Não Conte A Ninguém
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Depois de tanta felicidade com a notícia da gravidez, Cindy e Richard foram almoçar. Cindy colocou o que havia cozinhado sobre a mesa e logo eles se sentaram.
– Richard, você sabe que um filho é algo muito importante, não sabe?
– Claro que sei Cindy, por quê?
– Eu quero que você passe mais tempo comigo e trabalhe menos. Eu vou precisar de você mais do que nunca nesses próximos meses. – ele engoliu seco.
– E como você quer que eu te sustente dessa forma? Você sabe que se eu trabalhar menos, consequentemente ganharei menos dinheiro também.
– Deixe de trabalhar por pelo menos dois dias e fique comigo um pouquinho mais. Dois dias não irão influenciar tanto assim, Richard.
– Tudo bem, eu vou dar um jeito. – Richard não conseguia dizer não para Cindy. Seu coração era mole demais para isso.
Depois do almoço eles foram ver um filme que Cindy havia pegado emprestado de sua amiga. Tiveram que fazer algumas pausas por conta do enjôo dela, mas nada que fosse fora do normal. De noite, quando Cindy foi tomar banho, Richard pegou o celular e ligou para Amy. Ele não sabia muito que dizer, não havia bolado nenhuma mentira. Dessa vez ele iria arriscar “improvisar”.
– Alô? Amy?
– Richard? Aconteceu alguma coisa?
– Não... Quer dizer, sim.
– Então fale logo.
– Minha mãe quer que eu fique com ela por mais dois dias durante as semanas. Eu tive que te ligar para ver o que você acha disso. Eu não consegui dizer não para ela.
– Por mim tudo bem. Eu sei que ela está doente e deve acabar se sentindo muito sozinha quando você volta pra cá.
– É por esse motivo mesmo que ela me quer aqui durante mais tempo. Obrigado por concordar, eu te amo! – e desligou. Nem esperou ela responder. Ele acabou ficando aliviado, e demais, por sinal, pois foi tudo um improviso total.
Os nove dias que ele havia prometido ficar lá já estavam chegando ao fim. Foram muitos filminhos, beijinhos, abraços e principalmente enjôos, por parte de Cindy, claro. Richard resolveu ir embora de noite, pois queria aproveitar o tempo com Cindy antes de ter que voltar para sua outra vida. Dessa forma ele pegou o carro e foi. Quando chegou encontrou a empregada na cozinha, limpando o chão.
– Onde está Amy? – ele perguntou sério.
– Ela saiu e não disse para onde foi. Ela apenas disse que era uma urgência de trabalho e que voltava logo.
Richard bufou e em seguida subiu as escadas em direção ao seu quarto. Chegando lá ele ligou para Cindy, como sempre fazia.
Era noite de lua cheia e eu, como uma vampira, deveria me alimentar. Mas quem seria a minha vítima? Eu estava tão ocupada vigiando a vida desse infeliz que até me esqueci de escolher minha vítima com antecedência. Mas não precisei pensar muito, tive uma grande ideia. Estava na hora de dificultar um pouquinho a vida desse vagabundo e ver como ele se saia com as mentiras.
*Ding Dong* – soou a campainha.
– Olá, posso lhe ajudar? – uma mulher que aparentava ter uns 53 anos atendeu a porta.
– Olá. Pode sim. Você é a senhora Bartoli?
– Sim, sou eu mesma. Por quê?
– Seu filho por acaso se chama Richard Bartoli?
– Sim. Aconteceu alguma coisa com ele?
– Com ele não, mas com você sim! – respondi com um sorriso irônico, mostrando meus caninos afiados. Logo peguei em seu pescoço como se fosse sufocá-la e a mordi, saciando a minha sede.
Acho que Richard não esperava que sua mãe verdadeira morresse tão cedo. Peguem a pipoca porque os problemas já vão começar!
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