Nárnia Além Da Vida Parte II
6 Nosso Segredo
Notas iniciais
– Liliana você não acha que já está na hora de crescer?
– O que você quer dizer com isso mamãe?
– Você sabe... vive agarrada com o Benjamim, se veste como um garoto sujo, e na festa de sua prima não dançou com ninguém. Por que você é desse jeito Liliana? Por que não é uma dama, uma princesa como a Aninha e a Roberta? Só me faz passar vergonha.
– Porque eu sou eu mamãe, não quero ser uma bonequinha, quero ser o que me faz feliz. Sinto muito por ter nascido de você, não se preocupe pois não te envergonharei mais. — disse magoada.
– Espera Liliana, filha não foi isso o que eu quis dizer...
– Eu nunca mais estarei em um lugar público perto de você. — disse pegando sua espada e saindo depressa.
…
Liliana odiava ser comparada as suas primas, ela amava muito as duas, e gostava do jeito delas. A única coisa que ela queria era ser aceita. E só se dava realmente bem com seu primo, o Benjamim, os outros zombavam por ser do jeito que era, mas na verdade os outros garotos tinham inveja da maneira de como ela lutava. Só podia mesmo ser filha do Grande rei Pedro.
– Vou esmurrar o primeiro palhaço que me tirar do sério!
...
Alvaro mais uma vez estava a procura de Anna, quando para o seu azar topou com Liliana na floresta. O rapaz assustado sacou a espada, e a garota que já não estava nada bem, partiu para a briga. Alvaro sentiu medo do cavalheiro, e não sabia que se tratava de uma moça, por isso tentava lutar pesado, mesmo sem saber usar a espada direito. Liliana lutou não porquê estava com raiva, mas porque quem estaria de armadura no país de Aslam completamente assustado e pronto para atacar?
Liliana juntou suas habilidades com sua raiva, e acertou a espada tão forte, na espada do rapaz, que a deste foi parar longe. E assim ela deu um forte chute no capacete dele, jogando o rapaz no chão. Todos sabiam que só Liliana usava armadura no país de Aslam, e quem a atacou só poderia ser um intruso.
– Prepare-se para morrer seu verme! — disse apontando a espada para o rapaz.
– Espere! — gritou Alvaro, e em seguida tirou seu elmo rapidamente.
Ai ele era lindo demais, tão lindo que Liliana tremeu e deixou sua espada cair no chão, se Alvaro quisesse matá-la poderia ter feito agora mesmo. O que esse rapaz tinha para deixar as Pevensie tão encantadas?
– Perdoe-me por ter lhe atacado nobre cavalheiro. Aqui está sua espada. — disse entregando o objeto a Liliana.
´´Cavalheiro? Ele deve estar pensando que sou homem, e isto é bom, pois poderei me aproximar dele´´. — Pensou Liliana que a esta hora já sentia uma grande atração por ele.
– É que você me assustou, andando sorrateiramente. ´´Será que ele percebeu que minha voz é de mulher?´´.
Para a sorte da jovem, sua voz rouca não permitiu que o rapaz percebesse quem ela realmente era.
– Perdão meu rapaz. Mas é que estou perdido. — disse Alvaro com seu sorriso fascinante.
– E quem procura?
– Sou o príncipe Alvaro, e procuro a princesa Anna, uma bela dama que conheci em seu aniversário.
´´Só podia ser´´ — pensou Liliana desanimada.
– Gosta dela alteza?
– Não. Não sinto absolutamente nada por ela, só quero conversar.
Dentro da armadura um sorriso acendeu e Alvaro não pôde ver.
– Como se chama? Você é um nobre? — perguntou Alvaro.
– Não eu sou apenas um cavalheiro, que morreu em uma batalha. Me chamo... William. — mentiu a jovem.
– Seria um prazer ter sua amizade William, se você quiser. Eu nunca tive um amigo antes — disse o jovem tristemente.
