Notas iniciais
Hoje terá um novo capitulo, espero comentários para saber como estou indo.

– Aonde estamos indo? — perguntou Victor.

– Estamos? Não estamos indo a lugar nenhum, eu estou indo.

– Não conheço nada aqui, preciso de companhia, e quero que seja você.

– Pra sua informação não sou guia turística, e muito menos babá. Se quer companhia procure outra pessoa, posso saber por que me escolheu?

– Porque você é a moça mais bonita de todas. — disse parando em frente dela com um sorriso que deixava qualquer garota derretida, mas que enfurecia Liliana.

– Espere só até conhecer minha amiga e prima Anna, você vai esquecer que eu existo, quem sabe vocês namoram, aí ela deixa meu namorado em paz.

– Eu só tenho olhos para você. — Tentou abraçar Liliana, mas levou um soco no braço.

– Ai garota foi só um elogio. — disse fazendo uma careta.

– Mulherzinha, não aguenta nem um soco. Se vai me seguir precisa ser cauteloso, ninguém pode nos ver entrando nesse castelo hein.

– Não esquenta gata, sou um ninja. Ai – gritou ao ver um sapo no pequeno pântano.

– Hahaha vai me dizer que tem medo de sapinhos também.

– E você não tem? — perguntou assustado, mas não tão assustado como quando viu que Liliana ia atravessar o pântano. — Você vai atravessar isso aí?

– Nós vamos! — disse sorrindo da expressão de medo do rapaz.

– Nós? Não tem outro caminho? — disse Victor ficando pálido.

– Tem, mas precisamos ser discretos, sabe escalar paredes?

– Hã? Acho que você precisará me carregar, morro de medo de cobras e sapos e não vou sujar meus sapatos italianos nesse lodo não.

– Ah mariquinha. — disse revirando os olhos.

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– Como você é lindinha minha princesinha, já que sua mamãezinha não quer você serve. — dizia Rabadash beijando o pescoço de Anna. A moça tentava gritar, mas tinha sua boca tampada pelas mãos de Rabadash, que a tinha arrastado até seu quarto.

– Me solta. — dizia chorando com a voz abafada pelas mãos dele.

– Vocês são duas feras que eu vou domar. Pra que me contentar com pouco se eu posso ter as duas? Esse tal de Caspian vai se arrepender por ter se metido no meu caminho. Vou destruí-lo por completo.

– Me larga seu nojento. — disse quando Rabadash soltou sua boca para beijar seus lábios.

– Você vai ser minha, Aninha, só minha. É tão bom saber que estou te roubando daquele idiota do Alvaro. Que garoto ingênuo, nem parece meu filho. Foi tão fácil enganá-lo princesinha, e aquele otário ainda caiu apaixonado por você. Ah amorzinho não chora, se você quiser eu posso casá-la com ele e assim nos tornamos amantes. — Rabadash destilava seu veneno enquanto Anna se contorcia em baixo dele na cama fria.

– Não eu não vou deixar que faça nada comigo, não. — Chorava em desespero. — Mamãe me ajude.

– Vai, chama a sua mamãezinha de novo vai, adoraria que ela estivesse aqui entre a gente.

Alvaro tentaria recuperar a trompa mágica, já que acreditava que seu pai estivesse fora do quarto. Mas quando se aproximou da porta reconheceu uma voz que implorava por socorro, era a voz de sua amada Anna. Ao ouvir os gritos da jovem e as risadas de seu pai, Alvaro se desesperou, queria entrar de qualquer maneira, mas a porta estava trancada.

– Eu estou indo Anna, se acalme eu vou te salvar. — gritava socando a porta.

– Alvaro socorro! — gritou usando todas as forças de sua garganta. Ao ouvir Anna chamar por ele, Alvaro deu um chute tão forte na porta que esta foi parar no chão.

– Sai de cima dela seu maldito. — Ao ver seu pai em cima de Anna tentando rasgar suas roupas, Alvaro sentiu uma fúria incontrolável, e um ódio mortal cresceu em seu coração por seu pai. — Eu já disse larga solte-a agora mesmo. — disse com o rosto vermelho de raiva.

