Não Desista. Nunca Desista.

1 Capítulo 1 - Não desista. Nunca Desista.


Notas iniciais
A história não me pertence, estou apenas traduzindo. Conforme o interesse de vocês pela história vou traduzindo o restante e vou postando ok ?
Boa leitura (:
História original escrita por Miki T. Robbinson. (http://www.fanfiction.net/s/8094861/1/No-te-rindas-nunca-te-rindas)

Capítulo I

08 de Agosto:

Hospital Seattle Grace Mercy West — 12:30hs.

Arizona Robbins estava sentada no refeitório almoçando antes de ir para a sala de cirurgia. Sentia-se esgotada, estava realmente esgotada, tanto física como espiritualmente e já haviam se passado 30 longas horas de seu plantão, e sendo realista ela quase não pode ver a alegria nos rostos de seus pequenos humanos. Um de seus casos mais críticos era um menino de seis anos com câncer terminal, podia-se fazer muito pouco por ele e para completar justo nesse mesmo dia ela tinha que operar uma menina de oito anos, a operação era realmente perigosa, com grandes possibilidades de dar errado, mas Arizona não tinha nenhuma alternativa, se não operasse a pequena, ela iria morrer.

Arizona levantou o olhar do prato e seu rosto se iluminou quando viu sua bela esposa com seu enorme sorriso de um milhão de dólares chegando perto da mesa com seu almoço para lhe fazer companhia.

Não importava o quanto Arizona pudesse estar cansada, nem mesmo o quanto aqueles dias difíceis deixavam para baixo, aquela latina, Calliope Torres tinha um poder, um entre tantos poderes, ela alegrava a qualquer um com aquele sorriso lindo, olhar penetrante, palavras doces e seus abraços, ah sim, aqueles abraços, eles sempre levantavam o animo de Arizona e a acalmava. Callie era como um “calmante”, mas sem efeitos colaterais.

Tantas vezes Arizona se perguntava o porquê de tudo isso, por que Callie tinha esse poder mágico sobre ela. E ela finalmente chegou à conclusão de que além do profundo e incalculável amor que elas tinham uma pela outra, Callie era a pessoa mais forte e corajosa que Arizona já havia conhecido em toda a sua vida e ela tem esse dom de transmitir a quem precisasse parte de toda essa força e coragem, com um simples toque, um abraço ou até mesmo um sorriso.

Arizona pode perceber essa coragem desde que conheceu Callie, mas se ainda restava alguma dúvida ela se extinguiu quando um homem armado entrou no quarto onde ela estava operando Rudy. A reação da loira foi a mais óbvia possível, projetou seu corpo em cima do de Rudy. No entanto Arizona se deu conta de imediato que ao tomar essa atitude instintiva de proteger a pequena com seu próprio corpo não poderia mais se mexer, não porque estivesse paralisada pelo medo, mas tinha perdido o contato visual com o homem e temia que qualquer movimento pudesse desencadear uma tragédia, ainda mais quando Callie tomou a decisão arriscada e corajosa de intervir.

Assim, enquanto Arizona protegia a pequena Rudy com seu próprio corpo, Callie fez algo muito mais impressionante, se levantou calmamente e se colocou entre o homem armado e Arizona e Rudy, arriscando sua própria vida, agiu calmamente e teve seu autocontrole para tratar Gary Clark não como um homem armado em desespero e sim como um paciente que tinha uma ferida no ombro e logo o fez mudar seu caminho dizendo “Pegue essas ataduras e saia“. Como se isso não fosse o suficiente ela ainda teve forças para acalmar a pequena Rudy e também Arizona que não deixava de repetir “Aqui só tem crianças, aqui só tem crianças, aqui só tem crianças”. Esse pequeno contato das mãos amorosas de Callie no pescoço e rosto de Arizona foi o suficiente para acalmá-la, essa pequena carícia foi o mesmo que dizer só que sem palavras, “Fique tranquila meu amor, o pior já passou”. Isso sem falar no efeito que havia produzido nos intensos sentimentos de Arizona por ela, com aquela meiga referencia ao seu Super Sorriso Mágico.

Arizona descobriu esse dia com orgulho e sem sentir nenhum tipo de vergonha que se ela havia sido criada para ser “Um homem bom em meio à tempestade” Callie não havia sido criada assim, porque não era necessário, Callie já havia nascido “Um bom homem em meio à tempestade” era próprio dela. É óbvio que essa descoberta foi uma das coisas que fizeram com que Arizona se apaixonasse perdidamente por Callie, porque para uma pessoa como Arizona era impossível amar alguém sem antes admirá-la como pessoa e Deus é testemunha que esse dia Arizona sentiu uma enorme admiração e respeito pela bela Calliope Torres.

