Não Escolhi Amar Ele
8 Capítulo 8 - Noite Especial
(Daniel)
7:00hr da manhã em um sábado e eu já estava em pé, não consegui dormir sossegado pensando no Lucas, qualquer simples ruído já me acordava, um simples sopro do vento, um miado de gatos na rua ou até mesmo barulho de motores automotivos. Decidi ir até a casa dele e ver pessoalmente como ele estava, então aguardei até ficar um pouco mais tarde e fui até lá.
Chamei no portão e a mãe dele saiu para me atender
–Bom Dia Daniel, o que faz aqui essa hora? Disse ela me cumprimentando
–Bom dia Lucia, vim falar com o Lucas ele está acordado já?
–Ele já saiu, foi até a igreja e só volta depois das 13:00hs hoje.
–Ah! Entendi, tudo bem então. Obrigado
Foi uma tentativa em vão, apenas voltei para casa e almocei, deitei em minha cama e fiquei ouvindo músicas, parte de mim queria entrar no bate-papo na internet para conhecer mais pessoas mas a outra parte queria simplesmente estar ao lado do Lucas, de repente levei um susto com o celular vibrando sem parar na cama. Tinha 15 mensagens do Fabio! Todas escritas meu nome.
–Oi Fabio?
–Aeeee, me respondeu até que fim. Diz ele zombando
–Você acabou de enviar as mensagens, assim que vi respondi kkk.
–Quero saber onde posso te pegar para irmos até a boate hoje á noite
–Ah, nem havia pensado nisso ainda. Acho que vou sozinho mesmo e te encontro lá.
–Certeza de que vai sozinho? E você vai dormir em casa né?
–Vou sozinho sim, e não sei se vou dormir na sua casa depois vejo isso.
Eu estava sendo muito corajoso em sair com um cara que nunca vi, ir para uma boate e talvez dormir fora, minha mãe não deixaria nunca era melhor eu pensar em algo rápido se quisesse mesmo ir. Corri lá e tentei inventar algo para ela.
–Mãe, hoje posso dormir na casa do Lucas?
–Pode sim, mas amanhã cedo quero você em casa ouviu Daniel?
–Ouvi sim mãe, pode deixar que cedinho estou de volta
Não sou bom em mentiras e a única alternativa que eu tive foi essa, já que fazia dias que ele estava sumido minha mãe não ia descobrir a mentira, então me deitei para dormir já que ficaria a noite toda acordado. Acordei já passava das 20:00hs realmente eu estava muito cansado e dessa vez consegui dormir por conta do suco de maracujá que tomei no almoço.
Corri para o banheiro e fui depilar a barba, demora um bom tempo até que eu consiga deixar meu rosto lisinho, logo depois entrei no chuveiro e lavei meu cabelo e o deixei muito bem hidratado, sai do banho parecendo um príncipe que demorou anos se preparando para um casamento. Escolhi a melhor roupa que tinha, Camisa vermelha de botões e manga três quartos, calça jeans azul escura e um tênis vermelho com preto. Passei um perfume bem cheiroso pois tinha que causar boa impressão assim que ele me visse.
Quando terminei de me arrumar já eram 22:00hs e como eu iria de ônibus tinha que sair de casa no máximo 22:30hs, corri para o ponto esperar a condução, felizmente eu sabia o local da boate então era fácil chegar lá.
Tinha marcado de encontrar o Fabio na entrada pois lá dentro era muito lotado de pessoas segundo ele, desci no ponto de ônibus mais próximo e fui andando, 23:15hs da noite e eu caminhando sozinho na rua, por onde eu passava tinha mendigos ou bêbados sentados nas calçadas, fiquei apavorado e caminhei bem rápido por aquelas ruas escuras e frias, onde não se ouvia nada a não ser o som de garrafas caindo no chão e rolando pela rua. Cheguei na boate até suspirando de tão cansando que estava, na porta estava o Fabio e o amigo dele que era dono da boate, reconheci ele por que sabia que estaria vestido com uma camisa regata preta e bermuda jeans. Fui cumprimenta-lo com um aperto de mão e ele me abraçou e beijou meu rosto como se fossemos garotas, confesso que fiquei espantado inicialmente.
–Olá Daniel. Disse ele após o beijinho na bochecha
–Eae Fabio, tudo bem?
–Tudo sim, achei que você não viria, vamos entrar já paguei sua entrada.
