mas acabei de lembrar que seria bom não falar antes que o campeonato terminasse. Ainda mais na altura que estamos.
–Vai lutar amanhã na final? – Ronan sentiu a diferença da pergunta de Amy quando ela ERA sua namorada e naquele momento que ela NÃO é mais. Ele sorriu.
–Não. A final é do Jin, já fiz minha parte. Acho que... você deveria falar com ele depois da final.
A rosada abriu um largo sorriso de menina apaixonada. Ronan se despediu e foi para casa. Agora sua mente estava mais clara, não se sentia arrependido ou culpado. A sensação era de dever cumprido, mas não totalmente. Ainda precisava resolver com a Elesis e faria, assim que o campeonato terminasse.
No dia seguinte, outra vez a escola estava cheia. Era o terceiro dia do campeonato, o dia das finais. Lothos subiu a arena e o público aplaudia e vibrava. A vontade de ver as lutas era insaciável, a cada dia que passava todos ficavam mais eufóricos, as lutas ficavam mais tensas, e este era um dia muito esperado por acontecerem as finais.
A diretora acalmou o público para dar um aviso.
–Bom dia a todos! Obrigada por comparecerem a mais um dia do campeonato. Hoje ocorrerá as lutas finais, mas eu gostaria de anunciar que nós já temos um dos vencedores! – Parte do publico aplaudiu e uma minoria vaiou por querer ver luta, e agora ocorreria uma a menos. Os aplausos abafaram as vaias. – Nas lutas de ontem, uma delas deu empate, tanto na luta em si, quanto na avaliação dos juízes. Nosso júri se reuniu e avaliou não só os dois competidores que empataram como também o vencedor da outra semifinal do grupo A. Por um voto, apenas, de diferença entre os três, chamo aqui para ganhar o primeiro troféu... SAMUEL!!!
Todos vibraram e o aluno foi muito bem elogiado pelos cochichos que corriam. Ryan e Lass também foram chamados para receber o troféu de segundo lugar. Nenhum dos dois pareciam chateados.
Após a premiação, Lothos deu lugar ao juiz para chamar os competidores da primeira final do dia: Lin e Rey.
Mari e Sieghart cruzaram seus olhares um com o outro. Rey era uma das alunas de Mari que estava na final e Sieghart já não tinha mais em quem se garantir para vencer a aposta. Para ele, só restava torcer contra Rey.
Zero olhava atentamente Lin, ela parecia nervosa ao subir na Arena.
–Não perca o foco, Lin. – Murmurou Zero.
Lin olhou a sua volta. Diogo estava na arquibancada e torcia pela menina. Ela sorriu ao saber que alguém acreditava em sua vitória. Deu mais uma olhada e seus olhos se encontraram com os olhos rubros.
–Lupus... – Sussurrou Lin.
O rapaz fixou seus olhos nos da menina. Parecia que haviam combinado. Lupus percebeu que estava demonstrando algo a mais em apenas um olhar, seu coração acelerou de tal forma que ele não sabia como explicar. Logo depois, virou o rosto e quebrou toda a conexão que tinha com Lin.
A Sacerdotisa abaixou o rosto e fechou a mão. Respirou fundo e encarou a sua frente. Rey entrava na Arena.
–Queridinha... Enfim nos encontramos num perfeito lugar.
–Perfeito lugar? – Indagou Lin.
–Sim, aqui eu posso acabar com você e ainda terei público para isso. – Rey começou a rir de forma debochada.
–Vamos ver a quem a plateia irá clamar no final da luta. – Disse Lin, confiante da luta que teria.
–Ai ai... Isso está me irritando... De onde você tirou tanta confiança? Afinal, você não passa de um ser invisível para a sociedade. Esquecida da turma, nem amigos dever ter. – Provocou Rey.
–Amigos... Eu não tenho muitos, mas sei que são os verdadeiros.
–Se você diz...
–Não querendo atrapalhar a conversa entre as duas meninas. – Disse o Juiz num tom irônico – Mas eu pretendo começar uma luta.
–Tão imprestável como o James... – Murmurou Rey – Se quer começar a luta, é só dizer, não precisa criar um discurso para isso. – Concluiu de forma sádica.
O Juiz apenas a olhou e não disse nenhuma palavra. Saiu dali e a luta começou.
–Boa sorte. – Disse Lin num tom gentil, mesmo sendo para Rey.
–E quem disse que eu preciso disso? – A menina revirou os olhos.
–Tá bom... Quando perder, não reclame.
–É o que veremos.
Depois de ter dito isso, Rey soltou uma esfera de sua mão, com mana roxa, que atingiria Lin, se a mesma não fosse perspicaz e ágil, indo para o lado.
–Só tem essa esfera para me atingir? – Riu a menina dos cabelos brancos – Minha vez. Raio de Luz!
Lin não esperou que a luta “esquentasse” para começar a mandar suas habilidades, o que pegou Rey desprevenida. Sorte a dela, foi que a distancia que a rajada de vento foi lançada não a pegou. Só fez com que Rey andasse involuntariamente para trás, devido à força do golpe.
–--
Um pouco mais distante, outra luta, no mesmo momento, fora anunciada. As coisas estavam correndo no Campeonato. Aquela seria outra das três que ocorreriam no naquele dia. Agora seria Lupus e Aldren.
A ruiva caminhou até a Arena com a cabeça baixa e Lupus entrou sério. A luta parecia que seria uma das mais tensas, pelo menos era o que constatava os olhares da arquibancada.
