Notas iniciais
Este capítulo contém PrUsa (PrússiaxAmérica) com indiretas PruJap (PrússiaxJapão), divirta-se.

Arlequim era uma pessoa um pouco idiota e amava gastronomia como ninguém. Sempre querendo comer do bom e do melhor, não era raro vê-lo nos mais caros e luxuosos bares e restaurantes. Loiro, olhos azuis por trás de óculos e uma franja bem alinhada — se não fosse um único fio que não abaixasse de forma alguma — E sempre era reconhecido por todos pela sua agilidade em fazer as coisas — ou fugir delas, caso você estivesse falando de seu chefe.

Porém hoje, aqueles olhos azulados estavam sem rumo. Nenhuma comida estava-o agradando, nem mesmo suas favoritas. Isso o deixava cada vez mais confuso, talvez até desesperado. Enquanto buscava entender o motivo disso, sua concentração foi quebrada por um grito alto de raiva.

Procurando o local de onde vinha, acabou avistando um rapaz que deveria ter a mesma altura dele, e com o rosto coberto — mesmo estando um Sol de rachar -, deixando amostra apenas sua boca, que demostrava toda a raiva com um ranger de dentes. Este rapaz então saiu aos passos fortes, e a curiosidade do Arlequim o fez pagar sua conta às pressas para segui-lo. Algo não muito difícil, por ser rápido.

Sua atenção no estranho rapaz era tanta que, quando estava quase alcançando-o, acabou tropeçando e levando o outro em seu tombo, que só veio a terminar em um beco com muita sombra. Ao se levantar, o Arlequim finalmente consegue ver a aparência da pessoa que ele perseguiu até lá.

Olhos vermelhos e penetrantes — como deveria ter sido a maçã de Eva — um cabelo prateado como parecia a Lua — às vezes — e uma pele bem pálida, sinal de que nunca havia tomado um pouco de Sol. O Loiro constatou então que era um albino, e por suas roupas, um Joker.

Um Joker que fugiria novamente, se ele não o segurasse. O Albino então indagou o porquê desta perseguição, e o Arlequim foi sincero, afirmando que sua curiosidade o tomou completamente e o fez chegar até este ponto. Confuso, o outro decidiu ficar naquele beco, conversando naquela fresca sombra, naquele dia que iria parecer típico para cada um dos dois — se não fosse aquela inesperada companhia.

...

O Joker, muita vezes egocêntrico, tinha como ganha-pão entreter os cidadãos das cidades em que passava — isso quando não estava um dia ensolarado e ele tinha que deixar o show para mais tarde, diminuindo o provável dinheiro que iria ganhar. Era triste, mas era o jeito de sobreviver, devido ao seu albinismo.

Problema que quando criança – aliás – o impedia de sair e brincar com as outras de sua idade. Vivia confinado em um quarto com pouca iluminação. Sua família achava que ele era um amaldiçoado por Deus devido a isto, e evitavam contato para não serem "amaldiçoados" também.

O Pequeno Joker, mesmo crescido, jurou que ia destruir um certo loiro de olhos esverdeados, sobrancelhas um pouco grossas demais e um certo talento para fazer as pessoas felizes — Alguém chamado Pierrot. Porque ele também amava a Colombina, a luz no escuro que foi sua vida.

Mas era uma luz passageira como uma vela — que um dia teve que ser apagada, e assim o Joker resolveu esquecer seus sentimentos por ela.

...

Os dias passaram, e a amizade entre o Arlequim e o Joker ficava mais forte. Sempre no mesmo beco bem escuro e arejado, eles conversavam sobre suas vidas — quase sempre sem emoções -, com algum ou outro tempero. Também, se ajudavam durante o trabalho de ambos, construindo, assim, uma boa relação.

Houve dias que se tratavam até como namorados — beijos, carícias e até relações sexuais entre os dois. Inicialmente, o Arlequim julgou uma loucura, inadmissível para alguém como ele, mas logo foi caindo nas tentações que o albino lhe fazia. E gostando, ao ponto dessas coisas se tornarem mais frequentes entre os dois. Quem diria que a simples curiosidade do loiro o levaria a uma relação amorosa com um Joker, alguém que tem uma vida sofrida, por sobreviver com o pouco que o povo oferece? Apesar disso, o Arlequim vivia dias felizes ao lado dele, mesmo tendo que fugir do Sol pare proteger seu amado.

Mas ele não se livrou se um casamento arranjado. Ele xingou com todas as más palavras conhecidas seu chefe, que fez isso apenas para fortalecer a "companhia" onde ele trabalhava. Amava o Joker com todas suas forças... Até que conheceu sua futura esposa pessoalmente.

Foi repentinamente — o Arlequim conversava com o Joker sobre como seus shows podiam ser melhores com alguma ajuda aqui e ali, e o chefe enfim apresentou a moça para o loiro.

Um erro. Um grande erro.

Sua futura esposa tinha o temperamento calmo, os cabelos negros como a terna noite, olhos castanhos como o valioso cobre, e uma beleza de deixar muitas outras jovens com inveja. Foi assim como o Arlequim a viu, despertando-lhe uma nova paixão e indo em direção a Colombina — Ignorando completamente o Joker que estava ao seu lado, que se matava por dentro de ressentimento, tão ao ponto de fugir ao local, retornando aquele beco onde tudo começou. Local que ele tinha certeza que o seu ex-amado nunca mais voltaria.

Por duas vezes, quem ele pensou estar em suas mãos para sempre, na verdade nunca esteve. Isso o encheu de raiva, e tornou a pensar mais friamente. Calculou que se a Colombina estava nesta cidade, o seu rival Pierrot também estava por perto.

E realmente, somente agora reparou que a atenção do público estava mudando gradativamente para um recente palhaço que fazia suas apresentações no mesmo tempo que si, tornando as coisas mais competitivas.

Tendo em vista esse conjunto de acontecimentos, o Joker simplesmente começou a bolar um plano para arruinar a vida dos três. – A colombina, o Pierrot, e o Arlequim.

Notas finais
Quem viu o PV da música ou leu a fic da 42nohana, já deve imaginar no que o nosso prussiano influênciará. :T
Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.