Notas iniciais
Minhas leitoras *-* Consegui os tais 200 reviews, haha Estou super feliz! E ainda ganhei mais uma recomendação. Obrigada de coração!
Ah, esse capítulo é especial. Tem o tal esperada 'segundo primeiro beijo' *-* (Esse parece mais um primeiro beijo, do que o anterior '-' ). Espero que gostem!
POR FAVOR! COLOQUEM A MÚSICA QUANDO EU PEDIR NA HISTÓRIA!
Ah, - um fato divertido - uma das minhas queridas leitoras sonhou com a minha fic. Ela disse que era a Manu lol Quem não queria ser a Manu, já que ela tem o nosso amado André?
Ps: capítulo dedicado a ela (: - Não vou citar o nome, porque vai que ela não gosta haha -

Levei a no mesmo restaurante escondido de sempre, sentamos numa mesa qualquer e senti que ela me olhava com uma cara horrível.

– O que deu em você? Porque não quis me deixar ficar com ele? Você tem idéia do quanto seu amigo é lindo? –

– Pior que eu tenho... – Disse em tom baixo sem olhar para seus olhos.

– Quer me dizer o que houve? – Encarei o chão. – Ah, meu Deus! – Torci os dedos com esperança de que ela não tivesse descoberto. – É ele! Ele é o cara misterioso! – Sem sucesso.

– É sim, é ele sim. – Confessei. Ela abriu a boca surpresa.

– Manu, meus parabéns! Ele é lindo! –

– E romântico também... E é meu! –

– Perdoa minha atitude grosseira vai? Eu juro que não fazia idéia que poderia ser ele. –

– Ele quem? – Daniel chegou, intrometeu-se na conversa e sentou em uma cadeira na mesma mesa em que eu e a Júlia estávamos.

– E quem é esse agora? – Minha prima olhou admirada pelo canalha. Bufei.

– Esse é o Daniel, aquele que te mencionei. – Levantei da mesa. – Eu vou deixa-los sozinhos ok? Te espero em casa Jú! – Daniel me segurou pelo braço.

– Você já falou de mim para alguém é linda? –

– ME SOLTA! – Gritei puxando meu braço para perto de mim. E virei às costas deixando os dois sozinhos.

*

Acordei de madrugada em meio a um pesadelo. Não me lembrei de detalhes, mas da maneira que eu suava frio, imaginei que devia ser horrível. Vasculhei a cama à procura do meu celular. Eram 03:00 da manhã.

Deitei a cabeça de volta no travesseiro e observei o teto do meu quarto. Recordei a despedida de Júlia, fato que havia ocorrido cinco horas antes.

‘Olha Manu, foi ótimo tudo. Eu estava sentindo muito sua falta. Espero que você não se sinta tão sozinha mais tá? E torço pra vocês sejam felizes. Pega ele de jeito viu? Há-há-há! Te amo baixinha! Quem sabe eu consiga vir aqui novamente daqui uns seis ou sete meses. Ah, antes que eu me esqueça, se nada der certo com o André, tenta com o Daniel. Ele se recusou a ficar comigo porque se diz apaixonado por você. Tchau Manu! Até a próxima. Me liga se puder e se der...’

Deixei algumas lágrimas correrem pelo meu rosto. Estava sentindo a falta dela.

*

Segunda de manhã eu estava me sentindo recuperada da solidão. Estava mais animada por saber que naquela tarde, André seria somente meu. Coloquei uma camiseta mais solta, vesti um short de malha, não me importando muito com o que a escola diria e calcei um tênis.

Eu já estava preparada para correr até a biblioteca dez minutos antes de o sino soar. Eu estava tão feliz aqueles últimos dias que mal notava ou escutava os xingamentos dos outros.

(Musica – Escutar e ler)

Corri para a biblioteca e fui recepcionada com um largo sorriso de André.

– Tenho uma surpresa pra você! – Disse olhando maliciosamente pra mim enquanto trancava a porta.

– O que é? –

– Espera... Você esteve chorando? – Ele me analisou diminuindo o sorriso. Tentei esconder meu rosto com as mãos. Ele devia ter percebido meus olhos inchados.