Assim quando Callie sorri, olha ou a abraça ela é capaz de transmitir a Arizona não só o seu amor por ela, mas também toda essa força e coragem, quase que por osmose, por isso os abraços de Callie são os mais afetivos, poderosos e mágicos calmantes que dão a Arizona uma sensação de segurança, sossego e paz que ela nunca havia sentido antes com nenhuma outra pessoa.

O melhor de tudo é que Callie sabe disso, de alguma forma ela conhece esse poder e o efeito que produz em Arizona e naturalmente não mede esforços para apoia-la justamente quando ela mais precisa. Além disso, Callie dispõe de uma espécie de radar que a permite saber quase que com precisão matemática o estado de animo de Arizona só de olhá-la nos olhos.

E dessa vez naturalmente não foi exceção, no mesmo instante em que Callie se aproximou com seu almoço da mesa do refeitório, só a olhou nos olhos e disse colocando sua mão sobre a dela, agachando-se um pouco para olhá-la melhor:

- O que aconteceu meu amor? Seu rosto ficou alegre quando me viu, mas seus olhos me dizem que tem algo errado. Quer conversar?

Arizona a beijou, quase como se estivesse agradecendo a preocupação de Callie e então lhe contou como tinham sido difíceis e agoniantes essas últimas 30 horas no hospital e que faltavam 6 horas ainda, com mais uma operação difícil e arriscada, confessou que tinha medo de falhar com essa criança e isso também não estava ajudando muito.

Callie compreensiva e animadora como sempre, passou o braço sobre o ombro de Arizona e com uma voz de ternura quase infinita falou:

- Baby, por favor, não se preocupe além da conta, se você disse que a operação é a única saída eu estou absolutamente segura de que você fará o impossível para salvá-la, como sempre faz e se as coisas derem errado o que eu realmente espero que não aconteça, você deve saber que não existe nesse hospital, nesse país e nem neste mundo uma cirurgiã pediátrica mais competente que você, e tenho certeza de que se você não conseguir ninguém mais consegue.

Arizona deu um sorriso tímido e Callie continuou falando, olhando-a diretamente nos olhos com doçura.

- Fazemos o nosso melhor, colocamos em prática todos os nossos conhecimentos, nossa destreza e habilidades a serviço de nossos pacientes e quando temos êxito e salvamos uma vida em uma operação brilhantemente executada nos sentimos como “deuses com um bisturi” por um momento, mas não devemos estender a nossa glória, na realidade somos seres humanos, não somos “deuses com um bisturi”, somos seres humanos que às vezes tem a sorte de fazer o trabalho de deus com um bisturi. E aceitarmos que temos certas limitações não faz de nós mais fracos, mas no faz mais sábios e essa sabedoria nos da força para lutar e não nos rendermos facilmente. Assim meu amor como eu sempre falo a você quando você está assim tristinha como agora. Não desista, nunca desista ok? Aconteça o que acontecer, você sabe que fez o que pode e que deu o melhor de si, você sempre faz e sempre fará é da sua natureza ser a melhor, ah e outra coisa, pense que só faltam 6 horas para você estar dentro de uma banheira tomando um banho relaxante, depois comer algo maravilhoso preparado por mim e dormir nos meus braços para descansar dessas longas e difíceis horas no hospital. Ah e se prepare para as mais lindas surpresas que preparei pro seu aniversário amanhã. – Disse Callie com um sorriso enorme.

Arizona se alegrou e de imediato se acalmou. Mas quem não se alegraria e se acalmaria com aquelas palavras tão doces e sábias?

- Ok, - disse Arizona com um sorriso se formando nos lábios – Agora só me falta uma coisa...

- Que coisa?

- Um abraço, daqueles especiais que só você sabe me dar.

Callie que ainda estava com seu belo sorriso, se afastou da mesa ao mesmo tempo em que Arizona. Ela entrelaçou seus braços no pescoço de Callie e esta a abraçou pela cintura dando um de seus “abraços especiais”, acolhedores e relaxantes, acompanhado de um beijo na testa, desses ternos e protetores.

O efeito em Arizona foi imediato, agora ela se sentia forte o bastante para ir para a operação e ainda mais com a menção de Callie sobre um banho relaxante, comida, dormir em seus braços e naturalmente suas surpresas de aniversário.

