Não Há Erro em Amar

8 Capítulo 7: Por amor


Notas iniciais
Gente eu volteeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!
Eu realmente não sei se ainda existe alguem que queira acompanhar a fic, mas eu vou continuar escrevendo. Eu tive de parar por causa da escola. Recuperação.
Bom ai vai um capitulo fresquinho, espero q gostem, ficou pequeno, mas recompenso no proximo.
Beijãooooo!!!

Capitulo 7: Por amor.

Acordei as 10h00min e o dia nunca parecera tão belo. Bem disposto olhei para o papel de recados rosa que ainda estava em minha mão e sorri. Como estava sendo bobo, quem me visse naquele estado não acreditaria que eu era um homem de 34 anos, eu parecia mais um jovem e ingênuo adolescente apaixonado.

Pus-me de pé rapidamente, abri as cortinas e deixei a luz do sol invadir meu quarto, não havia tempo a perder. Separei uma roupa de meu agrado, jeans e blusa preta e uma jaqueta de couro também preta, nos pés um adidas escuro. Logo depois fui para o banheiro, tomei um banho demorado, queria parecer bem disposto hoje, delineei meus olhos, para agradar Amy, no pescoço colares e no rosto meus piercings em seus devidos lugares, finalmente me vesti, olhei o relógio e percebi que já eram 11:30, peguei o papelzinho rosa e sai apressado, não queria me atrasar.

Adentrei a lanchonete, eram 12h15min, olhei rapidamente o local e me dei conta de que Amy ainda não havia chegado. Procurei uma mesa para dois e esperei, foram 10 minutos de espera ate que a vi adentrar a loja, uma jeans colada ao corpo, sandálias de salto e um sobretudo branco, a jovem viu-me e caminhou ate a mesa.

_Desculpa Bill – ela pediu docemente, mas senti uma nota de receio em sua voz – me atrasei com um fornecedor.

_Não tem problema – sorri – cheguei há pouco.

A bela jovem sentou-se ao meu lado, mas eu levantei-me, assustada com minha ação olhou-me e perguntou:

_Algum problema?

_Não – abri um sorriso largo – mas nós estamos aqui para comer, vou fazer os pedidos moça, e é bom que você fique quietinha ai em, porque quando eu voltar quero ver você comendo tudo. – Falei como um pai fala com a filha, mas com uma nota de brincadeira na voz, e só quando a vi sorrindo abertamente fui fazer os pedidos.

Não demorei a voltar para a nossa mesa co duas bandejas, ambas com os mesmos pedidos, um mcburguer, uma coca-cola de 500ml, uma mcfritas grande e um mcflury. Fiquei feliz ao ver os olhos da garota brilhando quando viu o que havia na bandeja. Comemos em silencio, diante daquele belo banquete qualquer um ficaria sem palavras, me empolguei quando vi que ela não negou nada alegando que engordaria, mas comeu tudo com muito gosto.

Então o nosso “almoço” chegou ao fim, e a coragem que havia me invadido quando eu saia de casase esvaiu, senti-me esvaziar como um balão. Como eu, um homem maduro e bem sucedido diria a uma adolescente que se apaixonara por ela? Como eu me declararia? Como cantar a musica que compus para ela? Será que eu seria capaz de amar mais uma vez depois de tantos anos?

_Bill? – sua voz suave chamou-me – esta tudo bem?

_Esta. – sorri amarelo – Vamos dar uma volta Amy? – Convidei na esperança de recobrar a coragem.

_Claro!

Saímos da lanchonete, a bela garota ao meu lado falava sem parar sobre algum problema que haviam tido na loja naquela manhã, mas eu não escutava, não era capaz de entender uma só palavra que ela dizia, eram apenas zumbidos, que eu respondia com acenos de cabeça a intervalos regulares. Havia alguns minutos que eu dirigia sem saber exatamente pra onde ia, quando escutei sua voz mais forte.

_BILL!

_Oi?! – respondi assustado

_Você esta bem chefe? – Amy perguntou preocupada.

_Estou, só tive um devaneio. – respondi, mas não a convenci.

_Olha! – ela apontou para um jardim publico – vamos ao jardim? – perguntou com os olhos brilhando.