Ele era muito bonito e não aparentava ter 20 anos, ele tinha o cabelo espetado meio bagunçado, tinha em média 1,75 de altura e corpo definido, olhos castanhos e bem clarinho. Entramos na boate e era exatamente como eu havia imaginado, Som extremamente alto, luzes coloridas por todos os lados, globos de luz, uns banquinhos para se sentar e uma enorme pista de dança, claro não posso me esquecer do bar que tinha uma fila enorme. Eu fiquei admirado com a quantidade de pessoas que tinha lá dentro.
–E ai o que você achou Daniel? Perguntou Fabio me mostrando todo o lugar.
–Achei legal, era mais ou menos isso que eu imaginava mesmo
–Que bom, vem, vamos dançar um pouco. Saiu me arrastando até o meio da pista
–Mas.... Espera, eu não sei dançar
Ele ficou dançando tão bonito e eu tentando acompanhar ele, aquele sorriso era muito fofo sorrindo para mim, ou de mim, não importava eu estava curtindo o momento, aquelas pessoas em volta de mim, algumas me olhando outras apenas se divertindo, em um momento inesperado ele veio e me beijou, no meio da pista de dança, aquela música tocando, sua boca encostando na minha, ele foi passando a mão no meu rosto e em seguida descendo a mão até meu pau que começou a endurecer, estávamos muito agarrados em meio aquele monte de gente e ele esfregando a mão no meu pau extremamente ereto, alguém teve que esbarrar em nós para que parássemos. Ele segurou minha mão sorrindo e foi em direção ao bar, pediu duas doses de Martini Blue e virou a primeira dose goela a baixo com muita facilidade, a segunda ele me entregou e disse.
–Essa é pra você, bebe tudo!
Como ele engoliu tão facilmente também virei minha dose com tudo, senti aquele fervor descendo minha garganta e comecei a tossir fazendo horríveis caretas, quase vomitei.
–Heeey, Calma, Calma Daniel. Disse ele dando enormes gargalhadas
–Você tem que beber com calma, provavelmente nunca bebeu bebida alcoólica, eu posso porque já estou acostumado.
Em seguida vi todo mundo da boate girando, e eu estava meio zonzo, segurei no ombro dele e disse.
–Vamos dançar então? Ele sorriu e me levou para a pista de dança, fiquei pulando sem saber o que estava fazendo, só sei que estava me divertindo, várias pessoas passavam olhando para mim, algumas esfregavam a mão no meu pau e na minha bunda enquanto passavam, outras me ofereciam bebidas e eu tomava um gole de cada coisa, aquela sensação era magnifica eu não precisava me preocupar com nada, eu estava em um lugar onde todo mundo era livre, onde cada um podia fazer o que queria, eu estava sorrindo e feliz demais.
Fui até o banheiro e no caminho encontrei um garoto loiro com cabelos cacheados muito lindo, ele me chamou com a mão para um lugar que o Fabio ainda não tinha me mostrado, segui ele e entrei na porta que ele entrou, era uma área de fumantes, mas parecia um motel por que tinha muitas pessoas se esfregando e praticamente transando encostados nos muros da boate.
Ele me empurrou para a parede mais próxima e começou a me beijar loucamente, chupando todo meu pescoço e minhas orelhas, eu me arrepiava de tanto tesão, em segundos fiquei excitado novamente e pude sentir que ele também estava, seu pau estava encostando no meu e fui direto com a mão dentro de sua calça, senti aquele pau enorme e grosso duro, e comecei a masturbar ele enquanto recebia vários beijos e chupões no pescoço, senti o pau dele babar na minha mão e isso me deixou ainda mais doido de tesão, ele desceu com a mão na minha calça e abriu o botão já que era muito apertada, colocou a mão dentro para dentro e começou a me masturbar também. Eu realmente estava adorando tudo aquilo e não tinha noção de que seria assim tão maravilhoso.
–Hey Luiz! Luiz! Vamos cara. Uma voz vinda da porta grita.
–Gatinho, vou ter que ir com meus amigos, estão me chamando para ir embora. Disse ele fechando sua calça e indo embora.
Não tive tempo nem para me despedir, abaixei a cabeça para abotoar minha calça e quando olhei ele já tinha saído, o álcool ainda estava em mim e eu estava ficando cansado e zonzo, fui a procura do Fabio e encontrei ele perto do bar sentado em um dos puffs. Me sentei ao lado dele e encostei em seu ombro.
–Por onde você andou? Fiquei te procurando. Pergunta ele
–Eu estava dando uma volta, conhecendo o local. Respondi embolando as palavras.
–Aham sei... Enfim, já são 4:50hr quer ir embora?
