Não Me Bate, Afinal, Eu Te Amo.
16 Entenda de uma vez que EU TE AMO!
Notas iniciais
-Eu também gosto de você. – Lire respondeu sem entender o real sentido da palavra “gostar” dita por Ryan.
Ryan levantou uma sobrancelha meio confuso, ele não entendeu a reação da Lire.
-Eu falei que gosto de você e...
-E eu respondi que também gosto, você é um grande ami...
-PARA! – Ryan não acreditou que a loirinha não havia entendido, colocou as mãos no rosto desesperado.
-O que foi?! – a menina ficou preocupada.
-Lire, eu gosto de você! – ele tentou mais uma vez.
-Eu sei. – ela riu ainda sem entender.
-Lire! – o alaranjado gritou o nome dela perplexo com a situação.
-Ryan! – a loirinha gritou o nome dele, porque ele gritou o dela.
O menino não conseguia falar, a emoção e a confusão eram tanta que Ryan ficou em estado de choque. Lire o balançou pelos ombros para ver se ele reagia.
-Você sabe como eu fiquei nervoso para te falar isso?!
-Hã?! – Lire começou a achar que Ryan estava sendo grosseiro (tadinho dele).
-Você não entendeu nada! – Ryan não conteve seu momento de raiva.
-Não fala assim comigo! – Lire também não se conteve.
-Desculpa! Mas eu estou muito... muito... – ele começou a abaixar a voz, triste – Por que você não entendeu?
-Entender o que? – a loirinha estava muito confusa com aquilo.
-Lire, EU TE AMO! E você simplesmente não entendeu isso, foi como uma flecha no meu coração. Você é a menina dos meus sonhos, talvez nem goste de mim como eu gosto de você, mas... – Ryan deu uma pausa e olhou para o lado por um instante e depois olhou para ela – Mas eu só queria que você soubesse o que eu sentia, pelo visto vejo que não sou tão importante assim.
-Para Ryan! Isso não é verdade. – a menina estava paralisada com aquilo tudo e estava meio perdida com a situação.
-É difícil para um homem assumir o que sente e demonstrar isso, mas eu morreria se não te dissesse. Na adolescência tudo é motivo para ser dramático e tal, mas não é isso. Eu te amo e não sei mais o que fazer. Eu estou... – ele abaixou a cabeça e estava triste com os olhos cheios de lágrimas, mas não as deixou cair.
Ryan saiu de perto da Lire, a menina não sabia como reagir, o alaranjado tinha acabado de se declarar e ela não fez nada! Como assim ela não fez nada!?
-“Lire sua burra! Como você não agiu ou falou algo!? E agora?!” – ela colocou a mão na testa tentando encontrar uma solução
Ronan estava encostado na parede e viu o amigo passar e estava bem abatido.
-Ryan? Tudo bem? – o azulado o parou puxando ele pelo ombro.
-Eu falei... Eu... eu sou um idiota!
-Hã? Eu sei que você é um i... – Ronan não terminou ao ver que Ryan não estava brincando – Cara, eu estou aqui e se você precisar de ajuda, conta comigo.
-Eu falei pra ela tudo que eu sentia. – o menino ainda estava desanimado.
-A Lire?
-A única menina que meu coração bate mais forte quando eu a vejo.
-Nossa! Tá apaixonado. – Ronan sorriu para o amigo tentando animá-lo. Nada.
-Muito. – ele ainda falava num tom triste.
-Ela não gostou? Foi isso?? – o azulado tentava entender a tristeza dele.
-Sei lá, eu... – Ryan colocou as mãos no rosto.
-Desculpa Ryan, mas eu não sei o que fazer. – Ronan pôs a mão na nuca.
-Tudo bem.
-Eu estava aqui pensando no que aconteceu comigo, uma coisa muito louca.
-Tá tentando mudar de assunto?
-Não estou conseguindo, né? – Ronan riu, mas Ryan estava entrando em depressão, é a única explicação para tanta tristeza.
-Não...
-Eu vou te dizer uma coisa e só vou te dizer uma vez! – o azulado pensou em algo – Eu não sei o que dizer e é isso! – o azulado olhou para o amigo e ficou feliz quando viu que Ryan riu do que ele disse.