Sorri para a menina que estava ao meu lado e guiei para o jardim. Foi só ai que percebi o que estava fazendo e como era ridícula minha atitude, eu não podia declarar-me a Amy, ela era apenas uma garotinha. Uma bela, doce e simpática menina. Estacionei o carro e sai, Amy veio logo atrás de mim sorrindo, então me enchi de coragem e segurei a mão da jovem que estava ao meu lado e sem dar nenhuma satisfação a levei para o roseiral.

Amy olhava-me assustada, estava mais do que obvio que ela sabia que havia algo errado comigo naquela manhã, eu me perguntava se ela sabia que ela era o motivo de todo aquele meu estranhamento. Levei-a até um banco que tinha próximo as rosas vermelhas e sentei-me ali, ela repetiu meu gesto.

_O que ta acontecendo Bill? – ela pediu receosa.

_Olha Amy – disse enchendo os pulmões de ar e tomando coragem para fazer o que era certo – ontem aconteceu uma coisa chata, alias, eu descobri...

_O que? – ela perguntou com a voz carregada de medo.

_Não interrompa ok? – pedi, porque eu sabia que eu estava a um passo de optar pela coisa errada. Era melhor não escutar a voz dela, olhei para o céu, para fazer o que era certo também era melhor não olhar para o rosto dela. – Ontem Amy eu fui procurar um papel para lhe deixar aquele bilhete – respirei fundo sentindo o desespero de meu coração, que protestava loucamente contra as minhas palavras, implorava para que eu me calasse, mas eu sabia que não era certo.

_Ontem – recomecei – eu estava em busca de um papel e fui procurar na sua mesa – decidi ser rápido, seria menos dolorido – e enquanto procurava achei um bloquinho de papeis havia papeis rosas ali – segurei as lagrimas que pediam para cair com a proximidade da mentira – e achei isso. – mostrei-a o papel rosa, não olhei para o seu rosto, eu tinha de terminar o que havia começado, com minha visão periférica via sua face assustada, respirei fundo e disse de um só vez – você se confundiu, eu não te amo, não assim. – menti e levei a mão ao rosto para enxugar as lagrimas que estavam prestes a descer por meu rosto.

Amy arfou, de susto e desgosto, assustada e com medo e no fundo ouvi uma nota de decepção, e ela falou, como se falasse a um qualquer .

_Não tem problema – sua voz era fria e eu temia olhá-la no rosto e ver que seus olhos também eram frios – são os hormônios adolescentes, a culpa é toda minha.

_Eu... Amy...

Mas não terminei a frase, minha cabeça ainda estava tombada para trás fitando o céu azul do outono, não tinha coragem de encará-la, eu me entregaria, deixaria claro que tudo aquilo era uma grande mentira, que eu estava apaixonado. Mas eu não podia fazer isso. Ela era bela e jovem, uma criança, era errado ficar com ela, erra errado me apaixonar por ela. Mas pra minha infelicidade meu coração gritava que a amava.

Ela percebeu que eu não tinha o que falar, levantou-se e falou, sua voz estava pastosa, como se segurasse o choro.

_Eu vou voltar ao trabalho Bill, me desculpe pelo ocorrido.

_Não – protestei – eu te levo. – levantei-me, mas ela já andava, não olhou para mim, de costas respondeu-me com voz chorosa.

_Não, eu vou sozinha, somos patrão e funcionaria, não vamos misturar as coisas, certo?

E se foi, fiquei olhando-a, meu coração então transbordou e eu chorei, perdi a noção do tempo em que fiquei sentado naquela praça chorando por ter deixado a única garota que amei depois de anos ir embora. Chorei por fazê-la chorar.

Com muito custo levantei-me e sai dali, entrei no carro e então uma fúria atingiu-me, pisei com força no acelerador e chorei. Como alguém podia ser tão burro quanto eu, a ponto de deixar a amada ir embora? Corri por algumas ruas com o carro, os olhos cheios de lagrimas embaçavam minha visão. De repente perdi o controle do carro e entrei na contra mão, e com o carro a 200 km por hora não consegui desviar-me de uma carreta. Um baque, a dor, gritos e enfim a escuridão.

Notas finais
E ai? o que acharam? Bom?? ruim?? Manifestem-se!!
Mereço review??
P.s.: tô com fic nova, em outra conta, passem lá.;) o nome dela é Lust Spiel.
Beijos beijos beijos!!!!