– Saia daqui seu moleque, não vê que estou ocupado. — respondeu levantando-se ficando por mais uma vez por cima da garota, mas logo em seguida deu um forte tapa na cara de Anna. — Vagabunda!

– Eu vou te matar seu demônio – disse Alvaro partindo para cima de Rabadash, puxando seu pai pelos cabelos e em seguida lhe dando um soco tão forte que quebrou seu nariz. O sangue escorreu pelo rosto de Rabadash que revidou dando um forte soco na barriga de Alvaro, deixando Anna apavorada. — Cuidado Alvaro. — pediu tremendo. — Mesmo tendo recebido um forte soco, Alvaro puxou Rabadash pelos cabelos até este cair da cama, o rapaz sentando-se em seu pai disparou vários socos em seu rosto. Rabadash segurou Alvaro pelo pescoço na tentativa de asfixiá-lo, mas o rapaz continuava a bater sem descanso. Vendo que era inútil tentar enforcar seu filho, Rabdash estendeu a mão até chegar a cabeceira, pegando assim um jarro de plantas para acertar brutalmente na cabeça seu filho deixando-o atordoado. Anna deu um grito de pavor ao ver seu amor quase perder a consciência, Rabadash se levantou e deu um chute na barriga de Alvaro, quando Alvaro gemeu de dor, Anna reuniu todas as suas forças para tentar ajudar o amado. A jovem jogou-se nas costas do tisroc puxando-o pelo pescoço, conseguindo tirá-lo de cima de Alvaro, mas com violência Rabadash deu um tapa brutal na garota jogando-a no chão, Alvaro temendo o que seu pai poderia fazer a sua donzela levantou-se sentindo sua cabeça girando, enquanto isso Rabadash levantou Anna puxando-a pelo braço e batendo com a cabeça da jovem na parede, mas para o alívio de Anna, Alvaro acertou o braço de Rabadash com um que estava no quarto punhal, e o tisroc amedrontado com a arma de seu filho saiu correndo do quarto, deixando os dois a sós.

– Meu amor você está bem? — perguntou Alvaro a abraçando no chão, apertando-a bem forte contra seu corpo.

– Eu estou bem, é você que... está machucado, está muito ferido Alvaro. — disse preocupada passando a mãos pelas feridas do rapaz.

– Isso agora não importa Anna. Ele te fez alguma coisa? — perguntou com lágrimas nos olhos. — Porque se ele fez eu juro que o mato. — disse sentido.

– Não você chegou a tempo, obrigada por ter me salvado. — disse secando as lágrimas dele. E Alvaro morrendo de amores pela bela moça, aproximou-se vagarosamente de rosto tentando encontrar seus lábios, mas ela se desvencilhou.

– Por favor – falou colocando o dedo nos lábios dele – agora não.

– Tudo isso foi culpa minha, se eu não tivesse te chamado aqui, nada disso teria acontecido.

– Eu já estou bem, quem tem problemas agora é você, seu pai não vai deixar isso barato. — disse com evidente amor nos olhos.

– Eu não me importo. A única coisa que importa agora é que eu te amo, acredita em mim Anna. — suplicou como um anjo.

– Não é hora pra isso Alvaro. — disse se soltando do abraço do rapaz e levantando.

– Então é verdade... você me odeia – disse com os olhos cheios de água comovendo a princesa. Anna percebeu que ainda o amava, e parecia que toda a raiva tinha passado.

– Para falar a verdade eu nunca me senti tão segura em toda a minha vida.

– Isso quer dizer que eu ainda tenho chances? — perguntou esperançoso.

– Eu... eu ainda estou muito confusa Alvaro.

Liliana estava exausta, porque como Victor era medroso, ela teve que carregá-lo nas costas enquanto escalava o castelo. Liliana e Victor foram andando sorrateiramente e com muito cuidado para não serem vistos, até que de longe avistaram Rabadash visivelmente machucado, com o rosto e o braço sangrando.

– Acho que tem algo errado aqui. — disse pensativa.

– Quem é essa cara? — a voz de Victor era como um sussurro.

– Meu querido sogro – disse Lili irônica.