-Valeu cara, é muito bom saber que posso contar com você, mesmo depois de ter feito tanta besteira. – o alaranjado riu ao se lembrar do que fez.
-Eu sei bem, perdi o jogo, tive surpresas, mas não estou com raiva só com vontade de matar vocês dois. – Ronan riu e Ryan também.
Quando o azulado olhou para frente viu Lire meio perdida, não no baile, mas confusa com o que fazer. Ela acabou olhando para o Ronan, que fez um gesto a chamando.
-Vou atrás da Amy, nos falamos depois. – o azulado foi saindo e Ryan se virou para a direção da Lire, mas ainda não a viu.
-Pera Ro... – os olhos do alaranjado se encontraram com os da Lire.
Ryan abaixou o rosto corado para que a menina não o visse, mas ela o viu e foi até ele.
-Lire, eu queria pedir...
-Não precisa falar nada. E eu que quero te pedir uma coisa, mas preciso que olhe para mim. – a loirinha delicadamente levantou o rosto dele.
-Pode pedir. – ele tentava não olhar nos olhos delas. Não deu.
-Na verdade eu prefiro fazer do que pedir. – Lire se aproximou mais dele, já dava para sentir a respiração um do outro.
Ryan ficou um pouco nervoso com a situação estavam próximos demais, a distância dos rostos era mínima, o coração dele acelerou e o dela também.
-Lire, o que... – Ryan foi interrompido por um beijo.
Ronan e Amy se encontraram e olharam-se como se fossem estranhos, estavam perdidos em seus pensamentos com o que acabara de acontecer. Depois de um tempo voltaram para a realidade. Amy ainda estava confusa com tudo e falou algo para acabar com o silêncio.
-Mô, vamos dançar? – a rosada falou num tom meigo e carinhoso.
-Claro. – Ronan segurou a mão dela e deu um beijo. – Milady.
A rosada forçou a tosse e riu, Ronan não havia entendido, então Amy girou devagar como se tivesse mostrando a roupa para ele.
-Ah! – o azulado entendeu – Quero dizer, é claro que eu, um Pirata dos mares misteriosos adoraria dançar com uma Mosqueteira, a mais perfeita Mosqueteira.
Os dois sorriram um para o outro e foram dançar juntos já que a música era lenta.
Lupus voltava para o ginásio e parou na frente de Lin que estava indo em direção a uma mesa. Lupus não se mexia, apenas encarava a menina dos olhos azuis.
-Sério! Isso está me irritando! – Lin também o encarou.
Lupus fez uma cara de quem não entendeu nada, Lin percebeu isso e continuou.
-Você se aproxima de mim, me ofende, me impediu de sair segurando a minha mão, fica me encarando, esbarrou em mim brutamente e nem pediu desculpas e agora está parado na minha frente impedindo a passagem. O que você tem contra mim!?
-Garota, fale direito comigo ou aí sim eu terei algo contra você e eu tenho certeza que ninguém gostaria de ter um inimigo como eu.
-Isso foi uma ameaça? – Lin falava sem medo.
-Não. Foi só um aviso, pois não quero ver um rostinho tão belo na mira de uma arma.
A menina olhou assustada para ele e os dois permaneceram quietos. Lupus apenas a olhava com um sorriso debochado no rosto, pois o que disso deixou a menina em silêncio.
Neste momento Rey estava à procura do seu namorado, enquanto isso, Dio se encontrou numa situação interessante. Ele conversava com Gyna, sua professora favorita, até avistar Lupus com outra garota e Rey o procurando. O que fazer?!
-Dio, você está bem?? – a professora perguntou reparando que Dio parecia confuso.
-Só um minuto, Gyna. – ele continuou olhando para Lupus, a menina dos olhos azuis e Rey para ver no que iria acontecer e pensou – “Putz! O que eu faço? Eu adoraria que o Lupus não namorasse minha irmã, mas se ela o ver com outra garota... Não quero que ela fique conhecida como assassina de namorados ou... Enfim!”.
