Não Espere
18 Para Sempre Nós - parte I
Notas iniciais
preparem-se!
prox cap sera epilogo #aaaaah
Boa leitura (; #snif
Durante todo esse tempo, e a resposta estava diante de mim.
Mal pude acreditar que tão poucas ações fossem suficientes para me mostrar a verdade.
Allanah sorriu pra mim.
- Sim, Luna. Vá em frente.
- Desista, Allanah! — Clara gritou pra ela, apesar de não conseguir vê-la. — Não vai conseguir decifrar o enigma a tempo!
Eu me preocupei.
- À tempo de quê?
Ela riu sarcasticamente.
- À tempo de eu me tornar a Morte mais poderosa com a ajuda do elixir. E Zattara vai me ajudar nisso.
- Nunca, sua vadia! — Zattara revidou.
- Serei imortal para sempre. — Clara caminhou até Josh. — E poderemos enfim, ficar juntos.
- Você já parou pra pensar que há outras maneiras de ser feliz? — eu disse. — Já vi provas de amores piores que essa...
Ela se virou pra mim devagar.
- E você, hã? Acha que será a heroína só porque tem ideia do que o enigma possa ser?
- Eu não tenho ideia. Tenho certeza.
A sua risada tomou o salão.
- Ah, é?
- Não! — Lissa gritou. — Não toque nela. Se quer machucar alguém, machuque a mim.
- Ah, que meigo... — Clara zombou. — A amiguinha defendendo a outra...tarde demais!
- Não! — eu gritei.
Clara havia sacado o elixir. Nas mãos dela, a substância havia adquirido outra coloração — e me indicava que não faria bem à Lissa.
- Vai desperdiçar o elixir comigo, Clara? — foi a vez de Lissa zombar.
- Não. Será bem pior.
Lissa foi obrigada a tomar o elixir. Nessa hora, ela passou mal, e a atmosfera mudou.
- Mas que porra você fez?! — vociferou Zattara.
Clara sorriu — indicando que sabia de algo que nós não sabíamos.
- O elixir foi modificado. Agora, a única cura para ela será o enigma. Caso contrário, ela morrerá.
Me agoniei. A resposta estava na ponta da minha língua, mas me ocorreu que poderia ser um truque de Clara.
A paisagem mudou. Era o fim do mundo.
O olhar de Lissa encontrou o meu. Não faça nada, ela parecia estar dizendo.
- É melhor se entregarem. — aconselhou Clara. — Em breve, só haverá Morte no mundo! — sua risada acompanhou a de Josh.
- Não. — Zattara falou. — Você vai pro inferno. — ela me deu um olhar sugestivo, e decidi agir.
Me arrastei para perto de Lissa, que agonizava. Logo Don chegou perto também, apoiando a cabeça em seu colo.
- Você não vai morrer. — eu disse, com os olhos cheios de lágrimas.
Ela pegou minha mão.
- Você sempre será minha melhor amiga.
- Vamos dar as mãos. — falei alto, e Clara riu.
- Que força de vontade, não?
Ignorando-a, começamos a dar as mãos. Um por um, logo foi se formando um longo cordão solidário em volta de Lissa. Clara abandonou a postura despreocupada e passou a nos observar melhor.
- Mentalizem. — eu disse. — Façam força para que Lissa se cure. Com a nossa ajuda, ela vai conseguir.
- Você conseguiu desvendar o enigma? — Zattara disse.
- Muito mais do que isso.
E foi mesmo.
Muito além do que eu esperava, nosso cordão liberou uma energia poderosa. Quase era possível senti-la fluir de nossos corpos. Lissa observava tudo maravilhada. Aos poucos, a ventania ficou mais forte — a nosso favor.
Clara e Josh foram recuando, amedrontados.
- Mas o que está acontecendo? Não é possível!
O corpo de Lissa foi tomado por uma força invisível. Não muito longe de nós, um enorme portal se abriu. Era o fim de Clara e Josh.
- Não! — ela berrou. — Como você descobriu?!
- Chega de Morte no mundo. — profanei. — Eu descobri tarde demais que o que destruiria tudo isso era o Amor. Ele era o segredo do enigma. Sempre foi; desde o início. Ele sempre foi a única força capaz de derrotar o mal. Não há lugar pra vocês aqui!
Depois do meu berro, os corpos de Clara e Josh foram lançados com força na direção do portal. Ainda resistente, Clara deu uma última olhada triste para Zattara e Eustáquia.
- Eu sinto tanto...! — murmurou. — Eu...eu só...queria ser feliz!
Seu eco se perpetuou à medida que ela desaparecia.
O vento cessou, e o silêncio predominou.
Lissa sorriu pra mim, totalmente curada.
- Como você...?
- O enigma falava dos amigos. — revelei. — O amor é o sentimento que temos por eles. É assim que nos vemos pelos olhos da alma. — e sorri, satisfeita.
- Pra onde Clara foi? — Zattara quis saber.
- Pra bem longe daqui...
- Sempre soube que conseguiria. — Lissa disse e me abraçou.
- Mas e os outros Ceifadores? — Marion disse.
- É, vamos nos livrar deles também! — concordou Bellie.
- Não podemos. — disse Leon.
Depois de um tempo, eu disse:
- Ele está certo. A Morte não pode sumir assim. As pessoas ainda precisam dela. Por mais que possa ser ruim, é a vida. Nunca deixaremos de existir enquanto houverem Ceifadores medíocres por aí. Não existimos para destruir a Morte; mas para controlá-la.
Todos sorrimos.
- Mas os lacaios de Clara ainda estão por aí. — Don falou.
- Eu cuido deles. — Zattara se ofereceu. — Vão se arrepender de terem me virado as costas. — em seguida, se virou pra mim sorrindo. — Nunca pensei que fazer o bem fosse tão...gratificante. Eu consegui acordar uma parte de mim que estava adormecida há muito tempo, e que implorava pra ser acordada. Sempre estarei aqui. Obrigada por isso.
Eu sorri.
- Sabe que ainda vamos nos encontrar por aí.
A Zattara das antigas voltou.
- Com certeza, garota.
E sumiu.
- Bem... — eu me virei, suspirando. — Acho que é hora de recomeçarmos. — tomei os braços de Leon.
Ele fez muxoxo.
- O que será da nossa vida agora, sem aventuras?
Dei-lhe um soco de brincadeira.
- Ainda não acabou.
- Como descobriu o enigma?
Parei um pouco. Na verdade, nem pensei muito. A única coisa que ficava martelando na minha cabeça era que Lissa tinha que ser salva. E a primeira emoção que senti foi aquela.
- Uau. — exclamou quando lhe contei. — Profundo.
- Luna. — Lissa me chamou. — Me salvar foi uma das coisas mais corajosas que já fizeram por mim. — ela deu uma pequena olhada para Don. — Você provou ser realmente merecedora do seu poder.
- Pronta? — Leon perguntou depois que ela se foi.
- Para o que?
- Acha que só é ganhar a guerra e tudo bem? — ele sorriu maliciosamente. — Temos uns assuntos pessoais.
Fale com o autor