– Nossa você deve ser muito querida pelo seu sogro, já que teve que invadir e escalar o castelo dele para falar com seu namorado.

– Chega de gracinhas, a coisa está séria.

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– Pai você viu a Liliana por aí? É que estou procurando... — Benjamim parou quando percebeu o quanto Caspian estava distraído.

– Hã o que? Você falou comigo? — disse se despertando de seus pensamentos.

– Estava tentando falar com você. Mas aconteceu alguma coisa? O Carlos piorou? — começou a se preocupar.

– Não Benjamim o seu irmão está melhor, é que... bom sua irmã foi visitar sua mãe.

– Eu também a vi.

– Como? Quando? Aonde? — disparou várias perguntas para Benjamim.

– É que eu invadi o castelo com o tio Pedro. A Jadis ia matar o tio Edmundo e eu fui dar cobertura.

– Céus e eu não estava sabendo de nada. E o Edmundo como está?

– Calma pai, você está muito tenso. O tio Ed está bem, o Pedro matou a Jadis. E eu acho que devemos nos preocupar.

– Já era de se esperar. — sentou-se novamente desanimado. — Mas o que você queria?

– É que eu já procurei a Liliana por todo lugar, mas não a encontro. — Benjamim começou a refletir e chegou a uma conclusão. — Acho que já sei onde ela está.

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Liliana ao abrir a porta do quarto de Rabadash, pensando ser a porta do quarto de Alvaro, levou um susto ao se deparar com Anna que se preparava para sair.

– Anna o que faz aqui? — Anna a abraçou e a puxou junto com Victor para o quarto.

– Quem é ele? — perguntou assustada.

– É uma longa história. Mas porque sua boca está sangrando? — Liliana se assombrou ainda mais quando viu o estado de Alvaro.

– Isso não é nada, o estado dele é pior. — disse apontando para Alvaro.

– Alvaro o que aconteceu aqui? — disse Liliana abaixando-se no chão ao lado do rapaz.

– William tire ela daqui. Saiam daqui agora. — pediu o príncipe com a mão na cabeça que estava muito dolorida.

– Eu vi o seu pai machucado. Porque está ferido desse jeito? — perguntou desesperada.

– Por favor William não tenho tempo para explicar. Meu pai tentou abusar de Anna, tire-a daqui agora, fujam daqui imediatamente.

– É melhor o obedecermos. — disse Victor assustado.

– Leve-a daqui Victor. Eu vou ficar.

– Não William. Ficou louco? É melhor que você proteja a Anna.

– Promete que vai ficar bem?

– Eu vou tentar – disse olhando para Anna, que muda, estava abraçada a Victor.

– Vamos. — disse Liliana saindo correndo com os outros.

– Rápido, andem prendam aquele delinquente. — Gritava Tirza dando ordens a uns poucos soldados e dois lobos e um ogro. — Vamos suas lesmas, não permitam que ele fuja. — Os três jovens observavam tudo escondidos por cima das escadas.

– Ela ainda não sabe que estamos aqui. — disse Liliana afobada.

– Mas por onde fugiremos? — perguntou Victor já ficando nervoso.

– Vamos para o topo do castelo, podemos nos esconder por enquanto e lá vemos.

Os três suavam muito quando chegaram ao ápice do Castelo. Os sons que viam de baixo eram assustadores.

– Meu deus o que faram com ele? — perguntou Liliana aflita.

– É muito alto, não temos como escalar até e muito menos pular. Estamos perdidos. — disse o rapaz excitado, olhando para baixo.

– O que vamos fazer? Acho que tem lobos subindo, devem ter sentido o nosso cheiro. — disse Anna desesperada enquanto os uivos ficavam mais intensos e próximos.

– Estão chegando Liliana o que vamos fazer?

– Vamos sair daqui imediatamente – gritou Benjamim descendo dos céus montado em seu grifo, e para sorte dos outros jovens ele tinha trazido companhia. Plumalume a coruja gigante. — Me dê a mão minha irmã, não temos tempo. — disse ajudando Anna montar em seu grifo atrás de si.