– É claro que eu quero, sim eu quero. Podemos ir para um lugar mais aconchegante para conversar.
´´ Que bom, poderei me aproximar dele sem ter vergonha já que ele pensa que sou homem, e depois irei conquistá-lo, aí me casarei com o príncipe mais bonito deste mundo, e poderei calar a boca de minha mãe´´.
…
– Me fale da sua vida. — disse Liliana.
– Sabe William, é que eu nem te conheço, tenho muitos segredos e não...
– Você disse que queria ter um amigo, não foi mesmo? Os amigos confiam um no outro. Me conte seus segredos e lhe contarei os meus.
– Sim é claro, perdoe minha desconfiança.
– Por onde quer começar.
– É meu pai... ele nunca gostou de mim, na verdade ele sentia nojo de mim... nojo por não ser filho da mulher que ele amava.
– Isso deve ser difícil para você.
– Não entrarei em muitos detalhes mas te direi o principal. Meu pai só se casou para cumprir seus deveres de rei. Ele odiava minha mãe, tinha repulsa a ela, e então... quando se cansou a matou. — a voz embargada revela a Liliana que Alvaro queria chorar.
– Eu sinto muito, se quiser não precisa falar nisso. — disse a moça sentindo dó do rapaz.
– Não, eu quero falar, eu nunca pude conversar com ninguém e me sinto sufocado. Meu pai amou muito uma mulher, uma paixão doentia, ele era completamente obsecado por ela, e não se conformava em tê-la perdido. Ela o desprezava, e não aceitou se casar com ele, meu pai ficou como um louco e quis matar a todos que o impedissem de ficar com ela, mas ele perdeu a guerra e foi humilhado, porque quis. Ele jurou que jamais voltaria a atacá-los, mas era tudo mentira... ele só estava esperando a poeira abaixar e lutaria de novo para prendê-la e se casar com ela. Ele esperou alguns anos, e finalmente quando ia atacá-los de surpresa, já que estava chegando o dia da grande caçada, mas ele foi surpreendido ao saber que ela foi embora. Meu pai enlouqueceu, e eu tive sorte por não ter nascido naquela época, ninguém, nem meu avô sabia que ele havia juntado tropas e os atacaria de novo, como ela já tinha ido embora, revelar que atacaria o reino só iria lhe trazer problemas. Então ele se casou, e me teve. Sabia que quando uma pessoa faz amor em Nárnia, pensando em outra seu filho nasce igual a pessoa em que seu pai ou sua mãe estava pensando? Foi só para isso que ele me teve, para que eu fosse igual a ela. Agora meu pai me deu uma missão, e não posso decepcioná-lo e farei de tudo para que dê certo.
– Alvaro sua história é triste e complicada, mas ajudar o seu pai a fazer coisas erradas, não fará que ele te ame. Eu sei como é não ser aceito pelos pais, ou melhor minha mãe. Quando... ah deixa pra lá, continue.
– Ele me aprisionou por muitos anos...
– Por que?