– Minha prima foi embora. Ela me faz falta apesar de ter sido tão oferecida contigo. Ela não me deixava sozinha nunca. –

– A Júlia? –

– Uhum, ela mesma. Agora sem ela, lá em casa voltou a ser o completo silêncio como sempre. –

– Moça? – Eu olhei para seus lindos olhos complacente a mim. – Você não está sozinha e nunca vai estar. Eu já disse que nunca vou te abandonar. – Ele pegou uma das minhas mãos e a beijou soltando-a em seguida – Não quero que se sinta assim ok? Se precisar, eu sempre vou estar aqui. A sua disposição. –

– Tem razão! – Eu já estava corada de novo. – Eu tenho você né? Enfim, me diz o que é a surpresa antes que eu volte a chorar. –

– Lembra-se da dança que te prometi há uns dois ou três meses atrás?

– Claro que lembro! Lembro-me de você dançando que foi a coisa mais engraçada que eu vi -

– Bem... – Ele tossiu. – Vamos esquecer aquilo. Então, eu te prometi uma dança e agora eu vou cumprir. – Estendeu a mão novamente me convidando com o olhar para dançar. Com a outra mão ligou o som. Uma musica lenta ressoou pelas paredes daquele local. Reconheci a música: It’s not easy to be me, da banda Five for fighting. Ele me puxou para próximo da parede e desligou a luz. A janela da sala deixavam poucos rastros de claridade entrar naquele lugar. – Desliguei a luz para não ver meu desespero por não saber dançar. –

– Larga de ser bobo e vamos logo dançar! – Eu disse.

Ele colou o corpo no meu e me segurou pela cintura. Eu coloquei minhas mãos sobre seus ombros. Ele movimentava meus quadris de acordo com a música. Senti um enorme conforto quando ele se envolveu em mim. Deitei minha cabeça em seu peito e ouvi as batidas do seu coração. O senti respirando sob mim.

Deslizei minhas mãos até sua nuca e permaneci de olhos fechados. Em questão de segundos, senti seus lábios sobre o meu. Gosto da boca dele na minha, me fez suspirar Minhas pernas falharam, mas ele me segurou. Tentei meu concentrar naquela ocasião. Éramos apenas nós dois ali e o momento era só nosso.

Era um beijo lento e apaixonado. Vagarosamente ele abriu os lábios pedindo passagem e eu cedi. Ele percorreu toda minha boca e eu fiz o mesmo com ele. André guiou meu corpo e me sentou em uma das mesas que tinha no centro da biblioteca. Envolvi minhas pernas em seu quadril, nos aproximando ainda mais. Suas mãos subiram para minhas costas, por cima da camiseta, me acariciando e apertando contra ele. Várias novas sensações percorreram meu corpo. A boca dele era tão macia e tão gostosa que poderia beijá-lo por horas.

De repente o beijo passou a ser urgente. Seus dedos brincavam com as minhas cintura me causando vários arrepios. Ele me pegou no colo e nos levou até o fim do nosso corredor. Ele se sentou no chão e eu continuei sentada no sobre seu quadril. Da minha boca, seus lábios pararam no meu pescoço, dando leves mordidas. Eu estava ofegante pelos beijos e pela onda de sentimentos que passei a experimentar. Voltei a minha boca para a dele e continuamos nos beijando ao som daquela música linda.

(Pause a música)

*

Com um sorriso de orelha a orelha cheguei em casa. Abri a porta com a chave reserva que minha mãe havia me dado meses atrás. Meus passos eram lentos por toda a casa. Atravessei a sala e cheguei à cozinha. As risadas que zuniam meus ouvidos cessaram quando vi meus pais sentados, um de frente para o outro. Pareciam que estavam me aguardando.

– Precisamos conversar. – Disse meu pai em um tom sério. – Sente-se aqui. – Ele apontou para uma cadeira. Enquanto eu me aproximava, alternei meu olhar entre meu pai e minha mãe. Minha mãe estava com os olhos completamente vermelhos.

– O que aconteceu? – Sentei-me esperando já uma grande discussão sobre como eu era uma péssima filha.

– É sobre a sua irmã. – Continuou meu pai. Eu não via a minha irmã há meses. Meus pais decidiram me afastar dela depois do ocorrido. Talvez achassem que eu pudesse influenciá-la de alguma forma. Ela morava na casa dos meus tios. Sinceramente não sentia muita falta dela, passávamos quase que todo o tempo juntas brigando, o que era completamente desagradável – Você não a vê há meses, então não está sabendo o que houve durante esse tempo.

– Eu não estou entendendo... –

Notas finais
E então, gostaram do beijo? *-* Amei escrever esse capítulo!