Gyna estava preocupada com Dio que estava pensativo e nervoso, como se tivesse visto um fantasma e estava prestes a ver se não fizesse algo.
-“O que eu faço??! Eu salvo o Lupus? Não... Eu não gosto dele! Eu distraio a Rey? Ela perceberia que tem algo errado e me mataria junto. Ah não! Gyna! Eu gosto tanto dela e esse é o único momento que eu posso falar com ela. E agora?? Pense Dio, pensa, pensa, pensa...”
-Dio, tem certeza que você está bem?
-Não. Eu preciso... beber algo! É isso! Eu preciso beber algo. Não se preocupe, eu vou melhorar.
Dio foi até Lupus e o encarou, empurrou o menino que se afastou de Lin e deixou a garota mais confusa. Antes que Lin pudesse falar algo, Dio já tinha tirado o pistoleiro dali.
-O que está fazendo?! – Lupus o olhou com raiva.
-Não tenho medo de você, mas acho que você deveria ter medo de mim! Não sabe do que sou capaz de fazer para não ver a Rey magoada!
-O que?! Não! Aquela garota... Não! – Lupus por um momento (gravem esse momento, pois não sabemos se vai ocorrer de novo) estava pensando em explicar o que estava fazendo desesperado.
-Sei... Você não me engana. Nunca gostei de você e sabe disso, não seria muito difícil eu acabar com você aqui mesmo.
-Não se intrometa na minha vida, Dio! Não estava acontecendo nada! Eu conheço a Rey e nunca faria nada para... – Dio o interrompeu, estava com raiva por ter saído de perto da Gyna.
-Para ela descobrir o que você estava fazendo?!
-Eu já disse que não fiz nada! Eu nem conheço aquela garota, nem sabia que ela estudava aqui.
-Sério?! Sério mesmo?! Dessa vez passa, mas na próxima... Não haverá próxima, me ouviu? – Dio saiu dali sem ao menos ouvir a resposta.
Lupus olhou o menino se afastar com raiva, mas decidiu esquecer, naquele momento, o que aconteceu e procurou a Rey. Quando conseguiu avistá-la foi até a menina que também o procurava.
-O que foi? Ficou alguns minutos longe de mim e já foi me procurar? – o pistoleiro parou na frente dela com um sorriso provocativo.
-Eu disse que precisávamos conversar. – Rey estava com a expressão séria.
-Quer terminar comigo? Sabe que eu não faria nada para te chatear, né?! – Lupus continuou provocando, mas Rey acabou com aquilo.
-É sobre a ruivinha, idiota!
Lupus sabia disso, só estava tentando descontrair o clima, mas não deu muito certo e também ficou sério.
-Vai querer que eu faça algo agora?
-Não. Eu não a vi hoje.
-Mas o ruivinho está aqui. E eu sei o que ele é dela.
-Me conte então! O que está esperando?!
-Você acha que é simples assim? Não irei te contar o que torna tudo mais emocionante. – Lupus não conseguiu ficar sério e sorriu de novo a provocando.
-Enfim! – Rey o encarou e não gostou da atitude dele. – Se não quer me contar, descobrirei sozinha, não me importo. Voltando ao assunto...
-Que dia será? Não demore muito para escolher, pois quero fazer logo o que me pediu.
-Segunda!
-Por que segunda-feira?
-Um dos professores irá faltar e a turma dela sairá mais cedo. Eu soube do castigo que a Lothos deu para ela, para o Jin e para um menino de cabelos azuis.
-O Ronan.
-Que seja! Ela vai permanecer no colégio até a nossa saída por causa disso e se não for, darei um jeito.
-Como sabe que um dos professores irá falta? – Lupus estava curioso e estranhou o sorriso maligno da Rey – Você fez alguma coisa?
-Claro que não! Hoje você está bem idiota!
-Então como...?? – Lupus não terminou a frase para que Rey continuasse a explicar.
-Eu tenho minhas fontes.
-São seguras?
-Da melhor qualidade. – Rey respondeu se gabando.
-Sabia que às vezes você me surpreender... Adoro isso. – Lupus sorriu.
Notas finais
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