–Você me fez ter medo... – Sussurrou Elesis, para que ela apenas escutasse — Você nunca mais fará isso...
–Bom, como eu já avisei em todas as lutas, quero uma luta justa e centrada. Boa sorte aos dois. Chegar a final foi mérito dos dois e apenas um de vocês continuará com o mérito da vitória. – Disse o Juiz, retirando-se da Arena.
–Antes de começarmos, garoto, nem tente elevar seu poder diante o meu, porque você não passa de um verme que será destroçado por mim. – Lupus riu, mal ele sabia que estava falando com a ruiva.
–Pode deixar, não irei atrapalhar seu espetáculo. – Elesis forçou a voz para parecer de um menino, estava com muita raiva, estava frente a frente com o menino que a fez sentir medo.
–Bom garoto... – Dito isso, Lupus sacou suas armas e deu dois tiros – Não quero assustar, é só para começar meu show.
–Não se preocupe, o palco é todo seu, mas quando for a minha vez... – Elesis sorriu, chegando para trás para não ser atingida – Sentirá seu maior medo de estar perdendo para mim.
–Você é estranho... Mas continua sendo um verme que conhecerá as portas do inferno por me afrontar!
–Agora a luta irá começar de verdade... – Elesis empunhou seus dois Sabres.
–--
As duas já pareciam bem ofegantes, a roupa já pesava de forma cansativa. A luta estava sendo exaustiva para ambos os lados e, para esquentar mais os ânimos, Lin resolveu provocar.
–Acho que a plateia está adorando a luta, não acha?
–Queridinha, é só eu aparecer em qualquer lugar que todos adoram. – Disse Rey num tom convencido.
–Nem todos gostam... – Lin deu um olhar indiferente.
–Como assim? – Rey não entendeu, a luta estava tendo uma breve pausa.
–Pelo que venho percebendo... Lupus não se sente muito agradável com a sua presença. – A menina sorriu ao terminar sua frase cheia de veneno.
–O que?! – Rey não gostou nem um pouco do que ouvira – O Lupus me ama! Ele é só meu!
–Eu não teria tanta certeza disso... – Lin continuou provocando.
–Por quem mais o Lupus se apaixonaria? Hein? – Rey nem esperou que Lin respondesse – Eu sou linda, queridinha, sou uma Von Crimson, como ele não gostaria de mim?
–Faça você essa pergunta a ele. Eu só acho que Lupus não gosta de você, não pelo seu nome e eu ainda acho que ele não está nem aí para a sua beleza.
–Está me tirando do sério!
–É? Eu estou bem calma... Não vejo por que você está saindo do sério... – Lin não parecia ser mais a menina ingênua e insegura, ela sabia o que estava fazendo.
–Já conversamos muito... Agora eu preciso acabar com certa pessoa. – Rey falava entre os dentes – Centro Gravitacional!
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Lupus não teve piedade e lançou seu “Tempo da Bala”, que consistia em tiros para todos os lados causando danos contínuos, e Elesis teve sorte por não ter sido atingida em cheio, mas ainda sim o golpe acabou a atingindo, o que fez seu equipamento pesar consideravelmente.
–Droga! – Elesis acabou caindo no chão devido ao peso da roupa.
–Não adianta fugir, é patético você ainda tentar lutar contra mim. Desista! – Lupus falava em meio aos tiros que mirava na ruiva, mas a mesma conseguia desviar.
–Nunca! – Gritou Elesis, ainda com o tom masculino para que ninguém percebesse que não era o Aldren.
–Garoto... Não tente... Você não irá me vencer.
Lupus começou a atirar de novo, mas parecia que ele não queria acertar e sim assustar. O que deixou Elesis com raiva, muita raiva.
–Você... Você não vai me deixar com medo. – A ruiva se levantou e correu em direção ao Lupus, preparada para golpear.
Sua espada estava em chamas, Lupus ficou surpreso com o ataque.
–Vamos ver como você reage com uma pequena explosão... – Disse Lupus, com um sorriso sínico no rosto.
Ronan e Jin perceberam que Elesis seria golpeada, pois a mesma estava “cega”, não conseguia enxergar os movimentos de Lupus, apenas os seus.
–Se ela continuar assim, tentando ataca-lo e não pensar em como se defender, Elesis vai acabar perdendo a luta. – Avisou Jin.
Elesis mirou nos pés de Lupus, dando um corte e o fazendo cair no chão.
–Eu vou acabar com você! – A ruiva parou na frente do seu adversário.
–É o que veremos.
Lupus havia criado uma armadilha, como Elesis estava perto demais dele, tudo daria certo, seu golpe iria deixar seu oponente bem mais fraco, a beira da derrota.
–Grilhões da alma.
–O que? – Elesis ficou paralisada, era certo ela ser atingida e foi o que aconteceu.
A menina foi arremessada para trás. Sua roupa pesou muito. Ronan ficou com os olhos arregalados, não se conformava em ver Elesis caída no chão prestes a perder a luta.
–Não desista, não pense em nada, apenas tente voltar a luta, dê o melhor de si, ultrapasse seu limite, eu confio em você, vamos! – Ronan falava, mas era quase inaudível a sua voz diante a multidão que gritava na arquibancada.
Mas Elesis estava o olhando e, mesmo não ouvindo as palavras ditas pelo Ronan, ela sentiu uma paz em seu coração, alguém estava torcendo por ela, alguém acreditava nela. Uma força surgiu dentro de si e a ruiva conseguiu se levantar lentamente.