–Vamos, estou cansado e com sono. Respondi até com os olhos fechados
Saímos e fomos até seu carro, me acomodei naquele banco de couro macio enquanto ele ligou o player de música, alguns minutos depois eu já estava quase cochilando e rapidamente chegamos até seu apartamento que ficava em um condomínio na zona mais nobre da cidade. Ele pediu para o porteiro abrir o portão e foi em direção ao estacionamento de moradores e entramos no elevador, subimos até o 12º andar, entramos em seu apartamento e logo fui até a sacada olhar a vista, era maravilhosa aquele monte de luzes acesas, era realmente muito lindo.
–Quer beber alguma coisa? Perguntou Fabio
–Não, Obrigado! Respondi e me sentei no sofá
O efeito do álcool já estava passando e eu começava a me perguntar o que eu estava fazendo ali, eu tinha acabado de conhecer um cara três anos mais velho que eu e decidi dormir na casa dele...
–Vem, vamos deitar. Chamou indo em direção ao seu quarto.
Entrei ainda me perguntando se devia estar ali, mas como não podia voltar para casa na madrugada porque minha mãe iria querer explicações tive que aceitar ficar lá, ele organizou sua cama de casal enorme, desdobrou a coberta e colocou os travesseiros.
–Deita ai gatinho, não se importa de deitar comigo né? Perguntou com um sorriso safado
–Não, claro que não. Eu não queria fazer feio então deitei e ele apagou a luz
Ele me abraçou e foi chegando sua boca perto da minha, podia sentir sua respiração quente e seu hálito próximos da minha boca, beijei ele e logo o clima foi esquentando embaixo da coberta, ele tirou a camisa e deitou em cima de mim, me beijando loucamente e segurando meu cabelo. Foi colocando as mãos por de baixo da minha camisa e apalpando meu corpo, não aguentei de tanto calor e tirei minha camiseta, ele entrou embaixo da coberta e foi beijando meus mamilos, isso me deixava loucamente arrepiado, fiquei com uma vontade imensa de ser chupado então peguei em sua cabeça e fui movimentando até que encostasse em meu pau que já estava muito duro, ele tirou minha calça e começou a lamber minha cueca dando leves mordidinhas deliciosas, meu pau já estava todo melecado de baba e eu começava a gemer de tesão, ele tirou minha cueca com a boca e foi passando a língua por de baixo das minhas bolas. Eu me contorcia de tanto tesão.
Depois pediu para que eu terminasse de tirar minha cueca enquanto ele ficou totalmente nu, ele deitou encostando seu pau em mim e foi beijando minha nuca, encostando a cabecinha do pênis na minha bunda e esfregando sua mão nas minhas bolas. Realmente a sensação era maravilhosa, eu estava começando a ficar todo suado mesmo sem roupa, mas não pude terminar o que começamos, assim que o efeito do álcool passou por completo me lembrei do Lucas logo em seguida e fiquei muito deprimido
–Me desculpa Fabio, mas não posso! Disse afastando ele de mim.
–Por que? Tenho camisinha aqui se o problema for esse...
–Não é isso, você sabe que gosto do Lucas e não consigo fazer isso.
–Serio que você vai pensar em alguém que não está nem ai pra você?
–Me desculpa! Não consigo mesmo, se quiser vou embora. Disse que iria embora, mas sem saber para onde iria até amanhecer.
–Não precisa ir embora, respeito sua decisão. Vamos apenas dormir então...
Coloquei minha roupa novamente e me virei para dormir.
Acordei cedo no dia seguinte e fiquei esperando até que ele acordasse também, fiquei na cama deitando olhando para o teto e pensando na merda que eu havia feito, menti para minha mãe, fiquei mega bêbado e ainda sai beijando pessoas que não conheço. Ele acordou e foi gentil me levando até a rodoviária as 8:00hs da manhã, não era qualquer um que faria isso. Acordar cedo num domingo para levar uma pessoa qualquer até a rodoviária e ainda mais depois que neguei transar com ele. Foi bacana de sua parte.
Me despedi dele com um simples perto de mão, dessa vez fiquei distante para que não me beijasse em público e ele respeitou minha decisão, peguei o primeiro ônibus que levava ao meu bairro e cheguei em casa. Levei um susto pois assim que abri o portão e entrei dentro do quintal minha mãe estava na porta da sala me olhando com uma cara nada agradável e de braços cruzados.
–Onde você estava Daniel? Perguntou ela com um tom extremamente nervoso.
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