– Por ela, tudo por culpa dela, essa maldita rainha que fascinava a todos. Desde que eu era pequeno meu pai me forçava a saber de tudo sobre ela, nunca aprendi as artes de um espadachim, meu pai me obrigou a treinar somente com o arco. Um dia eu seria rei, e todo o rei que se preze sabe lutar com espadas, mas isso não é tudo, o que aumenta o meu rancor por ela foi ter sido aprisionado durante toda a minha infância. Meu pai queria que eu pintasse um retrato dela, muitos artistas se ofereceram, mas ele não aceitou. Queria que eu desenhasse um retrato perfeito da rainha, como ele me descrevesse, mas o pior de tudo era que eu não sabia desenhar. Ele foi perdendo a paciência, e um dia me deu uma surra, disse que eu não fazia nada direito, e me abominava por não ser filho dela, ele me prendeu em uma masmorra e disse que eu só sairia de lá quando desenhasse a rainha, um retrato perfeito. Eu passava dias chorando e pedindo por minha mãe, depois que me jogou naquela cela imunda meu pai nunca mais foi me visitar. Até que um certo dia, haveria uma grande guerra e meu pai tinha medo de morrer em combate, o único jeito dele se safar dessa era me fazendo lutar, ele fingiu estar doente e, me coroou Tisroc, colocou uma espada em minhas mãos. E eu não sabia usar a espada direito – agora Alvaro desabou em lágrimas. — Meu pai disse que eu devia lutar, e apesar de tudo o que ele me fez eu não sentia rancor nem mágoas dele, aquela era a minha chance de provar o quanto eu poderia ser importante. Ele nem apareceu em minha coroação, e no dia da batalha nem olhou em meus olhos... eu tinha medo mas faria por ele. Eu até estava indo bem na guerra, minhas tropas estavam conseguindo controlar as inimigas, mas infelizmente minhas flechas acabaram, e precisei usar minha espada, e como não sabia, o resultado foi um golpe de espada no peito.
– Então foi assim que você morreu?
– Exatamente! Mas mudando de assunto – disse enxugando as lágrimas – Por que você não tira esse elmo?
– Bom... é que, eu. ´´Ai meu deus, ele vai saber que eu mulher, e o pior é que estou toda suja e com os cabelos emaranhados. Será que ele vai gostar de mim?´´. Tudo bem, eu vou tirar. — Liliana foi tirando lentamente o capacete, e deu um sorriso para Alvaro.
– Assim está melhor William. — disse o príncipe sem ainda perceber que se tratava de uma moça.
´´William? Ele ainda não percebeu que sou mulher? Será que sou tão horrível assim, para que mesmo sem capacete um rapaz não veja que sou uma garota? Será que foi a minha trança? Mas até que é melhor assim, pois terei mais intimidade com ele, se ele achasse que sou uma garota seria diferente´´.
– Ah claro!
– E então onde acho a princesa Anna?
– Perto de umas colinas, que ficam perto de um pequeno riacho. Siga para o Oeste.
– Obrigado William, foi muito bom conversar com você.
– O prazer foi meu. ´´Todo meu´´ — pensou Liliana.
…
– Vamos pombinha. — dizia Anna a sua pomba que vinha voando atrás de si. — Preciso te dar um nome. Que tal... Clara? — a ave girou no ar. — Parece que você gostou.
– Acho que ali é um bom lugar para treinar Clara. — disse a jovem a sua ave, que já tinha decidido onde treinaria com seu arco.
Anna não era muito boa de pontaria, precisa de bastante concentração para acertar o alvo. Mas um enorme barulho entre os arbustos lhe deram um susto e a fez atirar sem querer no ser que aparecera em sua frente.
– Ai! – gritou Alvaro que foi ferido no braço.
– Meu deus, o que eu fiz? Me desculpe moço. — correu a jovem para socorrer o rapaz que nem reconhecera.
– Tudo bem não foi nada. — disse ainda gemendo.
– Como não foi nada moço? Seu braço está sangrando muito.
– Me ajude a fazer um curativo.
Anna ficou bem próxima de Alvaro para examinar seu braço. Quando ela tocou o forte braço do rapaz, Alvaro percebeu que mesmo que a moça não o reconhecesse, ele mexia com ela, e muito. Anna se sentiu estranha e com a proximidade e olhou para os sedutores olhos azuis de Alvaro, e este sorriu para ela. Anna achou que já tinha visto aquele olhar em algum lugar, mas antes que conseguisse pensar a respeito, sua pomba voou para o ombro de Alvaro.
– Olá minha cara amiguinha, a princesa Anna está cuidando bem de você?
– Você é o príncipe... Alvaro? — perguntou Anna perplexa.
– Sim princesa Anna, eu disse que algum dia nós nos encontraríamos de novo.
– Estava me procurando? — perguntou vermelha.
– Senti sua falta, e em nenhum momento deixei de sentir o teu cheiro.