–Pensei que seria o fim do meu show. – Disse Lupus caminhando até a ruiva.
–Ele está se encaminhando para o final, não se preocupe. – Elesis também começou a andar em direção ao rapaz.
Ronan sorriu ao ver que a menina conseguiu se reerguer.
–Boa, Elesis, boa... – Ele sussurrou para si mesmo.
Os dois pararam um a frente do outro, como se a luta estivesse dando seu início novamente. Os olhos rubros de Lupus se encontraram com os vermelhos de Elesis. O elmo conseguia esconder muito bem a face dos lutadores, deixando a mostra apenas os olhos.
–Eu conheço esse olhar... – Observou Lupus.
–É bom você gravar bem esses olhos, pois serão eles que carregarão o brilho da vitória.
–Você é bem resistente e determinado, garoto, mas não se iluda... Essa luta já está ganha.
–Será?
–--
Dio estava atento a luta. No ponto que estava, era certo que não demoraria muito a acabar. Já estava durando tempo demais, e depois de a ruiva atacar girando os seus sabres acumulando energia, fazendo como se fosse um circulo de fogo, estava visível que Lupus havia perdido a cabeça. E Dio reparou nisto. O asmodiano não perdeu tempo e logo se agitou para tentar evitar uma catástrofe. Gyna percebeu e viu também a tensão em sua face e a preocupação em seus olhos.
–Dio? – Chamou a professora após se aproximar do mesmo.
O rapaz a olhou de relance e tornou a seguir em direção a arena.
–Dio, espera! – Ela demonstrava preocupação. – O que houve?
–Precisamos parar a luta!
–Por que? – A professora se encontrava assustada.
–Lembra-se do treino?
Flash back ON
“Gyna se aproximou mais, e, nesse exato momento, Lupus correu até Dio. O asmodiano desviou seu olhar e viu a professora, ficou distraído e quando Lupus o atacou, não conseguiu impedir. O pistoleiro começou a atirar, parecia que as balas não acabavam, Dio, com um reflexo rápido, fez com que todas levitassem antes de atingi-lo, jogando-as para outra direção. Lupus parou de atirar e se aproximou mais de Dio, o mesmo voou novamente e aterrissou ao lado da professora, que ficou assustada com aquilo tudo e, por isso, ficou imóvel.
Lupus se virou, ficou com raiva por não ter feito o que havia planejado, o ódio estava o dominando. O asmodiano percebeu.
–Controle-se, Lupus!
–O que foi? – ele sorriu debochado — Você está fedendo a medo!
–Droga!
–O que foi? – Gyna o olhou, apavorada.
–Ele irá seguir o instinto selvagem, irá atacar a sangue frio...
–Mas eu sou sua professora, ele...
–Ele não irá se importar nem se você fosse a mãe dele.
Lupus correu até eles e gritou:
–Disparo Final!
Dio pôs-se a frente de Gyna, que arregalou os olhos temendo o pior, esperou pelos golpes que Lupus faria, mas foi surpreendida ao ouvir:
–Esfera das Trevas!
Um grande globo a envolveu, ela pôde sentir o pelo de seu braço arrepiar, uma grande bola de energia roxa a cobria e impedia que as explosões causadas pelas balas de Lupus atingissem tanto a ela quanto ao Dio.
–Só há um jeito de para-lo. – murmurou Dio.
–Você não está pensando em mata-lo, né? – Gyna o olhou desaprovando a possível ideia.
O asmodiano apenas riu.
–Infelizmente não farei isso.
–Então...?
Dio desfez a esfera e, num movimento rápido, atacou Lupus.
–Giro Audaz! – gritou o asmodiano, lançando sua Deathstar em um ataque crescente em Lupus, o arremessando para perto da arquibancada.
Lupus chocou-se com o primeiro degrau, sua coluna começou a latejar de dor.”
Flash back OFF
Gyna pôs-se a correr com Dio, mas foram parados pelos seguranças
–Precisam parar a luta! O ruivo vai se machucar! – Gritou o asmodiano para o segurança.
–É uma luta! O que você esperava? E chega de gente querendo invadir a arena. – Era visível a impaciência do segurança.
A atenção fora dirigida para a arena, quando nossa ruiva deu uma cambalhota e em seguida um corte para baixo que atingiu Lupus de raspão. Ambos estavam ofegantes e era visível o ódio e a raiva presente nos olhos dos competidores. Lupus faria seu ultimo ataque.
–Tudo bem... – Disse o asmodiano parecendo calmo. Ele estava com a cabeça baixa, mas olhava para o rosto do segurança. – Se não vai me deixar entrar por bem, será por mal mesmo.
Dio abriu suas asas e levantou voo. Era tarde.
–Disparo final! – Lupus jogou algumas balas ao seu redor e atirou causando algumas explosões em que, uma delas, Aldren (Elesis) não conseguira desviar e sua derrota foi certa.
Dio não conseguiu impedir. Quando pousou na arena foi direto até o ruivo caído no chão. Felizmente não estava desmaiado. Virou-se até Lupus já o metralhando com os olhos e quando estava prestes a ataca-lo o juiz entrou na arena para um anuncio.
–Lupus foi desclassificado!
–O quê? – O caçador não acreditava. Seu sangue ainda fervia, apesar de já se controlar.
–O regulamento do campeonato não permite o uso de habilidades supremas em nenhuma ocasião. Como o competidor fora contra o regulamento, ele está desclassificado e o vencedor é Aldren.