Arizona não gostava muito de surpresas e até a pouco tempo pretendia considerar seu aniversário como um dia normal, mas Callie conhecia Arizona cada dia mais e agora ela sabia como surpreendê-la agradavelmente. Callie também havia se dado conta que Arizona não pensava muito em seu aniversário, porque antes não tinha nenhuma relação duradoura e suficientemente estável para que alguém se lembrasse do seu aniversário e muito menos para que comemorasse com ela. Ela havia se acostumando a ser assim, a vida nômade que vivia com seus pais se mudando a cada 18 meses não permitia que ela estabelecesse relações fortes com nada, assim acabou se acostumando a ver seu aniversário como um dia normal. Mas as coisas haviam mudado Arizona agora tinha uma família, uma esposa que a amava e uma filha que a adorava, assim a ideia de uma surpresa para seu aniversário preparada por Callie estava longe de incomodá-la pelo contrário a entusiasmava e muito.

- Obrigada Callie por estar sempre aqui comigo, te amo.

Callie a abraçou ainda mais forte e deu outro beijo em sua testa, logo elas se sentaram para terminar de almoçar.

Posteriormente Callie disse a Arizona que também teria uma operação pendente e que ia se retirar para poder se preparar, Arizona assentiu com um gesto e Callie lhe deu um beijo rápido, levantou-se da mesa e caminhou em direção à saída, já próxima à porta Callie voltou-se para Arizona, colocando sua mão no rosto, fechou o punho e deu um “joinha” para ela juntamente com um dos seus melhores sorrisos.

Arizona já conhecia esse gesto que Callie usava para animá-la e seu significado: Vamos lá, se anime e o “joinha” e o sorriso diziam: Não desista, nunca desista.

Ela devolveu o gesto com o “joinha” junto ao rosto e seu sorriso encantador.

Uns instantes depois Arizona fez o mesmo, saiu do refeitório e foi se preparar parar a operação. Quando chegou perto do armário onde guardava suas coisas seu rosto se iluminou com um sorriso enorme que mostrava suas covinhas. Callie havia colado um post-it na porta do armário, ela havia desenhado em um post-it amarelo uma imagem que mostrava um “joinha” e uma carinha feliz.

- Por Deus Callie – pensou Arizona – Você é a pessoa mais maravilhosa que eu conheci em toda a minha vida, é especial e única, sem falar no quanto é linda e quente, e eu sou a pessoa mais feliz do mundo por ter você. Eu te amo.

Esse gesto de Callie, o desenho sensível e quase infantil era algo simples e ao mesmo tempo muito significativo porque era um reflexo, uma prova a mais do imenso amor que Callie sente por ela e o quanto ela sem importa em fazê-la feliz e dar força e motivos para que siga lutando em todos os momentos principalmente naqueles em que mais ela necessitava. Esse desenho significava que “o homem bom em meio à tempestade” que Arizona tinha aprendido a ser havia encontrado alguém tão ou até mesmo mais forte que ela e isso era importante porque até o guerreiro mais valente precisa em algum momento no caminho de um lugar seguro onde possa descansar e Callie com seu amor, sua força e coragem havia se transformado nisso para Arizona: O lugar seguro para o guerreiro descansar e assim renovar suas forças e seguir lutando.

Arizona saiu do vestiário e seguiu rumo a OR, com o animo nas alturas, as palavras de Callie, seu abraço e esse desenho haviam mudado o dia para melhor, da mesma forma que Callie havia mudado a vida de Arizona para melhor, sempre para melhor... Era algo contraditório, tantas vezes que Arizona temia o compromisso no passado, tanto que tinha negado a possibilidade de ter filhos com Callie e agora simplesmente era impossível imaginar uma vida feliz e totalmente realizada sem a presença de sua esposa e sua filha. Callie havia tornado realidade sonhos que Arizona nunca se atreveu a pensar que tinha, mas tinha e Callie fez todos se tornarem realidade, cada um deles e o melhor de tudo é que sabia que Callie se esforçava com todo o seu amor para fabricar novos sonhos e para fazê-la cada dia um pouco mais feliz do que no dia anterior.

Portland, Oregon20:00hs

Os três delinquentes estavam eufóricos, celebrando o êxito de sua terceira operação e a preparação inicial da quarta, no negócio lucrativo do sequestro. Robert Planton, conhecedor de armamento e munição, o mais perigoso dentre os três, não via a hora de acabar com suas vítimas. Peter Camel, um quase gênio da informática e em técnicas de hacker, era o encarregado da logística das operações, especificamente era o homem que evitava o rastreio por satélite e a localização das ligações, usando técnicas evasivas para confundir os policiais. E por fim Alberto Campos, homem sem nenhuma ocupação especial, mulherengo e ganancioso, era o encarregado de atender as vítimas do sequestro enquanto elas estavam no cativeiro, para que após duas semanas de terem cobrado o resgate Robert as despachava para outro mundo.