– Venham, subam – gritou Plumalume apavorada com os latidos e uivos cada vez mais próximos. Liliana conseguiu montar quando dois lobos chegaram ao topo do castelo pronto para atacá-los. Benjamim deu a partida com seu grifo desesperadamente, mas Victor aind anão tinha subido em Plumalume.

– Victor – gritou Liliana com todas as forças de sua voz. Plumalume já estava no ar a poucos metros do chão, quando um dos lobos correu até Victor para abocanhar suas pernas, mas este, com um salto conseguiu segurar-se nas mãos de Liliana. E assim partiram, deixando Alvaro para trás a sua própria sorte.

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Robert observava Lúcio e Roberta dormindo juntos na mesma cama, como dois anjos, até que Lúcio acordou.

– Pai a quanto tempo está aí? — Disse levantando-se bruscamento.

– Cuidado, ainda está muito machucado. E não fale tão alto, vai acabar acordando a sua irmã. — disse colocando o dedo na boca em sinal de silencio, fazendo Lúcio sorrir.

– O que é tudo isso? — perguntou apontando para a enorme bandeja em sua mão.

– É seu café da manhã, aqui tem pães, bolos, biscoitos dos anões, leite, suco e aquele pudim que você adora.

– E como eu agradeço? — perguntou carinhoso.

– Me dando um abraço bem forte. — disse Bob chegando mais perto do filho e lhe dando um abraço bem apertado, logo em seguida o colocou em seu colo como quando Lúcio era pequeno.

– Ei eu também quero — disse Roberta acordando. — Essa é a primeira vez que vejo uma cena agradável depois de todas essas coisas que vem acontecendo. — disse unindo-se abraçados.

– Senti falta disso pai. — disse Lúcio sério.

– Mas sempre será assim filho, apesar de não morarmos mais juntos, sempre estarei com vocês. — E se abraçaram de novo. Quando Lúcia chegou e ficou observando tudo.

– Não vir se unir a gente mãe? — perguntou Roberta.

– Não, prefiro ficar daqui. Acho melhor fazer mais café, vejo que Robert vai ficar. — disse Lúcia saindo deixando o marido triste.

– Não fica assim pai, isso vai passar é só uma crise. — consolou Lúcio.

– Eu espero, mas a Lúcia está tão diferente, e cada dia que passa eu fico mais preocupado e sem esperanças. Não sei o que está acontecendo, mas espero que isso passe logo.

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Quando sentiram que estavam fora de perigo pararam para descansar.

– Liliana posso saber por que o Alvaro te chamou de William? — perguntou Anna franzindo a testa.

– É verdade, ele te chamou de William duas vezes. — se intrometeu Victor.

– Eu quero falar a sós com você Aninha, vamos para um canto. — pediu Liliana séria.

– O que acha daquelas árvores? — disse Anna apontando para a árvore.

– Claro. — disse cabisbaixa e pensativa.

As duas se retiraram deixando Benjamim e Victor sozinhos, quando eles notaram...

– Victor? Victor Moore? — pergutou Benjamim perplexo.

– Você só pode ser... o Benjamim. — disse não acreditando em suas palavras.

– Isso mesmo, sou o Benjamim, Benjamim Pevensie Cooper. O garoto que você...

– Batia e maltratava. Me desculpa cara, eu era um garoto mimado e imaturo.

– Deixa pra lá, o que passou passou.

– Como eu fui esquecer? Como sou idiota, como não me liguei nisso antes. — disse dando tapas na própria cabeça.

– Não se ligou no que?

– Tanta coisa na minha cabeça, eu estava tão confuso. Não me dei conta, Nárnia, estou em Nárnia. Ou melhor o País de Aslam, lugar que Dona Marta, minha mãe e minha avó sempre falavam. Eu não acredito que estou aqui, onde está o Aslam?

– Esse é o problema, não sabemos onde ele está.

– Você está me enrolando e ainda não me disse nada Liliana. Porque o Alvaro te chamou de William?

– Porque eu estou apaixonada pelo Alvaro. Eu o amo e quero ficar com ele. Saiba que vou lutar contra tudo e todos para ficar com ele. Até mesmo... contra você, se for preciso.