Aquela não era a forma que Elesis queria ganhar, mas Lupus foi contra as regras e no campeonato a luta deve ser justa. A ruiva não estava feliz, afinal, ela é determinada e queria ela mesma ganhar.
–--
A arena começou a perder a gravidade, a Sacerdotisa não esperava por um golpe de extrema força. Ela sentiu seu corpo sendo arrastado para uma concentração de energia no meio da arena e não conseguia ficar parada, era algo surreal para Lin. Tentou fugir, mas era inevitável que seu corpo fosse sugado. Rey já esperava pela sua vitória fácil e tão desejada, era muito difícil que Lin saísse ilesa. Mas felizmente a garota ainda tinha um pouco de energia após o golpe e usou para seu ultimo golpe. Nem mesmo Lin sabia a quantidade de força que ainda obtinha, mas ela se lembrou do último treino com Zero.
O professor, ao perceber que a menina estava prestes a usar o selo secreto, se aproximou da arena. Tentou ser impedido pelo mesmo guarda que tentara para-lo nas outras vezes, mas foi em vão, pois Zero se aproximou. Lin estava envolvida por uma mana azul, um azul diferente aos olhos do público.
–Zero! — Gritou Lin, não sabendo como controlar tanta força.
O professor cerrou os punhos, ele estava quase subindo na arena, não conhecia muito bem sobre os selos, então não sabia o que poderia ocorrer. Na última vez que Lin usou, ela desmaiou, ele não queria que isso acontecesse novamente, ainda mais no meio da luta. Agora, com a menina mais fraca, poderia ser fatal.
Zero olhou para o Juiz da luta, mas o mesmo não parecia querer parar a luta. Sieghart se aproximou, percebendo que Zero estava nervoso.
–Está tudo bem? — Perguntou Sieghart.
–Não. — Zero estava ofegante — Lin tem um poder muito além de sua capacidade de controle, ela está fraca demais depois do golpe que recebeu.
–Então a luta precisa ser parada!
–Algo me diz... — Zero olhou para trás, em direção ao Juiz, Sieghart fez o mesmo — Que essa luta só terminará quando Rey realmente estiver com a vitória em mãos.
–... — Sieghart não soube o que dizer, nem sabia o motivo de Zero estar daquele jeito — Só nos restas ver o que Lin fará a partir de agora.
–Pois é... E ela estará sozinha na arena.
Zero fixou em Lin, precisava estar preparado para qualquer acontecimento. Rey não estava entendendo como a Sacerdotisa ainda conseguia permanecer de pé e, muito menos entendia, como Lin conseguia nutrir forças dentro de si.
–Como... Como?! — Perguntou Rey, se afastando dos concretos que subiam do solo da Arena.
Lin fitou a adversária e a mesma se assustou após ver sua concorrente a olhar com aqueles olhos brancos e sorrir de forma maliciosa.
–O que aconteceu com você? — Indagou Rey, tentando, inutilmente, compreender.
–Você não irá se mover diante de meu poder.
–Ah! Eu irei sim, e irei acabar com você e esse poder que você carrega! — Respondeu Rey fazendo sua ultima invocação: uma gargula.
A gargula, sob o comando da invocadora, atingiu Lin de forma a interromper o golpe. Rey estava ofegante, pois fez sua invocação as pressas. Olhava para Lin, que permanecia flutando, porém, os olhos da Sacerdotisa começaram a perder a coloração branca e voltaram, gradativamente, para seu tom azul.
Lin os fechou lentamente e começou a cair em queda livre. Seu choque com o chão seria catastrófico, pois junto com ela, os pedaços de concreto iriam juntos. Zero não perdeu tempo, sabia o que estava por vir. Tirou a Grandark das costas, o guarda foi ligeiro e percebeu que Zero invadiria a Arena, mas não teve como segura-lo, pois o professor usou a espada para afastar o segurança. Subiu na Arena a tempo de segurar Lin em seu colo, inconsciente.
Rey venceu. A vitória foi da asmodiana. O publico clamou seu nome, o que fez ela se sentir cada vez mais. Lupus viu a cena e sentia algo inexplicável em seu peito. Uma dor? Uma agonia? Por que? Viu Lin sendo carregada para a enfermaria. Ele iria junto se Diogo já não estivesse lá, ao lado da garota.
–--
Ao termino da luta Mari retirou-se da concentração. Um dos motivos era a agitação para socorrer a garota na arena. Sieghart a seguiu.
–É Sieghart... Como já esperado, eu venci essa aposta idiota.
–Pois é... A sorte não estava ao meu lado.
–Quando eu sou a adversária, não se trata de sorte para me vencer.
A professora deu as costas para o moreno. Este suspirou pesado e, num ato impulsivo, segurou a mão de Mari, resultando a sua pausa.
Mari sentiu seu rosto esquentar, sua mão estava suando e seu coração pulsava incontrolavelmente. Seria o tal amor que ela sentia?
–O que pensa que está fazendo? – Perguntou a professora, num tom frio.
Sieghart, pela primeira vez, não sabia o que dizer.
–Sieghart! – Mari se virou, soltando-se do moreno – Tem como me explicar o que--
Mari não terminou seu questionamento. Sieghart se aproximou da professora, envolveu seu braço na cintura dela e a beijou calorosamente.
Mari não recusou a ação, deixou-se levar por Sieghart. Como estavam na entrada do colégio, o silêncio combinava com a perfeita sintonia da respiração de ambos.