O modo de operação era simples, uma vez definido o objetivo, Peter, que era o único dos três com antecedentes criminais, alugava mediante a apresentação de documentos falsos, uma casa que tivesse sótão e um banheiro nele. Uma vez alugada a casa, parafusavam fortemente um pino ao centro do quarto, o que transformaria o sótão numa longa cadeia, o qual na ponta se ataria um dos tornozelos da vítima utilizando algemas, dessa forma ela poderia andar pelo quarto e ir ao banheiro. Assim os sequestradores teriam o mínimo contato com elas. Do mesmo modo que instalaram uma grade na parte debaixo da porta para passar a comida por ela. Alberto Campos era o encarregado dessa tarefa e era o único que tinha um eventual contato com a vítima, para estabelecer as condições de resgate, limpar o quarto... Alberto costumava brincar com suas “damas do cativeiro” como gostava de chamar as vítimas, dizendo que não podiam se queixar muito porque estavam quase em um quarto de hotel, com direito a um banheiro privado e serviço de quarto, “tirando um pequeno detalhe quase sem importância”, dizia com ironia, “tem uma corda amarrada ao seu tornozelo”.

O alvo escolhido pelos sequestradores era sempre o mesmo: filhas de empresários ou industriais de descendência latina, com um patrimônio pessoal de pelo menos 200 milhões de dólares. De preferencia a filha dos empresários não devia morar na mesma cidade que seus pais, a fim de obrigar a eles que viajassem até a cidade onde morava sua filha e onde obviamente teriam menos contatos do que em sua cidade local. Uma vez cobrado o resgate, Peter Camel se adiantava a cidade de seu próximo alvo para começar a negociação de aluguel e a preparação técnica da casa que serviria de base para a nova operação. Enquanto normalmente deixavam uma margem de espera de duas semanas para acabar com a vítima, o executor era sempre Robert Planton.

Já haviam realizado com total êxito este procedimento em duas ocasiões e a pouco tempo haviam cobrado o resgate da terceira vítima, a qual manteriam em cativeiro duas semanas mais antes de mata-la. Os sequestradores estavam celebrando suas conquistas e terminando os detalhes para efetuar o sequestro de sua quarta vítima.

A primeira mulher sequestrada foi Emma Vilar, economista, morava em Iowa, seu pai Federico Vilar mora em Nova York, a operação durou aproximadamente cinco semanas e a vítima havia sido encontrada morta, a beira de uma estrada pouco transitada com um tiro na cabeça, a policia não tinha nenhuma pista dos sequestradores. O resgate cobrado foi de vinte milhões de dólares.

A segunda vítima, Clara Aponte, dentista, mora em Denver, Colorado, seu pai mora em Arkansas, a operação durou aproximadamente em quatro semanas. A vítima foi morta à quase três semanas atrás, com um disparo na cabeça. Os noticiários ainda não haviam mostrado a localização do cadáver. Os sequestradores acreditavam que isso teria acontecido porque o cadáver da mulher foi jogado a vários metros das beiras de Windsor Lake e na água os corpos são muito mais difíceis de serem encontrados. O resgate cobrado foi de vinte milhões de dólares.

A terceira vítima, Norma Rivas, advogada, mora em Portland, seu pai Ricardo Rivas, mora em Kansas City. A vítima foi sequestrada a duas semanas e meia e ainda estava em cativeiro e os sequestradores haviam acabado de pedir o resgate de vinte milhões de dólares, por isso a comemoração. Como a distância entre Portland e a localização da próxima vítima eram próximas, os sequestradores tomaram a decisão de monitorar a partir do dia seguinte os passos do novo objetivo e se aparecesse a oportunidade a sequestrariam de uma vez. Essa mesma noite Peter Camel viajaria a Seattle a fim de preparar uma casa que haviam alugado recentemente, localizada ao norte de Frink Park, antes da chegada de sua próxima vítima: Calliope Torres, cirurgiã ortopédica do Seattle Grace Mercy West, seu pai Carlos Torres, mora em Miami. Resgate... Vinte milhões de dólares...

Essa história continuará ...

Notas finais
Então, o que acharam ? Vou dar um tempo pra postar o segundo capítulo porque a fic não é muito longa e também quero saber se vocês gostaram ou não, então comentem pf :)