– Não serei nenhum obstáculo entre vocês. — respondeu decidida despedaçando uma flor.

– Tem certeza? Você ainda o ama? Porque se ainda gosta dele nossa amizade acaba por aqui. Não estou disposta a abrir mão desse amor.

– Não. — disse duramente. — Como pode pensar que ainda sinto algo por ele, depois de tudo o que ele me fez? Tudo o que eu senti por ele já morreu.

– Melhor assim, não quero perder sua amizade. Me desculpe por te ameaçar.

– Quero que você seja feliz Liliana. Pena que você saiba escolher bem.

– Não é questão de escolha.

– Mas tem uma coisa, ainda não te entendi porque o Alvaro não te chamou pelo seu verdadeiro nome.

– É que quando o conheci, ele pensou que eu era homem, já que eu estava de capacete. E para me aproximar dele eu deixei que ele continuasse pensando assim.

– Olha Liliana não minta para ele. Uma mentira pode acabar com o amor mais profundo.

– Nada vai acabar com o amor que sinto por ele. É melhor irmos para casa.

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Por ordem de Rabadash e Tirza, Alvaro foi surrado e jogado na masmorra, por ter desobedecido seu pai e tê-lo ferido daquela forma.

– Celas e correntes, como nos velhos tempos. — provocou Rabadash.

– Acredita se eu disser que estou feliz?

– Feliz seu idiota? Por estar em uma cela sendo tratado como um cachorro?

– Prefiro estar em uma cela, do que estar em suas mesa e em seus banquetes. E prefiro sim ser tratado como um cachorro, mas ajudando as pessoas certas, do que estar ao seu lado e me sentir como um monstro.

– Ah que bonitinho, juro que estou até emocionado. Você não pode comigo.

– Tem certeza, acho que o único idiota aqui é você. Estou ao lado dos seus rivais há muito tempo. Saiba que você falhou naquela noite com a Susana porque eu coloquei um feitiço na sua bebida, fique sabendo que eu roubei o elixir de cura e devolvi aos verdadeiros donos, e também saiba que naquela noite em que vocês se embebedaram, eu surrei você e o fiz acreditar que tinham sido seus amiguinhos.

– Você vai pagar caro por isso – gritou Rabadash batendo com as mãos nas grades, mas depois gemeu de dor.

– Você pode até pensar que pode derrotá-los, mas eles vão te vencer, Aslam vai ajudá-los e nós vamos pagar por tudo o que fizemos.

– Aslam? Hahaha vai me dizer que virou devoto desse gatinho de estimação? Nem ele e nem ninguém poderá salvar Nárnia das minhas mãos agora, nem ele e nem o próprio Tash.

Naquela noite Alvaro recebeu um severo castigo, e Rabadash já preparava seu triste fim, mas mesmo assim o rapaz não estava arrependido pelo o que disse e fez. Já que Anna não o amava mais, a morte seria uma dor muito insignificante.

– Caspian vai acabar fazendo um buraco no chão de tanto que anda pra lá e para cá. — disse Drinian que também estava preocupado com a demora da princesa, mas não queria deixar o rei mais nervoso.

– Até agora. Nada da Anna voltar, já anoiteceu. Eu vou atrás dela.

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– Por favor gente, acho melhor não falar nada para o meu pai.

– O que o Rabadash tentou fazer você até esconder, mas não pode esconder que tudo isso foi uma armação e que você não viu sua mãe.

– Está certa Liliana.

– O que acha de passar a noite aqui Victor.

– Poxa Benjamim, eu fico lisonjeado nunca vi um navio tão magnífico em toda minha vida, mas não posso deixar a minha gatinha sozinha. — disse olhando para Liliana, que lhe deu um soco no braço.

– Não sou sua gatinha e não preciso de babá, sei me cuidar muito bem sozinha.

– Tem certeza que essa fera é sua prima Benjamim?

– Ai e que fera. Você deve ser louco mesmo, o único corajoso a ponto de se interessar pela Lili.

Drinian iria acompanhar Caspian, quando viu os três jovens chegaram juntos.

– Majestade acho que não precisaremos mais ir. Sua filha acaba de chegar!