–--
Lothos anunciou um pequeno intervalo para a próxima luta. Elesis viu a hora perfeita para mostrar o que tinha em mãos. Viu Lothos se distanciar dos jurados e do Diretor da outra escola.
–Lothos! – Chamou a ruiva e a Diretora logo a olhou.
–Sim?
–Preciso falar com a senhora, é urgente. – Elesis estava ofegante e apertava o celular em sua mão.
–Eu preciso organizar os próximos eventos, um é a próxima luta e o outro é uma luta entre grupos amanhã. Então--
–Serei breve. – Elesis se antecipou.
Lothos respirou fundo e esperou que a ruiva prosseguisse.
–Bem... Eu tenho uma denúncia. – As palavras de Elesis estavam secas e com certo ódio em seu tom.
–Uma... Denúncia? – Lothos encarou a ruiva – Se for uma de suas brincadeiras, senhorita Sieghart, eu--
–Não! – Elesis estava séria e a Diretora percebeu isso, deixando que a menina desse continuidade. – É sobre a Rey Von Crimson.
–Deve ser sério para o nome de Rey ter sido pronunciado por completo.
–E é... – Elesis mostrou o celular para Lothos, a mesma o pegou e depois olhou para a ruiva.
–O que significa isso?!
–São fotos do Senhor Von Crimson pagando a um aluno da outra escola, que coincidentemente estava com a Holy, a adversária de Rey. Que perdeu a luta e, incrivelmente, de uma maneira muito suspeita.
–Por que suspeita? – Lothos queria saber todos os argumentos de Elesis.
–Porque a tal Holy também iria atacar no mesmo instante que Rey, mas desistiu. Eu sei que foi isso! Porque eu vi!
–Acalme-se. Eu irei analisar o que está me dizendo. Isso é muito grave, Elesis.
–Eu sei, por isso estou mostrando apenas para a senhora.
–Tudo bem... – Lothos deu mais uma olhada no celular, a imagem era bem clara de Azin recebendo uma quantia do pai de Rey.
–Ela não merece ficar com a vitória, e nem ir ao Final do Campeonato. Só os melhores lutadores irão competir para ganhar a Taça. A Rey não pode ganhar e nem ir!
–Eu sei, Elesis, e essas imagens são provas suficientes para impedir que Rey seja a escolhida do nosso colégio.
As duas permaneceram em silencio. Por fim, Elesis fez a pergunta que ecoava em sua mente:
–Qual será a sua decisão, diretora?
–Deixa que, a partir de agora, eu resolvo. Não precisa se preocupar. Falarei com os Juízes e as medidas certas serão tomadas.
–Só espero que a senhora faça realmente a coisa certa.
–Não duvide de minha palavra. – Lothos guardou o celular, com certeza precisaria das provas em mãos.
Voltou para a sala em que os Juízes e organizadores estavam. Elesis observou Lothos se afastar e resolveu voltar para o ginásio, não tinha mais nada a fazer.
–-
Os competidores subiram à arena. A euforia da plateia não diminuiu em nenhum momento. Era hora da ultima luta...
–Ora, ora... Vejo que conseguiu chegar até aqui, pena que seu final não será feliz. Tanto esforço para NADA! – Azin cuspia as palavras, e deixou bem claro que a luta não seria nada fácil.
Jin também não faria uma luta fácil, lembrou-se do dia em que Azin o machucou covardemente e cerrou os punhos.
–Você não deveria estar na final, deveria ter lutado como todos!
–Cada um usa seu método para vencer. Eu tenho sempre os meus.
–Eu vou acabar com você! – Jin estava com raiva e ele sabia que aquilo era ruim. Não deveria deixar que os sentimentos falassem mais alto que sua razão.
–Tente, apenas tente. Mas não irá conseguir me vencer, pois o que procura é vingança e eu creio que isso atrapalhará a sua luta.
–Não procuro vingança, e sim justiça. Há um grande abismo entre as duas palavras.
–Não vejo tanta diferença... – Debochou Azin.
–Então precisa usar mais o dicionário para ver que essas palavras têm significados distintos. – O ruivo deixou escapar um riso de vitória, o que irritou o rapaz a sua frente.
O Juiz, que estava resolvendo os últimos detalhes, voltou à arena e encarou os dois meninos.
–Eu espero não ouvir provocações de baixo vocábulo, sei que estão com os ânimos a flor da pele, mas exijo uma luta séria e sem covardia, já que os dois irão utilizar os punhos. – O Juiz foi bem severo com os dois, já percebendo que havia um conflito e uma implicância entre eles.
Azin e Jin assentiram, e não trocaram mais olhares até o Juiz sair.
Azin deu uma voadora certeira e sem escapatória em cima de Jin, mas o ruivo o surpreendeu, foi tão rápido, que só deu para ver uma aura de fogo riscar o ar quando ele correu para desviar do golpe.
–Mas o que?! – Azin não se conformou que havia errado.
–Tente ser mais rápido na próxima vez... – Jin parou um pouco e depois continuou – Ah! Que pena... Eu me esqueci... Não haverá próxima vez, este é o seu fim!
–Haha! Eu nunca permitirei que você, um reles lutador, vença-me!
–Eu não pedi sua permissão... – Jin deu um chute no estômago de Azin e finalizou com um “pisão”, fazendo o seu adversário cair no chão.
Azin sentiu sua roupa pesar de forma significativa.
–Você quer mesmo lutar sério? HEIN!? – Azin estava deixando que a raiva tomasse seu corpo – Não deixarei que me derrube, Jin, não mais...