– Acho melhor cuidar do seu braço. — suas mãos já estavam tremendo, e Alvaro percebeu o nervosismo da garota.
– Ai! com cuidado princesa, pensei que sua mão fosse mais delicada. — disse ele bem perto da boca de Anna, e a jovem se afastou sem graça.
– Eu a chamo de Clara. — disse tentando mudar de assunto.
– Quem?
– A pomba.
– Ah é claro. Quer que eu te ensine a atirar?
– Gosta de arco e flecha?
– É a única coisa que sei fazer bem.
Agora as mãos de Anna tremiam muito mais, e Alvaro percebendo isso, as segurou bem forte.
– Relaxe bem o braço! — disse atrás dela.
– É claro. — disse ela de olhos fechados.
– Isso princesa!
Quando Anna abriu os olhos, viu que tinha acertado bem no alvo.
– Eu consegui! Consegui! — disse tão empolgada que acabou abraçando o principe.
– Eu sei. — disse Alvaro falando bem baixo, e olhando bem fixamente para ela. Ele tocou sua nuca e a deixou bem próxima de sua boca, ele quis brincar um pouco com a moça, e quando se aproximava bem da boca dela e esta fechava os olhos ele novamente se afastava e a fitava fixamente, fazendo-a enlouquecer.
– Me beije príncipe Alvaro. — pediu ansiosa e impaciente.
– Eu posso fazer muito mais que isso, Anna.
O poder de sedução que ele exercia sobre ela era incrível. Anna não sabia o que estava acontecendo com ela, pois só conheceu esse rapaz a pouco tempo e já quer... se entregar a ele. Alvaro a conduziu até uma cachoeira que ficava bem perto de onde eles estavam, ele se despiu logo e ela exitou.
– Não vai entrar? — disse em tom inocente. — Eu me viro se quiser. — disse o fingido príncipe.
– Tudo bem. — disse a jovem que estava morrendo de vergonha, mas tinha muito desejo. E não entendia nada, Anna era muito inocente não sabia das ´´ coisas da vida´´, não sabia o que era sexo.
Alvaro se virou e sorriu ao ver que estava conseguindo tão facilmente, mas precisava se fazer de bom moço. Anna jogou água nele, e assim eles começaram a brincadeira, mas Alvaro queria mais. Ela começou a fugir dele na água, mas a missão dele era pegá-la, Anna dava mil risadas e sentia a pessoa mais feliz do mundo, era como se mais nada existisse. Alvaro a agarrou por trás, e imobilizou a moça que estremeceu ao perceber que ele estava nu. Alvaro colocou os cabelos da moça de lado, e começou a beijar seu pescoço lentamente, beijar e mordiscar. Suas mão desceram sobre a barriga da jovem e retornaram até chegar aos seios dela, ele abaixou o vestido, os apertou e começou a brincar com os mamilos da jovem. Anna queria até resistir, mas a sensação de acariciada e amada por ele era boa demais, ele lambeu o lóbulo de sua orelha e perguntou: — você me quer? — Anna sentia muita vergonha de responder, então Alvaro passou o dedo nos lábios dela e disse: — se quiser morda-o. E Anna mordeu, ele a apertou com muita força contra si e começou a beijar e chupar suas costas desesperdamente, Anna estava quase perdendo os sentidos quando Alvaro a virou rapidamente e começou a lamber seu seios, a sensação era terrivelmente maravilhosa para Anna e ela nunca pensou que existisse alguma coisa parecida com isso. O príncipe a conduziu até umas pedras lisas e a deitou ali, Anna tremia de frio, e Alvaro deitou-se sobre seu corpo, ele deu um beijo arrebatador na jovem e em seguida abriu suas pernas apertando suas coxas com o maior desejo do mundo, a jovem passava as mãos pelo corpo sarado do rapaz, ele sussurrou alguma coisa em seu ouvido e em seguida jorrou vida para dentro da jovem.
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