Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
38 Entre o amor e a luta – Parte II
Notas iniciais
Enfim, tá aí e vocês saberão a resposta da Mari e o final tá beeeeeem lecal (legal é pouco, então é lecal mesmo u.u) kkk, bem é isso, esperamos que gostem!!
Mari desviou seu olhar de volta para as meninas. Sieghart havia notado que a professora o olhara, mas fingiu não perceber. Ele se levantou e saiu da sala, Zero fez o mesmo. Mari, desta vez, não os impediu.
–E então? – Arme olhou esperançosa para a professora.
–Eu sinto muito meninas, mas não posso permitir isso, é perigo tanto para vocês quanto para os alunos, que podem se dispersar do treino.
–Mas eles estarão tão focados, que nem se importarão com a nossa presença, por favor, não faremos nada, só observaremos. – a baixinha queria gritar com Mari, mas continuou falando normal com um tom indignado.
–Que sentimento é esse que te faz passar por cima de qualquer resposta que eu dou?
–Conhece o amor? Eu tenho a plena certeza que é ele que está me impulsionando para dizer tudo isso. – disse Arme tentando usar todos os argumentos possíveis.
–Bem... Eu não sei, exatamente, como é isso, mas a minha resposta continua sendo não.
–Mari, você já sentiu que precisava estar ao lado de alguém, só para ter o prazer de sorrir, mesmo vendo-a de longe? – Lire também tentou convencer a professora.
Mari, por um momento, lembrou-se de quando observou Sieghart sair da sala da diretora e conversaram por um instante. Ela começou a abrir um sorriso, mas logo afastou aquele pensamento e voltou a ficar séria.
–Analisando que as duas não irão sair, até que me convençam a deixa-las assistirem ao treino... – a professora as encarou – Eu permitirei, mas...
As duas ameaçaram comemorar, mas permaneceram quietas e olhando para Mari, que continuou.
–Será só hoje, não quero que me peçam isso novamente!
–Sim, professora. – disseram as duas e saíram da sala com um sorriso enorme em seus rostos, a baixinha, é claro, saiu saltitante e foi assim até o pátio.
–Sentimento estranho... Fez com que essas meninas rejeitassem todos os “não” que eu falei.
Mari voltou a ler seu livro, aproveitando os minutos que faltavam para terminar o intervalo.
Enquanto isso, no pátio, Ronan foi até os amigos com uma feição nada feliz.
– Belos amigos vocês são! — O azulado parou na frente deles e falou ironicamente.
– Eu discordo, só eu sou belo, o Lass é feio mesmo. — Ryan começou a rir, mas parou ao perceber que Lass e Ronan estavam sérios. — Vocês são tão sem graça.
– Chegou todo irritadinho por quê? — Perguntou Lass ignorando o que Ryan havia dito.
– Ontem meu pai veio me buscar.
Lass e Ryan se olharam, o alaranjado começou a rir e Lass continuou sério.
– Então... Ele viu? — O alaranjado tentava falar entre os risos.
– O que você acha? — Ronan revirou os olhos e cruzou os braços.
– Seu pai brigou com você? Você contou a ele que... — Ryan parou por um momento — Por que você estava machucado se não irá lutar e, logo, não está treinando?
–Não, meu pai não brigou. E eu não irei lutar, mas o professor Zero quer que eu treine e... Ele disse que queria ver uma luta entre mim e a Elesis. Estranho...
– Ele quer te ver morto, né?! — Perguntou o alaranjado, Lass apenas ouvia a conversa, mas não se manifestava.
– Sim, no treinamento de ontem... Foi bem tenso — O azulado riu ao se lembrar.
– Ronan, seu eu fosse você, eu parava de treinar. — Aconselhou o albino.
– Por quê?
– Cara, você vai acabar lutando!
– Não! Eu não vou lutar! Eu prometi pra Amy...
– E...?
– E eu não vou lutar!
– Você está gostando de treinar? — Perguntou o alaranjado.
– Sim. Foi tenso, levei um corte, fui ameaçado de morte, mas adorei!
– Adorou??? Vai lutar!
– Por quê? Eu não posso gostar de treinar???
– Pode, mas já que você está adorando, ou o Zero vai te fazer lutar porque você é bom, ou você vai seguir seu instinto. E nesse momento não vai ter Amy que possa te impedir... – disse Lass.
–Pior que eu não posso esconder... Os treinamentos são demais, e só foi o primeiro.
–É... O meu também foi legal, mas o Sieg vai pegar no meu pé. – disse Ryan num tom desanimado.
–Por quê? – indagaram Lass e Ronan.
–Nada não... Como foi seu treinamento, Lass?
–Normal.
–E...? – o alaranjado queria uma resposta mais ampla, não apenas uma palavra para definir um treinamento.
–Foi normal, já deu para ver quem é forte como eu, minha rival.
–Sua rival? Quem é? – perguntou Ryan curioso.
–Rey...
–Aquela mimada do terceiro ano? – Ronan falou com desdém.
–É... Não gosta dela?
–Só a acho muito patricinha.
–E a Amy é o que? – Ryan olhou para Ronan segurando o riso.
–A Rey é diferente... – Ronan queria mudar de assunto – Só tem ela que é tão forte quanto você?
–Acho que sim.
–A menina é mais forte que o Lass! – Ryan soltou um pequeno riso, mas depois voltou a ficar normal.
–Ela não é mais forte que eu, mas se eu quiser ir ao Campeonato, terei que dar meu máximo e superá-la, os treinamentos da Mari são bem pegados.
–Digo o mesmo do Sieg...
–O do Zero também...
-Você não vai conseguir apenas assistir a luta, Ronan. — Ryan começou a falar sério e o azulado sabia que ele tinha razão, só não queria admitir.
-E que será difícil de você esconder essas feridas. — disse Lass.
–Já disse que não irei lutar, só treinar...
–Mas os treinamentos te deixam com marcas.
–Ryan, a Amy não verá nada, ela...
–Eu não verei o que, Ronan Erudon?
Notas finais
Curiosos??? XD Não pude deixar de por um final bem tipo: E agora??? '-'
Comentem :3 (não nos ameacem, por favor '-' kkkkk)
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