Azin abaixou a cabeça, o ruivo estranhou tal ação, ele poderia acabar com a luta, Azin estava caído no chão, a vitória estava garantida. Jin foi até ele já preparado para dar seu último golpe. Mas, quando Jin chegou perto, parecia que uma aura protegia Azin, algum tipo de mana que o ruivo desconhecia.
Jin sentiu um pingo em sua testa, olhou para cima desacreditando no que via.
–Não pode ser... – O ruivo voltou a olhar para Azin e o mesmo estava de pé, ainda com a cabeça baixa.
–Eu acho que este será o SEU FIM! – Azin levantou o rosto, estava com um olhar indiferente e um sorriso sarcástico no rosto – Refresque-se um pouco com a chuva... Mas cuidado, ela é traiçoeira...
–“E agora?” – Pensou Jin, encontrando-se perdido, sem saber o que faria naquele momento.
Azin começou a caminhar para perto de Jin, o mesmo já não sabia que estratégia usar, a chuva parecia interromper seus pensamentos. Queimava quando a fina substância líquida encostava-se à pele, era algo refrescante e doloroso ao mesmo tempo. Azin se envolveu mais uma vez, sendo que parecia ser água desta vez.
–Como?! – Jin estava espantado com tudo.
–Sinta a fraqueza... – Começou Azin, num tom calmo, fazendo o ruivo sentir sua roupa pesar sem ao menos receber um ataque – Acabou... Você não conseguiu me vencer... Que pena...
Jin engoliu a seco, fechou os olhos e os punhos. Respirou fundo. Seus Cetros Divinos, conhecidos como Vajras, ficaram flamejados. O corpo do ruivo também estava com uma mana que parecia uma fina camada de fogo, que impedia de a chuva penetrar em sua pele e fazer com que a roupa pesasse mais.
Ainda concentrado, Jin não percebeu que Azin estava a sua frente. A chuva não parava, mas a água que envolvia Azin havia cessado. Azin desferiu dois socos no estômago do ruivo, depois deu uma rasteira. Jin parecia desacordado para a luta.
–Então é só isso que tem para me mostrar, reles lutador? – Perguntou Azin, provocando sem piedade Jin.
Caído no chão, o corpo do ruivo estava aumentando, aceleradamente, a chama. Jin, então, sentou-se como se estivesse meditando.
–“Minha roupa está pesando muito, se esse ataque não der certo, perderei a luta.” – Pensou Jin, ainda concentrado.
Azin se aproximou novamente, sua expressão era de imenso ódio pelo ruivo, quando foi desferir mais socos, foi impedido pela mana que, agora, protegia Jin.
–Aprendeu a se defender? – Perguntou Azin, com tom de desdém. Ele continuou olhando para o ruivo e percebeu que a chuva não estava causando mais efeito. Mesmo assim não a desfez – Não irei esperar a sua meditação acabar para lhe derrotar!
Azin já estava impaciente. Jin apenas sorriu. A mana que envolvia seu corpo já estava bem presente, era como se ele estivesse em chamas, mas não sofria nenhum dano. Azin tentava articular o que o ruivo pretendia.
–“Ele quer concentrar uma quantidade enorme de mana de fogo para me atacar... Esperto, mas eu acabarei com os seus planos.”. – Azin se envolveu pela água, como antes, e começou a meditar também.
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Lothos olhava para o Diretor, pois o mesmo se levantou.
–Os dois irão ficar levitando no meio da Arena?! – Indagou o Diretor.
–Será que devemos parar? – Perguntou Lothos, assim como o Diretor, estranhando aquilo.
–Não. Chega de parar lutas. – Disse o outro diretor. – Vamos ver onde isso vai dar...
Zero via a luta atentamente, estava percebendo que Jin estava usando o treinamento básico e isso era bom para concentrar a maior parte de sua energia num golpe poderoso. Ficou surpreso por ver que o adversário do ruivo estava fazendo o mesmo. Fogo contra Água. Seria um choque e tanto.
–Se eles continuarem assim, intervirarei na luta e darei a pausa. – Avisou o Juiz, já se preparando para tal ato.
Na arquibancada, o trio parada dura (Ronan, Amy e Elesis) estava super agitado e tenso torcendo para Jin.
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Os lutadores continuavam concentrados e pareciam não ligar mais para a luta. Um lado da Arena estava completamente vermelho e a chuva evaporava antes mesmo de atingir um metro antes de chegar a Jin. Do outro lado, a Arena estava numa coloração azul e gélida, a chuva caía com força, e Azin não se importava com a própria habilidade que o molhava.
O Juiz decidiu não esperar mais. Mas, ao se encaminhar para a Arena, ambos os meninos abriram os olhos.
Os de Jin estavam vermelhos, em chamas; os de Azin, azuis como o profundo oceano. Jin voltou para o solo e correu em direção a Azin, que fez o mesmo e correu até o ruivo.
–ACABOU! – Gritaram os dois. Juntos.
O Juiz arregalou os olhos e deu leves passos para trás.
Uma barreira de água se formou, impedindo Jin ultrapassar, mas o ruivo não temeu, o fogo já era totalmente dominante de sua força. Jin socou a barreira, mas parecia não surtir efeito, Azin usava o seu poder para deixar a barreira intacta. Jin continuava a socar com mais voracidade.
A força que Jin usava era tanta, que ele conseguiu perfurar a barreira de água. Azin ficou incrédulo, só viu uma única forma de acabar logo com a luta.
–Chega de ficar na defensiva! – Gritou Azin, desfazendo a barreira de água e mandando o “Inversor de Correntezas”.
Mas, para a grande surpresa de Azin, Jin formou a sua barreira de fogo, e não levou nenhum dano do ataque.
–Eu estava esperando por um ataque seu. Queria ver até onde iria o limite da minha habilidade. – Explicou Jin, desfazendo a proteção de fogo – Dança do Rei!
Uma grande esfera de fogo sugou Azin, mesmo o menino tentando correr, o fazendo ficar preso. Segundos depois, houve uma explosão. Mas, além de sair algumas faíscas, respingou também água.
Depois que o golpe de Jin cessou, Azin estava envolto pela água que o protegia e ele ainda permanecia de pé.
–Você é bem persistente, Azin. – Comentou o ruivo, se preparando para mais um golpe, não deixando a surpresa o tomar, por Azin ainda estar de pé.
Azin permaneceu calado e de olhos fechados. As chamas que envolviam o corpo de Jin estavam diminuindo gradativamente. O ruivo estava impaciente com a demora e foi até Azin. Jin havia preparado os cetros divinos, que voltaram a ficar com mana flamejante.
–Não precisa... – Murmurou Azin, olhando profundamente nos olhos do ruivo – Eu já estou derrotado, mas me recuso a cair no chão, mesmo com a roupa pesando de forma insuportável.
Jin o olhou, não estava acreditando, agora que a luta havia realmente terminado, a ficha ainda não tinha caído. O Juiz subiu na Arena e anunciou a vitória de Jin.
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–Boa, Jin! – Gritou Elesis, chamando atenção de todos que estavam a sua volta, ainda mais pela sua voz feminina. Já que a ruiva voltou com seu disfarce.
–Não precisa ficar espalhafatosa, senão todos saberão que você não é um menino. – Avisou Ronan, tentando não rir.
–Me deixa! – Elesis deu um tapa, mas foi surpreendida com um abraço – O que está fazendo?
–Comemorando a vitória do Jin, lhe dando um abraço, não posso?
–Não, seu idiota azul! – Elesis o empurrou para longe.
Amy, da arquibancada, estava com um sorriso enorme no rosto pela vitória de Jin. A menina desceu e, cautelosamente, passou pelos guardas e foi falar com o Jin, sem que o ruivo percebesse sua presença.
–Ei! – Amy o chamou e Jin a olhou – Antes que você volte para a sua concentração, queria parabeniza-lo.
O ruivo ficou sem reação. Só conseguia esboçar um sorriso, com a alegria imensa que estava invadindo-o, mas essa felicidade não foi duradoura.
–Parabéns. – Disse uma voz que Jin já conhecia – Você só não teve mérito em sua vitória, Jin.
O ruivo se virou e viu que era Azin.
–O meu mérito teve início no momento em que superei sua chuva, consegui vencê-lo e isso que importa. – Retrucou Jin, querendo encerrar o diálogo com Azin. Amy permaneceu em silêncio.
–Você tem uma língua bem afiada... Mas não se preocupe, se acha que teve mérito, iremos nos encontrar novamente e eu mostrarei o contrário. – Azin passou a frente de ruivo, o empurrando para o lado e ficando mais próximo de Amy – Ora, ora... Se não é belíssima dama...
–Não se aproxime dela! – Jin também empurrou Azin para se distanciar da menina.
–Você não pode ficar com todos os prêmios, Jin. – A voz de Azin era extremamente debochada.
–Eu não sou um prêmio, seu grosseiro! – Amy deu um pisão no pé de Azin, o fazendo dar um passo para trás pela dor.
–Ai! Sua... Argh! – Azin olhou para Amy, com a expressão nada animadora.
Jin prendeu o riso, pegou na mão da rosada e saíram dali.
–Não imaginei que você pudesse fazer aquilo com o Azin. – Comentou o ruivo.
–Ele estava me irritando e, uma diva como eu, não deve ser infortunada. – Amy cruzou os braços.
–Bem... – Jin mudou de assunto – Fiquei muito feliz por saber que você veio falar comigo, mesmo não sabendo como você passou pelos guardas... Mas mesmo assim eu agradeço por ter se importado comigo.
–Eu torci por você. – Amy ficou enrubescida com o que falou, mas continuou olhando para Jin.
–Amy... – Ele murmurou seu nome, querendo fazer algo a mais, porém, não fez nada.
–JIN! – Elesis apareceu atrás do irmão – E... Trocinho rosa. – A ruiva se referiu a rosada, com um tom desanimado e com um novo apelido.
–Ah! Chata! Estragou todo o momento! – Amy encarou Elesis, que não deu a mínima.
–Como se eu me importasse com você. – Disse a ruiva, voltando sua atenção para Jin – Parabéns, maninho, você mereceu a vitória.
–Valeu... – O ruivo estava meio sem graça com tudo, ainda mais estando ao lado da menina que gostava – Cadê o Ronan?
–Ele saiu rapidinho, foi falar com Lass e Ryan. – Avisou Elesis – Ao invés de você ficar aqui, trocinho rosa, poderia ir atrás do Ronan.
–Não... Eu e o Ronan, não... – Amy parou antes de revelar.
–Você e o Ronan...? – Jin quis saber.
–Nada! – Amy estava começando a ficar nervosa – Voltarei para a arquibancada, ficar perto dessa estressada cansa a minha beleza!
A menina se virou e voltou para onde estava, nem esperando que um dos ruivos contestasse.
–Ainda bem que ela saiu. – Comentou Elesis.
Jin suspirou pesado, não queria que Amy fosse embora. Mas não disse nada.
–Vamos. – Puxou Elesis – Você precisa falar com o Zero.
–Ok...
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Os ruivos nem precisaram andar muito para falar com o professor, pois o mesmo estava indo em suas direções.
–Gostou da luta, Zero? – Perguntou Elesis, animada.
–É... Ele venceu. Isso foi bom.
Os ruivos ficaram olhando para Zero, esperando que ele falasse mais.
–Você não falará mais nada, né? – Perguntou Jin.
–Não. – Zero se virou, como se voltasse para a concentração – Parabéns. – Disse, ainda de costas.
Jin soltou um sorriso, mesmo o professor não demonstrando tanta animação com a vitória, ele sabia que Zero estava, pelo menos, um pouco orgulhoso.
Lothos deu o ultimo aviso do dia. Na manhã seguinte haveria uma entre dois competidores e seria entregue o grande premio. É claro que todos se animaram e estariam na escola para ver a luta.
Após o ultimo espectador sair, Lothos caminhou até a sala dos professores, onde estavam os Juízes e os Organizadores do Evento, incluindo o Diretor da escola competidora.
A sala era bem espaçosa e tinha uma grande mesa de centro. Lothos não precisou de cerimônia para adentrar. Um dos Organizadores percebeu o nervosismo da Diretora, ela parecia bem enevoada em seus pensamentos.
–Está tudo bem, Lothos?
Ela não respondeu de imediato, parecia pensar sobre tudo que havia conversado com Elesis, apertava o celular em sua mão, sabia que qualquer decisão que fosse tomada seria legítima e não poderia voltar atrás.
–Lothos? – Chamou o Diretor.
–Sim.
–Aconteceu alguma coisa? – Indagou o Diretor.
Lothos sentou-se na cabeceira da mesa, tendo todos os olhares em sua direção.
–Bem... – Começou a Diretora, pondo o celular sobre a mesa – No intervalo entre as lutas, eu encontrei com uma aluna daqui e ela me fez uma acusação.
Um dos Juízes, mais precisamente o que estava sentada ao lado de Lothos, ergueu seu corpo e deu mais atenção ao que a Diretora estava prestes a contar.
–E que tipo de acusação? – Perguntou o Juiz que havia se endireitado, mostrando um maior interesse no assunto.
–Sobre uma competidora que subornou sua oponente para se classificar a final. – Respondeu Lothos, friamente e encarando o Juiz que havia lhe feito a pergunta.
–E quem é essa competidora? – O Diretor fez a pergunta que estava na mente de todos os presentes da sala.
–Rey Von Crimson. – Respondeu Lothos, sem hesitar. Poderia até ser decepcionante a aluna ser de uma escola em que ela dirige, mas quando se tratava de justiça, Lothos era firme no que dizia e fazia.
–Então ela será desclassificada! – Disse o Diretor.
Alguns Juízes murmuraram concordando, outros, mas especificamente o que estava ao lado da Diretora, não disseram nada.
–Também achei que chegariam a essa conclusão. – Lothos ia guardar o celular, vendo que não tinha motivos para mostrar, já que todos acreditaram em sua palavra.
–Espere. Preciso que comprove que dissestes. – O Juiz ao seu lado a encarou e sorriu.
–Eu esperava que todos acreditassem no que eu contei, mas já que precisa de provas, lhe darei uma. – Lothos deu o celular na mão do Juiz e o observou. Ele havia se espantado ao pegar o aparelho. – Satisfeito? – Agora Lothos sorriu rapidamente.
O Diretor pediu para ver o que era mostrado no celular, assim que o pegou, também ficou surpreso ao saber que tinham alunos de sua escola envolvidos.
–O que faremos agora? – Indagou o Diretor.
–O que o senhor mesmo disse. Iremos desclassifica-la. E ninguém, do Grupo Feminino, irá ser premiado.
–Não! – O Juiz ao lado de Lothos levantou-se bruscamente da mesa – A senhorita Von Crimson não será desclassificada. Apenas perderá a premiação.
–Mas...! – Um dos Organizadores do evento também se levantou.
–Nada de “mas”. Está decidido. – O Juiz se retirou da sala, deixando quem permaneceu um tanto intrigado.
–Será que...? – O Diretor levantou uma hipótese e Lothos completou:
–Ele também foi subordinado? – A Diretora deu uma pausa e respondeu friamente – Não duvido muito. A Família Von Crimson é muito poderosa, pode corromper até os que deveriam trabalhar perante a justiça.
–Pelo menos essa Rey não se classificará para a Luta Campeã. – Disse um dos Organizadores, vendo um ponto positivo diante a tudo o que ocorreu.
–Então teremos que mudar nossos planos. – O Diretor se pronunciou.
–Teremos que mudar nossos escolhidos. – Finalizou Lothos.
Notas finais
Mary: Por pouco ^^
Iasmym: Mary...
Mary: Brink's kkkkkk'
Iasmym: Enfim! Pedimos novamente que não fiquem tristes por o próximo capítulo já ser o ultimo.
Mary: ainda tem muita coisa a acontecer...
Iasmym:...muitas surpresas...
Mary: Acho que já chega ^^'
Iasmym: verdade kkkk' Estou me empolgando kkkkkk' E Leitores fantasmas, apareçam agora.
Mary: ou calem-se para sempre ^^
Iasmym: É sério, vão perder a surpresa ^^
Até pessoal! Beijos ^^
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